Posts com

Primavera Internacional de Poesia – 21 de Março

O Dia Internacional da Poesia foi instituído na 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO em 1999 e comemorado no 21 de Março do ano seguinte. É também considerado o primeiro dia da primavera no hemisfério norte, outono no hemisfério sul.

A Poesia (do grego poiesis, criação) é o que nos move, o que nos faz seres humanos no meio da desumanização, animalização, banalização da maldade, inversão dos valores, da desvalorização do que é Belo na vida e nos nossos corações.

Façamos um momento de silêncio pela Poesia: para que ela renasça em cada um de nós e ajude a florescer a parte divina que nos habita…

Enquanto e Chá de Sumiço – Clauder Arcanjo

 

Enquanto…

Clauder Arcanjo

aclauder@uol.com.br

 

Enquanto o sono não vinha,

a insônia azunhava a porta.

Enquanto não surgia o dia,

a noite reinvadia a aorta.

Enquanto o poema não via,

a palavra enterrava-se, morta.

 

Chá de sumiço

Clauder Arcanjo

aclauder@uol.com.br

Para Patricia Tenório

Sumirei do bulício das festas;

Sim, nada de bolo nem promessas.

Sumirei da alma inquieta das ruas;

Pois bem, nada de histórias, código de posturas.

Sumirei do miolo quente dos jornais;

A evitar: manchetes, artigos, colunas sociais…

No entanto, só sumirei em definitivo assim,

Quando tomar um chá de sumiço de mim.

Mossoró-RN, 14/03/2011

Ces mots qui font saigner le temps – Denis Emorine

Poèmes à reciter en attendant la guerre

Denis Emorine

Editions du Cygne, Paris, 2009

 

 

(…)

Dans les fumées de l´exil

ils ébauchent parfois un geste

vers l´autre

mais l´horreur qu´ils lisent

sur ce visage

c´est la LEUR

Impossible d´étreindre alors

celui qui leur ressemble tellement

ce frère qui meurt

sous les coups

qu´ils comptent machinalement

l ´un

après

l´autre

 

Dieu

“mon” dieu

 

je voudrais t´égorger de mes mains nues

pour t´empêcher de nuire encore

soupire le soldat enfin libéré

après les meurtres quotidiens

 

Son arme gît à ses pieds

 

rougeoyante des forfaits

passés et à venir

elle ronronne doucement

 

Et toi

tu resteras toujours aux portes d´Auschwitz

veuf d´un roman que tu n´écriras jamais

tu n´oses franchir

une bonne fois pour toute

les portes de l´Histoire que tu portes

malgré toi

 

Tu saignes

de tous les combats

dont tu voudrais t´affranchir comme un lâche

 

toi, Denis

 

tu croyais pourtant comprendre

la dialectique de l´amour et de la mort

du moins

c´est ce que tu prétendais

 

Palavras que fazem sangrar o tempo

Poemas para recitar enquanto se aguarda a guerra

Denis Emorine

Editions du Cygne, Paris, 2009

Tradução: Patricia Tenório

 

(…)

Na neblina do exílio       

eles esboçam às vezes um gesto

ao encontro do outro

mas o horror que eles lêem

sobre o rosto

é o SEU

Impossível de abraçar agora

aquele que se assemelha tanto

ao irmão que morre

sob os golpes

que eles contam maquinalmente

um

após

o outro

 

Deus

“meu” deus

 

gostaria de te degolar com minhas mãos nuas

para te impedir de causares danos ainda

suspira o soldado enfim liberto

após as mortes cotidianas   

 

Sua arma repousa a seus pés

 

incandescente de crimes

passados e futuros

ela ronrona docemente

 

E tu

tu permanecerás sempre às portas de Auschwitz

viúvo de um romance que não escreverás jamais

tu não ousas ultrapassar

de uma vez por todas

as portas da História que carregas

apesar de tu

 

Tu sangras

de todos os combates

onde gostarias de te libertar como um covarde

 

tu, Denis

 

tu crias no entanto compreender

a dialética do amor e da morte

ao menos

é o que tu pretendias

 

denis-emorine@orange.fr

patriciatenorio@uol.com.br

Sotto Mentite Spoglie – Francesco Piccione

 

I

 

Posso ancora avvenire, diradato negli anni obliqui,

Posso ancora salpare, vago,

Per ombre colorate del mondo, insicuro.

