A Busca
 
 A efervescência do inerte
 Faz-me buscar as cores do escuro
 O brilho da opacidade
 O tremor dos guerreiros
 A guerra dos paralisados
 O inócuo da multidão
 A solidão dos conquistadores
 A conquista dos sem-fala
 O eco do grito-mudo
 A tristeza dos felizes
 A felicidade dos poderosos
 O poder dos impotentes
 A letra dos analfabetos
 A sapiência dos ignorantes
 A ignorância dos letrados 

 

 Verde que te quero esperança
 
 
Pintei-me de verde
Para ser pura natureza
Fui musgo, lodo, trepadeira.
Busquei tua compreensão.
Que desilusão!
Tua cor é vermelho destruição.
Ó, ser humano, onde está tua razão?
Amarelaste teu pensar,
Descoloriste teu cérebro,
Empalideceste teu arco-íris,
Aprisionaste o negro.
Acorda, ainda é hora.
Clareia tuas ideias,
Ilumina tuas ações,
Atua na transformação.
Teu coração ao bater forte,
Extrapola o terror da inanição.
 Liberta-te, que te quero verde esperança.

 

moniquebecher@hotmail.com