Posts com

Convite Regina Teixeira

Enviado por Jorge Féo: jorgesomente@hotmail.com

Convite e Poema de Cláudio Arcanjo

 

 

 O coito do silêncio

Clauder Arcanjo

 clauderarcanjo@gmail.com

 

Na moita, o cheiro do mofumbo.

No cipoal, o dente da raposa.

Na capoeira, o couro da coral.

Na tapera, o telhado morto.

E, no quarto, bem ao fundo,

Ele e ela… O coito do silêncio.

Convite Luciano Bonfim

“O Cravo Roxo do Diabo”: o conto fantástico no Ceará 

(Expressão Gráfica e Editora/ Selo Edição do CAOS) 

Organização de Pedro Salgueiro 

e pesquisa de Sânzio de Azevedo, Pedro Salgueiro e Alves de Aquino (Poeta de Meia-Tigela)  

— ganhador do VI Edital de Incentivo às Artes da SECULT — 

O FANTÁSTICO em 173 contos, 60 poemas e 

17 recortes de romances cearenses. 

A maior e mais completa coletânea do gênero no Estado! 

Data: 1º de junho de 2011 (quarta-feira) 

Horário: 19h 

Local: SESC/SENAC Iracema (Rua Boris, 90 – ao lado do Dragão do Mar) 

Apresentação: Entrevista de Carlos Vazconcelos, no Projeto “Bazar das Letras do SESC”, com o organizador e pesquisadores da obra. 

Durante o coquetel acontecerá a sessão de autógrafos 

Sobre a obra: Incansável, obstinado vampiro de antiguidades, o neopesquisador Pedro Salgueiro (também praticante do fantástico) se deu a missão de vasculhar o passado impresso (livros, revistas, jornais), à cata de obras fora do realismo. Porque, na verdade, só existem duas categorias de literatura: a realista e a não-realista ou fantástica. Não satisfeito com o que encontrou nas bibliotecas públicas de Fortaleza, empreendeu viagens aos mais distantes porões da memória.  Certamente não encontrou tudo, porque tesouros estão bem enterrados e muitos talvez nunca sejam localizados. Descobriu [com o auxílio de Sânzio de Azevedo e do Poeta de Meia-Tigela (Alves de Aquino)] poemas, contos, crônicas e romances que vão do absurdo mais arrepiante à irracionalidade mais contagiante. (…) Não se tem notícia de obra tão abrangente no Ceará e mesmo no Brasil. Coletâneas de contos fantásticos há muitas. No entanto, nesta coleção há muito mais do que narrativas curtas de mistério, horror, espanto. Salgueiro arrancou do fundo da terra – como um coveiro imortal, sempre a cavar o chão, embora enterre os mortos (seria melhor dizê-lo, pois, arqueólogo) – peças literárias criadas pela banda sórdida da imaginação humana. 

Nilto Maciel 

escritor e pesquisador em literatura

 Enviado por Luciano Bonfim: luciano.bonfim@yahoo.com.br

Convite Rafaella Vieira

Enviado por Rafaella Vieira:

E-mail: rafadicaprio@hotmail.com

Site: www.rafaellavieira.com.br

Blog: http://seteminutosnoparaiso.blogspot.com/

Setas

Patricia Tenório

23/04/07

 

Seguro o pensamento, amarro na ponta da caneta por alguns instantes e ele não é meu, pertence ao outro: o papel.

Quisera realizar o sonho solto de pensar por mim, isenta das elucubrações formadas, livre dos conceitos antigos e permanentes; livre, porém não traidora, consciente de que me formam, me consistem, ao mesmo tempo, não mais deles dependo.

Procuro nas variadas áreas do conhecimento aquele ponto em comum, aquela intersecção, onde brilha uma faísca de verdade, que eu sei que é verdade e ninguém me prova, porque além de mim há o sentimento. Debruço-me sobre a filosofia ruptora de Foucault e o sem cessar do recomeço, a palavra me formando, atravesso de um canto a outro a folha branca e cada letra me modifica inteira, parte minhas células à procura do centro luminoso, eu me entrego ao turbilhão de sensações que deste centro emana.

