Fortuna Crítica
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"As diferentes vozes da narrativa colaboram para o desnorteamento do leitor, que não abandona a leitura do texto, encharcado da poesia que envolve a urdidura do relato. A metade do "eu" de cada protagonista (serão todos deuteragonistas?) conduz, cada uma, uma incompletitude vital. Carência que obsta o caminho da plenitude." A mulher pela metade, de Patricia Tenório (Rio de Janeiro: Calibán, 2009).
Fábio Lucas - Dezembro/2009
"Acabei de ler com excepcional agrado - não sendo crítico literário, fico-me a dizer-lhe que muito me agrada esta prosa corrediça e enleante, em que os mistérios da arte e da mulher, ou vice-versa, são magistralmente abordados." A mulher pela metade, de Patricia Tenório (Rio de Janeiro: Calibán, 2009).
Amadeu Baptista - Setembro/2009
"Os textos mostram-me uma autora amadurecida, forte, que sabe o que quer. São ficções que andam por várias estradas: da reflexão, da poesia, da filosofia, e tudo com originalidade e graça." A mulher pela metade, de Patricia Tenório (Rio de Janeiro: Calibán, 2009).
Assis Brasil - Outubro/2009
"Pelo visto, a obra literária da escritora pernambucana se desenvolve sob o signo da estranheza, como já tive ocasião de verificar no breve resumo que fiz sobre seu livro anterior, a novela As joaninhas não mentem (2006). Nele, destacava o simbolismo e a alegoria cedem um tanto à criação e captação de 'momentos'. Em geral, os textos curtos do livro podem ser chamados de contos ou crônicas." Grãos, de Patricia Tenório (Rio de Janeiro: Calibán, 2007).
Fernando Py - Caderno Lazer, Tribuna de Petrópolis - Outubro/2009
"Nesta oscilação temporal concentra a sua atenção. A plenitude humana é o grande mistério a alcançar. No contexto da narração o castelo representa o homem, a torre o coração humano e o amor perfeito a plenitude da vida. E é particularmente este o sentimento que brota da voz e dos gestos dos dois protagonistas: Ariana e o príncipe Átila."
Editado por Ângelo Manitta (Tradução Patricia Tenório)
Revista Il Convívio Ano IX n. 4
Outubro-Dezembro 2008
N. 35
Itália
"Patricia Tenório é uma fértil criadora - no sentido mais amplo da palavra - que destila esse fragor de câmbio, onde o conto e a poesia se misturam em cuidadoso equilíbrio. E isto não é fácil pela estrutura que oferecem estes dois registros compartilhando-se e não partilhando-se. A Patricia sabe muito bem que o colaxe se experimenta em pintura e não em literatura. Por isso os concertos e os modos estruturais da criação que ela planifica são fruto de processos e captações psicológicas."
Xosé Lois Garcia - Galicia Hoxe, Junho/2008
"É um livro curioso e, no mínimo, provoca uma certa estranheza, como nas histórias de Malu Ribeiro. Mas o que se distingue aqui é o simbolismo, um simbolismo erigido em alegoria que remete aos contos de fadas. Temos um grupo de três mulheres (uma delas, Ariana, é a protagonista da história) que buscam libertar um príncipe, chamado “príncipe do amor perfeito”, que se encontra preso numa torre de um castelo faz um século. A autora recorre a esse tipo de alegoria para desenvolver uma história que, afinal, nos remete para os dias de hoje, pois vai pondo em primeiro plano, não sem questioná-los, sentimentos, costumes e conceitos de todos os tempos, mais agudamente vividos quando parecem estar sendo destruídos pela sociedade atual. Nota-se que a alegoria de certos detalhes corresponde simbolicamente a outros mais próprios da realidade que conhecemos, como o castelo corresponde ao próprio ser humano, a torre ao coração e o amor perfeito à plenitude da vida e do amor. Assim, o livro de Patricia Tenório adquire uma dimensão maior e se torna um curioso e envolvente marco na nossa literatura."
Literatura, Fernando Py- Tribuna de Petrópolis- Petrópolis/RJ - Abril/2008
"Grãos é composto de textos escritos entre os janeiros de 2006 e 2007. Segundo a autora, "numa sociedade de consumo onde rótulos e preconceitos são estabelecidos, Grãos se propõe a ser escolhido, plantado no tecido imaginário de cada leitor. Que nele a casca aprisionada da essência pura do texto se quebre, libertando o que foi despertado no momento mágico: quando quem escreve e quem lê se tornam um". Patrícia Tenório nasceu em Recife (PE) e publicou O major - eterno é o espírito (2005) e As joaninhas não mentem (2006). "
Jornal Rascunho - Prateleira Nacional - Março/2008
O último livro de Patricia Tenório - Grãos - anuncia o nascimento de uma escritora. Desde sua primeira tentativa literária (O Major - Eterno É o Espírito), passando por As Joaninhas Não Mentem, percebe-se uma autora assumindo, aos poucos, o domínio da escrita, saltando dos exercícios de oficinas literárias para a construção de um universo particular, erguido sobre uma linguagem que se faz própria.
