Grupo de Estudos em Escrita Criativa – Novembro, 2017 & 2018

O nono encontro de 2017 do Grupo de Estudos em Escrita Criativa foi muito especial.

Foi especial, porque investigamos as estórias que já nos contaram e agora contamos de maneira diferente, imprimimos a nossa própria voz.

Foi especial, porque, como Teoria, utilizamos os “Cinco tipos de transtextualidades, dentre os quais a hipertextualidade” dos Palimpsestos: a literatura de segunda mão (1989), do crítico literário e teórico da literatura francês, nascido em Paris, Gérard Genette (1930)…

“A transtextualidade ultrapassa então e inclui a arquitextualidade, e alguns outros tipos de relações transtextuais, das quais uma única nos ocupará diretamente aqui, mas das quais é preciso inicialmente, apenas para delimitar o campo, estabelecer uma (nova) lista, que corre um sério risco, por sua vez, de não ser exaustiva, nem definitiva.” (GENETTE, 1989, p. 13-14)

… e aplicamos na Criação de uma “Ficção a partir de uma Ficção”, ou como apreendi na disciplina Literatura e Linguagem Digital ministrada pelo Prof. Bernardo Bueno no PPGL em Escrita Criativa da PUCRS, uma “Fanfiction”. Utilizamos como exemplo a Fanfiction apresentada neste blog em Outubro, 2017:

http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7565

 

Foi especial, porque último encontro do GEEC na minha residência.

O Grupo de Estudos em Escrita Criativa nasceu em Agosto, 2016 com o objetivo de, através do estudo dos grandes teóricos da Literatura e outras Artes (Fotografia, Cinema, Artes Plásticas), e diversas Áreas de Conhecimento (Filosofia, Sociologia, Psicanálise), estimular a Criação de Contos, Poemas, Romances.

Agosto, 2016: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6788

Setembro, 2016: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6829

Outubro, 2016: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6924

Novembro, 2016: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6990

Dezembro, 2016: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7049

Março, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7287

Abril, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7368

Maio, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7444

Junho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7496

Julho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7553

Agosto, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7595

Setembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7663

Graças ao Grupo, surgiu a ideia do I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco durante a XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, e, com o Seminário, a antologia de artigos dos participantes Sobre a escrita criativa.

http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7683

A partir de Março, 2018, todo segundo sábado do mês, teremos 01 encontro de 03 horas, a princípio, na Livraria Cultura do Paço Alfândega, em Recife – PE, com o objetivo de se estender para outras paragens do Brasil. Nos moldes dos encontros que ocorriam em minha residência, iremos ampliar para o grande público. Foi uma experiência muito gratificante no I Seminário a construção de 22 textos dos participantes, demonstrando a grande demanda por eventos nessa área da Escrita Criativa, e com o formato do GEEC.

Outubro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7694

As inscrições estão abertas com maiores informações no grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com. As vagas são limitadas para dar maior e melhor atenção para cada participante. Os interessados devem enviar:

– Uma pequena biografia com dados de contato (Nome completo, Telefone, E-mail, Formação);

– 1 ou 2 contos/poesias;

– Por que se interessa em participar do Grupo de Estudos em Escrita Criativa?

E boa leitura das Fanfictions das minhas tão queridíssimas alunas!

 

Patricia Gonçalves Tenório*.

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Referências:

GENETTE, Gérard. Cinco tipos de transtextualidade, dentre os quais a hipertextualidade. Algumas precauções. In Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Tradução: Luciene Guimarães e Maria Antônia Ramos Coutinho.

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Bernadete Bruto**

 

O legado de MOGLI

Foto 1 Berna 

 

Estava ali na divisória entre um bairro e outro. Do bairro das Graças onde viveu até agora, já vislumbra o bairro vizinho da fronteira…o Bairro do Espinheiro. Está com 8 anos.. A terrível morte “Sere Kan” já assolara aquele povo e a família lobo estava de luto…assim como o coração de Mogli. O grande pai Lobo fora se encontrar com seus ancestrais na Índia.