 

Non temo il passo profondo, i consumati rancori,

Se di rado, dai boschi di querce e di acque,

Un vento convince che irrequietezza si appaga.

 

Anni scomparsi ci attendono, ritrovati giorni di luce,

Nelle sere di sempre, nell’eco che torna,

Dalle vie di fuga un giorno guariti.

 

 

II

 

Io ti dico: la musica sei tu,

Traccia nell’aria il tuo braccio

L’indicazione di un cammino

Che popoli seguiranno per sempre.

 

Io ti sogno: fasciato di nero e di grigio,

Ubriaco di note, leggero anche tu.

Puoi salire e scendere dal basso all’acuto,

Saltando cieli e terre, dall’universo all’altro.

 

Da questo mondo all’immenso,

ogni nota vale un dolore

Di secoli. Vale una storia e millenni.

Non ci sono distanze, né ombre né limiti.

 

E l’ora vale l’eterno.

 

Sob Despojos Mentirosos

Francesco Piccione

Tradução: Patricia Tenório

 

I

 

Posso ainda acontecer, disperso nos anos oblíquos,

Posso ainda zarpar, vago,

Pela sombra colorida do mundo, inseguro.

 

Não temo o passo profundo, os consumados rancores,

Se raramente, de bosques de carvalhos e de águas,

Um vento convence o que a agitação apaga.

 

Anos idos nos aguardam, descobertos dias de luz,

Nas noites de sempre, no eco que volta,

Das vias de fuga, um dia curado.

 

II

 

Eu te digo: a música és tu,

Roça no ar o teu braço

A indicação de um caminho

Que povos seguirão para sempre.

 

Eu te sonho: enfaixado de negro e de amarelo,

Embriagado de notas, leve também tu.

Podes subir e descer do baixo ao agudo,

Saltando céus e terras, de um universo a outro.

 

Deste mundo ao infinito,

cada nota vale uma dor

De séculos. Vale uma estória

E milênios.

Não existem distâncias, nem sombras nem limites.

 

E agora vale o eterno.

 

 francesco.piccione@hotmail.com

patriciatenorio@uol.com.br

Estudo do vento para uma bailarina – Jacineide Travassos

(Extraído do “Livro dos Ventos”)

o vento sopra a tarde para o sol
pólen de rosa e violeta sideradas
mar em mármore azul e véus de nuvem
…talhar do vento para uma bailarina nas águas

em dança de peixes sem asas
sonha a bailarina coisas pássaras
— porque sonho de pássaro nas águas?
— é culpa do mar ser espelho?

em sua noite de casa
traz a bailarina sapatilha e sal
rastro de mar por dentro
cobre de branco o chão onde passa
branco de pombos e de asas
vestígio de um poema antigo
da espuma quando se deita na praia

o telhado é quatro águas
é negro em sua noite de casa
dança a lua em véus de ágata
sombra e borrão de cal
o telhado da casa é quatro águas
sonha a bailarina coisas pássaras

— como pousar
bailarina nascida das águas
se peixe se vento se asas?

jacineidetravassos@hotmail.com

Due Poesie di D´Agostino – Patricia Tenório

 

Versione Italiana di Francesco Piccione

 

PASTORE DI STELLE

 

Quando invecchierò

Spoglierò dagli occhi sogni nuovi

Vestirò guanti di acciaio mano nella mano

Coprirò le rughe di insensatezza

 

Punterò  i piedi per terra

Non raggiungerò le stelle

Né se fossero ali di gabbiani

 

Allora

L’estate mi vestirà

Con gli ultimi raggi di sole

 

D’AGOSTINO

 

Le labbra sussurrano baci

Di un bacia-fiore

Impaurito con i propri occhi

Nei petali del girasole

Girò su se stesso

E non percepì

Il tramonto del sole longiquo e reticente

 

Ai margini di me

Perseguo l’immagine

Di che fui un giorno

Per bere dalla saggezza

Nell’audacia di un bambino

 

Mi copro di porpora –

Svelo occhi altrui

E fargli scorgere ciò che in parte sento

Ma sbatto la polvere dei sandali

E cammino fino all’eternità

 

