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Índex* – Novembro, 2014

La liberté, c’est la possibilité d’être et non l’obligation d’être.

René Magritte

A liberdade é a possibilidade de ser e não a obrigação de ser.

René Magritte

Na edição de aniversário, a liberdade de ser no Índex de Novembro, 2014 do blog de Patricia Tenório.

Poemas de Mestrado | Patricia Tenório (Recife – PE – Brasil).

“A Filologia Humanística de Erich Auerbach” | Organização Prof. Antony C. Bezerra e Mirella Izídio (Recife – PE – Brasil).

Palavras sobre “Três olhares e o fascínio das cores” | Mara Narciso (MG – Brasil).

“O Direito na Arte: Diálogos entre o Cinema e a Constituição” | Coordenação de Morton Luiz Faria de Medeiros (RN – Brasil).

Poesías y Cuentos de Perú: “AmoidiomA (1991-2002) | Luis Tapia Garcia & “Cuentos Y Fantasías” | José Manoel Tapia Landavere (Lima, Perú).

4o Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco – 4o CLIF – PE.

Muito obrigada pelo carinho nesses 4 anos de blog, 10 anos de escrita, 45 anos de vida…

A próxima postagem será em 28 de Dezembro de 2014.

Grande abraço e até lá,

Patricia Tenório.

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Index* – November, 2014

Freedom is the possibility of beeing and not the obligation of beeing. 

René Magritte

In the edition of birthday, freedom of being in the Index of November, 2014 in the blog of Patricia Tenório.

Poems of Master’s Degree | Patricia Tenório (Recife – PE – Brasil).

“The Humanistic Philology of Erich Auerbach” | Organized by Prof. Antony C. Bezerra and Mirella Izídio (Recife – PE – Brasil).

Words about “Three looks and the fascination of colors” | Mara Narciso (MG – Brasil).

“The Law in Art: Dialogues between Cinema and Constitution” | Coordination from Morton Luiz Faria de Medeiros (RN – Brasil).

Poems and Short Stories from Perú: “AmoidiomA (1991-2002) | Luis Tapia Garcia & “Cuentos Y Fantasías” | José Manoel Tapia Landavere (Lima, Perú).

4th Congress of Fantastic Literature of Pernambuco – 4th CLIF – PE.

Thank you very much for your kindness in these 4 years of blog, 10 years of writing, 45 years of life…

The next post will be on 28th December, 2014.

Big hug and see you there,

Patricia Tenório.

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* Índex foi traduzido apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated into English only as a matter of the extension of the post.

** A Bélgica de René Magritte. Bruxelas, Antuérpia e Bruges. Belgium from René Magritte. Brussels, Antwerpen and Bruges.

Poemas de Mestrado | Patricia Tenório*

São 10 anos de escrita, 45 anos de idade.

Em homenagem, selecionei 10 dentre os mais de 50 poemas que escrevi e postei no Facebook de Março de 2013 a Novembro de 2014, poemas que escrevi nesse momento tão especial de minha vida, Poemas de Mestrado

E 10 Imagens de momentos únicos desse “longo, perigoso, tortuoso caminho” que é a Vida… E valeu!

 

Mim mesis mesma

05/10/13

Ouço Tom

E o tom acalma

As minhas células cerebrais

Ativadas

Esgotadas

Com as perguntas

Que um amigo fez

As perguntas

Que são apostas

Às respostas

Que me fiz um dia

E quem diria

Que da música do maestro

Em mim brotasse a letra

Aquela embalsamada

Em óleos ancestrais

Que flutuava e flutuava

Pelo espaço

Desafio

24/03/14

O verso preso

Na ponta dos dedos

Na ponta dos lábios

Se soltou

Como passe de mágica

Como passa o tempo

Feito poeira fina

No vento

Balançando os galhos

Da árvore amiga

A árvore antiga

Dos meus versos nus

Fazer teoria

Atrapalha a poesia?

Pergunta um filho meu

Eu me calo

E reticente

Procuro a foto

Do nascimento

Deste mesmo filho meu

E lá no fundo

Escondido

Entre as rugas do nascido

Brilha o verso

Passa o tempo

Feito poeira fina

No vento

Balançando os galhos

Da árvore amiga

E as joaninhas não mentem

30/06/14

Pediram

Para eu contar

Meu segredo

Mas um segredo

É uma pétala

De flor

Que ao se revelar

Morre

Que ao se contar

Mente

Não sei mais

Mentir de verdade

Com asas de borboleta

Caules de girassol

Então pergunto

Às joaninhas

Que habitam

Cada um de nós

Como se faz

Poesia?

