O que andam “falando” de “Ícaro”

 

Uma escritora a quem admiro muito me diz que “escrever para ninguém ler é o fantasma de quem escreve”… Sinto que o(a) escritor(a) é muito só. Precisa, com todas as forças, do olhar do Outro, o tão ansiado e amado Outro…

Por isso, tomei a liberdade de selecionar alguns trechos e até mesmo leituras inteiras do que escritores para quem enviei “Como se Ícaro falasse” andam falando deste livro… Porque também não posso deixar de agradecer as palavras de carinho e de incentivo de cada um deles…

O meu infinito obrigada!

Patricia Tenório.

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“Usando toda uma simbologia, ambientando a narrativa num espaço carregado de historicidade e de mitologias, tudo vertido numa linguagem densa, você consegue construir uma ficção que se comunica com a poesia.

Contra a tendência nacionalizante da literatura brasileira, você se vale de questões, linguagem e ambientação universais, ampliando assim as nossas fronteiras literárias. E seus temas são também os mais válidos. Os símbolos não deixam nunca de nos falar.

É livro que se lê com vivo interesse.”

(Miguel Sanches Neto, Ponta Grossa – Paraná, 10/02/2013)

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““Como se Ícaro falasse” deu-me vontade de possuir mais conhecimento para, além de admirar, compreender tudo que se desenrolava nas páginas da edição primorosa, numa encadernação caprichada. Mas minha capacidade de elaborar sonhos é escassa. Não tenho grandes recursos para imaginar o impossível, tornado possível na prosa poética e graciosa de Patricia Tenório. Lembrou-me o pequeno Príncipe com o romance do corvo Graco e da flor Isabel, habitante de uma rocha à beira do penhasco. De lá podia ver o mundo, e, embora presa ao solo, entendia coisas humanas e profundas do céu, da água, da terra e do ar, e compreendia o amor e a liberdade. Ela se faz e se desfaz (despetala e se contorce), sabendo coisas de longe através das asas do corvo Graco.

Ícaro é levado, algo passivo, escolhido, sem muito escolher, capturando penas brancas e cera de abelha, não vendo muito sentido naquilo. Anda pela Ilha de Creta, um paraíso, como se estivesse em férias, observando com olhos questionadores o que vai encontrando. Logo fica amigo da flor e do corvo. O seu pai, Dédalo, o convence a voar, dando conselhos para não se aproximar do sol e nem do mar.

A prostituta sagrada ao sol, Laura, com vestimenta vermelha com estrelas prateadas, tem com Ícaro um encontro amoroso, e dele nasce um filho. Mas quando isso acontece, é tarde demais. O vôo inaugural ocorre, mas a sensação de liberdade é tamanha que desobedece ao pai, e as asas enfiadas em suas costas à custa de sangue e dor, se soltam pelo calor e pela cera derretida. Morre Ícaro, fica o pai, que, com asas amarradas, voa até Tebas. Nesse ínterim, o neto de Dédalo que nasceu alado, numa estranha herança de característica adquirida, aparece voando, enquanto o corvo Graco se arrepende de ter ensinado Ícaro a voar. O que acabou levando-o à morte.

Cito, por curiosidade, o fato de haver mais de um narrador, sendo Ícaro o mais presente, seguindo de Laura, Dédalo e por último, um narrador onipresente. Como numa fábula, animais e vegetais falam e filosofam. O mais lindo foi a explicação de como a flor Isabel descobria coisas. Simples: suas raízes estavam incrustadas na terra. E de dentro dela vinha todo o saber.

Tão leve quanto a liberdade, tão suave quanto o amor, a obra “Como se Ícaro falasse” traz informação, poesia e sonho nas medidas certas para o encantamento. É libertador voar com Ícaro, mesmo que seu destino seja a morte. Mas quando ela chega, não é triste. Liberta o herói dos seus questionamentos e angústia. O clímax fica por conta do grandioso encontro do filho de Ícaro com a princesa virgem, filha do rei de Tebas, que se entrega ao sacrifício para agradar ao deus sol.

Muito profundas as explicações filosóficas sobre o amor, a morte e a liberdade, cujo objetivo pareceu-me o alvo da obra. Num paradoxo complexo e instigante, o livro é leve e profundo, numa sensualidade quase infantil. Parabéns, Patricia Tenório!”

(Mara Narciso, Montes Claros – MG, 06/02/2013) 

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“Terminei a vigem, melhor dizendo, o voo que é a leitura do seu “Como se Ícaro falasse”. Na verdade, estou relendo capítulos e a cada vez me deparo com novas possibilidades de interpretação. Trata-se de um belo livro com enfoque no amor e na liberdade, tendo como ponto de partida – e de chegada – a mitologia a respeito do nosso ancestral desejo de voar.”

(Maria Rizolete Fernandes, Natal – RN, 08/01/2013) 

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“Muito interessante o livro, bom mesmo. Interessante a voz de um personagem masculino sendo “dita” pelo olhar/escrita de uma mulher, de uma “escrita feminina”. Para mim é uma belíssima demonstração de prosa poética e filosófica.

“- Como dói o amar…” contudo, ” A lua cresce e ilumina toda a ilha” , e como Djavan nos diz: ” um cheiro de amor empestado no ar… porque seu coração é uma ilha…”

(Luciano Bonfim, Sobral – CE, 09/01/2013)

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“Chego de BH (…) e encontro “Como se Ícaro falasse”. Que beleza de temas, que festa para os olhos, que abundância de sugestões para a inteligência. Se alguém pensou que você tivesse abandonado a Literatura em favor de outras aventuras do espírito, certamente não conhecia o seu salto imortal, nem as asas de sua imaginação. Você trata de mistérios, de labirintos e de recantos inatingíveis pela inteligência chã, limitada. Felicito-a pela cobiça de atingir o inatingível, pela ousadia do voo, pelo desafio de desvendar a estrada do absoluto.”

(Prof. Fábio Lucas, São Paulo – SP, 03/01/2013)

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“Seu (você diz, sempre, “nosso” – e esse pronome possessivo que finda por nos unir num mesmo objeto também sempre me alegra!) Ícaro chegou, e está tão bonito, tão bonito! Faz-lhe jus, parabéns, Patricia!”

(Poeta de Meia-Tigela, Alves de Aquino, Fortaleza – CE, 25/12/2012)

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“Seus livros me fazem bem, sim, na plenitude do estilo, na beleza da linguagem e no modo singular como ficam os temas depois de escritos.”

(Jorge Tufic, Fortaleza – CE, 24/12/2012)

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“Muito bonito o teu Ícaro!”

(Cíntia Moscovitch, Porto Alegre – RS, 24/12/2012)

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“Grata pela gentileza do envio de seu novo livro, Como se Ícaro falasse. Gosto muito do que você escreve, um texto dotado de lirismo, e um trabalho minucioso com as palavras.”

(Ana Miranda, Aquiráz – CE, 20/12/2012)