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Índex* – Julho, 2020

Amar é guerra

De medo e paz

De mel e fúria

Dos desesperados

Que se lançam

Ao mar de sonhos

Sem saber do

Amanhã

Se existe um

Amanhã

Onde possam

Pousar os pés no

Chão

E deixar a cabeça nas

Nuvens

Branquinhas

Branquinhas

Feito praia

Virgem

(“Quando Setembro chegar”, Patricia Gonçalves Tenório, 16/07/2020, 06h50)

Quando Agosto, Setembro… chegar no Índex de Julho, 2020 do blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa On-line – Julho, 2020 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & Diversos.

“A baronesa” | Charles Allington (Inglaterra/Áustria) | Cinco primeiros capítulos.

“Para tempos suspensos” | Leonam Cunha (RN – Brasil).

“As viagens de Zequinha: no terreno dos chorões” | Marcia Maria Silva Feitosa (SP/PE – Brasil).

E o link do mês:

Como uma onda – ética e criação literária através da poesia | Gisela de Moraes Rodriguez (RS – Brasil): https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/scriptorium/article/view/35758

Agradeço a atenção e o carinho de sempre, a próxima postagem será em 30 de Agosto de 2020, abraços cheios de Saúde & Luz e até lá,

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* July, 2020

Love is war

Of fear and peace

Of honey and fury

Of the desperate

That launch

To the sea of ​ ​dreams

Without knowing

Tomorrow

If there is a

Tomorrow

Where they can

Put their feet on

Floor

And leave their head in

Clouds

White

White

Like virgin

Beach

(“When September arrives”, Patricia Gonçalves Tenório, 07/16/2020, 06h50 a.m.)

When August, September … arrive at the July Index, 2020 from Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Studies in Creative Writing Online – July, 2020 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & Miscellaneous.

“The baroness” | Charles Allington (England / Austria) | First five chapters.

“For suspended times” | Leonam Cunha (RN – Brasil).

“Zequinha’s travels: in the field of chorões” | Marcia Maria Silva Feitosa (SP/PE – Brasil).

And the link of the month:

Like a wave – ethics and literary creation through poetry | Gisela de Moraes Rodriguez (RS – Brazil): https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/scriptorium/article/view/35758

I thank you for your attention and affection, the next post will be on August 30, 2020, hugs full of Health & Light and until then,

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Quando o novo tempo chegar quero estar com vocês… When the new time comes I want to be with you …

Estudos em Escrita Criativa – Julho, 2020

Estudos no outro lado do mundo

Patricia Gonçalves Tenório*

Viajamos milhares de quilômetros sem decolar das páginas de O livro do travesseiro, de Sei Shônagon, para a única região/país/língua que (ainda) não foi visitada na vida real pela ministrante dos Estudos em Escrita Criativa On-line.

No período Heian (794-1192), viveu a dama Sei Shônagon, nome de nascença Nagiko, e neta do poeta Kiyoharano Fukayabu. Shônagon serviu à corte de Teishi, na cidade de Heiankyô, atual Quioto, Japão. Em 994, a consorte recebeu um volume considerável de papéis. Inspirada nos travesseiros de poemas – tropos de poesia ou emprego figurado de palavras ou locução –, Shônagon deita sobre aquelas páginas a vida real, mas esteticamente metamorfoseada.

Chegamos à metade da nossa jornada de oito módulos dos EEC On-line. Para sedimentar os conhecimentos, fazemos uma retrospectiva, e encontramos, no primeiro módulo, o caso de O conto da aia, cuja narrativa é em primeira pessoa do singular, narrativa oral sem registros escritos, enquanto em O livro do travesseiro tudo é registrado nos papéis recebidos pela dama da consorte imperial.