 

Elipse narrativa

11/07/14, 18h00

Feito a lua

Quando plena

A maré rasa

Quando nova

A maré cheia

Vivo assim

Cíclica

(Melhor)

Elíptica

Deixando você

Preencher

Meus espaços

Vazios

 

Um presente de rei ou O lobo da estepe

19/07/14

Dizem que o amor

É para os loucos

É para os poucos

É para os bons

Você me deu

Uns poemas assim

Do tamanho

Dos meus sonhos

E eu aqui

Com o seu presente

Embrulhado em jornal

Para lembrar

Que a vida é

Tão pequenina

Que o meu tempo

De menina

Transparece agora

Nos seus olhos de cristal

Fazendo (o) amor com as estrelas

27/07/14

O silêncio é ouro

Mas sempre resta

Um pouco

Nos meus dedos nus

Que tomam

A palavra

Saída dos teus lábios

Saída do teu peito

Numa manhã de domingo

Antes do alvorecer

E a escrevem

Nas entrelinhas

De um poema novo

A rainha de Sabá

18/08/14, 06h50

Queria ter

Outra vida

Em que pudesse

Ser

Eu mesma

E somente

Amar

Estou cansada

Dessas

Guerras

Estou cansada

Dessas

Brigas

De quem é melhor

Do que

Ninguém

Estou cansada

De odiar

Um livro por vir ou A teoria da ficção

26/08/14, 17h30

Eu inventei

Tudo agora:

A paz

Em cada esquina

Os meus sonhos

De menina

A desenhar o teu rosto

Junto a mim

Junto a nós

Filhos que nos amam

Filhos que se amam

No pôr-do-sol

Reticente

De uma história

Por vir

De volta para o futuro

13/09/14, 18h10

Hoje

A flor é flor

A terra é terra

Nada mais

Nada menos

Não há ficção

Só a realidade

De nossos braços

Vazios

De tuas asas

Abertas

Alcançando o mundo inteiro

Cobrindo o mundo inteiro

E nós

Que aqui estamos

Por ti esperamos

Até o final dos tempos

 

Detalhes (tão pequenos) de nós todos

13/11/14, 12h45

Sou uma escritora

De aromas

Escrevente

De amores

Que tombam

Assim

Entre os meus braços

E caem

Assim

Sob os meus olhos

De amante da vida

Amante dos sonhos

Nos mínimos e mínimos detalhes

 

Joaninhas 2006

 

Joaninhas Paris 2006

PATRICIA TENORIO  E O POETA CESAR LEAL,

Coleção de Bolso Calibán 2008

A mulher pela metade 2009

DAgostinho e Diálogos 2010

19.março - joaninhas 047-1 pequeno

Como se Ícaro falasse 2012

 

 

Intersemiose 2013-2

 

Alba Iulia VII

 

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Patricia Gonçalves Tenório é escritora de poemas, contos e romances desde 2004, tem 8 livros publicados e é mestranda em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, com o projeto O retrato de Dorian Gray: um romance indicial, agostiniano e prefigural, sob a orientação da Prof. Dra. Maria do Carmo Nino. Contatos: www.patriciatenorio.com.br e patriciatenorio@uol.com.br

** (1) 2006 – Lançamento de As joaninhas não mentem – Recife – PE – com Maria Eduarda, Vítor e Bruno.

(2) 2006 – Lançamento de As joaninhas não mentem – Librairie Portugal – Paris – França.

(3) 2007 – Lançamento de Grãos – Recife – PE – com César Leal.

(4) 2008 – Lançamento Coleção de Bolso Calibán – Recife – PE – com Edson Nery da Fonseca.

(5) 2009 – Lançamento de A mulher pela metade – Recife – PE.

(6) 2010 – Lançamento de D’Agostinho e Diálogos – Recife – PE.

(7) 2011 – Ensaio da Adaptação Teatral As joaninhas não mentem – Recife – PE – com Thiago França, Ísis Agra, Elilson Duarte, Jay Melo e Romero Ferro.

(8) 2012 – Lançamento de Como se Ícaro falasse – Recife – PE – com Clauder Arcanjo.

(9) 2013 – Último dia de aula de “Intersemiose” – Pós-graduação em Letras UFPE – Recife – PE – com Prof. Maria do Carmo Nino, Eron Villar, Ingrid Rodrigues, Bruno Piffardini, Fernando Ivo, Luis Gustavo Dias, Roberta Muniz, Joanita Baú, André Santos, Érika Albuquerque, Vinícius Gomes e  Mirella Izídio.

(10) 2014 – Lançamento de Sans Nom / Fara nume – Alba Iulia – Romênia – com Christian Tamas, Brandusa Tamas e Flavia Cosma.

“A Filologia Humanística de Erich Auerbach” | Organização Prof. Antony C. Bezerra e Mirella Izídio

Está disponível para download GRATUITO o livro A Filologia Humanística de Erich Auerbach, obra que tive a honra e o prazer de organizar junto ao professor Antony C. Bezerra.

O volume é composto por ensaios elaborados por mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), contemplando reflexões acerca dos escritos do filólogo alemão.

O trabalho contou com o gerenciamento de edição de Patricia Tenório e capa de Vinícius Gomes, além de colaboração especial da professora Patricia Soares.

Atenciosamente,

Mirella Izídio.

