Estudos em Escrita Criativa On-line | Outubro, 2021

No mês de outubro de 2021, visitamos, em Itabira, MG, um dos maiores escritores brasileiros, Carlos Drummond de Andrade, e recebemos a escritora pernambucana e uma das tias do curso Estudos em Escrita Criativa, Bernadete Bruto.

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Primeira Aula do Módulo 10:

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Na primeira aula do módulo 10, apreendemos o ABC de Drummond com a coleção de livros para jovens; investigamos o entrelaçamento das crônicas em As palavras que ninguém diz; nos maravilhamos com o dom mágico de criar e narrar histórias fascinantes e diversas técnicas de escrita criativa em suas crônicas; constatamos a intergenericidade dos textos de Drummond; apreciamos a transposição para a linguagem das características dos personagens, assim como Hilda Hilst, no módulo 8 do curso; relacionamos a paixão de Drummond pelos contos e o desafio que me propus com 13 (cinquenta contos em um mês), lançado no meu aniversário de 50 anos, em 2019; adentramos a majestosa poesia de Drummond;

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Segunda Aula do Módulo 10:

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Na segunda aula do módulo, apresentamos Sentimento de mundo, e a sensação de tempo e espaço unos na escrita de Drummond; comparamos o filme Radioactive, a apresentação de Silviano Santiago em Sentimento de mundo e a simultaneidade que nos referimos na escrita de Drummond; comparamos com a Teoria da Relatividade de Einstein; constatamos o sentimento que une tempo e espaço e que permeia toda a obra de Drummond: o amor; constatamos a viagem no tempo e no espaço de Drummond no aniversário de 50 anos de outro escritor de nosso curso, Manuel Bandeira e a comparamos com um poema de 14, “E as joaninhas não mentem”, também lançado no meu aniversário de 50 anos; visitamos a casa-museu de Drummond e os “drummonzinhos”.

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Terceira Aula do Módulo 10:

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E foi com imensa alegria que recebemos a poetisa, escritora e especialista em Escrita Criativa Bernadete Bruto na última quarta-feira 27/10/2021 na live sobre Carlos Drummond de Andrade do nosso canal do YouTube. O próximo escritor a ser estudado é João Guimarães Rosa e o escritor convidado é Gustavo Melo Czekster. Não percam!

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https://www.youtube.com/estudosemescritacriativa

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Exercícios de desbloqueio:

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Módulo 4 – Graciliano Ramos:

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Luciana Beirão de Almeida

Contato: lubeirao@hotmail.com  

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Módulo 9 – Mário de Andrade:

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Bernadete Bruto

Contato: bernadete.bruto@gmail.com

Uma linguagem nada comportada

Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura(…)

(Olavo Bilac)

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Já faz algum tempo que essa história anda lhe perseguindo com seu português “rabo de cabra”, aqui da pós-modernidade. A narradora anda meio aperreada por conta dessa linguagem tão inculta lhe assediando, assim como o tal personagem frenético que cisma em ir para onde ela não programou…

            Se esse personagem conhecesse o poema “Cântico Negro” de José Régio retrucaria logo de imediato: “Não, não vou por aí. Só para onde me levam os meus próprios passos…” Mas ele nem precisa disso. Se desata de todo modo da narrativa pré-estabelecida, da linguagem rebuscada e segue seu rumo sob o olhar atônito da narradora, que nem teve tempo para emaranhá-lo na escrita erudita.

            A pobre escritora havia feito todo o esquema para organizar uma história impecável!  Aconteceria no sul do país, lá em São Paulo, terra do Mário de Andrade. O personagem seria contemporâneo do autor e não integrante do movimento modernista. Apreciaria uma escritura baseada nos cânones da linguagem e pronta para orgulhar qualquer português. Seria uma narrativa linear, numa linguagem bem rebuscada. O personagem principal entraria em confronto com o movimento modernista e a narrativa também refletiria sobre as dificuldades de uma mudança cultural e a ampliação da criação literária.  Mas quem consegue segurar seus personagens?  O dela foi rebelde desde o início rejeitando até o nome por ela escolhido: Abelardo Drummond e Andrade. Alcunha que foi logo descartada: Oxi Minina, isso lá é nome? Meu nome é Severino. Sou severo como o sertão. Tome nota aí, Dona Maria: Severino Severo. Num moro nesta terra que num dá futuro para gente comu eu. Nasci pra lá dos cafundó de Judas do Nordeste. Eu nasci num lugá tão longi qui você, nunquinha deu com os pé por lá. Num venha me butar nessa cidade de fala cumplicada, de um povo de fala engrolada. Vôte!