Ao navegarmos para o nosso segundo módulo, descobrimos narrativas de viagens de Shônagon sem mesmo sairmos de Quioto, sem mesmo sairmos da Lisboa de Alberto Caeiro, Bernardo Soares, Fernando Pessoa, da cidade do Porto de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Trouxemos o conceito de autobioficção da nossa tese em EC (PUCRS) tanto para o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, no segundo módulo sobre Portugal, quanto para A hora da estrela, de Clarice Lispector, e O homem da mão seca, de Adélia Prado, no terceiro módulo sobre o Brasil.

Em forma de fragmentos, encontramos diferenças e semelhanças entre o livro de Shônagon, A insustentável leveza do ser, do escritor tcheco Milan Kundera e até mesmo os Poemas, da escritora polonesa Wislawa Szymborska, que estudamos no quarto módulo dos EECs.

O segundo escritor do outro lado do mundo que apresentamos no quinto módulo dos EEC On-line é também nascido em Quioto: Haruki Murakami. No livro de ensaios Romancista como vocação, Murakami narra o início de sua trajetória como escritor. Avesso às academias, Haruki buscou a formação nos livros, sendo “ler muito” o primeiro e grande passo para quem deseja escrever. O segundo passo: observar detalhadamente os acontecimentos, mas sem julgá-los, sem chegar a conclusões rápidas.

Finalizamos o quinto módulo dos EEC On-line com um exercício de desbloqueio a partir dos autores elencados e a sugestão de filmes relacionados com o Japão e a Escrita Criativa.    

* Escritora e doutora em Escrita Criativa (PUCRS). Contatos: grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com  e http://www.estudosemescritacriativa.com/

 

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Módulo 5 – Aula 1:

Módulo 5 – Aula 2:

Módulo 5 – Aula 3:

Módulo 5 – Aula 4:

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Exercícios de Desbloqueio – Módulo 4 – Leste Europeu:

Ágata Cruz

Contato: agatamg7@gmail.com

No escrever há o ser

O criar

O gerar

O fazer

Ter então a essência do ser-fazer.

Quem tem, gera em si

Dentro se forma

Ganha forma quando sai

E vai

Criando.

Escrever é ver o visto

Sentir o sentido

Criativo criar

Escrever é criar palavras que estão órfãs.  

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Bernadete Bruto

Contato: bernadete.bruto@gmail.com

Para Milan Kundera, com admiração.

Surgiu na minha frente assim miúda, boca grande e sorridente. Um ar sapeca, como quem quer brincar, ao invés de expor uma história. Vejo uma garota espevitada de short e camiseta caminhando descalça em direção a sua casa depois de muitas brincadeiras nas redondezas. Está acompanhada de três irmãos também miúdos, em tamanho variados como se fossem uma escadinha, e vestidos do mesmo modo. O maior e todo metido a mandão ordena ao pequeno grupo que apresse o passo. Os dois menores o seguem sem protestar. A garota vai mais devagar, um pouco atrás, como quem desafia aquela autoridade que desconhece.

Os quatro adentram por um portão bem maior do que eles. A casa é invisível do lado de fora, porque é coberta por um muro bem alto pintado de branco e aquele portão também elevado, estreito e cinzento, faz um barulho peculiar quando se fecha. Há um caminho calçado, ladeado por uma aleia de arbusto que leva a casa cortando um grande jardim gramado. O jardim assim dividido em duas partes, tem diversas flores, plantas ornamentais, dois pinheiros, um de cada lado do jardim, um flamboyant pequeno e muitos copos de leite.  As crianças param nesse caminho e se dispersam.

 O maior, vai para o beco estreito que há no lado direito da casa. Segue em direção ao quintal. Vai tentar juntar-se aos meninos maiores e barganhar um lugar no jogo de futebol. O menorzinho, coitado! Foi pego pelas duas senhoras, sua mãe e sua tia, para ser levado ao banho. Segue calado por entre as duas senhoras que tagarelam comentando sobre seu estado, sem reclamar, obediente que é. A outra pequena sobe as escadas atrás deles e para no terraço onde se encontram as mocinhas. Vai ficar por lá escutando as conversas, se achegando como uma gatinha, esperando sua vez do banho.

