Tre poesie de Alfredo Tagliavia*

 

ALFREDO TAGLIAVIA

Poesie italobrasiliane

 

A UN’AMICA

Dentro di te c’è il sole

Dentro di te c’è il mare

La confusione e l’allegria

Dei mercatini di Bahia

 

Dentro di te c’è il Sud

Con mille e più colori

Con i suoi inverni caldi

E vestiti sbracciati a fiori

 

Attraversando l’Oceano

Mi hai portato il tuo sorriso

Bellezza e semplicità

Contentezza e umanità

 

Sei una goccia di miele

Che addolcisce l’amarezza

Sulla pelle ruvida

La scia di una dolce carezza

 

Sei passione ardente

Che ritarda la tristezza

Omeopatico rimedio

Per la mia eterna stanchezza!

 

ANCORA

 

Ancora

Arriva primavera

Come carezza

Soffiando leggerezza

Su volti rattristati

Contriti di passanti

Alita profumata brezza…

 

Ancora

Fioriscono primule

Bianche quasi viola

Vasi su terrazzetti

Palazzetti a due tre piani

Sole flebile rischiara

Muri scalcinati di quartieri popolari

Graffiti colorati ad acqua e cera

E gracidanti grida dietro il muro della scuola…

 

Ancora respira cuore

Precoce sole di fine mese

Perché tanto t’ho odiato

Ma ora t’amo

Mio paese.

 

ANIMA MUNDI

 

Anima cattolica

Anima universale

Anima credente nell’amore

Non come compromesso esclusivo

Ma come sentimento di tutti per tutti

Libero di esprimersi

Di stare a terra o volare

Posarsi oppure andare

 

Anima raccogli-amore

Ai lati abbandonati delle strade

Fra molliche immondizia

Derelitti impudicizia

Anima cerca-Dio

Fuori da tutte le chiese del mondo

Cerca-Cultura in luoghi abbandonati

Da tutte le università della terra…

 

Anima bianca come pace o pane

Rosata come vino frizzantino

Verde come albero secolare

Foresta di libertà

Anima viaggiante migrante cangiante

Minima sfumatura d’arcobaleno

Tavolozza d’artista poliedrico e maturo

Anima mundi

Gli esseri viventi tendono a te

Abbracciati in infinita spirale multiculturale

Ventre femminile della terra

Sei forse anche estremo del cielo?

 

ALFREDO TAGLIAVIA

Poesias ítalo-brasileiras

(Tradução: Patricia Tenório)

 

A UMA AMIGA

 

Dentro de ti há o sol

Dentro de ti há o mar

A confusão e a alegria    

Dos mercados da Bahia

 

Dentro de ti há o Sul 

Com mil e uma cores  

Com seus invernos quentes

E vestidos sem mangas floridos

 

Atravessando o Oceano

Me trouxe o teu sorriso

Beleza e simplicidade       

Contentamento e humanidade

 

És uma gota de mel    

Que adoça a amargura    

Sobre a pele áspera

O despertar de uma doce carícia

 

És paixão ardente   

Que retarda a tristeza  

Homeopático remédio

Para o meu eterno cansaço!

 

AINDA

 

Ainda

Chega a primavera

Como carícia

Soprando levemente 

Sobre rostos entristecidos

Contritos dos passantes

Hálito da brisa perfumada…

 

Ainda

Florescem  prímulas

Brancas quase violetas

Vasos sobre pequenos terraços

Edfícios com dois três andares

Sol débil a arriscar-se

Paredes gastas de quarteirões populares   

Grafites coloridos de água e cêra

E tagarelas gritam atrás do muro da escola…

 

Ainda respira coração

Precoce somente finos meses    

Porque tanto te odiei  

Mas agora te amo     

Meu país.

 

ALMA DO MUNDO

 

Alma católica 

Alma universal 

Alma crente no amor     

Não como compromisso exclusivo

Mas como sentimento de todos por todos

Livre de se exprimir    

De estar em terra ou voar   

Posar-se ou mesmo andar

 

Alma recolhe-amor

Nos lados abandonados da estrada

Entre migalhas imundas

Abandonadas imodéstias

Alma procura-Deus

Fora de todas as igrejas do mundo

Procura-Cultura em lugares abandonados

De todas as universidades da terra…

 

Alma branca como paz ou pão

Rosada como vinho espumante

Verde como ávores seculares

Floresta de liberdade

Alma viajante migrante mutante    

Mínima nuance do arco-íris   

Paleta do artista poliédrico e maduro

Alma do mundo

Os seres viventes têm a ti

Abraçados em infinita espiral multicultural  

Ventre feminino da terra   

És talvez também extremo do céu?

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Alfredo Tagliavia è nato a Roma nel 1978.

   Dottore di ricerca in Pedagogia presso l’Università degli Studi Roma Tre con una tesi sull’educatore e filosofo brasiliano Paulo Freire, ha trascorso diversi periodi a Recife (Brasile), dove ha collaborato con il Movimento per l’Interscambio Italia-Brasile dell’Università Federale del Pernambuco (UFPE), il Centro Studi Paulo Freire e l’Istituto Dante Alighieri, partecipando anche alle iniziative culturali del Consolato d’Italia. Ha recentemente pubblicato il libro L’eredità di Paulo Freire (EMI, Bologna 2011), oltre a diversi articoli e recensioni a tema pedagogico su riviste specialistiche e traduzioni dal portoghese di pubblicazioni nell’area delle Scienze sociali.

Alfredo Tagliavia nasceu em Roma em 1978.

   Doutor de pesquisa em Pedagogia pela Universidade de Estudos Roma Tre com tese sobre o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, passou vários períodos em Recife (Brasil), onde colaborou com o Movimento pelo Intercâmbio Itália-Brasil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Estudos Paulo Freire e o Instituto Dante Alighieri, participando também das iniciativas culturais do Consulado da Itália. Recentemente publicou o livro L’eredità di Paulo Freire (O legado de Paulo Freire) (EMI, Bologna 2011), bem como diversos artigos e comentários de tema pedagógico em revistas especializadas e traduções do Português de publicações na área de Ciências Sociais.

alftag@inwind.it