“As joaninhas não mentem”* | Patricia Tenório**

Capa As joaninhas não mentem - Patricia Tenório

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Três gerações de mulheres são convidadas a salvar o Rei do Amor Perfeito. Ele está preso na mais alta torre da Vila do Castelo. Ariana é convidada a entregar-se a esse abismo, onde se ama e é amado.

Mas o que não sabem, nem Ariana nem o Príncipe Átila quando Ariana aceita o convite, é que se inicia a grande busca por si mesmo que todos nós faremos até o fim de nossos dias.”

 

O Sol***

           A culpa afundava pés na Terra, pedia perdão e os olhos não percebendo. Nos olhos se revelava, a Imperatriz assim saberia. Verdades, mentiras, e as palavras eram vãs.

Raiva e perdão lutavam em um corpo maior e forte. Mãos de uma mulher nova, mas não era amarga. Conservara pureza, ao menos a pureza dos quinze verões, os verões que convidaram o outono cinza dourado das folhas caídas e belas.

O jardim antes coberto de frutas e flores estava solitário e murmuroso. Vento carregando os últimos traços do Paraíso que Ariana elegera como morada eterna, onde plantara suas mudas. Morada que sabia ser passageira. Passageira da vida e da morte.

Mesmo assim querendo ficar, pedia licenças e perdões. Não precisava. A Imperatriz abriu-lhe os braços, o perdão no calor das mãos dadas. O cheiro bom de lavanda aconchegando lágrimas.

Preparou um banho no tacho de madeira. Água morna, pétalas de rosas e óleos de carinho. Ajudava a retirar nódoas e nós da vida, esfregou as costas da Princesa, trazendo toalha branca e macia para enxugar.

Conversavam em silêncio. Os pensamentos se encontrando no calor da lareira,  sorviam um chá de ervas de calma e paciência. A cura assim viria. A Imperatriz não precisando desperdiçar palavras.

Ariana bem soubera, as respostas abrindo-se em pétalas de sabedoria. Desbravando florestas, vales intocados de dor, perdão, despedida. Despedindo-se do Príncipe.

Nas chamas da lareira deixava ao Tempo as devidas providências. Se assim houvesse que ser, assim deveria ser. Não impedindo mais o fluxo da pequena grande vida que se iniciava.

Havia tanto a resolver nesta nova vida. Consertar cercas, derrubar muros de incompreensão com os que eram seus, à Princesa pertenciam. Não os queria súditos: Amores Eternos. Descobrira que os Amores Eternos não se perdem.

O Outono se apresentava. As chuvas grossas e insistentes. Ventanias lembrando cuidados, janelas que deveriam se fechar, por horas apenas. Dias apenas. Meses apenas. Valeria sacrifício?

Sempre valendo sacrifício quando a chuva partia e o Sol mandava notícias. E precisava avisá-los. Avisar que cresceu, que os queria conhecer. Descobrir histórias e nomes. Então se lembrou dos nomes dos irmãos.

Um Mateus, o outro Marcos e Tiago. Ainda havia Lucas e Felipe. E o último? Agoniava-se em tentativas, riscava com a pena azul embebida em tintas, tentava adivinhar, pois não mais se lembrava.

Justamente o mais próximo, o que mais queria conhecê-la, o que a chamava em brincadeiras e esconde-esconde. Ao que não dava ouvidos, nem pronunciava palavras. Não o queria porque o queria tanto.

Queria e amava demais o irmão mais próximo. Amava o irmão mais próximo tal a ela mesma. Com os cuidados que consigo possuía. Com o carinho velado e contido, mas presente, nunca esquecera calor no peito ao vê-lo.

Fora o único que acreditara. O único pedindo presença, considerações. Contava histórias, tentava alisar-lhe cabelo. Ela fugira, tão boba e fugira. De que maneira saber? Hoje sabia, hoje a certeza revelada no rosto.