A garota da nossa história permanece no jardim. Apenas vai para o lado esquerdo, por trás do pinheiro de corte arredondado, onde tem uma espécie de praça com dois bancos de granito, um defronte do outro, no centro da praça um pequeno flamboyant. Passeia pelo local. Inventa lugares, personagens. Histórias que ela ao mesmo tempo em que cria, também participa e organiza da melhor forma, como sente que seja melhor. Se não gostar, reconstrói e pronto, pois o divertimento é dela! De lá, por trás do flamboyant, ela me olha e pisca um olho. Sorri acenando para mim, apontando para o começo da escrita.  É lá no fundo das histórias, no lugar de era uma vez, do faz de conta, que toda criança encontra com seu inesgotável baú de narrativas, naquela pequena e criativa “caixola”.

A autora acha graça na personagem que dita um caminho. A caneta desliza pelo papel numa alegria desmedida, o prazer de deixar fluir a narrativa de forma leve. A personagem se chamará Berta! Esse som bem combina com aquela garota que recorda outra. E o título da história que irá desenvolver, já sabe de cor: A LEVEZA INSUSTENTÁVEL DE SER.

Recife, 25 de Junho de 2020.   

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Giovana Teixeira

Contato: gigiteixeira.pereira@gmail.com

A ficção

Costumava achar, quando li meu primeiro livro, que as personagens ali eram feitas de carne e osso. O papel era mero detalhe. O que descobri mais tarde, junto com todas as coisas tristes, foi que histórias não nascem com vida. Não importa o quão só estejamos o ato de coloca-las no papel não as torna reais. Qual é a função de quem escreve então? Bom, não posso deixar de pensar que a função de quem escreve é a de fingir e não, talvez, a de dar vida. Porém, fingimento esse que, ao contrário da vida, deve ter esboço. Quem cria raramente explica como o faz e, por isso, concepções de que clássicos literários surgem do nada são feitas. Mas a verdade é: nada surge do nada. O caos é a origem de todas as coisas fingidas, é impossível um improviso ser melhor do que uma peça ensaiada. Dessa forma, quando leio hoje me vem à mente que a ficção não é a vida, mas sim algo melhor do que ela. É um lugar que nasce debaixo da terra, cresce e permeia a humanidade.

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Joel Martins Cavalcante

Contato: jmartinscavalcante@gmail.com

Demônios e a escrita

         Escrever é exorcizar meus demônios internos. Não apenas quando relato acontecimentos reais. Criar situações e personagens que, de alguma forma, expressam meus sentimentos e visões de mundo, ajuda a tirar do meu interior o que me perturba, me abala, me sufoca.

         Os demônios internos, diga-se de passagem, não necessariamente são ruins. Na tradição cristã que fui criado, sobretudo a evangélica neopentecostal na minha adolescência, esses seres espirituais são sempre ruins, estão constantemente fazendo o mal, e expulsá-los é um dever para que o bem, Deus, possa habitar.

         Mas meus demônios internos são uma força criadora também. Tem algo negativo. Mas, ao mesmo tempo, me ajudam a prosseguir, a ter uma causa, a melhorar, a escrever, a ser mais humano. Parece contraditório, não é? Como um demônio ajuda no meu processo constante de humanização? Porque eles são como um espelho que eu me vejo. Sou o bem e o mal. A propósito, nunca esqueci do que um amigo, em uma noite de farra, me disse há uns anos: a vida é como um fio de energia, tem o lado negativo e o positivo, os dois são fundamentais para gerar a luz.

            Assim, quando escrevo, seja um texto real ou ficção/autobioficção (que comecei a partir deste curso de Escrita Criativa), aquele demônio interno sai e ganha uma outra vida. Ao expor meus medos, desejos, frustrações, sonhos, alegrias ou qualquer outro sentimento na escrita sinto uma leveza na alma no fim do processo criativo.

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Johany Medeiros

Contato: johanymedeiros6@gmail.com

Não lembro meu nome,

minha idade, de onde sou,

e para onde quero ir.