 

Disponham:

http://store.kobobooks.com/pt-br/books/a-filologia-humanistica-de-erich-auerbach/aTe1pYKErUSIo7PWw_jn0Q?MixID=aTe1pYKErUSIo7PWw_jn0Q&PageNumber=1

http://www.amazon.com/Filologia-Humanística-Auerbach-Portuguese-Edition-ebook/dp/B00O8LBLRI

Palavras sobre “Três olhares e o fascínio das cores” | Mara Narciso*

19 de outubro de 2014

Três amigas de longa data vinham, há alguns anos, namorando telas e enchendo-as de cores, fazendo da prática e aprimoramento o crescimento delas nas artes plásticas. De um tempo para cá, estão com o mesmo professor, o renomado Sérgio Ferreira, no Ateliê Galeria Felicidade Patrocínio. E não é que pegaram suas produções e as expuseram no Centro Cultural Hermes de Paula no último dia 17? Lá estavam obras de Magela Sena, Adelaide Godinho e Carmen Lopes. São pintoras iniciantes que copiam o traço do orientador, ou estão prontas? Nem uma coisa e nem outra, e já estão esboçando seu estilo e seu caminho.

Na qualidade de apreciadora de arte, arrisco-me a falar sobre os quadros que vi, numa produção vasta, que mostra a própria evolução de cada artista, nos temas, na técnica e no traço. Como há um distanciamento temporal longo entre uma obra e outra, percebe-se diferenças tais que, a uma curiosa como eu, não se parecem ter sido feitas pela mesma pessoa. As considerações que poderiam ser vistas como negativas acabam aqui, pois o que apreciei foram telas surpreendentes, que poderiam estar embelezando paredes por aí, e seria um gesto de egoísmo escondê-las nas casas das autoras.

Fizeram bem as artistas plásticas, que, numa atitude de desapego mostraram as suas almas. Mais perigoso do que escrever o que se sente, ou declamar em altos brados os versos que se fez, correndo o risco de ser ridículo, como disse um dia o nosso mentor do Psiu Poético, Aroldo Pereira, é pegar uma tela nua e vesti-la de ideias, de pinceladas, de cores e imagens, passando uma mensagem para quem a olhar. Se de beleza e contemplação, melhor. A cada um, a imagem fala de uma maneira diferente. Depois de exposta, a obra pertence ao público, e não mais a quem a produziu. Arte não se explica, se sente. E eu senti.

Magela Sena já escreveu e publicou diversos livros de poesia. Tem uma memória brilhante e declama com vivacidade e alegria. Desenvolveu seu dom e dele faz uso sempre que há oportunidade, especialmente no Escambo de Livros, no Clube de Leitura ou em outras manifestações literárias. Noutro dia falou tão baixinho de dois livros que tinha publicado (com eles nas mãos), que tivemos de mandá-la repetir as palavras da apresentação, pois ela, tímida, não estava valorizando o seu feito. Diante da sua tela com a qual mais me empolguei, por mostrar uma mulher dançarina, de cabelos de medusa e uma saia que era uma rosa em flor, viva e repolhuda, perguntei sobre o que ela sentia: “Sei que foi muita ousadia da minha parte, mas as pessoas estão olhando com cuidado, gostando e falando comigo”.

Adelaide Godinho pinta há mais tempo, acho eu, pois uma das suas telas era de oito anos atrás. Mostrei-lhe dois quadros de flores com pistilos de fogo, ardentes e flamejantes, com os quais eu tinha simpatizado, e ela me disse que eram de Carmen Lopes. Mas eu não me dei por vencida, pois as margaridas do campo tinham me seduzido, e mostravam serem flores modernas que não existem, embora lembrem margaridas. E assim como as gaivotas em revoada, obras de Adelaide.

Os três quadros verdes, que lembram a Amazônia, são de Carmen Lopes. Falei com ela dos seus pistilos férteis e em movimento, e das flores de pequi que mais parecem ter sido feitas a Laser. Quase não conversamos porque ela estava muito requisitada. E foram muitas fotos, com a ampla sala da Galeria Godofredo Guedes bem concorrida, a fotógrafa Silvana Mameluque fazendo seus cliques, enquanto a radialista Ana Valda Vasconcelos comandava o evento, e João Jorge Soares, na qualidade de gerente do lugar, falava sobre o vernissage. A escultora Felicidade Patrocínio leu uma apresentação das artistas e logo um coquetel foi servido.

Montes Claros, cidade da arte e da cultura, termo cunhado pelo falecido jornalista Reginauro Silva, tem produzido arte e literatura. Muitos livros são lançados por semana em nossa cidade. Precisamos formar mais leitores. O escambo de livros e o Clube de Leitura os produzirão, e visitas a galerias formarão apreciadores de arte, pois por essas bandas o que não falta são bons artistas.

Não quero fazer um comentário tendencioso de amiga. Em relação às obras expostas, eu não diria que todas têm alta qualidade, ainda que, não sendo crítica de arte, nem sei muito bem do que estou falando, mas, asseguro que, como amante da arte, levaria muitas daquelas telas para a minha casa.

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* Mara Narciso é médica, escritora e uma grande amante da vida… Contato: yanmar@terra.com.br

O Direito na Arte: Diálogos entre o Cinema e a Constituição |Coordenação de Morton Luiz Faria de Medeiros.