Utilizo a escrita, esse delimitador do infinito eu, instrumento de construção e desconstrução de minha personalidade, pesca pouca e rara de pedaços reveladores dessa alma, que me atormenta e não permite descanso, uma meditação vazia de sentido, onde eu possa novamente preenchê-la com novas buscas, setas às vezes errôneas, muitas vezes errôneas e que me dão algum sentido, precioso, rápido.

Dou mais um passo nesse mergulho e não entendo o que vejo. Pudera me aquietar um pouco e retornar ao útero materno. Atormenta-me a idéia da loucura; atormenta e seduz, porque vejo nela, emaranhada com a razão, uma espécie de paraíso perdido do meu ser, encontro outros seres errantes a quem chamo de artistas e que não são captados.

Não quero ser captada, ao menos por um instante, mas a idéia não se afasta de mim, dessa ponte da caneta com o que se inscreve, e a ponte do olhar me invade, então me livro do medo e me entrego à conquista. Naquele toque lento e morno do primeiro encontro, o roçar do ombro no meu braço esquerdo afasta todo o pavor de ser vista, e querida, e desejada. No sorriso que reconheço meu, antigo meu e eu nem sabia, o acaso juntando almas de vazio, não esperam nada e buscam o nada, não podem ser enquadradas nem classificadas.

Temi esse encontro há milhões de anos e agora que estou com ele em meus braços não me suporto mais. É tão pleno, alucinante, somente com essas letras desconectas me faço inteira outra vez e rodo e rodo sobre o mesmo círculo da mandala que não conheço. Getzels e Csikzentwihalyi: dêem uma luz nesse caos de amor primeiro. Será amor primeiro? Será profundo e com verdade? Porque senão o que é essa certeza no peito, uma esperança que em mim se acende? Sim, o artista é diferente das outras pessoas, eu os respondo. Ou como seria possível sentir essa dor até o mais profundo das entranhas e sair de lá com vida? Ir de mãos vazias, voltar com pedras preciosas?

Não fora a pele acobreada, nem os cabelos acinzentando sobre as orelhas, nem o modelo pré-fabricado: foi encontrar a diferença essencial, estalou uma diferença outra aqui dentro e eu não me sentia Eva, queria ser boa, bela, plana, santa, uma santa sem altares e circunflexões, mas que me amparasse do perigo de mim mesma e guiasse sem mãos nem cortinamentos na direção dele, o ser que eu elegia amado, querido, desejado.

Quebro paradigmas no que escrevo. Não sei o gênero, se literário ou de confissões, feminino, masculino, não caibo mais nesse pequeno espaço do meu corpo, e não, Foucault: a alma é que está aprisionada nesta porção de ser pensante, vivente, amante.

Quisera espalhar pelo universo, no coração de cada pequenino ser esta imagem que não se desfigura. Mas não a quero maior, nem idealizada, pois perdi a inocência e não acredito mais em fadas, só em desejos que se façam necessários, tão necessários que a todos prescinda e torne-se lei a ser violada, fragmentos, um recomeço se anuncia àquela que duvidou, àquela que perguntava às estrelas e às almas flutuantes se existe essa tal felicidade que por segundos descobri e a vi passar.

L´eredità di Paulo Freire / O legado de Paulo Freire – Alfredo Tagliavia*

 L´eredità di Paulo Freire, Alfredo Tagliavia, EMI, 2011

PREMESSA

 

Paulo Freire (Recife 1921 – São Paulo 1997) può essere considerato ai giorni nostri un classico della pedagogia Del Novecento. La sua opera, costituita da trentacinque testi – venticinque scritti individualmente, altri dieci in collaborazione con pedagogisti di tutto il mondo – si è sviluppata nel corso di quasi mezzo secolo di lavoro educativo sul campo, dapprima in Brasile e in America Latina, in seguito in Africa e in Europa, più qualche viaggio anche in Asia e in Oceania.

