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Índex* – Dezembro, 2017

O menino

Se aproxima

E eu vejo

O seu andar

E eu sinto

O seu olhar

Bem aqui

Próximo ao meu

 

Passa o tempo

Passa a vida

Eu atrás 

Desse menino

Eu em busca

De uma história 

Que eu possa

Te contar

 

Para crer

Mais uma vez

Na bondade

Do menino

Na candura

De um Natal

Um Ano Novo

Que se aproxima 

Devagar

(“É outra vez”, Patricia Gonçalves Tenório, 13/12/2017, 05h20)

 

Um 2018 de muita Paz, Saúde, Luz & Escrita Criativa que se aproxima no Índex de Dezembro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie e Mamãe em 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

O livro das recordações | Coordenação: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Presentes do Poeta de Meia-Tigela / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

E obrigada por tudo nesse 2017 que finaliza hoje…

Janeiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

Fevereiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

Março, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

Abril, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

Maio, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

Junho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

Julho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

Agosto, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

Setembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

Outubro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

Novembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… a próxima postagem será em 28 de Janeiro, 2018, um grande abraço, e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – December, 2018

 

 

The boy

Gets closer

And I see

His walking

And I feel

His look

Right here

Next to mine

 

Passes the time

Goes the life

And I’m looking for

This boy

And I’m looking for

A story

That I can

Tell you

 

To believe

Once again

In the kindness

Of the boy

In the candidness

Of a Christmas

A New Year

That gets closer

Slowly

(“It’s another time,” Patricia Gonçalves Tenório, 12/13/2017, 05:20 a.m.)

 

A 2018 full of Peace, Health, Light & Creative Writing getting closer in the December Index, 2017 on Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Study Group on Creative Writing – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie and Mama in 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

The book of memories | Coordination: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Gifts of the Poet of Half-Bowl / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

And thank you for everything in 2017 that ends today…

January, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

February, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

March, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

April, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

May, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

June, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

July, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

August, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

September, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

October, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

November, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… the next post will be on January 28, 2018, a big hug, and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um Ano Novo se aproxima. A New Year gets closer.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018

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O tempo                                     A viagem

                         O amor                            A imagem    

O mito                                        A música

                         O sonho                           O fogo

Encontros mensais e temáticos para, a partir da Teoria, estimular a Criatividade na Escrita de Ficção, Poesia, Ensaios Teórico-Poéticos. Em cada cidade, participação especial de escritores locais falando sobre seus processos criativos.

* Patricia Gonçalves Tenório é escritora, mestre em Teoria da Literatura (UFPE), doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS). 

Maudie e Mamãe em 2017 | Bernadete Bruto*

(…) as esperanças vão conosco à frente e os desenganos vão ficando atrás…

(Trecho do poema CONTRASTE de Pe. Antonio Tomaz)

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Talvez, por “coincidência”, tenha assistido neste dia, 14 de dezembro de 2017, ao filme Maudie (2016) ou fiz uma associação imediata entre ela e minha mãe (Gracinha), porque sinto saudades da mamãe e muito mais hoje. Se viva estivesse seria o dia de seu aniversário, por isso a saudade bate mais forte hoje e vem com lágrima saltando nos olhos.

No filme, um primor de fotografia, que mais parece um cartão postal, a protagonista, uma mulher (artista), com corpo e mãos retorcidos pela artrite, transforma a vida cotidiana em arte, colorindo todo o espaço ao redor.  Esta mulher se chamava Maud Dowley e existiu realmente, tornando o filme ainda mais belo.

Bem ao final do filme, Maud responde a uma amiga sobre o que a motiva: Eu não quero muito. Enquanto eu tiver um pincel na minha frente eu não ligo. (…) É sempre mais a plenitude da vida já enquadrada. Bem ali.

Maudie e a visão sobre a vida, assim como os olhos brilhantes de minha mãe perante a existência. Ah, Dona Gracinha, como Maud, você enxergou a beleza na tela da vida, que tanto nos descrevia e para nós “pintava” todo santo dia: Repare naquele céu tão azul! Naquele mar, não é lindo? Esse vento que sopra. Este sol tão brilhante!  E quando não recitava pela casa o poema de Pe. Antonio Tomaz, de cuja frase fazia quase um mantra, muitas vezes pedia para tocar no violão a música Porque Deus é amor  para cantarmos juntos:

 

♪♪ Você sabe por que o céu é azul sem confim,

você sabe por que o mar nunca há de secar,

você sabe por que o sol  de sempre brilhar,

porque Deus é amor…♫

 

Assim como Maud, Gracinha, minha mãe, uma artista, nos mostrava a beleza da vida enquadrada bem ali à nossa frente e acredito, conseguimos, ainda hoje, contemplar a vida, assim colorida, porque foi assim, para nós, através de sua voz, pintada. Gratidão, Mamãe!