D’AGOSTINHO

Patricia Tenório

2010

 

PASTOR DE ESTRELAS

 

Quando envelhecer

Despirei dos olhos sonhos novos

Vestirei luvas de aço nas mãos dadas

Cobrirei as rugas de insensatez

 

Fincarei os pés no chão

Não alcançarei estrelas

Nem asas de gaivotas

 

Então

O verão me vestirá

Com os últimos raios de sol

 

Pastor de Estrelas

CD com Karynna Spinelli e Carlos Ferrera

 

D´AGOSTINHO

 

Os lábios sussurram beijos

De um beija-flor

Assustado com os próprios olhos

Nas pétalas do girassol

Girou em si

E não percebeu

O pôr do sol longínquo e reticente

 

Às margens de mim

Persigo a imagem

Do que fui um dia

Para beber da sabedoria

Na audácia de uma criança

 

Cubro-me em púrpura –

Desvendar olhos alheios

E fazê-los enxergar o que em parte sinto

Mas bato o pó das sandálias

E caminho até a eternidade

 

 D´Agostinho

CD com Karynna Spinelli e Carlos Ferrera

 

patriciatenorio@uol.com.br

francesco.piccione@hotmail.com

Jornada do Festlatino na Universidade de Porto

Jornada do Festlatino – Universidade de Porto

V Concurso Crônica e Literatura – Ferreira Gullar

Enviado por Suzana Cortez: sucortez@terra.com.br

A (in)utilidade das coisas ou a (in)suficiência das pessoas*

Patricia Tenório

05/03/2011

            Arranco as penas de mim ao ler, devagar e atenta, mecarregaTECARREGO, de Rodrigo Malagodi.

            Não sei se porque bebo do mesmo e do rio novo de Heráclito, quis disfarçar a vertigem do mergulho na duplicidade do (dis)curso que Rodrigo se propõe e nos convida.

            Do ser humano sabemos pouco, ou quase nada. Apenas que o orgulho e a humildade caminham juntos e a léguas de distância. Caminham para não petrificarem os sentidos, para porem-se em movimento e do movimento gerar a criação.

            …enquanto não aprendo a andar DEVAGAR VOCÊ APRENDE mas se você me carregar, como vou aprender? BOA PERGUNTA, MAS A PRIORIDADE AGORA É QUE VOCÊ SAIA DO LUGAR, DE ALGUMA FORMA, O MOVIMENTO…

            Nas curvas, os corpos se aproximam, e sob o peso um do outro, sincronizam a respiração. Somente posso quando traço um arco ao encontro do diverso, quando nos perfazemos ponte de significado e sentido.

            “O traço que se riscar não se afirmará como proibição mas como estrada de um território a outro.

            (…) O outro caminho permite definir o próprio.

            (…) Com-um é o princípio e o fim na circunferência do círculo”.

            Naquela estrada, entre paredes imaginárias, com portas que se abrem e fecham ao aprendizado de si, ao aprendizado do alheio, ao aprendizado da vida, dois seres famintos e falantes exprimem nossas fraquezas, conflitos, incertezas.  

sabia que você ia cair

desculpe-me

sem problemas

não tenho forças

sou um fardo

não, seu peso é necessário

mas você não agüentou, estamos…

no chão, mas posso melhorar

já é o bastante

você é gentil

            Levanto-me de onde estou, na (in)utilidade das coisas, na (in)suficiência das pessoas, na busca da repercussão às indagações, pois há tanto sinto falta das palavras, de sentido. Da escrita.

            “O homem, encontrando em si a ordem que rege o universo, não se locomove como estranho nos lugares que freqüenta. O fogo da razão habita o lugar elevado, outrora reservado aos deuses. Quem retorna dessas culminâncias abre nos estágios inferiores trilha iluminada, garantida aos que não se contentam com a função de se alimentar e reproduzir.”

            Paro diante da fresta que se forma entre o que Rodrigo, Heráclito e Schüler exprimem. Me encolho inteira e assumo a responsabilidade pelas passagens de um canto ao outro, escoriações, soletrar esquinas, recolher fagulhas.