Foi assim que Severino, com sua linguagem peculiar, se impôs à narradora. O que será que vai acontecer com esse pobre nordestino em pleno século XXI? Se interroga em voz alta a narradora: Que personagem mais desvairado! Como sobreviverá com essa língua tão inculta e hedionda? Ô narradora metida a besta, diz Sevé. Aqui em riba, cá dondi moru, todu mundo apreceia minha fala qui é longi bem longi desse negocio de computadô e de uma coisa de consertá o escrevê de nomi esquisito: corretô o-to-glá-fi-co. num seria mió a burracha? Prá quê prendê as palavra?

            A narradora compreende sua pasmaceira. percebe o quanto a linguagem falada pode contribuir, principalmente para a simplicidade da escrita. Desvairada somente ela própria no seu esforço de ser letrada, em querer escrever de forma para agradar aos outros. Certo estava Mário de Andrade, os modernistas ao deglutirem a nossa língua, nosso modo de ser. Ensinaram que devemos nos orgulhar de quem somos.  Foi assim que a narradora exclamou: Grata, Severino, por me lembrar que essa linguagem também é minha. Assim liberta o fluxo da narrativa. Até eu da minha onisciência respiro aliviada, posso pegar o bonde da história.

            Assim nesse tempo distante do modernismo, quem narra pode ousar por meio de muitos experimentos. Inclusive pode até construir uma história dentro de uma história. Hoje, compreende-se a relevância do movimento e é possível iscrevê como se fala. redescobri a língua malemolente, macumaniamamente cadenciada, cheia dos amores no transitivo, que pode ser modificada com o tempo e o espaço. Eita língua bonita, inculta, mas muito bela. A língua do povo forte e resiliente do Nordeste! A linguagem cheia de simplicidade que também é a da narradora! Pode até inriquecê o processo criativo! E quem não gostá vá que procurá o abaporu!

Recife, 17 de setembro de 2021, modificada em 25 de setembro de 2021 e 30 de setembro de 2021.

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RESUMO DA HISTÓRIA

Esboço de uma história sobre a importância da língua falada na escrita. uma história de uma narradora (que é a própria narradora) que organiza uma história para refletir sobre a escrita mais adequada para uma narrativa e como fazer uma estruturação de romance. Seus personagens e enredo são pré-concebidos, mas o personagem principal se rebela e muda de nome, tempo, lugar da narrativa e fala numa linguagem bem coloquial do Nordeste o que faz a narradora refletir sobre a importância de incorporar na escrita a língua falada, sobre para quem escreve as suas histórias e também a possibilidade de mudar o curso da estrutura programada dando uma certa leva ao processo produtivo, sem perder o foco do assunto a ser tratado. Além de nas entrelinhas recomendar a simplicidade das palavras na narrativa.

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Estrutura da história

Prólogo – dois primeiros parágrafos

Capitulo 1 – a narradora – terceiro parágrafo

Capitulo 2 – o personagem – quarto parágrafo

Capitulo 3 – a linguagem nordestina – quinto parágrafo

Capitulo 4 – a língua portuguesa – sexto parágrafo

Capitulo 5 – a escrita da narradora – sétimo parágrafo

Epílogo – a língua nordestina – reflexões na escrita corriqueira com sotaque, como também sobre o processo criativo.

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Cilene Santos

Contato: cilenecaruaru2013@gmail.com

Parafraseando o Descobrimento, de Mário de Andrade

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      Estou em minha casa. Confortavelmente instalada. Olhando pela vidraça da janela, tenho uma delicada paisagem das montanhas, de onde acompanho, todos os dias o Sol, ao nascer. E, mensalmente, o deslumbre da Lua Cheia.

Na praça em frente, vejo um jardim florescente que apraz os meus olhos, quando Primavera.

Na paz do ambiente, Penso em meus filhos. São quatro. Sei onde estão: em seus lares. Fico contente por saber que estão felizes.

Entristeço bruscamente ao lembrar que num bairro, da mesma cidade, uma mulher, igual a mim, também mãe, sofre porque, em seu lar, existe a fome. E os filhos? Perdeu-os para as drogas e para o crime. Ela não sabe onde encontrá-los.

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Diego Pereira

Contato: diegopereiranoleto@hotmail.com

Projeto de Romance 1

Título: “Para teus olhos enterrados”

Argumento: Gilbert vai até a Índia deixar as cartas de Shankar, seu amigo que morreu em um navio no litoral do Nordeste.

Conflito: com a morte de Shankar, Gilbert passa a se corresponder com a viúva do amigo, de onde surge um sentimento entre eles.

Elementos do texto:

Narrativa epistolar e memórias de Gilbert

Trama:

Brasil. É o ano de 1958. Shankar sai da Índia para uma viagem de navio cargueiro para o nordeste do Brasil, para o porto de Itaqui, em São Luís. Recém-casado, deixa a esposa, para uma expedição de quase um ano e meio longe de casa. Nesse tempo o mundo é acometido por um vírus mortal (Gripe espanhola / Corona Vírus?) que acaba por obrigar as pessoas a ficarem em casa. Paralização da vida como conhecemos e mudança no comportamento social, os civis em quarentena, intervenções médicas, vacinas, muitas vítimas.