Homero Fonseca - Continente Multicultural - Dezembro 2007
"Colagem" - Patricia Tenório
Caderno Viver, Jaime Cimenti - Jornal do Comércio - Porto Alegre/RS - Dezembro/2007
A escritora Patrícia Tenório desenvolve desde o início de sua trajetória literária no Recife uma linguagem ficcional espiralada, como já foi assinalado em relação à coletânea de contos GRÃOS. Ao armar a estrutura sígnica a idéia converge para um núcleo formal desenhando uma circunferência que se pode comparar à uma teia de aranha, de modo a ensaiar a ficcionista em seu laboratório um sistema ideogramático similar ao da escrita chinesa.
Foed Castro Chamma - As Joaninhas Não Mentem - Dezembro 2007
Os contos de Patricia Tenório, de rara e sóbria beleza, reunidos em GRÃOS – Ed. Calibán/2007, correspondem a um requinte estético de harmoniosa realização literária. As palavras se completam nas mãos da escritora cosmopolita e pernambucana concentradas no sentido que o pensamento determina, fiel a si mesmo, qual Penélope à espera de Odisseu. O conteúdo ficcional entre pensamento, memória e palavra se desnuda na evolução da escrita de Patricia Tenório.
Foed Castro Chamma - "Contrastes" - Outubro 2007
"Uma agradável experiência saborear os Grãos de sua escrita. Textos vigorosos, concisos, revelando, em verso ou prosa, uma personalidade literária."
Antônio Carlos Secchin - Outubro 2007
"...o que mais se destaca neste estranho livro de Patricia Tenório é o emprego de uma linguagem aparentemente simples, transparente como a água que bebemos, a conviver num contexto de prosa e poesia. As tramas e os enredos sutilmente tecidos mal aparecem. No entanto, quando emergem à superfície de nossa mente, logo se esboroam numa teia de sugestões, que falam mais pelo silêncio meditativo que pela força nua do poder da construção verbal. Grãos não sugere apenas a força misteriosa das palavras, mas também a possibilidade de germinar em nosso íntimo novos seres, assim como ocorre com as sementes que, guardadas sob o signo da multiplicação, frutificam."
Cláudio Aguiar - "Sob o Signo da Fragmentação" - Setembro 2007
"Aliar a técnica adquirida em anos de estudo à sensibilidade de quem tem paixão pelas palavras. Esse é o objetivo da pernambucana Patricia Tenório em “Grãos”, seu novo livro, que será lançado hoje no auditório da Livraria Cultura. Patricia, que era analista de sistemas, deixou a profissão para se dedicar totalmente à escrita."
Nataly Costa - Folha de Pernambuco - Setembro 2007
"A necessidade de se expressar através das palavras falou mais forte na vida da analista de sistemas Patricia Tenório."
Tatiana Meira - Diário de Pernambuco - Setembro 2007
"Em As Joaninhas Não Mentem, a fantasia possibilita a revelaáão de um mundo feito de intuiáões, gerado pela energia da sensibilidade que se contrapõe à sisudez da lógica e ao imediatismo das vanguardas."
Carmem Lúcia Dantas - Março 2007
"Três geraáões de mulheres têm um grande desafio: libertar um príncipe de uma maldiáão. Ele está preso na torre de um castelo. Patricia Tenório recorre a uma simbologia que nos remete a um tempo medieval, mas transporta sua narrativa para os dias atuais. A intenáão é questionar conceitos, sentimentos e costumes. Patricia nasceu no Recife e iniciou na literatura ao participar da antologia Contos de oficina, organizada por Raimundo Carrero. É autora também de O major ó eterno é o espírito."
Jornal Rascunho - "No Reino Encantado" - Setembro 2006
"Segura no manejo da palavra, Patricia Tenório desenvolve toda sua narrativa de maneira clara e eficiente, pincelando o texto com imagens de visível teor poético, instigando o leitor, parágrafo por parágrafo, a prender-se à leitura e refletir sobre a conquista de Ariana, feminina e não feminista, autêntica e feliz, completa em sua essência de mulher, feita para conquistar o mundo e a si mesma, amar e ser amada, plenamente amada."
Majela Colares - Uma fábula para o Século XXI - Setembro 2006
"Após sua estréia na literatura, ano passado, com O Major - Eterno é o Espírito, a pernambucana Patrícia Tenório lanáa a novela As Joaninhas Não Mentem, Editora Calibán, cuja trama se desenvolve em torno de três geraáões de mulheres que lutam para libertar um príncipe de uma maldiáão. Nascida no Recife, a escritora, que também é analista de sistemas, comeáou a escrever há três anos, após participar de oficina de literatura dirigida pelo romancista Raimundo Carrero. Informaáões: (31) 2533-3587."
Antônio Torres - Estado de Minas - Setembro 2006
"...a história do Major não é só romanceada, feito se diz, mas inventada sem que aconteça nenhuma traição ao real. Os fatos são historicamente reais, verdadeiros, sérios. A montagem, no entanto, pertence ao campo da criação, onde a autora circula com facilidade - é preciso não esquecer. Assim, os personagens surgem cercados de vida documental e inventiva, que se registre nenhum tipo de traição. Assim encontraremos um Major esperto, lutador, valente, que podemos chamar também de um Dom Quixote nordestino e alagoano"
Raimundo Carreiro - Biografia: Literatura e História - Novembro 2005
"A história e as aventuras deste empreendedor de origem simples, distanciado das raízes nobiliárquicas convertidas em mitos da elite açucareira nordestina, estão resumidas na forma de romance em “O Major”."
Ênio Lins - Jornal Gazeta de Alagoas - Novembro 2005