            …CANSEI do quê? DA CONVERSA ou do meu peso? DO PESO DA CONVERSA a mania de querer entender SIM, AGORA É SUA VEZ do quê? DE ME CARREGAR…

            Para quê o outro? Para quê coragem? Despeço-me do que fiz, abraço o que fui, sabendo que não retornarei a mim, e a mim continuarei crescendo, crescente em minhas mãos.

            “À noite, o homem ace(n)de a (à) luz, ao morrer para si mesmo, apagada a visão; mas em vida ace(n)de, ao dormir, (a)o morto, apagada a visão; na vigília ace(n)de (a)o que dorme.”

            Não basta perder-se para encontrar o que habita em nós. É preciso abrir espaço para que se flua, o rio, a vida, para que se desatem os nós que em nós fazemos.

 

VoCÊ E A mIM E A VoCÊ E A NóS E a NóS E a NóS aNoS e AnOs e A nóS

E A nÓs

E NuNCa dEsAtAr

Os

 

NóS

 

qUe SoMos

vOcê E eu e você? cadê você?

 

 

Desfazem

Nós

Tramam…

Nós seguimos, nós

Desfazemos,

Um a um, nó, só, nós…

Desfazem-se os nós,

Nós,

Podemos desfazer os nós, contras e prós

Nós e nós

Nós em nós com nós.

Não há nós

Fio reto para tecer-nos

Ternos ex-nós.

(Nós, Emilson Zorzi, Setembro/2010)

 

 

Param

As vespas cantantes

No santuário

Do meu canto límpido

Você

Atravessa o espaço

Outrora alheio

Agora nosso

Para

Desfazer os nós

Que em nós se armaram

Até os ossos

 

Vem

Na manhã fria

Uma luz, um fio

A costurar palavras

Onde agora posso

Refazer os nós

Dos que se amaram

Até os ossos

(Nós, Patricia Tenório, Setembro/2010)

___________________________

*  Um estudo a partir de mecarregaTECARREGO, de Rodrigo Malagodi, prelo e “Heráclito e seu (dis)curso)”, de Donaldo Schüler, L&PM. Os trechos que pertencem ao primeiro texto estão em itálico; os que pertencem ao segundo, entre aspas.

Tre poesie de Alfredo Tagliavia*

 

ALFREDO TAGLIAVIA

Poesie italobrasiliane

 

A UN’AMICA

Dentro di te c’è il sole

Dentro di te c’è il mare

La confusione e l’allegria

Dei mercatini di Bahia

 

Dentro di te c’è il Sud

Con mille e più colori

Con i suoi inverni caldi

E vestiti sbracciati a fiori

 

Attraversando l’Oceano

Mi hai portato il tuo sorriso

Bellezza e semplicità

Contentezza e umanità

 

Sei una goccia di miele

Che addolcisce l’amarezza

Sulla pelle ruvida

La scia di una dolce carezza

 

Sei passione ardente

Che ritarda la tristezza

Omeopatico rimedio

Per la mia eterna stanchezza!

 

ANCORA

 

Ancora

Arriva primavera

Come carezza

Soffiando leggerezza

Su volti rattristati

Contriti di passanti

Alita profumata brezza…

 

Ancora

Fioriscono primule

Bianche quasi viola

Vasi su terrazzetti

Palazzetti a due tre piani

Sole flebile rischiara

Muri scalcinati di quartieri popolari

Graffiti colorati ad acqua e cera

E gracidanti grida dietro il muro della scuola…

 

Ancora respira cuore

Precoce sole di fine mese

Perché tanto t’ho odiato

Ma ora t’amo

Mio paese.

 

ANIMA MUNDI

 

Anima cattolica

Anima universale

Anima credente nell’amore

Non come compromesso esclusivo

Ma come sentimento di tutti per tutti

Libero di esprimersi

Di stare a terra o volare

Posarsi oppure andare

 

Anima raccogli-amore

Ai lati abbandonati delle strade

Fra molliche immondizia

Derelitti impudicizia

Anima cerca-Dio

Fuori da tutte le chiese del mondo

Cerca-Cultura in luoghi abbandonati

Da tutte le università della terra…

 

Anima bianca come pace o pane

Rosata come vino frizzantino

Verde come albero secolare

Foresta di libertà

Anima viaggiante migrante cangiante

Minima sfumatura d’arcobaleno

Tavolozza d’artista poliedrico e maturo

Anima mundi

Gli esseri viventi tendono a te

Abbracciati in infinita spirale multiculturale

Ventre femminile della terra

Sei forse anche estremo del cielo?