PREFÁCIO*

Morton Luiz Faria de Medeiros

 

O projeto “Cine Legis” nasceu, despretensioso, como pareceu ser a exibição realizada pelos irmãos Lumiére da chegada de um trem à cidade na forma de filme, no final do século XIX, a uma pequena plateia de três dúzias de pessoas. Deveras, o projeto surgiu da experiência dos seminários da disciplina de Filosofia do Direito, ministrada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 2006, quando se pretendia estimular os discentes ao estudo da Filosofia – sempre tomado como desafiador e, por vezes, tortuoso – valendo-se da linguagem cinematográfica como instrumento para que a cultura jurídica pudesse ser discutida de forma descontraída.

Sob o estímulo dos discentes (ainda lembro da abordagem inspiradora de Felipe Castro nos corredores do setor I), laborou-se a ideia de ampliar o alcance dessa experiência para todo o curso e, em seguida, para a comunidade a que serve a UFRN. Com essa ideia na cabeça – ainda que desprovidos de uma câmera na mão – um grupo de professores e estudantes de Direito anteviram a oportunidade de contribuir para modificar a realidade jurídica brasileira, historicamente construída por classes sociais abastadas e excludentes, circunstância que acabou por estigmatizar o Direito como instrumento distante do povo, que o percebe apenas como mecanismo discriminatório, porquanto só se efetiva, para muitos, quando lhe são exigidos limites a sua liberdade ou lhes são dirigidas sanções.

Prepararam-se, assim, diversas exibições, no ambiente universitário e fora dele, no afã de fazer ver à comunidade as vicissitudes dos profissionais jurídicos, a importância do engajamento social para a efetivação de seus direitos e a necessidade de reflexão sobre os próprios atos, com vistas à construção de uma sociedade justa e solidária. Assim, os estudantes de Direito eram convidados a enxergar, mediante atividades com marcante caráter interdisciplinar – já que abordados temas sobre Ética, crise dos valores, Ciência Política e Sociologia que interagem com a Ciência Jurídica – que seus estudos não deveriam se limitar à mera contemplação da lei e de contratos, e sim ser aplicados no meio social, para o incremento da perseguição do bem comum.

O projeto, ademais, permitiu perfeita integração com o ensino e a pesquisa, funcionando como fomentador do despertar dos monitores para a carreira do magistério, e instigando ao aprofundamento de temas amiúde esquecidos nas grades curriculares das disciplinas tradicionais, redundando em inúmeros artigos publicados e apresentados em conclaves científicos – e, nesta ocasião de grande júbilo, na publicação deste livro!

A obra que ora se apresenta, pois, tem a genética do “Cine Legis”: procura extrair da sétima arte reflexões e desdobramentos fundamentais para o pensamento jurídico – mesmo em filmes cuja “inclinação jurídica” não seja evidente ou óbvia, como os chamados “filmes de tribunal”. Aproveita-se como mote a celebração dos vinte e cinco anos da Constituição da República brasileira, razão por que sua divisão segue, em alguma medida, a topografia constitucional.

Principia-se com o despertar para o papel do cinema, como manifestação artística, para a compreensão do Direito – e, por extensão, da própria Constituição – para, em seguida, passar-se à análise de temas relacionados aos direitos fundamentais, seja para realçar os direitos individuais, seja colhendo lições da Criminologia e demais ciências afins para fortalece-los, seja para lançar sobre eles novos olhares, reclamados pelo novo milênio, diante dos câmbios sociais, éticos e culturais. Posteriormente, discute-se a jurisdição constitucional, cada vez mais expressiva nas democracias de hoje, e seu alcance na defesa do Estado e das instituições democráticas, para, enfim, concluir-se com a reflexão sobre a ordem social tutelada pela Constituição: desde o direito à saúde e os cuidados com a pessoa com deficiência, até a preocupação ambiental, o direito de família e a proteção da infância e juventude.

Destacam-se, portanto, diversas peças de arte, ciência e filosofia ao longo deste livro, para cuja leitura convocam-se os leitores, certamente repletos de expectativas, pela singularidade da proposta. É hora, pois, de focar nesta grande tela de papel, desligar os celulares, abraçar-se à pipoca – e desfrutar do encantamento e reflexão que os a(u)tores dos capítulos deste livro certamente inspirarão.

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Extraído de O Direito na Arte: Diálogos entre o Cinema e a Constituição. Coordenação de Morton Luiz Faria de Medeiros. Organização de Fernanda Holanda Fernandes, Nathália Brito de Macedo, et al. Mossoró, RN: Sarau das Letras, 2014. Enviado por David Leite: davidmleite@hotmail.com

Poesías y Cuentos de Perú: “AmoidiomA” (1991-2002)* |Luis Tapia García & “Cuentos Y Fantasías”** | José Manuel Tapia Landavere

AmoidiomA (1991-2002) |Luis Tapia García

7

 

nací dual

conocí

pero más amé

fusa

o laica

fabla

sé ver

la outra

perla massiva

el amo

idioma así

rimadas

olas

a revés

repican

9

 

yo

servil

ateo

pereceré

pero amigo

no gima

oiga

ser pleno

callado

día claro

ramal

azulado

alerta

lo dionisíaco

no gima

13

 

amo

la plácida

rosa

causaré

breve risa

sonrisa

lo sé

me toca

por esa ruta

ir claro

al azul

azar temido

cessará

de matar

goce

Cuentos  Y Fantasías | José Manuel Tapia Landavere 

El Señor de Ogazón

 

El señor de Ogazón es tan viejo que el mismo no recuerda la fecha de su nacimiento. Puede asegurarse que ya no ha de morir, puesto que hasta ahora ha vivido. Sus piernas y sus ojos son las piernas y los ojos de un adolescente de quince años. La suya es una hermosa ancianidad que no necesita para ostentarse erguida ni de bastones ni de lazarillos.

