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O Poeta* – Patricia Tenório & O Mundo – IV

 

02/10/08

 

Colo meus olhos no teto

Para ler nas notícias

Alguma sombra de outros tempos

Ontem disse Eu te amo

Oh, palavra

Te escondestes nas colunas escuras

Do texto

Para me mostrar que não existe

Ontem hoje amanhã

Apenas um emaranhado

De veias que pulsam

E pulsam

E pulsam

Não me encontro nelas

Só na desconfiança

Que a ti pertenço

No silêncio dos teus cantos

No sibilar desta língua

Que me bebe inteira

Sorve, passeia, costura o signo

Retorna ao primeiro instante

Atravessa a ponte que nos une

Desemboca no mar do sentido

Possibilidades

Nexo

Rimas

E as cartas dO Poeta

 

             Il Poeta              

02/10/08

Traduzione: Patricia Tenório

 

Fisso attenta il tetto

Per leggere fra le notizie

Qualche ombra d’altri tempi

Ieri ti ho detto “Io te amo”

Oh, parola

Ti sei nascosta tra le colonne scure

Del testo

Per mostrarmi che non ci sei

Ieri oggi domani

Soltanto un groviglio

Di vene che pulsano

E pulsano

E pulsano

Io non mi trovo in loro

Solo nella sfiducia

Di che a te appartengo

Nel silenzo di tuoi canti

Nel sibilare di questa lingua

Che me beve intera

Sorbe, passeggia, cuce il segno

Ritorna al primo istante

Attraversa la ponte che unisce

Sbocca nel mare dei sensi

Delle possibilità

Nesso

Delle rime

E delle lettere d´Il Poeta

 

__________________________________

* Partecipante da Trimestrale di Poesia Arte e Cultura dell´Accademia Internazionale Il Convívio, Itália, Outubro – Dezembro de 2010.

O colecionador de búzios* – Jesus Irajacy Costa**

O mar é História.

Derek Walcott

 

            Mariano Salgado colecionava preciosa variedade de conchas e búzios. Muitas vezes perdia-se nos cálculos, mesmo conferindo cada peça vagarosamente; dizia ter pouco mais de oito centenas. Talvez esse número fosse até onde soubesse contar. Desde criança, carregava nos passos a mania de sair catando conchinhas, que se espalhavam ao longo da praia. Não havia uma sequer repetida, embora demasiado semelhantes. Guardava o belo acervo com todo o cuidado em grandes latas no próprio quarto, escondidas sob redes de pesca. Jogava ainda por cima dos latões uma lona mofada com pontos, aqui e acolá, feitos de escamas envelhecidas. Apreciava os depósitos como legítimos baús. Comentavam que as pecinhas da coleção eram verdadeiras pedras preciosas e que, algum dia, lhe trariam muita riqueza. As mais coloridas foram penduradas como adornos na parede da pequena sala do barraco, onde morava. A casa de palha escondia-se sob a penumbra de dois grandes morros de areia a poente do Rio Bagrinho, córrego estreito de águas salobras, que se contorcia entre as dunas em direção ao mar.

            O velho tinha como companhia as sombras dos coqueiros. Não sabiam notícias de seus parentes e amigos. Falava-se que fora o único a escapar da febre desconhecida, que abateu todos os moradores da região, inclusive os pais e três irmãos, há sete décadas. Na época, contava treze anos e ainda mantinha a voz aguda que destoava do corpo robusto pra a idade. Era como se tivesse aprendido a falar com golfinhos e ganhado forças nas carnes em confrontos com tubarões. Mariano não dava muito ouvidos àquela história, nem sabia ao certo o destino dos que lhe deram origem. Mas temia que todos aqueles comentários pudessem ter um fundo de verdade. Não lembrava quase nada do passado. Talvez, a suposta febre o tivesse presenteado com algumas sequelas na memória.