I temi trattati negli scritti di Freire comprendono tutte le tematiche più importanti del dibattito pedagogico attuale: l´educazione degli adulti e dei lavoratori, l´alfabetizzazione nei paesi del Sud del mondo, la formazione degli insegnanti e degli educatori, l´educazione interculturale dentro e fuori la scuola, la riflessione per una nuova filosofia dell´educazione.

Per questo, a quattordici anni dalla sua morte, a ragione si può parlare di Paulo Freire come di un “pedagogista del mondo globale” e di un “educatore del mondo”, sottolineando con queste due espressioni il nesso inscindibile di riflessione teorica e azione pratica che ha contraddistinto il suo lavoro nell´arco di tutta la seconda metà del Novecento.

Oggi, dopo qualche decennio di silenzio, la riflessione sulla pedagogia freireana sta tornando alla ribalta del dibattito pedagogico italiano, unitamente all´interesse per la riscoperta delle ultime opere di Freire (molte delle quali ancora non tradotte nella nostra lingua).

Il presente studio, che si è avvalso dell´intera bibliografia del pedagogista brasiliano – grazie anche a un periodo di ricerca trascorso preso l´Università federale del Pernambuco (Ufpe) di Recife – prende le mosse dalla vicenda biografica di Freire, per arrivare ad analizzare in profondità i suoi testi più e meno conosciuti e le tematiche ricorrenti che li attraversano. Tutto ciò in un´ottica tanto diacronica (storia di vita) quanto sincronica (cambiamenti degli scenari sociali e politici; collegamenti tematici e concettuali con l ´attualità).

Nel primo capitolo si ripercorre la vicenda biografica del pedagogista, convenzionalmente suddivisa in tre periodi: Recife (1921-1964), esilio (1964-1980) e São Paulo (1980-1997). Tale vicenda si incrocia, peralto, con numerosi aspetti della storia contemporanea (non solo) brasiliana.

Nel secondo capitolo si analizzano le influenze culturali e i riferimenti pedagogico-filosofici del pensiero freireano: dalle influenze marxiste e cristiano-sociali dei primi e fondamentali scritti degli anni Sessanta alle azioni educative nelle ex colonie portoghesi d´Africa, quando Freire viene notevolmente influenxato dal pensiero filosofico e politico di Antonio Gramsci e dagli studiosi delle recenti vicende postcoloniali (Frantz Fanon, Albert Memmi).

Il terzo capitolo è dedicato a un´esposizione sistematica e ragionata del Metodo Paulo Freire, dalla sua prima applicazione nella Recife degli anni Cinquanta fino alle azioni pedagogiche più recenti degli anni Settanta e Ottanta. L´ultimo paragrafo del capitolo riporta parte di un colloquio avuto presso la sede del Centro Paulo Freire della Ufpe con João Francisco de Souza – un filosofo e pedagogista scomparso nel 2008, amico e collaboratore di Freire – ove si approfondiscono ulteriori aspetti del Metodo.

Il quarto capitolo tratta degli ultimi scritti del pedagogista, pubblicati negli anni Novanta e postumi, nei quali si affrontano tematiche nuove e di grande attualità: la globalizzazione, il multiculturalismo, le sfide del pensiero ecologico. In questa sezione l´attenzione si concentra in particolar modo sulle implicazioni pedagogiche del pensiero di Freire sul multiculturalismo, fenomeno che oggi interessa da vicino l´Italia (e tutti i paesi del Nord del mondo) per via degli importanti movimenti di migrazioni provenienti da Sud e da Est, in costante aumento nel nostro paese dagli anni Settanta.

Nell´appendice, infine, si fa riferimento alle principali iniziative di educazione popolare che, dalla morte di Freire ad oggi, si sono realizzate in Brasile e in tutto il mondo, com l´intento di dare un seguito alle idee e agli insegnamenti dell´intelettuale brasiliano: si tratta di un´ulteriore prova del fatto che le concezioni pedagogiche e filosofiche di Paulo Freire hanno lasciato tracce importanti, non dimenticate e, anzi, quanto mai attuali nel tempo di globalizzazione che stiamo attraversando.