O nome lhe aparecendo, vivo e iluminado. Cores na memória desciam ao papel branco e se escrevia, o nome mais doce e precioso, aquele a quem daria o maior abraço, o abraço de boas-vindas, a bem-aventurança de ser irmã de Pedro.

         A carta a se fechar, selada, não mais retornaria às mãos duvidosas. As mãos não mais duvidando, a crença instalava-se no bem-querer de irmãos. Pais e filhos seriam, uma família seriam. Até o encontro definitivo com Ária.

Não mais sonhando, os pesadelos afastaram-se da casa da Imperatriz. A lembrança do Príncipe desfazendo-se, ocupava-se com os preparativos. No final da jornada, pensativa sentava ao lado da Imperatriz na lareira.

O fogo aquecia pés, mãos e espírito, voltava os pensamentos para a Torre não muito distante. As perguntas retornando tal vindas de uma Cruzada, montando cavalos sedentos de respostas e paz.

No Inverno as perguntas vigorosas inquietando-a mais, sopravam ouvidos e gelando alegrias. A Imperatriz nem sempre presente, Ariana sentia-se mais que só, não havia medo. Uma certeza enfrentava perguntas e as desafiara.

Mergulhava em livros, aguardando resposta. Do pai e irmãos. Resposta da Vida e do Sol. O Sol não vinha, escondido nas nuvens negras e carregadas de lágrimas de chuva.

As lágrimas secavam, um dia secariam. Mesmo tanta mágoa, um dia secaria. Tornando-se fértil, abraçando sementes e terra nua, se transformando em milagres. Esperaria nos meses, as noites maiores que os dias.

Os livros eram os maiores amigos. O Tempo os unindo, fortes e inseparáveis, mostrando generoso à Princesa que neles encontraria as respostas às perguntas insistentes.

Os cabelos de Ariana tão crescidos, deixavam cachos rubi exalando cheiro do vinho que experimentara pela primeira vez com a Imperatriz. Um vinho rubro, rubro o vinho e fechado.

Tal fechada estava a Princesa, fechada às pessoas e aos sons. Não mais emitia palavras, as palavras precisando ser poupadas. Para hora certa e exata, quando teriam serventia.

Sem desperdiçá-las, o vento não as carregaria para longe. Não mais buscando, mas fazendo a parte que lhe cabia. O que era preciso e necessário. Um passo, outro, respirando apenas o ar que precisava.

O ar era um tesouro, um tesouro que as árvores lhe pediam, ela o doando com prazer. Para que mais? O egoísmo tentava entranhar-se sob as cobertas de lã na noite escura.

Não pensar nos outros, nos irmãos que viriam? O pai, Seu Jorge. Viriam? Seriam perdidos? Tarde para o encontro? Um encontro, seria ele próximo, data e hora, dia e Sol?

Porque seria em um dia de Sol que eles viriam. Assim queria e desejava. Não mais tempestades e agonias, não mais lágrimas de chuva e raios de pensamentos tortuosos. A calmaria sendo a maior das mães.

Antes… Uma mudança. As chuvas, aos poucos as chuvas cessando, o vento encontrando pousada, a Terra aparecendo depois de tantas águas. E lento, lento e sempre, a desaparecerem como nuvens viajantes.

O dia a nascer mais e mais e mais cedo, despedia-se na noite, um pouco e um pouco mais tarde. Os bem-te-vis tocam árvores ainda nuas e tímidas. Eles, generosos, não as deixariam solitárias.

Abria uma cortina de névoa, o Rei Sol. Humilde, o Rei Sol era humilde ao fim do Inverno. Humilde e silencioso. Tocando a Terra suave, para não despertá-la inteira. Apenas avisando da sua breve chegada com a Primavera.

Ainda não chegando, pousando nuvens, convidava brisa em espantar ventanias. Colorindo em lilases e ocre o entardecer em pincéis delicados. O presente pedia perfeição.