O vírus mortal atinge a população e impede que os navios estrangeiros atraquem, para descarregar suas mercadorias. Isso faz com que o tripulante indiano, Shankar, fique em quarentena no navio contaminado que veio da Índia, com mais 27 tripulantes. Infelizmente, ele não sobrevive 

É década de 50 do século 20. As comunicações ainda estão em desenvolvimento, por isso ainda há o uso de correspondências entre as pessoas. Shankar mantinha correspondências com a sua mulher na Índia, e mais de um ano longe de casa somam-se 13 cartas.

Gilbert, um dos tripulantes, e amigo de Shankar, é quem tem que avisar à sua mulher que já espera mais de mês por notícias, agora, infelizmente, ruins.

Gilbert se sente responsável por ser portador dessas notícias e decide levar todas as cartas pessoalmente para a viúva, na Índia. Resolve, assim, manter um diálogo com a esposa do amigo. Aqui começa uma nova remessa de cartas, envolvendo os dois numa relação sensível entre o luto, a veneração e uma possível amizade/amor. Será que passam a se amar mesmo que próximos do falecido? É possível nascer amor depois de uma perda, de um luto tão recente? Esse amor é justo e puro ou é imoral?

São questões que devem ser respondidas pela amizade, pela atenção dedicada entre os dois, pelas confidências e outros sentimentos que podem nascer de momentos tão difíceis.

Projeto de romance 2

Título: “O búfalo cai” (A ideia de que um animal tão grande e forte pode também perecer)

Argumento: O neto viaja de volta a cidade natal para o enterro da avó e rever os familiares, incluindo o avô e o próprio pai.

Conflito: Uma relação difícil com o avô. Os dois não se falam. O que leva a um relacionamento de desafeto com o próprio pai.

Elementos do texto:

Narrador em Primeira pessoa

Trama: Ricardo Simão volta para o enterro da avó e reencontra os familiares. Essa volta é, na verdade, o reencontro com o próprio passado, e a busca por uma redenção, diante do relacionamento difícil que tem com o avô e com o pai. De alguma forma ele é escolhido (ou se propõe já que precisa se sentir parte da própria família – como se tivesse na obrigação de fazer alguma coisa) a escrever algumas palavras, fazer um discurso, em homenagem à falecida e parte numa busca por informações e na descoberta do passado da sua família. A partir desse ponto ele vai adentrar a personalidade rude do velho avô, sua forma ríspida e seu espírito destituído de prazer e sentimentos, e descobre a vida difícil que levavam seus antepassados, moldados por trabalho forçado para manter um sustento, presos nas convenções sociais, as intrigas, o abandono do lar na busca por um lugar melhor e outros tantos pequenos dramas que vão culminar na vida “seca” daquelas pessoas tão atarefadas e egoístas que agora estão desprovidas de sentimentos, e de como esse vazio foi passado do avô aos filhos (seus tios) e ao seu pai (também quase um retrato do avô) e, quem sabe, a ele mesmo. Nesse resgate, Ricardo Simão vai reavaliar seus próprios privilégios, sua vida de regalias a custo de um esforço do pai disposto a manter as aparências, e daí também seu tempo livre a pensar naquele sentimento que um dia buscou e não teve, e seu lugar de fala e de onde pode – ele mesmo – refletir sobre um passado tão duro que acabou moldando a relação de todos os familiares. Nesse percurso ele pode pensar que há uma relação entre ter tempo livre para pensar na vida (Ele Ricardo Simão) ou viver duramente e manter as convenções e obrigações sociais (vida do avô e do pai). No final, ele também cai, porque desce do seu altar e usa da compaixão para entender a sua vida e dos outros ao redor e precisa entender como as relações familiares e de afeto se constroem e vai reescrever a própria história.

Então é o Búfalo, animal que se acha e se sente forte, mas que também pode cair em algum momento.

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Elenara Leitão

Contato: arqstein@gmail.com

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Gestação de memórias

“Eu afirmo que a ‘criação livre’ é uma quimera, porque ninguém não é feito de nada, nem de si mesmo apenas; e a criação não é nem uma invenção do nada, mas um tecido de elementos memorizados, que o criador agencia de maneira diferente e quando muito leva mais adiante. Estou insistindo numa lapalissada. A criação, com toda a sua liberdade de invenção, que eu não nego, não passa de uma reformulação de pedaços de memória.” (ANDRADE, Mário de. O banquete)

1- Memorial descritivo

1- Das motivações

Resgate da memória de tantas mulheres, que anônimas, fizeram e fazem a vida acontecer. Não é um romance clássico, embora tenha dramas, amores e suspenses. Não é uma biografia apenas atenta a fatos. São retalhos de memórias e histórias que foram relatadas de boca em boca, em forma de cartas. São buscas pela vida e pelas mulheres que nos precederam.