Não saber não me sufoca,

me liberta!

Principalmente quando minha caneta dança

pela folha em branco.

Agora na leveza do meu ser,

tudo vejo com novos olhos,

e meus dedos ágeis de fotografia,

registram cada cena tocante

ou insignificante.

O sofá velho no canto da sala,

o abajur em forma de gente,

os milhares de livros que talvez eu tenha lido,

as roupas com cheiro de naftalina,

o eco da minha garganta doente,

as minhas mãos enrugadas

e até as fotos de desconhecidos na parede

fazem sentido, mesmo sem fazer.

Mesmo esquecida de tudo,

diante do papel, minhas mãos ganham vida própria

e agora, consigo entender.

TUDO É POESIA. 

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Júnior Melo

Contato: juniormelo2005@gmail.com

Eu sinto o gosto amargo da angústia

As notas do piano não acalmam a alma perfuram-na

O gelo dos campos arde a pele e os olhos

Não sabemos o horizonte.

Sempre é inverno na alma mesmo que brilhe o sol

Nossas crianças pálidas e tristes, são como fantasmas vivos nossas retinas

Onde acharemos descanso a não ser no sono final?

Vem, amiga silenciosa, e abraça-me…

Mas o fio de prata ainda não se rompeu

Nem a roda junto ao poço cessou de ranger

O latido medonho dos cães me despertou

Encontrar significado no caos é a resposta

Ainda que em nosso vale, a sombra da amiga silenciosa seja quase palpável

As antigas palavras prometem redenção

O sal de minhas lágrimas perfurou o gelo nas retinas

Ergo-me como trigo após a chuva

Agora sou aço, puro e inoxidável aço

A vida não permite esboços ou ensaios

Ela é uma estreia contínua

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Lis Diniz

Contato: lisgranjeiro@gmail.com  

Primeira aparição

A palavra surgiu da necessidade.

Ao máximo possível segurou o silêncio, pois assim estaria na melhor posição:

em descoberta plena, até ser confrontada parindo uma frase inteira.

O gosto? Era sequioso de se afogar, como ser embalada a vácuo ou viver em eterna paralisia do sono.

Nada poderia contra a palavra, ela era sua títere.

E no meio dos VHS rebobinados e do teatro vazio, já em uma caixa, sentia-se pela primeira vez algo de uma natureza frágil e inútil, ao passo que em sua boca esperava o retorno dos cupins.

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Olga Nancy

Contato: olga.cortes@acad.pucrs.br

Saturação do sentir

03/07/2020

O gole de vinho

perdido

no dia.

O gole de vida

sentido

todos os dias.

O ar que respiro

não flui

como antes.

Do que se trata?

dos tempos revoltos

sem eira nem beira

nem condescendência.

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Paulo Roberto de Jesus

Contato: poujesus@hotmail.com

A escrita criativa é um processo ótimo para desenvolver novas maneiras ou processos de escrever. Ela põe o escritor em movimento ao criar condições para que produza algo dentro de determinadas circunstâncias. É importante porque há escritores que vivem deixando pra depois o que apodem fazer agora. Incluo-me.

Ela faz o escritor produzir algo diferenciado do que normalmente costuma produzir. Tira o escritor de seu lugar comum e o desafia, retirando-o do conforto. Deste processo saem obras maravilhosas. A escrita criativa é necessária para desenvolver novas maneiras de produção. Ao conhecer o modus operandi de diversos escritores, o oficinista, sem perceber, acaba captando algo de cada autor visto ou estudado e, somado ao seu modus operandi de produzir, sai um novo processo produtivo.

Particularmente sinto-me desafiado quando alguém coloca algum texto e condições para que este texto seja produzido. Tenho um poema de nome Brincadeira de Criança na Síria que versei a partir da sugestão de um poeta chileno. Ele sugeriu que escrevêssemos sobre as crianças na guerra da Síria anos atrás. Uma produtora curitibana acabou gravando minha declamação do poema. Conto isto para provar a importância do desafio. Se uma sugestão de tema provoca isso, imagina um curso de escrita criativa.

