Uma mensagem recebida da amiga Rizolete Fernandes virou uma conversa poética e mote para este post. Pelo WhatsApp, ela me disse: “Um poema de sua autoria, recebido há pouco, evocou-me este que segue. Do meu livro Canções de Abril, 2010″. O poema ao qual Rizolete se refere é Amar é um querer profundo, escrito por mim no começo de junho de 2022. A seguir, os nossos escritos que se transformaram nesse diálogo involuntário ligado pelas duas narrativas que partem de pontos bem semelhantes:

Estridência do silêncio

Que te baste meu silêncio
de estridência
e um efêmero riso
a revelar o avesso do que foi
profusa lágrima
a mão em taça estendida
o brinde sob a lua os amigos
eclipse
quando num átimo os meus
os teus olhos encontraram
e se fizeram eloquência
em tudo
em nada

Sim, que te baste meu silêncio
pleno de estridência


(Poema de Rizolete Fernandes, publicado no livro Canções de Abril)

Amar é um querer profundo

Amar
É um segundo
Em que me encontro
Ao lado teu
Em que sorrio
Entre os teus
Dentes
Tão cintilantes

Desconcertantes
Do beijo meu


Então
O tempo para
A vida emana
Todo um sentido
No teu abraço
Quando o teu peito
Encontra o meu


(Patricia Gonçalves Tenório, 08/06/2022)