            Havia sido criado pelos braços do mar. Tinha ossos duros porque acordava e recolhia-se com o sol, além de se alimentar todos os dias de peixes e espinhas. Sim, também mastigava os ossículos de sardinhas, de pescadas, de todo cardume que caía na rede. Acreditava que qualquer coisa procedente das águas salgadas não poderia ser desperdiçada. Até mesmo o colchão que ele dormia era recheado de escamas; travesseiros e assentos também. Os fios de arbustos marinhos transformavam-se em autênticos rolos de barbantes nas mãos de Mariano. Fervia a água salgada e a aproveitava nos alimentos. Consumia algas como vitaminas. Servia comida em velhos cascos de tartarugas marinhas que morriam de morte natural. Torrava cavalos marinhos e deles fazia farofa para aliviar crises de cansaço e de chiado no peito, que o atormentavam desde menino. A pequena mesa da cozinha e os tamboretes foram montados no barraco com ossos e vértebras de baleias, encalhadas na praia, sem que nada se pudesse fazer por elas, senão arrematar-lhes os restos em proveito de alguma utilidade doméstica.

            José Mariano Salgado Filho fora batizado pelas asas amarelas do velho farol giratório e por uma chuva fina que caía em certa madrugada de março. Aprendeu a pescar sozinho. Vazou o olho esquerdo quando começou a lançar as primeiras linhas nas águas revoltas. Guardava também marcas profundas dos anzóis nos braços e mãos. Acostumara-se com a dor desde cedo, sem que qualquer lágrima lhe viesse às pálpebras, abrasadas pelo sol. A pele ardia-lhe a todo instante. As queimaduras amornavam-lhe os atos e pensamentos.

            Reservava atitudes serenas. Pensava devagar e com sabedoria. A voz pausada e profunda tinha a nobreza das águas em repouso. Parecia ler tudo antes de falar, de discurso cadenciado, quase formal. Também ganhara com a contemplação do mar o dom da profecia. Conquistara tanta autoridade que poderia tirar os peixes das águas só chamando pelos seus nomes.

            O olho que lhe restou foi o suficiente para que percebesse o encanto que o véu azul ondulante lhe trazia à alma na aurora e a paz de espírito no crepúsculo. O cheiro das águas vinha-lhe aos pulmões como o de flores brotadas em jardins no alto-mar. Respirava a brisa com pena, de tão suave e pura, tentando economizá-la ao máximo até o fim da vida.

            Via o mar como parte do céu emborcado, cujas ondas espumosas confundiam-se com as nuvens, e os peixes feito anjinhos com asas em forma de barbatanas. As gaivotas assumiam a condição de santos protetores, livrando-o do perigo com o abano do voo abençoado. Dormia acalentado pelo sopro do mar que ressoava das conchas coladas aos ouvidos, em musicalidade onírica. Sonho dormente e quase inacreditável naquele paraíso azul, onde os dois céus se encontravam na risca do infinito, no ponto em que as estrelas cadentes beijavam as estrelas-do-mar.

            Mariano Salgado acompanhou todo o seu envelhecimento diante do reflexo da face nas límpidas águas marinhas. Ali, à beira do mar, todas as manhãs, penteava-se após o banho gelado, de costas para as ondas que insistiam em arrastá-lo rumo às águas profundas.

            Dormia de modo tão pesado que nem sequer se lembrava dos sonhos. E não precisou de mais que dois longos cochilos no barraco para que muita coisa mudasse ao seu redor. Ao acordar, percebeu odores estranhos no ar e movimentos quase silenciosos das ondas. Houve necessidade de colar as conchas das mãos à orelha para melhor ouvi-los. Foi até a praia com o intuito de apurar o que havia modificado no mundo em que vivia. Andou o suficiente para constatar outra realidade, difícil de acreditar: as areias da praia, que naquele mês de verão fulguravam como poeira de luz, converteram-se em caldo de lodo e mariscos podres. Observou tudo com calado estupor.

            Depois, em atitude costumeira, levantou os olhos de antiquário em direção ao mar, contemplando certo ponto imaginário no horizonte. Acocorado e com os pés descalços sobre grandes pedras surradas pelas ondas, relembrou tudo de prazeroso que o universo de águas azuis o concedera em consolo às perdas e à solidão. Em seguida, começou a contar concha por concha e todos os búzios recolhidos no fim daquela tarde triste. Passou as pecinhas do saco puído para outro como se fosse o último ato de sua vida, pois havia lama espessa e enegrecida de óleo que encobria as futuras peças da coleção, roubando-lhes a cor natural. Agora, os elementos por inteiro pareciam repetidos, conchas e búzios, com a mesma cor, sufocados de graxa.