A Terra, feito noiva em dia de festa, arrumava-se toda, enviando pombas de boas novas, a todos convidando, a todos abraçar, dos mais belos aos mais tímidos, dos risonhos aos mais descrentes.

Porque a Esperança brotava nas sementes que Ariana obedecendo à Terra lhe plantava, e escavando, sujava mãos, mãos que não mais se importavam, ser Princesa, o nome que não iria desperdiçar.

Que viessem, o pai, Seu Jorge, e os irmãos. Porque os sabia a caminho. Não recebendo resposta e os sabia a caminho. O coração revelando, dizia o pouco que precisava agitado no peito.

Na doação que sabia, no Amor Perfeito, Amor sem querer nada em troca, apenas pelo simples e óbvio prazer de amar. Recebendo o suave calor dos braços. Porque amava.

O calor suavizando mágoas, envolvendo feridas, alisando cabelos pouco acarinhados, pois tão pouco pedia, um pouco, tal um copo de água mendigado e querido.

As palavras mais e mais áridas, porque nada se fala na plenitude. Esgotam-se os assuntos e permanece inebriada em um mar de bem-querer, suave mar, suave rio de venturas, a silenciosa paralisia da Felicidade.

Quer assim permanecer, por toda uma vida, não se permite o término de um ciclo. Deste modo deveria ser: um ciclo apenas. O início clamando pelo término antes mesmo de percorrer um meio de ser.

Passando da água para o vinho, do maior dos erros, egoísmo supremo, para uma caridade de querer seguir vida afora, inaugurando religião. Religião casada com a Verdade, a Verdade de Ariana ao centro.

A Verdade que descobria, cada momento, a cada nascer e pôr do Sol, semente florescida, girassol abrindo-se, tímido e corajoso, piscando pétalas em chamar atenções, um pequeno menino se mostrando.

Nem mais menina era, as dezesseis primaveras se aproximando e a Esperança, a doce Esperança em encontrar Amores que não foram vividos, na intensidade e dever. Porque se deve amar.

Motivo e missão de toda a vida da Princesa, se coroava por ter se descoberto, o Reinado que possuía no âmago mais que âmago e queria a todos os súditos entregar graças e dons.

Não se Reina sem a entrega. Entregando-se descobria luz e cor, enfeitando uma coroa de valores bons. Generosa, a Princesa, se doando fazia amigos, poderia abrir as janelas do quarto agora.

Não havendo mais medos, temores de feridas e encolhimentos de desconfianças. Ao cair, se assim fosse, sabia levantar-se, cabeça ao alto, se levantaria, insistente, se levantaria.

Uma loucura tonteava olhos e trazia aos lábios o mais aberto dos sorrisos. Sorriso de criança se fazendo mulher, dançando ao redor da Imperatriz desaparecida, que a entendia, pois era sábia.

A menina abrira os olhos e agora enxergava Vida e Amores. Estava pronta, a sua menina, a sua doce e pura Ariana, a suave e desiludida Mulher, a corajosa e insistente Princesa.

Joaninhas descobrindo verdades nos grãos da Terra que revelava segredos, nos passos miúdos sussurraram em sonho, e deixavam pegadas a serem seguidas no jardim de Ariana. Os passos leves e seguidos, leves e persistentes, não desistiam no caminho.

O caminho seco, sem rios para acarinhar, o Verão que se apresentava. Forte e seco. Porque das frutas se tirariam néctar e mel. Antes já foram regadas as flores das árvores frutíferas.

O suficiente para os que a procuravam, atravessando veredas que a Primavera deixara por bondade. Amiga de Ariana, a Primavera, também sabendo ser no Verão quando as mãos de Ariana estavam mais plenas.

Seu Jorge no cavalo Alado pousava o último passo. Seu Jorge sem os dragões da culpa e do juízo. As lágrimas secas e curandeiras da carta de Ariana, atravessando distâncias e se aquietando nas mãos do pai sempre amado.

