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Convite: Museu do Estado de PE

Enviado por Rinaldo Carvalho: rinaldocarvalho@gmail.com

Reverência* – Patricia Tenório

 

            Hoje na escola me perguntaram qual a história mais rápida que vivi. Bah, eu me acho um bom contador de histórias. Não é a toa que os guris do mirante no bairro de Santa Tereza me chamam quando os gringos vão ver a vista da cidade.

            É Gabriel pra cá, Gabriel pra lá, não dão sossego. Mas essa pergunta da professora me fez encafuscar as idéias para achar alguma que presta.

            Olha que minhas idéias não atrapalham. Minha mãe me chama de um Pretinho inteligente, eu encho o peito e levanto a cabeça: sei o que sou. Lá vem a pergunta… Vai, volta nos meus pensamentos e não me deixa em paz.

            Que bom seria se eu não soubesse contar histórias! Iriam parar de me chamar assim, toda vez que estou fazendo nada, só olhando pro céu com a cabeça vazia.

            O passarinho voou bem perto, logo quando estava na Praça da Matriz com o estilingue de lado; preparei a pedra, a pontaria certa – o poeta me puxou a camisa, balançou a cabeça e disse pra eu passar mais tarde n’A rua dos Cataventos.

            Eu que não me meto com poesia; deixa pra lá, só sei contar histórias. E a mais curta? O sino da Igreja de Nossa Senhora das Dores vai tocar daqui um pouquinho; correndo chego a tempo de ficar embaixo, de costas, o dilindar no pé da barriga.

            Feito quando ficava boiando e boiando no rio Guaíba, a Rua da Praia ainda nem existia, a gente pulava e o sol esquentando rosto, os pés e as mãos, a água entrando pelos ouvidos e se guardando no coração.

            Bum-bum-bum, o sino e o coração se conversam, esta igreja é muito velha e nunca acabou de construir. Dizem, foi por causa de uma maldição: um escravo que foi preso por engano lançou.

            Não acredito em fantasmas, não senhor. Eu até faço em noite de lua cheia uns assustados para as minhas primas. É assim: pego uma abóbora, faço dente, faço olho, coloco uma vela dentro e visto um corpo de lençol. As gurias correm pra valer.

            Os cavalos soltos na pradaria da Jacobina não me metem medo. Saio do rio, nu mesmo, não me importo, monto neles e seguro a crina, e galopo, galopo, o frio vai escorrendo devagarzinho pelas costas. 

            Dá tempo de ainda pegar a comunhão. Fiz catequese, sim senhor. Me preparei bem, não perdia uma aula. E quando a hóstia branca bateu na minha língua pela primeira vez pensei que ia chegar nas nuvens.

            Mas eu acho que cheguei. Só um instante e cheguei. Quando a menina, aquela de tranças vermelhas, o senhor sabe, da escola dominical… A menina de tranças vermelhas colou um beijo na minha bochecha quente.

            Foi quando senti que meus sapatos floridos se levantavam na direção do céu. 

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* Texto extraído de Grãos, 2007, Editora Calibán.

** O pôr-do-sol no mirante do bairro de Santa Tereza – Porto Alegre – RS.

Poemas de Quarta e Sábado – Clauder Arcanjo

 

Poema de Quarta 

 

Memórias gramaticais

O dia nasceu em substantivo próprio.

Antes do meio-dia, fez-se comum.

Substantivamente e sintaticamente comum.

Retirei-me, então, para o adjetivo do meu quintal;

e flagrei-me a plantar rimas na cova

dos advérbios: de tempo, modo, causa e lugar.

Quando o sol quebrou no verbo da serra,

mexi nos meus predicados e, suprema conjunção,

propalei, aos quatro ventos, as tralhas poéticas,

aposto e sintagmas, das memórias gramaticais.

Mossoró-RN, 24/08/2011

Poema de Sábado

 

Penso… 

Na dor dos solitários

Na paixão dos privados

Na ânsia dos aflitos

Na saudade dos mutilados…

Serei eu um fingidor?