 

O legado de Paulo Freire, Alfredo Tagliavia, EMI, 2011

Tradução: Patricia Tenório

PREMISSA

 

Paulo Freire (Recife 1921 – São Paulo 1997) pode ser considerado nos dias atuais um clássico da pedagogia do século XX. A sua obra, constituída por trinta e cinco textos – vinte e cinco escritos individualmente, outros dez em colaboração com pedagogos de todo o mundo –, se desenvolveu no curso de quase meio século de trabalho educativo no campo, primeiro no Brasil e na América Latina, em seguida na África e Europa, além de algumas viagens também na Ásia e na Oceania.

Os temas tratados nos escritos de Freire compreendem todas as temáticas mais importantes do debate pedagógico atual: a educação dos adultos e dos trabalhadores, a alfabetização nos países do Sul do mundo, a formação dos professores e dos educadores, a educação intercultural dentro e fora da escola, a reflexão por uma nova filosofia da educação.

Por isto, a quatorze anos da sua morte, com razão se pode falar de Paulo Freire como um “pedagogo do mundo global” e um “educador do mundo”, sublinhando com estas duas expressões o nexo inseparável de reflexão teórica e ação prática que marcou seu trabalho no arco de toda a segunda metade do século XX.

Hoje, depois de alguns decênios de silêncio, a reflexão sobre a pedagogia freiriana está retornando à ribalta do debate pedagógico italiano, juntamente ao interesse pela redescoberta das últimas obras de Freire (muitas das quais ainda não traduzidas na nossa língua).

O presente estudo, que se utilizou da bibliografia completa do pedagogo brasileiro – graças também a um período de pesquisa transcorrido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) de Recife – trata os movimentos dos episódios biográficos de Freire, para conseguir analisar em profundidade os seus textos mais ou menos conhecidos e as temáticas recorrentes que lhes atravessam. Tudo isso em uma ótica tanto diacrônica (história de vida) quanto sincrônica (mudanças dos cenários sociais e políticos; conexões temáticas e conceituais com a atualidade).

No primeiro capítulo se percorre novamente o episódio biográfico do pedagogo, convencionalmente subdividida em três períodos: Recife (1921-1964), exílio (1964-1980) e São Paulo (1980-1997). Tal episódio se entrecruza, contudo, com numerosos aspectos da história contemporânea (não só) brasileira.

No segundo capítulo se analisam as influências culturais e as referências pedagógico-filosóficas do pensamento freiriano: das influências marxistas e cristão-sociais dos primeiros e fundamentais escritos dos anos Sessenta às ações educativas nas ex- colônias portuguesas da África, quando Freire é notadamente influenciado pelo pensamento filosófico e político de Antonio Gramsci e dos estudiosos dos recentes episódios pós-coloniais (Frantz Fanon, Albert Memmi).

O terceiro capítulo é dedicado a uma exposição sistemática e discutida do Método Paulo Freire, das suas primeiras aplicações no Recife dos anos Cinquenta até as ações pedagógicas mais recentes dos anos Setenta e Oitenta. O último parágrafo do capítulo cita parte de um colóquio acontecido na sede do Centro Paulo Freire da UFPE com João Francisco de Souza – um filósofo e pedagogo falecido em 2008, amigo e colaborador de Freire – onde se aprofundam posteriores aspectos do Método.

O quarto capítulo trata dos últimos escritos do pedagogo, publicados nos anos Noventa e póstumos, nos quais se afrontam temáticas novas e de grande atualidade: a globalização, o multiculturalismo, os desafios do pensamento ecológico. Nesta seção a atenção se concentra de modo particular sobre implicações pedagógicas do pensamento de Freire sobre multiculturalismo, fenômeno que hoje interessa de perto à Itália (e todos os países do Norte do mundo) através dos importantes movimentos de migrações provenientes do Sul e Leste, em constante aumento desde os anos Setenta.

No apêndice, enfim, se faz referência às principais iniciativas de educação popular que, da morte de Freire até hoje, se realizaram no Brasil e em todo o mundo, com a intenção de dar um seguimento às idéias e aos ensinamentos do intelectual brasileiro: se trata de uma posterior prova do fato que as concessões pedagógicas e filosóficas de Paulo Freire deixaram traços importantes, não esquecidos e, pelo contrário, como nunca atuais no tempo de globalização que estamos atravessando.