Foto 2 Berna

 

Mogli nasceu na família Raposo que era parente dos Lobos. Ele sempre soube que era diferente dos Lobos, apesar de ser parente… E quando junto aos Raposo, ele sabe que também é Lobo… Essas famílias se intercruzaram.  Na realidade seu nome é MOGLI LOBO RAPOSO. E estava na casa dos RAPOSO LOBO. Por isso a confusão na sua cabecinha de criança. E naquele ano, em particular, quando Mogli nasceu, foi o período difícil para um lar cheio de filhos e Mogli precisou sair ainda bebê e ser emprestado aos parentes Lobo, para receber os cuidados necessários. Já havia 10 raposinhas precisando de cuidados e chegaria em breve outro! Mamãe Raposo, as raposinhas maiores e Tia Kaa não podiam cuidar deste bebe…Tia Baguera Lobo poderia! Suas lobinhas, lobinhos estavam maiores na época e um bebê seria muito gostoso para um lar que amava crianças.

Foto 3 Berna

Foto 4 Berna

Na fronteira ele relembra. Sempre soube quem era e para onde devia ir, voltar, mas faltava coragem, vivendo naquele local tão cheio de graça, sob proteção de sua Tia Baguera e sua prima Balu. Pois naquele ninho, a vida era um conto de fadas cheio de livros e arte e calor humano.

Naquele tempo, Mogli se dividia entre uma casa e outra, estudava na mesma escola do bairro da Capunga, onde lá todos se misturavam e se misturavam nas férias na casa de praia em Olinda, e se misturavam nos aniversários. Mas sempre Mogli voltava ao seio dos Lobos e se sentia em casa no acolhimento amoroso daquela família.

Foto 5 Berna

Mogli agora na esquina da vida olha para trás e vê as duas, Tia Baguera e Balu, do seu canto acenando e dizendo volte sempre! Você tem um lugar aqui. E em nosso coração.

ELE receosamente voltará para os Raposos e pressente que enfrentará provas naquele bando de gente de todo tipo e tamanho, convivendo profundamente. É um clã imenso liderado pelo SR Raposo. Muitas provas Mogli passará….tia Kaa estará por lá com seu olhão lhe dizendo coisas muito duras que um menino naquela idade não consegue ainda entender. Também haverá ocasiões nas quais os Raposos e Raposas agirão como macacos loucos, até Mogli conseguir encontrar o seu lugar naquela casa. Dona Raposo será seu elo de ligação, com paciência tangendo Mogli para junto dos Raposinhos. Com ela e as irmãs Raposas ele também se conectará com a arte, isso irá ajudar muito no futuro ainda mais distante.

Foto 6 Berna

Na fronteira entre os bairros, com os olhos anuviados da perda, Mogli ainda não sabe que em outras ocasiões essa sua experiência lhe renderá belos frutos. Em passos acanhados, mas decididos, dirige-se ao Espinheiro, para o seu lugar naquela casa e, no futuro, para o seu lugar no mundo, após enfrentar todos espinheiros que a vida lhe trará na maturidade. Com apenas esse passo de hoje, no futuro Mogli compreenderá o que disse certa vez Rudyard Kipling(*) em seu famoso poema IF (SE):

 

(…)

                           Se consegues num único passo
arriscar tudo o que conquistaste
num lançamento de cara ou coroa,
perderes e recomeçares de novo
sem nunca suspirares palavras da tua perda.

 

                                               (…)

 

                        Tua é a Terra
e tudo o que nela existe
e mais ainda,
tu serás um Homem, meu filho!

 

 

Recife, 26 de Outubro de 2017.