Viste casi con elegancia: sobrero de copa, levita de talle ceñido, guantes de preville… Ciertamente si su rostro está apergaminado como el de una momia, su cuerpo en cambio se mantiene altivo y derecho como un sauce. Cada vez que le he mirado así, fiero y limpio, rebosando salud me ha parecido uno de aquellos famosos patriarcas de la Biblia, pero arreglados a la moderna. Sus cabellos y sus bigotes son blancos como la nieve, y sus botines de charol negros y relucientes como la piel de un africano.

¡Qué edad tendrá el señor de Ogazón? Nadie en la ciudad le ha conocido joven. Durante las inacabables veladas de invierno, junto a la violenta lumbre de los troncos encendidos, los abuelos discuten el problema, ¡Tal vez no ha nacido nunca! Saben solamente que nuestras legiones patriotas de la época de la Independencia, le han admirado en sus filas lo mismo que ellos le admiran ahora en los días de gran festividad: muy marcial dentro de su uniforme de coronel de caballería, muy arrugado y amarillo bajo su kepís de tres galones dorados.

¡Ya casi un siglo de esto! Hoy que las crinolinas no engordan a las mujeres y que las pólvoras no producen humo, el venerable Matusalem habla todavía con entusiasmo de aquellas opulentas damas del Virreinato que se morían por él; y de aquellos magníficos fusiles, cargados por la boca, que se disparaban a diez pasos del enemigo, abrasando las casacas. ¡Era el bueno tiempo para los valientes!

Tres generaciones han desaparecido envidiando la vejez del centenario. Allá en el cementerio duermen su último sueño a la sombra de aquellos cipreses que él ha visto plantar. En los primeros días de noviembre, cuando los enamorados se dan cita allí, el señor Ogazón, se pasea a lo largo de las avenidas fúnebres, evocando las tristes memorias de su alma.

Aquí están sus antepasados!… Aquí sus amigos!…, Junto a este rosal la amada!… El señor de Ogazón quisiera también tenderse en su ataúd al lado de ellos. Le seduce esta pequeña ciudad de los muertos, tan blanca, tan fresca, con sus diminutas pirámides de mármol y de yeso que apenas se levantan sobre cada tumba. ¡Ah! ¡No salir jamás de ella! Porque él no ha peleado, la espada siempre en alto, por sus hermosos ideales de republicano, para verlos ahora desvanecidos, pompas de jabón bajo la mentida promesa de un cielo, un instante tranquilamente primaveral!

Sus gloriosos recuerdos le acosan… ¡Esas legendarias cargas de Córdoba!… ¡Esa rabiosa esgrima de las grandes batalhas! El señor de Ogazón ha sido una de las nobles figuras de la epopeya, uno de los caballeros cruzados de la magna guerra: heroico durante el combate; generoso después del combate. Al iniciarse la derrota del enemigo, siempre lanzándose en su seguimiento, atravesaba el campo de batalla con la velocidad del huracán. Su “Leal”, un enorme caballo color de fuego, debía parecer entonces a los fugitivos una nube roja fulminando en torno suyo el espanto y la muerte.

Por la noche, ya de vuelta al vivac, mientras un grupo de oficiales le escuchaba atentamente, el señor de Ogazón refería estupendas hazañas, crueldades inauditas… que nadie creía. ¡Era para oírle! Primeramente estaba cansadísimo, porque no tenía la costumbre de hacer prisioneros: realista cogido, realista muerto; herido que pedía gracia, herido rematado. ¡So los heridos y prisioneros no sirven mas que para estorbar la marcha de los ejércitos en campaña! Así es que habiendo fusilado veintenas de fugitivos, su Leal se había bañado en sangre hasta las corvas y él hasta los codos… Podía probarlo.

Y mostraba sus manos – unas diminutas y secas manos de viejo – todas teñidas de rojo cual si hubiese estrujado cochinillas. Aunque palpable la prueba, sus relatos eran sin embargo acogidos por el auditorio con sonrisas de bondadosa ironía. ¡Conocían de sobra el feroz carácter del señor de Ogazón! Una vez, por ejemplo, le habían encontrado de rodillas junto a un herido dándole de beber de su frasco de cognac… ¡Le estaba ultimando!… Otra vez, como sintiese a sus espaldas el galope de un escuadrón patriota, no había vacilado en invitar a dos fugitivos que infaliblemente iban a ser alcanzados, la grupa de Leal hasta ponerlos fuera de peligro… ¿Acaso tenía costumbre de hacer prisioneros?… Y cabalmente estas dos ocasiones fueron las mayores jactancias de su vida. – “Ahora si (dijo a su vuelta en el campamento) que he concluido con todos”… Y girando sobre uno de sus talones, su brazo derecho extendido y rígido, ejecutaba el ademán de cortar en torno suyo todo aquel círculo de cabezas admiradas que le rodeaba.

