“Na janela aberta do quarto de Ária, apenas o sussurro do amanhecer, as nuvens queimando aos poucos, pincelando o céu com tons de terra, raios de ouro fustigando pássaros, bem-te-vis em coro saudando vida, cigarras fazendo última cantoria, quase a explodir de satisfação, quando até da morte não se tem medo. As cigarras gritavam. Ariana esfregou os olhos com preguiça trazendo para terra pensamentos. Resolveu mergulhar no rio ainda cheio.”

(Trecho do livro “As joaninhas não mentem”, de Patricia Gonçalves Tenório)