            O mar arrotava restos de lixo, exalava-se um bafo pútrido das ondas. Peixes mortos, intoxicados, de barriga para cima, chegavam ao litoral entre monturos de garrafas vazias e latas de conserva apodrecidas; tinham a expressão de iscas esquecidas. Entrava na baía, a todo momento, a pestilência das águas poluídas – tão densas que quase dava para caminhar sobre elas. O lamaçal aprisionava as patas dos siris que não conseguiam sequer dar diminutos passos para trás. Urubus rendiam gaivotas em quedas-de-braço desleais, afugentavam-nas com bicadas vorazes. As águas inchavam os sacos plásticos encardidos, não permitindo espelhar a face de Mariano Salgado na superfície.

            Tudo aquilo lhe parecia cinzento, e ao mesmo tempo lhe despertava o dom da profecia. O velho pescador percebeu algo de intrigante presságio: outra doença febril estava para chegar com o vento malcheiroso, avassaladora e impiedosa, tal qual a que supunham haver dizimado seus antecedentes. E desta vez, o corpo agora gasto de Mariano Salgado não teria como resistir. E quando percebera que estava correndo risco, ao sentir o primeiro sinal de calafrio, um peso que nem o de navios cargueiros oprimiu-lhe o peito. Não sabia com quem deixar a valiosa coleção de conchas e búzios que tanto reservou para um futuro melhor, na firme esperança de riqueza. Naquele instante, foi surpreendido pelo gosto salgado, das primeiras lágrimas, que se insinuavam nas junturas dos lábios. Tamanha surpresa deu-lhe certo ânimo pelo convencimento de que era realmente filho do mar. Havia muito sal no próprio sangue, a ponto de transbordar entre as pálpebras úmidas.

            Enfim, o velho pescador certificava-se de que não tivera qualquer família além do grandioso mar, verdadeiro pai que agora lhe fazia um convite: chamava-o através do murmúrio das ondas ao sono demorado, bem longe do vasto leito de imundice, nas águas profundas e puras, sob fragrâncias de belos jardins em alto-mar.

            Atormentado pela desilusão que o abatera nas últimas luzes da velhice, Mariano Salgado amargou a dúvida entre o mergulho bem além do declive íngreme das escarpas e o refúgio no barraco. Em seguida, escapou-lhe a memória de tal modo que ficou incapaz de recompor qualquer fragmento do espelho quebrado das lembranças, não sabendo o que tinha às mãos, se búzios, conchas ou olhos de peixes mortos. Então, à beira do mar, estirou-se sobre as pedras ásperas que ainda emanavam calor, ali deixado pelo sol, enquanto a brisa intermitente aliviava a quentura que lhe subia à cabeça.

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* Extraído de Contos Farpados, Prêmio Moreira Campos, Ceará – Conto – 2011.

** JESUS IRAJACY FERNANDES DA COSTA, nasceu em Fortaleza, 03 de Julho de 1963. Médico-radiologista, formado pela Universidade Federal do Ceará, Professor Assistente do Departamento de Medicina Clínica – UFC. Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e da Associação Cearense dos Escritores.

            Prêmio Nacional (poesia) – ECEM (Encontro Científico dos Estudantes de Medicina) – 1986; Prêmio Eduardo Campos (conto) – Associação Cearense dos Escritores – 2008; XI Prêmio de Literatura Ideal Clube Fran Martins (conto) – 2008, I Prêmio de Literatura Iate Clube Gerardo Mello Mourão – 2009.

            Editor Associado do Livro Científico: Gastroenterologia e Hepatologia – Sinais, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento, Edições UFC – 2010. Editor da Revista de literatura e artes – Para Mamíferos.

            Prêmio Moreira Campos (contos) – SECULT-CE, 2010, motivo de publicação deste livro.

(Enviado pelo Poeta de Meia-Tigela: poetademeiatigela@yahoo.com.br)

Improvisos de Natal – Poeta de Meia-Tigela

Contam que Deus veio ao mundo
Há dois mil anos atrás
Mas isso pra mim não traz
Nenhum sentido profundo
Deus é muito mais fecundo
Do que dizem por aí:
Não veio, já estava aqui
No humano e na bactéria
Cada porção de matéria
Guarda Deus dentro de si.
*
Jesus foi crucificado
Há dois mil anos ou mais
Cada dia um Cristo jaz
De novo hoje torturado
Pelo Estado condenado
Sem direitos e sem voz:
Se é pra não sermos o algoz
De nosso irmão em desgraça
Vivamos o Natal – nasça
Um menino em todos nós.