Terminada la guerra el Señor de Ogazón envainó la espada. – Orgulloso de las dos cicatrices que sacara en la lucha quedó-le únicamente el consuelo de las victorias alcanzadas. Su Leal, su bravo Leal, diez años después, enmohecíase todavía en su pesebrera extrañado aquel acre olor de pólvora y sangre que antes llenaba su pecho de furores. Habíase convertido en un buen caballo burgués, tranquillo y reposado, que todas las tardes a la hora del crepúsculo, devoraba su ración de cebada en compañía de una linda yegua, Blanca, la sola amiga que le distraía en sus ratos de soledad.

¡Qué vida monótona y triste que la suya! Año tras año, sentíase morir enfermo de nostalgias gloriosas, en tanto que su dueño, el señor de Ogazón, por el contrario, seguía visitándole en el pesebre siempre fuerte, siempre marcial, siempre feliz, cual se resonase todavía en sus oídos esa alegre charanga del combate, ese formidable flanteado de cañones que ¡ay! él, pobre animal, no volvería ya a gozar.

Hoy hubiera querido ver al señor de Ogazón celebrando aquí nuestra fiesta nacional; pero me dicen que no puede emprender el largo viaje…

Allá, en su ciudad, prepara a sus amigos una gran sorpresa: Va a casarse uno de estos últimos días de julio, con una joven viuda, muy entusiasta de sus blancos mostachos.

¡A los ciento treinta años!

Lima, 1896

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Extraídos de AmoidiomA (1991-2002). Luis Tapia García. Lima, Perú: Ediciones Capulí, 2007. Contato: luistapia@amoidioma.net. Enviado por Rafaella Teotônio: faelacristina@hotmail.com

** Extraído de Cuentos Y Fantasías (1895 – 1896). José Manuel Tapia Landavere. Lima, Perú: Ediciones Atarip, 2014. Enviado por João Paulo Araújo: joaopauloaraujo@live.com

4º Congresso de Literatura de Pernambuco – 4º CLIF – PE

Cartaz 4º CLIF-PE

 

4º CONGRESSO DE LITERATURA FANTÁSTICA DE PERNAMBUCO (4º CLIF-PE)

TEMA: HISTÓRIAS DE FANTASMAS

Belvidera – Núcleo de Estudos Oitocentistas

Departamento de Letras/UFPE

(03 a 05 de dezembro de 2014)

 

PROGRAMAÇÃO

 

 

QUARTA-FEIRA (03 de dezembro)

 

8:00-9:00 (Hall do Centro de Artes – CAC/UFPE)

Credenciamento dos participantes

(Para a inscrição: doação de brinquedos e/ou 1kg de alimento não perecível)

 

Auditório do Centro de Educação (CE/UFPE)

9:30-11:30

Mediação: Anco Márcio Vieira (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

Palestras de abertura:

A FENOMENOLOGIA DAS APARIÇÕES

Valter da Rosa Borges (Escritor e fundador, em 1973, do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas)

TAXONOMIA ESPECTRAL

Braulio Tavares (Escritor – PB/RJ)

11:30: Lançamento do livro “Sete monstros brasileiros”, de B. Tavares

(Ed. Casa da Palavra, RJ)

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:00-16:30

Mesa-redonda: FANTASMAS NA LITERATURA AFRICANA

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“Sobre o realismo maravilhoso, o sagrado e o fantástico em O nosso reino, de Walter Hugo Mãe”

Rafaella Teotônio (Doutoranda em Letras/UFPE)

“A dança transcultural dos espíritos na escrita afrodescendente das Américas”

Roland Walter (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“Entre Xipocos e Xicuembos: Kazumbis que se propagam”

Silvania Núbia Chagas (Prof.ª Dr.ª – Letras/UPE Garanhuns)

“Fauna, flora e fantasmas de Mia Couto”

Kleyton Pereira (Doutorando em Letras/UFPE)

 

17:00-19:30

Mesa-redonda: FANTASMAS NO TEATRO

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“Bruxas, fantasmas e consciência em Macbeth, de William Shakespeare”

Sylvia Beatriz Iwami (Mestranda em Letras/UFAM)

“Padres voadores e trasgos leprosos: imaginação romântica no drama históricoBartholomeu de Gusmão, de Agrário de Menezes”

Jéssica Cristina Jardim (Mestranda em Letras/UFPE)

“As relações subjetivas do mal em The Countess Cathleen, de W.B. Yeats”

Bruno Rafael Vieira (Mestrando em Letras/UFPB)

“Os fantasmas de Shakespeare”

Darío Gómez Sánchez (Prof. Dr. – Letras/ UFPE)

 

19:40-21:40

Sessão de comunicações 01: INTERSEMIOSES FANTASMÁTICAS

Mediação: Lucas Dantas (Graduando em Letras/UFPE)

A lenda do cavaleiro sem cabeça: uma (re)leitura fantasmagórica na adaptação da novela ao filme”