 

Elba Lins***

 

Cedinho naveguei do mar em direção àquele rio. Não sei qual a razão dele ser conhecido como Rio de Janeiro. Suas águas claras e brilhantes trazem até mim a sensação de paz, de beleza, de algo mágico que não encontramos em todos os lugares. Suas águas ficam próximas ao mar; apenas uma larga faixa de areia de cor perolada separa o lugar mágico, do oceano – onde vivo com os seres semelhantes a mim. O rio me encanta. Nem mesmo o mar onde vivo desde que nasci me traz a sensação que encontro quando o percorro e atinjo suas partes mais profundas.

Hoje ao chegar, desci rapidamente para as profundezas, normalmente desertas. Me encanta aquela cidade submersa e abandonada há muitos milênios, que como diz a lenda foi a terra de lindas moças morenas que amavam o mar e o sol em um tempo em que as pessoas ainda precisavam estar na superfície para poder respirar.

No Rio já tenho um destino certo, não sei porque, mas os meus braços-nadadeiras me levam como um autômato para determinada casa onde sensações especiais tomam conta de minha alma, sensações que não sei identificar, nunca senti  e nem ouvi de ninguém um sentimento como este. Na minha família – cardúmica, mesmo dotados de alma e com sentimentos que nos levam a pensar no outro –, o convencional após certa idade é   passarmos alguns anos com um espécime masculino para termos filhos. Logo após este período os anciões nos direcionam a um novo relacionamento a fim de perpetuar a família. Há algum tempo algo de muito estranho acontece  comigo e esta mudança tem conexão direta com o início de minhas viagens ao fundo do rio e com o tempo que permaneço na casa que me fascina.

Cada vez que vou até a casa, passo horas inteiras tentando decifrar antigos papéis preservados, cujos estranhos rabiscos, que não sei o que significam, mas só me fazem pensar no Chico Peixe. É uma sensação tão estranha e tão gostosa que me dá vontade de estar sempre com ele, mesmo após o período de incubação. Quero sentir minhas escamas roçando as suas, minhas guelras sugando seu beijo, me aninhando inteira junto a ele. Sinto  como se aqueles símbolos e aquele som que insiste em vibrar no fundo do rio me levasse para outra dimensão, para outro tempo em que eu precisava respirar, uma época remota em que meus pés passeavam na beira de uma praia e me levavam correndo para encontrar o Chico e suas lindas  palavras, que encantavam a todos. É como se um sentimento que não sei definir e que não é meu na sua origem, chegasse de muito, muito tempo atrás, apenas para me ligar ao Chico Peixe. Sinto que os “futuros amantes, quiçá se amarão, sem saber com o amor” deixado no éter para outra que não era eu… vindo de outro Chico que não era o Peixe.

 

(DE ONDE VEM ESTE AMOR?

ELBA LINS 15.11.2017

Ouvindo a música “Futuros Amantes”, de Chico  Buarque)

 

 

Talita Bruto*****

 

Carta Aberta

 

Antes, Pai,

 

Escrevi um inventário que pudesse re-mover o concreto desta consciência. Pois sempre busquei as origens até das causas originais. A origem guarda. Haveria quem dissesse. Das nossas adversidades e elas como muros, fantásticas e verossímeis. Num mesmo espaço, matérias diferentes ocupando uma suspensão imaginária, difícil de alcançar. Muito além das leis físicas humanas. Gosto de ir, além…pensá-las como maravilhosas, cumprem com seu papel destinado pelo que é Divino. Instantes locomovem-se fatais. Ex machina. Cabe ressaltar a isso minha natureza vunerável, estarrecedora e humana, profundamente. Eis minhas motivações. Experenciar o conhecimento para torná-lo prático.

 

“E quem será
Nos arredores do amor que vai saber reparar que o dia nasceu”

 

Portanto, escrevo ao senhor. Torno de repente à realidade e abstraio a paisagem, isto é, aquilo que alcança o buraco negro dos meus olhos desmodalizados. Sou aquilo que tem ar de intrínseco. Esse céu azul límpido. Não fede, não cheira, não desmorona, pois que no há umidade. Flutua. Esse tal ar que apreende entre si, eco. E continua vibrando nos nossos ossos. Coisa forte e mesmo, quebradiça.