Angelus – Patricia Tenório*

16/12/11

             Uns dizem.

             – 2011 passou de repente.

             Para outros.

             – O tempo se arrastou.

             Aproveitamos a vida da melhor maneira que existe? Sem rancores, sem a amarga desilusão? E se fizermos diferente no ano 2012? Retirarmos as escamas dos olhos, iluminarmos ao redor com um sorriso – tênue sorriso a princípio, sorriso forjado na dor. Mas um sorriso muda as cores, transforma sabores, abre caminho ao que pode vir de bom.

             Não é um sorriso de troca, “dou-lhe um, me dás uns três”. Mas o sorriso que apaga o canto sombrio dos olhos e somente enxergamos bondade no ser humano, mesmo naqueles mais pobres de espírito.

            Proponho uma corrente: da esperança no Bem, mesmo quando não se enxergue, mesmo quando tudo ao redor pareça vão. Se não mudamos o mundo exterior que é tão grande, mudamos o que está ao nosso alcance no mundo interior, imensamente maior e rico de possibilidades.

            Em 2012, corra atrás dos seus sonhos, sem passar por cima de ninguém; faça amigos e cultive os poucos que tiver – porque amigos de verdade cabem na palma da mão; dê mais de si aos outros, e não cobre nada em troca; ame a todos – pais, filhos, irmãos, amores, amigos, as pessoas ao seu redor e também os animais.

            Seja feliz! Para mim, desejo essa mudança, poder me transformar em alguém melhor, mais humano.

            E a você, companheiro, companheira de viagem, navegantes da Internet, obrigada por ler minhas tão sentidas linhas, que possamos ano que vem infinitamente crescer…

           

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* No período de 19/12/11 a 02/01/12 estarei sem acesso à Internet. As postagens continuam normalmente, aos domingos, no Facebook e Twitter (Facebook | @TenorioPatricia) e às segundas-feiras, no Blog (PatriciaTenório.com.br).

Sans Nom* – Patricia Tenório & O Mundo – III

 

  

Traduction: Patricia Tenório

Révision: Isabelle Macor-Filarska**

Mars 2009

 

La petite fille cherchait le mot parfait

Qui lui avait effleuré la peau dans un rêve

 

Ses pores exhalaient l´arôme du jasmin

Et les lettres embaumées dans les huiles ancestrales

Tombèrent sur son cou

Lui demandant de la bercer,

De lui raconter des histoires

 

Pour dormir d’un sommeil nouveau

Rêver des étoiles, des galaxies perdues

Et le mot parfait vaquait dans l’espace

                                                                

                                                                                                                                   

Sem nome

Março de 2009

  

A menina buscava a palavra perfeita

Que lhe roçara a pele num sonho

 

Os poros exalavam aroma de jasmim

E as letras embalsamadas nos óleos ancestrais

Tombaram em seu colo

Pedindo ninar, contar histórias

 

Para dormir um sono novo

Sonhar estrelas, galáxias perdidas

E a palavra perfeita vagando pelo espaço

 

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* Lancée dans L´Estracelle, Bulletin d´information, Maison de la Poésie Nord – Pas de Calais – France, 2010. Lançada em L´Estracelle, Boletim de informação, Maison de la Poésie Nord – Pas de Calais – França, 2010.

** Isabelle Macor-Filarska est traducteur, poète et professeur à l´Alliance Française – Paris. Contact: isabelle.macorfilarska@gmail.com

Ao artista revo-lucio-nário – Poeta de Meia-Tigela

“Cearassauro”, peça de Lúcio Cleto em foto de Glauco Sobreira

(Em homenagem a  Lúcio Cleto, cuja obra apresenta como matéria-prima as sucatas da Oficina Mecânica em que o “artista-metalista” trabalhara por mais de dez anos) 

O que a vida rejeita, coisa gasta,
O que se joga fora como inútil,
Ele acolhe e transforma, torna rútilo,
Vívido, e para tanto o pouco basta.

Se à coisa-bruta importa em nada a casta
E a distinção de classe é coisa fútil,
O Artista se revela o mais arguto
Por extrair do parco a obra vasta.

Do latão desprezado surgem bichos,
Gentes, seres em louca profusão,
Mutirão de artefatos que alucina!

Sendo o metal prazer e ganha-pão,
Não é vil que das peças vire nicho
O chão, e o ateliê, uma Oficina!