As pesquisas que fazemos na história de nossa genealogia nos abrem mundos e curiosidades sobre avós e bisavós. Talvez algumas das coisas que serão aqui relatadas misturem ficção e realidade. Colchas de retalhos sobre fatos, relatos e sentimentos, muitos dos quais assoprados em nossos ouvidos. Talvez por elas, que nos usam como ferramenta para que suas vidas sejam conhecidas pelas suas descendentes.

São histórias que mesclam épocas. Entram no final do século XIX, onde nasceram algumas. Adentra pelo século XX, passando por revoluções e guerras, até chegar aos nossos dias, acompanhando as mudanças pelas quais passaram essas mulheres.

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pudores sentimos

mulheramente transgressoras

rompendo véus

gritando ardores

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é preciso que alguém se importe

para ir atrás de nós

vozes adormecidas em lares

que há muito não mais existem

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2-Prólogo – Dos cenários

Lares. As casas, os mundos de dentro e a situação do mundo nos tempos em que viveram essas mulheres de vida comum.

Descrição dos cenários do interior de uma Alemanha, que ainda não era um país como hoje conhecemos. Aldeias milenares com suas vidas, onde a rotina era quebrada por lutas religiosas, convulsões políticas e pobreza reinante. Tanta que muitos se lançaram ao mar, em busca de novas vidas, em travessias perigosas e um mundo novo, deixando família para trás, sem nunca mais voltar.

Os portugueses e sua situação em Chamuscas e nos Açores, origem das mulheres que me arquitetaram. O Brasil de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul com suas lutas armadas, onde mulheres tinham que arcar com o comando de suas casas, muitas vezes sem preparo e sem profissão.

E o mundo e o que oferecia às mulheres de então. As novas gerações, já nascidas em direitos, não conhecem as limitações e poucas escolhas que suas antepassadas tiveram. Mas mesmo assim, construíram suas vidas. E lançaram sementes para as nossas.

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Módulo 10 – Carlos Drummond de Andrade:

Elenara Leitão

Carta para Drummond

Porto Alegre-se… em um dia no meio de um outono estranho e ventoso como soem ser as primaveras em solo gaúcho

Meu caro poeta!

Tempos idos minha saudosa cunhada pediu um verso que, de certa forma, me representasse. Adivinha o que escolhi:

A verdade essencial é o desconhecido que me habita e a cada amanhecer me dá um soco.

C. Drummond de Andrade

Confesso, Poeta, a Vida me dá vários socos. Talvez por isso essa minha necessidade de colocar para fora. Escrever, mesmo sem rumo, mesmo sem gurus ou mestres. Inspirações? O que vier no momento. Clarice, Caio e Lya quando mais jovem. Uma pitada de Hilda mais tarde. O Assis Brasil sempre. De ti, Poeta, não lembro de haver mergulhado profundamente. Talvez em um conto mais sacana, desses que a gente escreve para um amor especial, muito corpo, mas também alma.

Mas, se o teu coração, Drummond, pode crescer dez metros, sem arrebentar, o que será de mim? E agora, moça calada?

O céu empedrado, a utopia mofada, os afetos escondidos, a vida que geme. E agora, dona moça das patéticas palavras?

Escutar a ti, poeta mineiro, não me fará escrever melhor. Vai talvez, quem sabe, acordar fagulhas há tempos adormecidas.

As sutilezas jazem no campo nem tão santo dos dias que correm. Gentileza e luminosidade se acabam nas ilusões rotas das malas desfeitas.

E agora, me indago, moça encantada que ainda sou? Espelhos me mostram outro rosto, não o meu, tão ainda cadente. O reflexo ressoa trilhas de décadas de sonhos carpidos.

Um tanto de culturas, para mim exóticas. Mas não, apenas outras formas de ver o mundo. Sentir o tempo. Colher a semente.

Colheita pungente de minutos que escorrem nas águas nascentes. Tocantes sons misturando palavras e voos. Canto de pássaros, buzinas de ônibus, passos apressados, olhares assustados. Memórias e vidas lacrimejam.

E agora, moça? Ainda resta espaço para poesia na minha alma?

Desculpa, Carlos, essas divagações à toa. São o canto dos pássaros, as manicacas que voam alegres nos telhados vizinhos. Talvez os cheiros da manhã que se adivinha sonolenta como tarde com pão de queijo e café quentinho na mesa da casa da mãe.

Se me atrevo, é porque o desconhecido que me habita cada vez se torna mais essencial.

Abraços carinhosos, saudações a todos.

PS: Um beijo especial em Clarice que ainda – e sempre – me companha em inspirações.