Sei que peguei do senhor a característica de fugidio, encara de frente mas quase não examina, perquere quase nunca, indaga, existe quase só como telespectador. E essa foi uma das ‘virtudes’. Causadora em mim, dos meus hábitos – achados hoje – inalienáveis, não me vejo sendo objetiva o bastante para chegar à conclusão proposital desta carta.

Meus problemas começaram quando se foram – os conhecidos.

 

“Sabe lá, o que é não ter e ter que ter pra dar”

 

É muito cliché e pragmático acreditar nos outros como os responsáveis pelas minhas ausências. Contrariamente, nunca tive medo disso. No entanto, encontrei-o algumas vezes. Como bem, a caminho da beira mar numa boa viagem, as garças voavam em grupo.

Tranco automaticamente as portas, carro ligado, chave na ignição, e o conhecimento teórico habilitado. Sou passageira. Poderia deixar o senhor. Mais que meus instintos as crenças não se deixam levar. Então vamos juntos. Sinto que a noção de coletividade há muito havia nos deixado e nem de lado estávamos, aquém. As dificuldades que eram os ossos abrindo armadilhas para se expandir conjuntamente às águas que sorviam da minha pele, feriam e saravam. Meandros. Ardia com o sal que salvava a corrupção dos meus sentidos. Vá, pai, não estamos de brincadeira.

Numa linha reta vejo que o senhor traça velocidades, sempre querendo escapar dos buracos, para que os pneus não furem. Fica a dúvida. Se a embreagem deve ser o lugar de troca entre o acelerador e o freio, como usar? Paro. Vou. Saio. Vôo. Pontos finais, vírgulas, estou dirigindo um meio termo de saber,dor,ia embora. Estar aqui é voltar aos dias que tocava as miúdas mãos de uma garotinha no nascer sem angústia tristeza receio que o senhor não esteja me entendendo. Sinto muito.

 

“Só eu sei as esquinas por que passei.”

 

Sol se maturando, cíclico, dia, tarde. Voltamos para beira do rio. A nascente da foz. Em meio ao quase mar que enfim, era turvo, sujo, morto, vivo. E meu pai, tentando. Primeiro vislumbre de um homem que busca ser marechal na vida. A cinquenta e quatro quilômetros por segundo quer me acompanhar nos meus vinte. Discrepância. Mas é bonito. O capibaribe nos perseguia sem obsessão. Momento. Nós rimos das nossas palhaçadinhas, novelas, festas. Pois fomos tudo isso em tão pouco tempo. Doo meus braços para os seus. Sou um bebê nesse minuto. “Não vou te abandonar”. Me observa com doçura. Sem acidente, chegamos. Ninguém dormiu de novo ao volante. Copiosamente reescrevo nos seus lábios o que sai dos meus dedos. “Eu te amo, minha filha, até à manhã”.

Agora todos os medos dizem, em frente, não se preocupe.

Querido pai, numa noite li um livro de conselhos, falava disso.

 

“O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração.”

 

 

Referências:

Cartas a um jovem poeta. Rainer Maria Rilke. Tradução: Paulo Rónal e Cecília Meirelles. São Paulo: Globo, (1953 in) 2001.

Esquinas. Djavan. 1984.