Renato Oliveira (Graduado em Letras/UEPB)

“O horror antigo de Lovecraft traduzido em jogos de tabuleiro modernos na análise doEldritch Horror

Haroudo Xavier Filho (Graduando em Letras/UFPE)

O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde e A Aparição, de Gustave Moreau: uma aproximação fantástica e comparativista”

Patrícia Gonçalves Tenório (Mestranda em Letras/UFPE)

“Do conto a HQ: a paródia do gótico de O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde”

Auricélio Soares Fernandes (Mestre em Letras/UFPB)

“Clarice Lispector e a morte: a representação do além na literatura e no cinema”

Anderson Paes Barreto (Mestrando em Comunicação/UFPE)

 

 

QUINTA-FEIRA (04 de dezembro)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

8:30-10:30

Sessão de comunicações 02: FANTASMAS E MONSTROS ONTEM E HOJE

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“O fantástico em El espectro, de Horacio Quiroga”

Mércia Paulino (Graduanda em Letras/UFPE)

“A ironia e o macabro em Machado de Assis: a construção do humor e do horror emUm esqueleto

Julio Ferreira Neto (Graduando em Letras/UFPE)

O fantasma dos Guirs: literatura fantástica promovendo a reflexão”

Gustavo de Matos (Graduando em Letras/UnP)

“Criatura e criador em uma relação monstruosa: em busca do verdadeiro monstro emFrankenstein de Mary Shelley”

Janile Soares (Mestranda em Letras/UFPB)

“Construção da entidade fantasmática no conto Sombras costuma vestir, de José Bianco”

Raísa Feitosa (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

8:30-11:00

Sessão de comunicações 03: IDENTIDADE FANTÁSTICA

Mediação: Tony Pradines (Graduando em Letras/UFPE)

“Pecados, crimes e monstruosidades em The picture of Dorian Gray

Francisco César Lins (Graduado em Letras/UEPB)

“Realismo maravilhoso e identidade nacional moçambicana”

Jéssica Barkokebas (Graduanda em Letras/UFPE)

“Contos de fadas e outros assombramentos no imaginário infantil”

Claudia Ramos (Graduada em Letras/UFAM)

“As narrativas fantásticas nas aulas de leitura e produção textual”

Manuela Christina Silva (Graduada em Letras/UFRPE)

“A fantasmagoria e a aparição de um ‘purgatório’ itinerante terreno no início do século XII: a imagem do Bando de Hellequin na Historia Ecclesiastica, de Orderic Vital”

Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

“Os zumbis: fantasmas contemporâneos”

Manuella Mirna (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

10:40-12:00

Sessão de comunicações 04: FANTASMAS E HUMOR

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“Do terror ao humor: desvendando a perna cabeluda, uma nova-velha versão”

Arlan Santos (Graduado em Letras – FAEF-MA)

“O cientificismo paranormal e o humor no filme Os caça-fantasmas

Bruno Rocha (Doutorando em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

11:15-12:30

Sessão de comunicações 05: DUPLOS E IMORTAIS

Mediação: Tony Pradines (Graduando em Letras/UFPE)

“Entre o tradicional e o moderno: análise dos elementos fantásticos no conto O imortal, de Jorge Luís Borges

Vanessa Oliveira (Graduanda em Letras/UFPI)

“A presença do insólito em O espelho, de Gastão Cruls”

Mércia Queiroz (Graduanda em Letras/UFPE)

“Reencarnação, um ensaio sobre a contiguidade da experiência em A segunda vida, de Machado de Assis”

Julia Troncoso (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Artes – CAC/UFPE

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:10-17:00

Mesa-redonda: FANTASMAS NA LITERATURA BRASILEIRA

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“Quem é morto também aparece: O pirotécnico Zacarias e o Defunto inaugural: duas histórias de fantasmas na literatura brasileira”

Ronaldo Luna (Mestre em Letras/UFPE)

“A vida que assombra: uma leitura de Machado de Assis”

Bianca Campello (Doutoranda em Letras/UFPE)

Pirotécnico Zacarias, o fantasma rubiano: pervivências de topoi góticos no discurso fantástico contemporâneo”

Flavio García (Prof. Dr. – Letras/UERJ)

 

17:15-19:30

Mesa-redonda: OS FANTASMAS NA HISTÓRIA E NA LITERATURA

Mediação: Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

Rest in peace: os funerais e suas funções preventiva e antidotal contra a aparição de fantasmas”

Alynne Cavalcante (Especialista em História/FAINTVISA)

“Vagantes de olhos azuis e mãos frias: os fantasmas nas Crônicas de gelo e fogo

Luciana de Campos (Doutoranda em Letras/UFPB)

“Fantasmas nórdicos: a figura do Draugr, das sagas islandesas ao folclore moderno”

Johnni Langer (Prof. Dr. – História/UFPB/UFPR)

“Visões e aparições: a presença do sobrenatural no romance histórico O último cabalista de Lisboa, de Richard Zimler”

Fernando Oliveira (Doutorando em Letras – UFPE)

 

19:40-22:00

Mesa-redonda: FANTASMAS HISPÂNICOS

Mediação: Juan Pablo Martin (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