(Poeta de Meia-Tigela)

(Publicado na edição n. 3 da Revista PARA MAMÍFEROS (Fortaleza/Ano 3/2011) e extraído originalmente do “CONCERTO Nº 1NICO EM MIM MAIOR PARA PALAVRA E ORQUESTRA”, 2º Movimento, Livro 1, Seção 2)

 (Enviado pelo Poeta de Meia-Tigela: poetademeiatigela@yahoo.com.br)

Essenfelder* – Patricia Tenório & O Mundo – II

 

09/05/09

 

Sobre o piano

Carrego a taça

De algum amor antigo

 

Bemóis

Sustenidos

Tenidos no abraço

Derradeiro

Contínuo

Contíguo

Cantiga de ninar

 

E o sol

Amanhecendo a calda longa

O mogno embebido

Em notas de cristal

 

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* Participante da Antologia de Poesia sobre Música – Divina Música, Organização Amadeu Baptista, Conservatório Regional de Música de Viseu – Portugal, 2010.

Poema de Clauder Arcanjo

 

Aos leitores de poesia

 

Cada vez o time

aumenta menos

Cada vez a poesia

mofa nas estantes, mais

Cada vez os poemas

morrem nas gargantas, mais.

 

Mas há um ar

de gravidade na vida

Mas resiste no intestino

dos dias um quê

indecifrável, inexpugnável,

quase insano de tão

                                    inconsequente, indecente.

E, então,

            a poesia põe e dispõe,

                        suportando a tragédia da vida.

E, cada vez mais, os poemas

            socorrem as manhãs terçãs, mas…

                        Cada vez a poesia

                                   mofa mais nas estantes, menos.

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Enviado por Clauder Arcanjo: clauderarcanjo@gmail.com

Convite: Domingos sem Deus, Luiz Ruffato

Enviado por Luiz Ruffato: luizruffato@uol.com.br

Convite: Viva Ourinhos

Olá, amigos

A programação cultural comemorando os 93 anos de Ourinhos começa no dia 8, com apresentação de um auto de natal no Centro de Convivência, às 20h30. O espetáculo Anjos, Humanos e Lunáticos acontece em uma carreta-palco de 12 metros que se transforma numa esfera representando o planeta Terra, misturando música, teatro, dança, circo e vídeo. 

No dia 13, aniversário de Ourinhos, o novo palco da Praça Mello Peixoto, que está toda reformada, será estreado com um concerto da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí. A programação de aniversário segue até o dia 23, com atividades todas as noites no palco da Praça Mello Peixoto, no Teatro Miguel Cury e em vários outros locais.

Motivos para comemorarmos com arte e cultura não faltam. A diversidade da criação cultural foi a tônica de tudo que fizemos em 2011, e a cultura popular nordestina foi destaque nos nossos cinco festivais (teatro, música, literatura, cinema e dança), e nas atividades formativas do ano, resultando num grande envolvimento do público, que pode conhecer muito mais da criatividade brasileira.

Projetos culturais de artistas da cidade foram realizados com patrocínio do Edital de Fomento à Cultura da Prefeitura. Rolou samba, rolou música popular, rolou a arte da pintura e do grafite nos muros da cidade. Alguns dos projetos trabalharam com  atividades de preservação da memória da cidade. A Secretaria de Cultura, o Museu Histórico Pedagógico e a Casinha da Memória iniciaram o projeto “Arquivo de Lembranças”, que registra depoimentos de antigos ferroviários e moradores para o acervo da Casinha da Memória. Enfim, as atividades culturais estiveram conectadas com a vida ourinhense, com propostas inovadoras e criativas, contribuindo para a história e a transformação da cidade.

Para 2012, novos projetos estão sendo preparados. Um novo posto do Acessa São Paulo será instalado na Biblioteca da vila Margarida, oferecendo internet gratuita para a população. A Associação de Amigos da Biblioteca Pública firmou convênio com o Governo Federal para realizar projeto de revitalização do Museu Municipal, em parceria com a Secretaria de Cultura.

Para 2012, não poderíamos desejar nada melhor do que saúde e arte na vida de todos. Viver com arte é muito melhor!

Confira AQUI a programação completa de aniversário da cidade.

Secretaria Municipal de Cultura de Ourinhos

rua D. Pedro I, 394, centro.

14 3302 3344

(Enviado por culturaourinhos.imprensa@gmail.com)