Gosto de fazer cursos de escrita criativa porque o autor que fez o curso poupa-me de fazer a pesquisa que ele(a) fez para produzi-lo. Isso possibilita-me fazer outras pesquisas relativas à literatura neste período.  A leitura de cada ser do que quer que tenha lido é única, logo a pesquisa e recorte que o escritor que ministra a oficina faz também é único, e isto propicia uma troca de saberes, uma apropriação de saberes por parte daqueles que recebem o conteúdo de quem preparou. Acho 10. Fazia tempo que não produzia um texto e seu desafio de produzir um em 15 minutos tirou-me do ócio e colocou-me em movimento. Grato, escritora Patricia.

“A baronesa” | Charles Allington | Cinco primeiros capítulos

Com Adriano Portela, Jaíne Cintra, Juliana Aragão, Mariana Guerra & Patricia Tenório.

Capítulo 1:

Na transição entre o fim do século XIX e início do século XX, Viena, capital da Áustria, vivenciava um fin-de-siècle dos mais profícuos, em que Sigmund Freud, Gustav Klimt, Hugo von Hofmannsthal, Arthur Schnitzler e Otto Wagner protagonizavam transformações que viriam a mudar radicalmente o pensamento ocidental.

Em uma efervescente cena cultural, as conexões entre variadas formas de cultura – psicanálise, artes plásticas, narrativa teatral, arquitetura e urbanismo – se reinventavam em meio a uma crise político-social. É nesse pano de fundo que se desenrola a trama de “A baronesa”, que narra a história de Natália Schoemberg, cantora de ópera e integrante na nobreza vienense às voltas diante da acusação pelo assassinato do marido.

Baixe aqui o primeiro capítulo de “A baronesa”

A novela, de minha autoria, é assinada por Charles Allington, um heterônimo meu que, ao mesmo tempo em que narra a história, participa dela como protagonista. A intrigante trama de “A baronesa” estreou em 28/06/2020 sob a forma de uma novela foto-áudio-ensaística em vídeos e podcasts narrada por mim e por Adriano Portela, com design de Jaíne Cintra, roteiro e divulgação de Juliana Aragão, edição de Mariana Guerra. Os dez capítulos do livro – uma trama marcada por detalhes e pelo mergulho profundo nos aspectos psicológicos dos personagens – serão postados semanalmente e estarão disponíveis para streaming e download no meu site.

Capítulo 2:

A Baronesa · A Baronesa – capítulo 2

Depois do primeiro capítulo em vídeo, lançamos mais um episódio de “A baronesa”, uma novela foto-áudio-ensaística de autoria de Patricia Tenório que, a partir de agora até o penúltimo capítulo, será publicada em formato de podcast.

Leia o segundo capítulo de “A baronesa”

Neste novo capítulo, acompanhamos a gravidez de Natália e a preocupação dos pais dela com o futuro da filha, que deveria se casar com o marquês de Timboury, a quem havia sido prometida. Por conta da paixão por Viktor – que carrega a fama de homem boêmio e namorador na sociedade vienense do fim do século XIX e início do século XX – e do filho que espera, Natália vai ver sua vida transformada.

O nascimento da criança, a fundação da companhia de ópera de Viktor, a estreia de Natália em “La Bohème” e uma descoberta que vai mudar profundamente a relação do casal conduzem a trama deste novo episódio.

Capítulo 3:

No terceiro capítulo de “A baronesa”, novela foto-áudio-ensaística de autoria de Patricia Tenório aqui apresentada sob a forma híbrida de podcasts e de vídeos, testemunhamos a Companhia Azul estrear a ópera Elektra, de Richard Strauss, com Natália no papel principal.

Ao mesmo tempo, acompanhamos o início das investigações sobre a suposta morte de Viktor, a cargo do detetive Charles Allington, ao mesmo tempo em que, intrigado, o investigador-narrador reflete sobre os sentimentos dúbios que afloram à medida que ele se aproxima da cantora, principal suspeita pelo desaparecimento do marido.