Mossoró-RN, 13/08/2011

Contato: clauderarcanjo@gmail.com

No Ar Coquetel Molotov 2011

 

14 et 15 octobre 2011

Le Service de Coopération et d’Action Culturelle du Consulat Général de France pour le Nord-est présente Hindi Zahra au Festival No Ar Coquetel Molotov à Recife

Hindi Zahra

A trente ans, Hindi Zahra n’est ni une star académique, ni une étoile filante du jazz vocal. Chez elle, la musique, c’est une histoire de famille, le roman de sa vie. Avant de passer devant le micro, celle qui apprécie « le groove afro-américain », Aretha Franklin, James Brown, 2Pac, et autre Tribe Called Quest en particulier, a appris le métier derrière les autres en choriste soul teintée de hip hop.

Petit à petit, cette touche-à-tous les instruments s’est construite, sans faire de bruit, à l’ombre de l’éphémère gloire, plus près de l’authenticité. Celle dont parle ses textes, des histoires « d’amour, toujours » mais aussi la vie des gens, « tout simplement ».

Recife (PE)

Date: 15 octobre 2011 , 17h00

Lieu: Sala Cine, Teatro da UFPE

Plus d’informations: www.coquetelmolotov.com.br

 

NO AR COQUETEL MOLOTOV 2011

14 et 15 octobre 2011

O Serviço Cultural do Consulado Geral da França para o Nordeste apresenta Hindi Zahra no Festival No Ar Coquetel Molotov em Recife

Hindi Zahra

Aos trinta, Zahra Hindi não é uma estrela acadêmica, nem uma estrela cadente do jazz vocal. Para ela, a música é uma história de família, a história de sua vida.

Antes de pegar o microfone, ela que apreciava o “groove Afro-Americano”, Aretha Franklin, James Brown, 2Pac e Tribe Called Quest em particular, aprendeu a profissão como corista soul e hip-hop.

Pouco a pouco, este “toca tudo” os instrumentos se construíu, em silêncio, à sombra da glória efêmera, mais perto da autenticidade. A autencidade mencionada nos seus textos, histórias de “amor para sempre”, mas também a vida das pessoas “, simplesmente.” 

Recife (PE)

Data: 15 de outubro de 2011, 17hs

Local: Sala Cine, Teatro da UFPE

Mais informações: www.coquetelmolotov.com.br

Envoyé par Consulat de France à Recife: franca_no_nordeste@yahoo.fr

Enviado por Consulado da França em Recife: franca_no_nordeste@yahoo.fr

TEATRO INFANTIL é tema de videoconferências gratuitas para todo o Brasil nas unidades do SESC

 

O SESC Nacional vai promover um ciclo de palestras sobre TEATRO INFANTIL, com transmissão por videoconferência para cada unidade do SESC pelo país, com carga horária de 15h, nos dias 7, 10, 11, 13 (direto do Rio para todo o Brasil) e 14 de outubro (direto do Recife para todo o Brasil), das 14h30 às 17h30 (horário de Brasília). Qualquer interessado pode participar gratuitamente (no Recife, será no SESC de Santo Amaro, sala Paulo Freire, mas acontecerá em todo o país). Eis os detalhes da programação:
Transmissão: SESC – Departamento Nacional – Centro SESC de Desenvolvimento Técnico. Mediação: Marcos Rego (Assessor Técnico – Gerência de Cultura / DN).

7/10 (sexta) – Palestrante convidada: Lúcia Coelho – discorrerá sobre o seu fazer Teatral, como a arte de tecer ideias: as palavras, as imagens, o movimento, o ritmo, o som e a luz que formam o desenho cênico que é desvendado quando se abrem as cortinas para o público. A trajetória da dramaturgia para criança e a historiografia da produção nacional à luz da contemporaneidade são os pilares que nortearão a palestra.
Lúcia Coelho – Uma das maiores autoridades brasileiras do Teatro/Educação, começou sua carreira no magistério da arte, desvendando o mistério e a magia que envolvem a criança no ato de se expressar com liberdade. Formada em Licenciatura em Artes pelas Faculdades Integradas Bennett, Lúcia Coelho começou sua carreira muito jovem e, ao longo de sua trajetória participou da formação de vários artistas e atores brasileiros. Vencedora de mais de 20 prêmios.