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* Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados: O major – eterno é o espírito, 2005, biografia romanceada, Menção Honrosa no Prêmios Literários Cidade do Recife (2005); As joaninhas não mentem, 2006, fábula, Melhor Romance Estrangeiro da Accademia Internazionale Il Convivio, Itália (2008); Grãos, 2007, contos, poemas e crônicas, Prêmio Dicéa Ferraz – UBE-RJ (2008); A mulher pela metade, 2009, ficção; Diálogos, contos, e D´Agostinho, poemas, 2010; Como se Ícaro falasse, ficção, Prêmio Vânia Souto Carvalho – APL-PE (2011), lançado em novembro de 2012. Em 2013, recebeu o Prêmio Marly Mota, da União Brasileira dos Escritores – RJ, pelo conjunto de sua obra, e lançou em Paris Fără nume/Sans nom, poemas, contos e crônicas em francês e romeno, pela editora romena Ars Longa; Vinte e um/Veintiuno (Mundi Book, Espanha, abril, 2016), e A menina do olho verde (livros físico e virtual, Recife e Porto Alegre, maio e junho, 2016), traduzido para o italiano por Alfredo Tagliavia, La bambina dagli occhi verdi, publicado em setembro, 2016 pela editora IPOC – Italian Paths of Culture, de Milão, e recebeu o Primo Premio Assoluto, pela Accademia Internazionale Il Convívio na Itália (2017). Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura, linha de pesquisa Intersemiose, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, com o anexo o ensaio romanceado O desaprendiz de estórias (Notas para uma Teoria da Ficção), sob a orientação da Profª Dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino, publicada em outubro de 2016 pela editora Omni Scriptum GmbH & Co. KG / Novas Edições Acadêmicas, Saarbrücken, Alemanha. Doutoranda em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, sob a orientação de Prof. Dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

 

** Bernadete Bruto (Recife/PE, 1958) é Bacharel e Licenciada em Sociologia, com Especializações na Área de Recursos Humanos e Direito Administrativo. É Analista de Gestão do Metro do Recife e Poeta Performática. Membro da União Brasileira de Escritores-UBE, da Associação do Amigos do Museu da Cidade do Recife – AMUC, parceira da Cultura Nordestina Letras e Artes e participa de grupos como a Confraria das Artes e Grupo de Estudos em Escrita Criativa. Tem três livros publicados, todas coletâneas de poesias: Pura Impressão (2008), Um Coração de Canta (2011) e Querido Diário Peregrino (2014), participação em antologias, assim como diversas apresentações poéticas e performáticas. Lança na Bienal A menina e a árvore (Novoestilo). Contatos: bernadetebruto@gmail.com e www.bernadetebruto.com

 

*** Elba Lins (Monteiro/PB, 1957) é formada em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco (1979), fez MBA em Gestão de Negócios (EAD) pela PUC-PR. Trabalhou durante 34 anos na área de Telecomunicações da CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Atualmente aposentada, dedica-se à escrita. Fez curso de Contação de Histórias no Zumbaiar (Recife). Faz poesias e há um ano participa do GEEC – Grupo de Estudos em Escrita Criativa, sob a coordenação de Patricia Tenório. DO OUTRO LADO DO ESPELHO – O feminino em estado de poesia (2017) é seu primeiro livro. Contatos: elbalins@gmail.com

 

**** Luisa Bérard (Maceió/AL, 1975). O romance Nas montanhas do Marrocos é o livro que marca a estreia da alagoana Luisa Bérard no mundo literário. Participa desde 2017 do Grupo de Estudos em Escrita Criativa, coordenado por Patricia Tenório. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas, atualmente trabalha como advogada e reside em Recife, no estado brasileiro de Pernambuco. Contatos: luisaberard@gmail.com

 

***** Talita Bruto é natural de Recife/PE, nascida em 1997, e graduanda em Letras Bacharelado com ênfase em estudos literários pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Algumas das áreas ambientadas na literatura pelas quais nutre interesses são o hermetismo, a psicanálise, as teorias da recepção, do efeito estético, da narrativa.  Além disso, participa atualmente, como aluna, de alguns grupos de estudo, dentre eles o Grupo de Estudos em Escrita Criativa ministrado mensalmente pela doutoranda Patricia Tenório. Contatos: talitabruto@gmail.com