O Amor nunca o abandonando. Nem com a partida de Ária, nem com a perda de Ariana, perda de um momento, instante celebrado nas quatro estações. Trouxera os filhos, varões que precisavam do carinho da Menina-Mulher.

Abrindo portões, cansados e pensantes, os portões se abrindo e deixando momentos não vividos, palavras não seladas, olhares não trocados, o suave dar-se de mãos.

Os abraços entre lágrimas, a mesa posta de alegrias no universo possível e utópico da Princesa. Que fez, construiu sem pedir licença, como se fosse possível apenas pedir à Vida.

A Vida lhe retribuindo. Por ter-lhe plantado Terra, regado flores, enamorado Sol, banhado Rios, respirado Aromas e sorvido Mares. Com o sal entre os lábios a dizer-lhe o sabor do mel.

Porque era preciso distinguir. Os bons dos maus momentos, as alegrias e tristezas vieram umas para engrandecer as outras, haveria sentido em possuí-las. As chuvas reconhecendo Sol. O Sol brilhante e vigoroso que os aquecia em abraços.

Traziam à mesa. Pães, doces em compotas. Frutas e vinho. O leitão assado, tanto teimara em comemorar. A chegada. A Família. Agora era uma Família, a Princesa Ariana, a Imperatriz e de repente…

Avistou Irmã Clara, seguira os passos dos amigos, a curiosidade empurrando hábito alvo e luminoso. Que mesmo em trincheiras perigosas temeu infortúnio. A sorte lhe sorrindo.

A memória envolvia a todos, nas orações, dádivas do Deus no qual acreditaram, procurando se esquecer das lembranças de Ária. Mas naquele instante nunca esteve tão presente. Unia a todos, os amigos, filhos e filha.

A filha salvadora, porque os salvara da maldição. A maldição de nunca descobrirem Amor Perfeito, Amor que dá e recebe, troca sem perceber e se adianta em mais ofertas.

As palavras livres em serem ouvidas e tocadas e acariciadas e tomadas para si, guardando um tesouro escondido e agora apresentado. Não mais temiam, sentir Amor no peito aquecido, sentir que o outro existe, olhar-se no espelho.

Um orgulho de ser apenas quem é, um orgulho mimado e doce. O mel lambendo lábios, os lábios brilhantes e delicados, agora palavras delicadas deles saíam e saltavam aos ouvidos sedentos de considerações.

O respeito era a única lei. Respeito às diferenças acertadas e resolvidas, as respostas às perguntas nunca feitas e dolorosas. O Silêncio não mais se fazendo presente.

Não fora traído, o Silêncio. No final do dia esperava, Ariana precisando manter Felicidade, guardar que não esvaísse mãos e dedos finos. Sábio Silêncio ensinando-lhe entrega, deixando ir a quem se ama.

As pombas deslizavam com o mais belo dos vôos, as lágrimas de Saudade de Ariana, Saudade pedindo que agarrasse com todas as forças e não permitisse despedidas. As pombas em mais um suave vôo rasante.

Iam e voltavam, as pombas. Sempre retornando, nas Primaveras e Verões. Nas celebrações da Vida. Família para sempre seriam e Ariana não mais duvidava. A Fé lhe estampando rosto sereno e em Paz.

Recolhendo pratos, copos e talheres bem postos, numa mesa bem posta. Pratos brancos enfeitados em corações vermelhos. A limpeza dos pecados e destinos deixando-a mais calma e sorridente. A hora da colheita chegando e precisava ser colhida.

Os ramalhetes se formando, aos poucos, lentos e fogosos, os ramalhetes das flores que a Princesa plantara, três estações se passaram, e completando Ciclo. As obrigações que ainda possuía. Não mais lhes reclamava.