_____________________________________ 

* Alfredo Tagliavia è nato a Roma nel 1978.

   Dottore di ricerca in Pedagogia presso l’Università degli Studi Roma Tre con una tesi sull’educatore e filosofo brasiliano Paulo Freire, ha trascorso diversi periodi a Recife (Brasile), dove ha collaborato con il Movimento per l’Interscambio Italia-Brasile dell’Università Federale del Pernambuco (UFPE), il Centro Studi Paulo Freire e l’Istituto Dante Alighieri, partecipando anche alle iniziative culturali del Consolato d’Italia. Ha recentemente pubblicato il libro L’eredità di Paulo Freire (EMI, Bologna 2011), oltre a diversi articoli e recensioni a tema pedagogico su riviste specialistiche e traduzioni dal portoghese di pubblicazioni nell’area delle Scienze sociali.

Alfredo Tagliavia nasceu em Roma em 1978.

   Doutor de pesquisa em Pedagogia pela Universidade de Estudos Roma Tre com tese sobre o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, passou vários períodos em Recife (Brasil), onde colaborou com o Movimento pelo Intercâmbio Itália-Brasil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Estudos Paulo Freire e o Instituto Dante Alighieri, participando também das iniciativas culturais do Consulado da Itália. Recentemente publicou o livro L’eredità di Paulo Freire (O legado de Paulo Freire) (EMI, Bologna 2011), bem como diversos artigos e comentários de tema pedagógico em revistas especializadas e traduções do Português de publicações na área de Ciências Sociais.

alftag@inwind.it

patriciatenorio@uol.com.br

Ficção e História em Pernambuco – Luzilá Gonçalves

 FICÇÃO E HISTÓRIA EM PERNAMBUCO
Curso promovido pela Academia Pernambucana de Letras

Módulo I: Cem anos de ficção em Pernambuco (1847-1938). Professores: Luzilá Gonçalves Ferreira e Lourival Holanda.

Módulo II: Ficção no século XX: 1940-2000. Vários professores.

Modulo I: 30 horas-aula
Dia 7 de maio – Uma história de amor entre Olinda e o Recife nos primeiros anos do seculo XIX. Bernardino Freire e seu romance N.S. dos Guararapes. História e urbanismo, esplendor e decadência das duas cidades. (1847).

Dia 14 de maio – Os mistérios do Recife e A menina de luto de Carneiro Vilella. Um Recife ignorado pelos historiadores.(1871 e 1875)

Dia 21 de maio – Theotonio Freire, Regina e Passionario (1897 e 1898).

Dia 28 de maio – A cidade e o anticlericalismo. Manoel Arão, O Claustro 1913.

Dia 4 de junho –  O Naturalismo no Recife: Faria Neves Sobrinho, Morbus.

Dia 11 de junho – Entre o engenho e a cidade: Mario Sette, Senhora de engenho e Os Azevedos do Poço. ( 1921)

Dia 18 de junho – Anos 20. Decadência açucareira e o fascínio da cidade: Elphego Jorge, Chagas Ribeiro, Aurélio Domingues, Padre Baptista Cabral.

Dia 2 de julho – Balthazar Medeiros: Casa de maribondo, 1937.

9 de julho – Luis Jardim e sua Maria Perigosa.(1938)

Dia 16 de julho – Uma voz interiorana: Zeferino Galvão. Mirza. Considerações finais.

Local: Academia Pernambucana de Letras Av. Ruy Barbosa. 1595.
Horário: Sábados, 14h30 às 17 horas.
Preço de cada módulo: 110 reais. Inclui inscrição, e material de estudo.
Certificados a quem freqüentar 80% das aulas.
Inscrições e Informações APL Telefone 32682211 ( às tardes)

luzilagon@yahoo.com.br

Palco Giratório – Cena Bacante no Espaço Muda – 13/05/11

Jogando com as características de improvisação e espontaneidade do happening e a fusão de linguagens da performance, 04 coletivos teatrais da cidade foram desafiados a conceber uma noite temática, dedicada à Dionísio. O universo Shakespeareano e o espírito do vaudeville são alguns dos temas inspiradores escolhidos pelos grupos que, a cada sexta-feira, a partir das 23h, no Espaço Muda, promoverão um encontro de celebração, remontando a um culto secular de alegria e irreverência.