El arroyo de la Llorona ou uma lenda à serviço da liberação feminina”

Karine Rocha (Prof.ª Dr.ª – Letras/UFPE)

“Espectros da geografia colonial”

Alfredo Cordiviola (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

El estudiante de Salamanca: o herói fantasmal do romantismo espanhol”

Juan Pablo Martin (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

 

SEXTA-FEIRA (05 de dezembro)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

8:15-9:40

Sessão de comunicações 06: OUTRAS VISAGENS 01

Mediação: Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

“Os demônios de Margarida La Rocque, de Dinah Silveira de Queiroz”

Sideny Paula (Mestranda em Letras/UFAM)

“Fantasmagoria queer: sexualidades assombradas – gênero e terror em Villa Diodati e Elm Street”

Diego Paleólogo (Doutorando em Comunicação/UFRJ)

Amada: uma história de fantasmas”

Fernanda Sylvestre (Prof.ª Dr.ª – Letras/UFU-MG)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

8:15-9:50

Sessão de comunicações 07: OUTRAS VISAGENS 02

Mediação: André de Sena (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“A metafísica onírica na poesia de Charles Baudelaire”

Rildo de Deus (Graduado em Filosofia/UFPE)

“O real e o diegético a partir de Os fantasmas do tsunami, de Richard Parry”

Syonara Azevedo & Gleidson Nascimento (Graduandos em Letras/UFPE)

“O quarto 1408”

André de Sena (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“Da proa à popa: a representação da lenda do Holandês Voador em produções audiovisuais”

Nathalie Alves (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Educação (CE/UFPE)

 

10:00-12:00

CONFERÊNCIA: VAQUEIRO: OFÍCIO E ENCANTAÇÃO

Frederico Pernambucano de Mello (Escritor)

Mediação: José Rodrigues de Paiva (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:10-16:30

Mesa-redonda: FANTASMAS PERNAMBUCANOS

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“História de pontes: as madrugadas recifenses e seus espaços assombrados”

Milena Wanderley (Mestranda em Letras/UFMS)

“A emparedada da rua Nova e a emancipação feminina na cidade do Recife: o terror como forma de purificação”

Tereza de Albuquerque (Mestre em História Social/UFRPE)

“O insólito lúdico no palco hermiliano: o episódio do homem bissexto”

Rodrigo Santos (Graduando em Letras/UFPE)

“Ulysses Sampaio: uma escrita de estranhas sombras”

Fabio Andrade (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Artes – CAC/UFPE

 

17:00-20:00

Mesa-redonda: CINEMA DE HORROR

Mediação: Roberto Beltrão (Jornalista e escritor/PE)

Exibição da mensagem do escritor R. F. Lucchetti ao público do 4º CLIF-PE

“Mais sombras que luzes: reminiscências românticas no cinema da república de Weimar”

Fabiano Santos (Prof. Dr. – Letras/UNESP)

“Da lanterna mágica ao fantascópio: por uma sociocrítica do fantástico”

Fabio Lucas Pierini (Prof. Dr. – Letras/USP-UEM)

“Falsos documentários de horror e a estilística do documentário”

Rodrigo Carreiro (Prof. Dr. – Jornalismo/UFPE)

“Dois caminhos para pensar o inquietante no cinema”
Marcelo Costa (Doutorando em Cinema/UFPE)

“Horror no audiovisual brasileiro contemporâneo: três caminhos”

Daniel Bandeira (Cineasta/PE)


20:00-22:00

MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS

Organização: Cineclube Toca o Terror (Recife/PE)

Curtas-metragens selecionados:

– A Menina da Boneca (Dir. André Pinto) – 8 min.

– Sob a Pele (Dir. Daniel Bandeira) – 20 min.

– Encosto (Dir. Joel Caetano) – 7 min.

– Sexta-Feira da Paixão (Dir. Ivo Costa) – 15 min.

– O Fantasma da XV (Dir. Cleiner Micceno) – 4 min.

– Landau 66 (Dir. Fernando Sanchez) – 11 min.

– Caveirão (Dir. Guilherme Marcondes) – 11 min.

 

 

ENCERRAMENTO: Noite com fantasmas

(espetáculo com o ator Paulo André Viana)

 

Alguns lançamentos de livros 4º CLIF-PE (no stand do evento, de 03 a 05/12):

 

-Alfredo Cordiviola: “Espectros da geografia colonial” (Ed. UFPE, PE).

– André de Sena: “Lunátipos: contos e fragmentos” (Ed. Bagaço, PE).

– Balaio & Beltrão: “Histórias em quadrinhos do Recife assombrado” (Ed. Bagaço, PE).

– Braulio Tavares: “Sete monstros brasileiros” (Ed. Casa da Palavra, RJ).

– Fábio Andrade: “O fauno nos trópicos: panorama da poesia decadente em Pernambuco” (Ed. CEPE/PE); “Dois contos de Ulysses Sampaio”.

– Flavio García: “(Re)Visões do Fantástico: do centro às margens; caminhos cruzados” (Ed. UERJ, RJ); entre outras obras dos palestrantes do evento.