Fechava os olhos e sentia aromas. Poderia saber, andando de olhos fechados por entre flores quais eram: Orquídeas, Jasmins e Bem-me-queres. Conhecia pelos nomes e corações em botão, quando em primaveras as plantara.

Nos Girassóis fez moradia. Encontrava Ária e seus segredos. Os mistérios da mãe, mistérios que eram desvendados a toda Menina-Mulher, ali entre flores tão amadas na Vida de quem lhe possuía.

Girando cabeça ao redor do Astro-Rei, flutuando ao encontro do trono da Rainha que se tornara, a Rainha descansando da jornada.  A missão de Amor Próprio antes de todos.

Ao mesmo Tempo a todos amando, ao mesmo e imediato Tempo. Que sorria invejoso, pois ela poderia permanecer e o Tempo passaria. Mesmo em idades, rugas que lhe marcavam rosto, o rosto da Rainha. Mesmo assim permanecendo em espírito.

As Joaninhas insistindo à procura do caminho, o Salgueiro onde Ariana sonhava. Porque não se pode sonhar sozinha. E o doce sorriso trazendo lembranças. O doce e tímido sorriso jamais roubado.

Não o querendo roubado: entregue de corpo e alma, coração e vontade. Para que assim eterno fosse. Tal eterno era sentimento que lhe restava, embora o Tempo insistisse em apagar pegadas. Pegadas de areias do Mar.

A brisa carregando perfumes tão conhecidos, perfumes de apenas segundos, minutos de encontro. Encontro que não imaginavam mais possuir, saudades do que não se tem.

Porque se pode sentir saudades do jamais vivido, saudades do nunca tocado, do sempre sentido, e guardado, escondido, e negado, possuído, e em toda e misteriosa alma presente.

Os olhos, meigos e preguiçosos, abriam-se os olhos da Rainha. A Rainha do Amor Perfeito que tanto sonhara, os sonhos se desfazendo em realidade sonhada, desejada, alcançada.

E entre os Beija-flores e Querubins, Sabiás e Bem-te-vis, Bem-me-queres e os Girassóis rodando e girando pétalas em reverência, no Jardim das Borboletas, exalando cores e Jasmins, anunciando, chegando… O Rei do Amor Perfeito.

As Joaninhas Não Mentem.

 

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* Prêmio de Melhor Romance Estrangeiro da Accademia Internazionale Il Convívio, da Itália, 2008.

** Patricia Tenório é escritora desde 2004. Escreve poesias, romances, contos. Tem oito livros publicados: O major – eterno é o espírito, 2005, biografia romanceada, Menção Honrosa no Prêmios Literários Cidade do Recife (2005); As joaninhas não mentem, 2006, fábula, Melhor Romance Estrangeiro da Accademia Internazionale Il Convivio, Itália (2008); Grãos, 2007, contos, poemas e crônicas, Prêmio Dicéa Ferraz – UBE-RJ (2008); A mulher pela metade, 2009, ficção; Diálogos, contos, e D´Agostinho, poemas, 2010; Como se Ícaro falasse, ficção, Prêmio Vânia Souto Carvalho – APL-PE (2011), lançado em novembro de 2012. Recebeu o Prêmio Marly Mota, da União Brasileira dos Escritores – RJ, pelo conjunto de sua obra, e lançou em Paris Fără nume/Sans nom, poemas, contos e crônicas em francês e romeno, pela editora romena Ars Longa (outubro de 2013). Mantém o blog www.patriciatenorio.com.br, no qual dialoga com diversos artistas, em diversas linguagens. Atualmente (2014) se prepara para cursar o mestrado em Teoria da Literatura, linha de pesquisa Intersemiose, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE com o projeto O retrato de Dorian Gray: um romance indicial, agostiniano e prefigural. Contato: patriciatenorio@uol.com.br.

*** Sétimo e último capítulo de As joaninhas não mentem, Patricia Tenório, Editora Calibán, Rio de Janeiro, 2006.