Livro policial escrito simultaneamente pelos dois autores foi lançado no Recife e promete surpresas ao leitor

Rio a quatro Mãos (editora Raio de Sol) vai te colocar nos cômodos de um casarão e você precisará ficar atento para não se perder no labirinto. A obra (novela) conta a história de Mariana, uma jovem de 23 anos, estudante de história, cheia de traumas e com uma vontade imensa de resolver as coisas. Seu pai, o maestro da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, Marcus Vinícius de Menezes, foi brutalmente assassinado. A trama se passa no Rio de Janeiro da década de 1960.

O escritor André Balaio, especialista no gênero policial e fantástico, conta que Tenório e Portela elaboraram um jogo literário que surpreende e chega a frustrar o leitor, mas o diverte em igual medida. Ele diz que nada é o que parece ser. “Em Rio a quatro mãos há sempre um tom a mais, algo fora de lugar.

É um convite ao estranhamento, como se os autores fizessem uma nova sinfonia a partir de fragmentos de obras clássicas. As referências, porém, não são apenas musicais. O livro emula estilos literários díspares, do romance policial à narrativa histórica. Subverter características e dar nó em expectativas não é pouca coisa. Patricia e Adriano deram conta do jogo com extrema desenvoltura”, conclui Balaio.

Sobre os autores:

Adriano Portela é mestre e doutorando em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor da Escola Superior de Marketing – FAMA. Jornalista e diretor de cinema. Autor do romance A última volta do ponteiro (Prêmio Internacional José de Alencar 2012, UBE/RJ). Lançou Recife assombrado: o filme, em novembro de 2019. Idealizador da Cobogó das Artes. Ministrante da disciplina Literatura e Outras Artes e atual coordenador, com Moema Vilela e Robson Teles, da especialização Lato Sensu em Escrita Criativa Unicap/PUCRS (2021/2022). Contato | reporterportela@gmail.com

Patricia Gonçalves Tenório é escritora, vinte e dois livros publicados, sendo um deles A baronesa (2020), em formato de videopodcast, gravado com Adriano Portela durante os primeiros seis meses da pandemia de Covid-19. Recebeu prêmios no Brasil e no exterior por As joaninhas não mentem (2006), Grãos (2007), Como se Ícaro falasse (2012), A menina do olho verde (2016) e pelo conjunto da obra em 2013. Mestre em Teoria da Literatura (UFPE) e doutora em Escrita Criativa (PUCRS), ministra, desde 2016, cursos on-line e presenciais do grupo de Estudos em Escrita Criativa. Idealizadora e uma das professoras e coordenadoras da primeira turma da especialização Lato Sensu em Escrita Criativa Unicap/PUCRS (2019/2020). Contatos | patriciatenorio@uol.com.br grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com