Leia o terceiro capítulo de “A baronesa”

Capítulo 4:

A Baronesa · capítulo 4

No quarto capítulo de “A baronesa”, somos levados de volta ao baile no qual Viktor e Natália – então prometida ao marquês de Timboury – se conhecem e, mais de dez anos depois, acompanhamos as primeiras suspeitas dela sobre as traições do marido. Testemunhamos o encontro de Natália com Lou Salomé, suas mudanças de postura e os esforços para ignorar as saídas noturnas de Viktor, cujos casos extraconjugais já não são segredo para ninguém em Viena.

Leia o quarto capítulo de “A baronesa”

E então vem o flagrante de uma das traições e as reflexões de Natália, que envolvem inveja e arrependimento, e as preocupações do filho do casal sobre a tristeza da mãe. Paralelamente, a trama narra o caminhar das investigações conduzidas por Charles Allington, que busca nos detalhes da festa onde o casal foi visto pouco antes do desaparecimento de Viktor indícios que possam ajudar a solucionar o mistério.

Capítulo 5:

A morte do pai de Charles Allington, ao mesmo tempo personagem e heterônimo da autora de “A baronesa“, traz um evento inesperado e contundente à vida do investigador, que costura a trama da novela durante a apuração dedicada e incansável do desaparecimento e possível morte do barão Viktor Shoemberg.

E enquanto Viena fervilha nas ruas e nas reuniões privadas como a que o pai de Natália participa na casa de Sigmund Freud, a novela nos faz viajar por vários tempos distintos. Acompanhamos as lembranças de Charles sobre a infância dele em Londres, quando nem nos maiores devaneios o investigador imaginaria que um dia estaria vivendo na Áustria e trabalhando em um dos casos mais emblemáticos de sua carreira.

Leia o quinto capítulo de “A baronesa”

A narrativa segue nos envolvendo no desenrolar da apuração do suposto crime, com o depoimento de Natália e o complexo trabalho de Charles na tentativa de juntar as pontas soltas da história enquanto a dubiedade dos sentimentos nutridos por ele com relação à principal suspeita do possível homicídio ganha corpo.

“Para tempos suspensos” | Leonam Cunha

http://www.patriciatenorio.com.br/wp-content/uploads/2020/07/2020-Para-tempos-suspensos-OK-Leonam-Cunha.pdf

“As viagens de Zequinha: no terreno dos chorões” | Marcia Maria Silva Feitosa

Sobre este livro

Há quinze anos, trabalhando com aulas de música em um estúdio de gravação de um grande amigo, nos deparamos com uma realidade perturbadora aos nossos olhos e corações: os jovens estavam cada vez mais distantes de nossas raízes musicais e mais próximos da música estrangeira. Não tinham ideia de como a Música Popular Brasileira foi tão importante para a construção da identidade cultural e social dos brasileiros.

Então, eu e meu amigo criamos o Musicandarte. Um projeto para pesquisar, resgatar e divulgar mais de 150 anos de história da MPB. Através de formatos diversos e lúdicos, levamos os principais estilos e compositores deste período para os mais variados públicos, principalmente, os mais jovens. E com isso, procuramos instigar os mesmos a se tornarem multiplicadores deste ideal.

Após muitas apresentações musicais sentimos a necessidade de transformar aqueles momentos mágicos compartilhados com o público em algo que pudesse se perpetuar fisicamente, não apenas na lembrança. Foi aí que surgiu a ideia de escrever a série de livros “As Viagens de Zequinha”. Livros onde o leitor possa viajar no tempo junto com o personagem para cada estilo da nossa música, conhecer mais dela e criar suas próprias conexões pessoais com a mesma.

Acredito que a música é a base da nossa história e saber quem somos culturalmente nos torna mais fortes. Construir caminhos de acessibilidade à essa história é algo não apenas prazeroso, mas necessário para todos aqueles que amam a brasilidade e sua essência!

A autora.