10/10 (segunda) – Palestrante convidado: Miguel Vellinho – O diretor/dramaturgo traçará um painel acerca do Teatro para Crianças no Brasil, com foco na produção contemporânea. Como um dos especialistas no Teatro de Formas Animadas fará, ainda, uma radiografia do gênero no país. Como forma de auxiliar os participantes no quesito compreensão do discurso narrativo do gênero, o professor apresentará uma linha historiográfica desde as primeiras experiências de espetáculos montados para o público infantil no país, incluindo a polêmica data da primeira peça em solo brasileiro “O casaco encantado”.
Miguel Vellinho – É professor da UNI RIO. É um dos fundadores do Grupo Sobrevento. Criou a Cia. PeQuod de Teatro de Animação em 1999. Desde então, ele tem dirigido todos os espetáculos da companhia, além de escrever as peças, idealizar a concepção visual das montagens e trabalhar na confecção dos bonecos. Esta última faceta do seu trabalho lhe rendeu um Prêmio Maria Clara Machado em 2003, na Categoria Especial, pela qualidade dos bonecos usados no espetáculo O Velho da Horta.

11/10 (terça) – Palestrante convidada: Andrea Elias – A palestra apresentará o conceito de Teatro Dança para Crianças, transitando questões centrais da linguagem da dança contemporânea em direção à recepção pelo público infanto-juvenil, atentando para a capacidade de abstração pertinente a cada idade. A criação de espetáculos neste “novo gênero” necessita da construção de uma ponte entre o olhar da criança e as questões próprias das linguagens da dança e do teatro que, muitas vezes, obedece radicalmente ao princípio de não remeter a coisa alguma.
Andrea Elias – Mestre em Teatro pela Uni Rio; especialista em Educação Estética, Licenciada em Artes Cênicas e bailarina. Em 2003, criou e dirige o Teatro Xirê, companhia destinada à investigação da cena através do movimento. Em seu repertório tem os espetáculos “Ciranda”, “Quando crescer, eu quero ser…” e “Cuidado”. Coordenou a área de corpo do Programa de Criança Petrobras na Maré, onde desenvolveu projeto de circo-educação. 

13/10 (quinta) – Palestrante convidada: Karen Acioly – A palestra traçará um painel da rica produção desta autora da primeira ópera para bebês escrita no Brasil. Como foco central, a experiência de administrar um teatro vocacionado para o público infantil (Teatro Municipal do Jockey), estabelecendo uma política pública para a área. Buscará tratar, ainda, da particularidade do universo infantil, desde a tenra idade.
Karen Acioly – Atriz, dramaturga e teatróloga brasileira. Ao todo, escreveu mais de 20 peças infanto-juvenis e dirigiu a maior parte delas. Sua obra já recebeu diversas premiações, como Sharp, Mambembe, Coca-Cola, Zilka Salaberry e Maria Clara Machado. Em 2001, tornou-se a primeira coordenadora de teatro infantil do município do Rio de Janeiro. Em quatro anos, seu trabalho levou 80 mil crianças ao teatro.
Transmissão: Departamento Regional SESC Pernambuco (Núcleo de Desenvolvimento Técnico). A sala Paulo Freire é pequena, para até 40 pessoas. Prioridade à ordem de chegada. Mediação: José Manoel Sobrinho (Coordenador de Cultura do DR/PE) 

14/10 (sexta) – Palestrantes convidados: Leidson Ferraz, Edivane Bactista e Andreza Nóbrega –  Mesa Redonda que colocará em debate os núcleos de estudo sobre o Teatro Infantil no Nordeste, com a perspectiva da escrita de uma história do teatro que legitime as experiências artísticas fora do eixo Rio-São Paulo. Os especialistas falarão dos avanços na produção, das conquistas no quesito acessibilidade e inclusão dos portadores de deficiências e das temáticas incomuns na dramaturgia, como a filosofia, as perdas e os mitos gregos.
Leidson Ferraz – É ator, jornalista e pesquisador teatral, organizador da coleção Memórias da Cena Pernambucana, com quatro volumes. Atualmente pesquisa o Catálogo do Teatro Para Crianças de Pernambuco.
Edivane Bactista – Atriz, jornalista e produtora cultural, uma das coordenadoras do Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco (já com nove edições).
Andreza Nóbrega – Atriz e mestranda em educação, pela Universidade Federal de Pernambuco, está se especializando em audiodescrição. Seu projeto de pesquisa investiga a acessibilidade do teatro para crianças cegas. 

Enviado por Leidson Ferraz: (81) 3222 0025 / 9292 1316

                                               ferraz.leidson@gmail.com