 

ALFREDO TAGLIAVIA

Poesias ítalo-brasileiras

(Tradução: Patricia Tenório)

 

A UMA AMIGA

 

Dentro de ti há o sol

Dentro de ti há o mar

A confusão e a alegria    

Dos mercados da Bahia

 

Dentro de ti há o Sul 

Com mil e uma cores  

Com seus invernos quentes

E vestidos sem mangas floridos

 

Atravessando o Oceano

Me trouxe o teu sorriso

Beleza e simplicidade       

Contentamento e humanidade

 

És uma gota de mel    

Que adoça a amargura    

Sobre a pele áspera

O despertar de uma doce carícia

 

És paixão ardente   

Que retarda a tristeza  

Homeopático remédio

Para o meu eterno cansaço!

 

AINDA

 

Ainda

Chega a primavera

Como carícia

Soprando levemente 

Sobre rostos entristecidos

Contritos dos passantes

Hálito da brisa perfumada…

 

Ainda

Florescem  prímulas

Brancas quase violetas

Vasos sobre pequenos terraços

Edfícios com dois três andares

Sol débil a arriscar-se

Paredes gastas de quarteirões populares   

Grafites coloridos de água e cêra

E tagarelas gritam atrás do muro da escola…

 

Ainda respira coração

Precoce somente finos meses    

Porque tanto te odiei  

Mas agora te amo     

Meu país.

 

ALMA DO MUNDO

 

Alma católica 

Alma universal 

Alma crente no amor     

Não como compromisso exclusivo

Mas como sentimento de todos por todos

Livre de se exprimir    

De estar em terra ou voar   

Posar-se ou mesmo andar

 

Alma recolhe-amor

Nos lados abandonados da estrada

Entre migalhas imundas

Abandonadas imodéstias

Alma procura-Deus

Fora de todas as igrejas do mundo

Procura-Cultura em lugares abandonados

De todas as universidades da terra…

 

Alma branca como paz ou pão

Rosada como vinho espumante

Verde como ávores seculares

Floresta de liberdade

Alma viajante migrante mutante    

Mínima nuance do arco-íris   

Paleta do artista poliédrico e maduro

Alma do mundo

Os seres viventes têm a ti

Abraçados em infinita espiral multicultural  

Ventre feminino da terra   

És talvez também extremo do céu?

 ______________________________

Alfredo Tagliavia è nato a Roma nel 1978.

   Dottore di ricerca in Pedagogia presso l’Università degli Studi Roma Tre con una tesi sull’educatore e filosofo brasiliano Paulo Freire, ha trascorso diversi periodi a Recife (Brasile), dove ha collaborato con il Movimento per l’Interscambio Italia-Brasile dell’Università Federale del Pernambuco (UFPE), il Centro Studi Paulo Freire e l’Istituto Dante Alighieri, partecipando anche alle iniziative culturali del Consolato d’Italia. Ha recentemente pubblicato il libro L’eredità di Paulo Freire (EMI, Bologna 2011), oltre a diversi articoli e recensioni a tema pedagogico su riviste specialistiche e traduzioni dal portoghese di pubblicazioni nell’area delle Scienze sociali.

Alfredo Tagliavia nasceu em Roma em 1978.

   Doutor de pesquisa em Pedagogia pela Universidade de Estudos Roma Tre com tese sobre o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, passou vários períodos em Recife (Brasil), onde colaborou com o Movimento pelo Intercâmbio Itália-Brasil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Estudos Paulo Freire e o Instituto Dante Alighieri, participando também das iniciativas culturais do Consulado da Itália. Recentemente publicou o livro L’eredità di Paulo Freire (O legado de Paulo Freire) (EMI, Bologna 2011), bem como diversos artigos e comentários de tema pedagógico em revistas especializadas e traduções do Português de publicações na área de Ciências Sociais.

alftag@inwind.it