 

Recife, Salve, 14 de Dezembro de 2017!

 

Gracinha 14/12/1917

+ 20/08/2005

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* Bernadete Bruto (Recife/PE, 1958) é Bacharel e Licenciada em Sociologia, com Especializações na Área de Recursos Humanos e Direito Administrativo. É Analista de Gestão do Metro do Recife e Poeta Performática. Membro da União Brasileira de Escritores-UBE, da Associação do Amigos do Museu da Cidade do Recife – AMUC, parceira da Cultura Nordestina Letras e Artes e participa de grupos como a Confraria das Artes e Grupo de Estudos em Escrita Criativa. Tem quatro livros publicados, três coletâneas de poesias, Pura Impressão (2008), Um Coração de Canta (2011) e Querido Diário Peregrino (2014), e  o livro infantil bilíngue A menina e a árvore  (2017). Participou de antologias, assim como diversas apresentações poéticas e performáticas. Contatos: bernadetebruto@gmail.com e www.bernadetebruto.com

“O livro das recordações”* | Coordenação: Diógenes da Cunha Lima

Marcel Proust, um dos maiores escritores da história da literatura, ficou célebre por sua obra Em busca do tempo perdido, publicada em sete volumes, três deles após sua morte, em 1922. Quando ainda era um adolescente, o jovem escritor estava na festa de uma prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário bastante popular à época, principalmente entre as famílias da Inglaterra vitoriana, onde surgiu com o nome “Confessions” (“Confissões”). Era uma modinha, como se diz, uma brincadeira, típica dos jogos de salão da refinada Belle Époque, servindo para criar assuntos e animar as festas. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que foi rebatizado com o seu nome e virou uma espécie de padrão para muitas entrevistas jornalísticas até os dias de hoje.

Além do aspecto intelectual, o Questionário Proust é, antes de mais nada, uma divertida brincadeira. São 18 perguntas que devem ser respondidas espontaneamente, sem muito pensar, como um passatempo, permitindo que as respostas sejam reveladoras e, até, surpreendentes. Poetas como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e muitos outros escritores de todo o planeta também já responderam a esse questionário.

Inspirando-me em Proust, criei novas perguntas e convidei escritores amigos para respondê-las. É a chamada “hora da verdade”. Mas também a hora da amizade, de compartilhar com eles – e agora com vocês, leitores – a variedade das respostas, as coincidências, o que temos em comum, mesmo nas infinitas diferenças de como enxergamos o mundo.

Diógenes da Cunha Lima

Presentes do Poeta de Meia-Tigela / Alves de Aquino*

A Cidade. Poeta de Meia-Tigela & Carlos Nóbrega. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016.

 

A CIDADE E AS SERRAS

 

Há nos poetas de outrora

tantas paisagens

mas de mim tão longínquas

como aquelas palavras:

longínquo e outrora

Nasci cresci existo

na cidade

entre edifícios carros assaltos

e cercas de alta voltagem

Das evocações bucólicas

como formularei

– por mais vivas jamais vistas –

precisa imagem?

A mim que não as tive diante

só resta lamentar

delas sequer

restar

a saudade

 

 

Mutirão # 3. Organização: Poeta de Meia-Tigela. Participação: André Dias, Bárbara Costa Ribeiro, Brennand de Souza et al. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2017.

 

UMA VILA DESERTA

 

Nunca mais as lavadeiras,

nem os pescadores.

Agricultores ribeirinhos,

estes também não.

Nunca mais tapiocas,

cafés e conversas.

Onde o rio, apenas o rastro.

Sumiram-se os dias

de plantar e colher,

casar e construir.

Sumiram-se as mães

que davam aromas de milho

às tardes lentas.

 

(Webston Moura)

 

Para Mamíferos. N. 04. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora.

 

Depois da Aurora

 

Ora, quando dei por mim

o mato já estava alto

e minha alma mergulhada

na floresta do insensato

 

Quando quis olhar pra fora

não vi o verde que havia

as janelas se fecharam

sobre a varanda do dia

 

Depois veio a tempestade

não quis saber de alegria

quando a lua me chamava

eu fingia que não via

 

Fazia dos meus poemas

a minha biografia

da minha maior mentira

frase para a laje fria

 

Demorou, ressuscitei

com a chegada de Aurora

o que antes era século

tornou-se fração de hora

 

Depois da noite ela veio

como quem não quer ficar

inconstante, imprevisível

feito as ondas desse mar

 

(poemas de Carlos Vasconcelos)

 

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* Contatodeaquinoalves@gmail.com