Il Convivio

Anno XII – numero 4 – ottobre/dicembre 2011

 

 

E non sapiamo fino a quando

Pietro Civitareale

 

 Da tempo abbiamo appreso

la lezione del silenzio.

La verità non è dietro una porta,

o nel cassetto d´uno scrittoio,

ma in un filo d´erba,

nel volo di una rondine,

nel corso di un ruscello.

 

Il sapere toglie sempre

qualcosa alla nostra innocenza,

conducendoci per sentieri

ingannevoli e sconosciuti.

E non sappiamo fino a quando

dovremo pagare le pene

inflitte alla nostra presunzione.

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Utopia

Grazia Fassio Surace

 

Nel paese di non so dove

vi è sempre il sole azzurra l´aria

e piume azzurre hanno gli uccelli

cantano alberi in fiore e

le case hanno un giardino

e un tetto color fragola.

 

Nel paese di no so dove

non si conosce dolore

i bimbi hanno occhi ridenti

regalano uomini sorrisi

e animali corrono liberi

in prati luminosi.

 

Nel paese di no so dove

quando giunge l´ultima ora

una nuvola rosa atterra

un angelo al timone

e traghetta allegria

sotto bianche chiome

 

per non so dove cosa:

un altro paradiso?

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Acqua del fiume

Giulio Marino

 

L´acqua che scorre

nel fiume

è simile al canto

dell´usignolo

che si eleva

come inno d´amore

al Creato.

Le onde si frangono,

si abbraciano

si mescolano

fra di loro

con l´intensità

dello spirito umano.

L´acqua del fiume

fa nascere la vita

di ogni uomo

che crede

nell´eternità

dell´animo suo.

O acqua del fiume

mi immergo

paziente in te

per farmi amare

in ogni tempo

della mia vita

da te rinnovellata.

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Il Convivio

Ano XII – número 4 – outubro/dezembro 2011

Tradução: Patricia Tenório

Revisão: Ana Lucia Gusmão e Sandra Freitas**

 

E não sabemos até quando  

Pietro Civitareale

 

Faz tempo que aprendemos   

A lição do silêncio.     

A verdade não está por trás de uma porta

ou na gaveta de uma escrivaninha,

mas numa folha de grama,

no voo de uma andorinha,

no curso de um córrego.

 

O saber tolhe sempre  

alguma coisa da nossa inocência,

conduzindo-nos por caminhos

enganosos e desconhecidos.

E não sabemos até quando

deveremos pagar a pena

imposta pela nossa presunção.

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Utopia

Grazia Fassio Surace

 

No país de não sei onde

há sempre o ar azul ensolarado

e plumas azuis têm os pássaros

cantam árvores em flor e

as casas têm um jardim  

e um teto cor de morango.

 

No país de não sei onde

não se conhece a dor

as crianças têm os olhos risonhos       

dão às pessoas sorrisos         

e os animais correm livres     

em prados luminosos.

 

No país de não sei onde

quando chega a última hora

uma nova rosa pousa   

um anjo ao leme    

e a balsa da alegria

sob cabelos brancos  

 

por não saber de uma coisa:

um outro paraíso?

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Água do rio    

Giulio Marino

 

A água que escorre

no rio   

é parecida com o canto

do rouxinol 

que se eleva

como hino de amor

ao Criador.

As ondas quebram,

se abraçam

se misturam

entre elas mesmas

com a intensidade

do espírito humano.

A água do rio    

faz nascer a vida       

de cada homem

que crê 

na eternidade

de sua alma.

Ó água do rio

mergulho

paciente em ti

para fazer-me amar

em cada tempo

de minha vida   

por ti renovada.

 

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* www.ilconvivio.org  angelo.manitta@tin.it

** Ana Lucia Gusmão cursou Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo, na PUC do Rio de Janeiro. Alguns anos depois, fez pós-graduação em Língua Portuguesa e há cerca de 10 anos entrou para a área editorial, fazendo revisão e copydesk para várias editoras cariocas. Contato: algcm.machado@gmail.com

      Sandra Freitas é formada em jornalismo pela PUC/RJ. Trabalhou sempre como redatora e revisora em jornais e agências de publicidade do Rio e da Bahia, onde morou durante muitos anos. De volta ao Rio, especializou-se em Língua Portuguesa pela Faculdade de São Bento e trabalha desde então para revistas e editoras cariocas. Contato: sandracolodetti@gmail.com