13 (sexta-feira)

Os Tormentos de MacBeth | Coletivo Muda (PE)

Entre trovões e relâmpagos, a profecia de três bruxas rege a tragédia mais curta de Shakespeare. Macbeth será rei. Com as mão sujas de sangue, ele e sua Lady, nos mostrarão suas ganâncias e tormentos. A coroação será uma festa sombria. As brumas tomarão conta de todos. Mortes, fantasmas, bruxas. Macbeth, o rei das sombras, será o anfitrião. O Coletivo Muda é formado com os artistas que realizam experimentos dentro do Espaço Muda. Sexta-feira 13 não será mera coincidência!

Livre adaptação de “Macbeth” de William Shakespeare por Ana Dulce Pacheco |Roteiro Jorge Féo | Direção Jorge Féo e Ana Dulce Pacheco | Coreografia Anne Costa | Atores Giordano Castro (Grupo Magiluth), Ana Dulce Pacheco (Os Soltos de Teatro), Sofia Abreu (Os Soltos de Teatro), Patrícia Fernandes (Teatro de Fronteira), Luciana Canti (Atriz convidada), Evandro Lira (Teatro de Arte da Estrela), Daniel Barros (Coletivo Grão Comum), Thiago França, Romero Brito e Elilson Duarte (Anjos de Teatro) | Bailarinas Anne Costa, Iane Costa e Joelma Tavares (Cia Artefolia) | Figurino Jorge Féo | Maquiagem Renata de Fátima | Iluminação Cleison Ramos | Sonoplastia Lucas Cavalcanti | Produção Ana Dulce Pacheco e Jorge Féo | Realização Espaço Muda.

Horário 23h

Classificação etária: 14 anos / Entrada gratuita

Local | Espaço Muda

http://sesc-pe.com.br/hotsites/2011/palcogiratorio/

Denis Emorine en interview

“De ma fenêtre”

Ces nouvelles reflètent l’incompréhension entre les êtres humains, le décalage entre les mots et leur sens. Pour l’auteur, le langage, bien loin de faciliter l’échange, rend celui-ci quasiment impossible. L’homme est piégé par ses sentiments, quels qu’ils soient. Il est ainsi voué à tromper les autres et à se tromper soi-même en toute bonne foi. ICI (29.04)

Bob Boutique

 60, avenue Emile Verhaeren

 1030 Schaerbeek – Belgique

 00.32.02.2154358

 00.32.02.2154358

 baudouin.boutique@skynet.be

 http://www.bandbsa.be/contes.htm

denis-emorine@orange.fr

http://denis.emorine.free.fr/ul/accueil.htm

O que seria

Patricia Tenório

20/04/2011

            – Posso fazer a arrumação, senhora?

E nos olhos – acordou às quatro e meia, cozinhou almoço, beijou os cinco filhos, dormiam e só veria daqui a cinco dias, com o sair bem cedo, retornar bem tarde –, no olhar, vi correr a vida, pai alcoólatra, mãe faxineira, beijava os sete filhos, dormiam e só veria daqui a sete dias.

Não perguntou meu nome, de onde eu viria. Dobrou lençóis na cama, aquietou toalhas limpas no banheiro. Descortinou a luz, na pele brilhou o âmbar da pantera, cheiro da flor de amarula, o marfim dos elefantes entre os lábios, seis idiomas, idiomáticos, enigmáticos para mim, e eu tanto pensava que sabia e nada sabia o que seria acordar às quatro e meia, cozinhar almoço, beijar os cinco filhos, dormiam e só veria daqui a cinco dias.

Talkin’ Bout A Revolution, Tracy Chapman