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Contradições

Patricia Tenório

09/10/2010

            Sempre me faço perguntas de vida e morte às vésperas do meu aniversário.

          “Nada há de gratuito exceto a morte” (Freud, extraído de O prazer do texto, Roland Barthes)

            Varro os fatos de outros tempos, as fotos do aqui e agora e não posso supor, não posso imaginar o que me aguarda, o que me surpreenderá.

            “O prazer do texto é esse momento em que meu corpo vai seguir suas próprias ideias, pois meu corpo não tem as mesmas ideias que eu.” (O prazer do texto, Roland Barthes)

            Aguardo uma outra estrada, um país diverso onde possa espalhar sementes de alegria e colher ramalhetes de amizades…

 

 Mãe Natureza – D´Agostinho (CD com Carlos Ferrera & Karynna Spinelli)

 

 Mãe natureza

Patricia Tenório

(Extraído de D´Agostinho, 2010)

 

Gosto do cheiro

De terra molhada

Da única escolha –

Ficar lendo livros

Ouvindo a chuva cair

Forte

Grossa

Violenta

Deixo-me banhar

Pelas lágrimas

Que clamam

– Patricia, Patricia! Por que me abandonastes?

 

Lendo Mãe natureza

Stella Leonardos

Setembro/2010

 

À Patricia Tenório

 

Sinto esse cheiro

De ideia molhada

Viver sortilégio

Ficar lendo livros

Ouvindo irmã água

Leve

Fértil

Fraterna.

Entendo essa chuva

Riso e lágrima.

Segreda

– Patricia! Patricia do coração poeta!    

        Procuro descobrir nos acontecimentos o sentido perdido nos textos, nas pessoas, na vida.

          “Quando o trabalho que você faz tem vinculação com seu percentual de humanidade, você se conecta ao outro”. (Ismael Caldas, artista plástico em “Das sutilezas e fraquezas humanas”, Viver, Diário de Pernambuco, 08 de Setembro de 2010)

        “O que ao leigo pode parecer uma obra-prima nunca chega a representar para o criador uma obra de arte completa, mas, apenas, a concretização insatisfatória daquilo que tencionava realizar; ele possui uma tênue visão da perfeição, que tenta sempre reproduzir sem nunca conseguir satisfazer-se.” (Sigmund Freud em “Leonardo da Vinci – uma lembrança da sua infância”)

           Tento seguir o que em mim pulsa, o que em mim se parece com a Verdade e a sinto eclodir por todas as minhas células.

        “A filosofia natural apaziguará os conflitos e as dissensões de opinião que atormentam, dilaceram e devastam a alma sem trégua. Mas ela os apaziguará, ordenando-nos não esquecer que a natureza nasce da guerra e que ela é, por tal razão, chamada por Homero de luta.” (“Oratio de dignitate hominis” Giovanni Pico della Mirandola)

        “A diferença não é aquilo que mascara ou edulcora o conflito: ela se conquista sobre o conflito, ela está para além e ao lado dele”. (O prazer do texto, Roland Barthes)

        Tomo do lápis e papel e derramo todo o meu Ser Humana em palavras e contradições, na esperança que a Arte se faça, me salve. Exprima.

        “… o texto: ele produz em mim o melhor prazer se consegue fazer-se ouvir indiretamente…” (O prazer do texto, Roland Barthes)

        “… estamos sempre demasiadamente prontos a esquecer que, de fato, o que influi em nossa vida é sempre o acaso, desde nossa gênese a partir do encontro de um espermatozóide com um óvulo – acaso que, no entanto, participa das leis e necessidades da natureza, faltando-lhe apenas qualquer ligação com nossos desejos e ilusões.” (“Leonardo da Vinci – uma lembrança da sua infância”, Sigmund Freud)

        Renasço a cada instante meu, a cada sorriso dado, a cada momento de partilha, experimentado, sem medos e vaidades, o que em mim possuo apesar de todos os detalhes…

Rinascimento*, Patricia tenório

Filmado em Câmera Cannon 7D. Editado em Final Cut Program.

 

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* Apresentado na X Setimana della Lingua Italiana nel Mondo – “L´Italiano nostro e degli altri”, 18 a 24 Outubro 2010 – Dante Alighieri – Recife – PE – Brasil.

Transmutações

Patricia Tenório

11/10/2010

        Há umas três semanas li uma crítica em um jornal do Recife sobre o filme “Comer, Rezar e Amar”, de Ryan Murphy, baseado no livro de Elizabeth Gilbert, com Julia Roberts e Javier Bardem.

        Além desse texto sobre o filme ouvi comentários de que seria longo, monótono, que o livro era melhor, que tratava de uma mulher que fugia de estar acompanhada e ao mesmo tempo era exatamente o que mais queria: estar acompanhada.

        Uma vez fui com meu filho Bruno ao cinema para assistir “Um dia depois de amanhã”. Eu havia lido uma crítica negativa de um jornalista a quem admiro muito. Comentei isto com Bruno. No auge dos seus 10 anos, ele me colocou o que muitas pessoas da minha idade nunca haviam pensado:

– Mãe, quero saber o que eu penso, não o que o jornalista pensa.

        Não, eu não li o livro de Elizabeth Gilbert.

        Somente depois de assistir o filme, pesquisei um pouco mais sobre a autora deste best-seller. Mas por que o trago aqui neste espaço de reflexão minha, onde tento costurar o que estudo, o que enxergo, o que sinto sobre a vida, os acontecimentos, sobre as pessoas?

        “E é bem isto o intertexto: a impossibilidade de viver fora do texto infinito – quer esse texto seja Proust, ou o jornal diário, ou a tela de televisão: o livro faz o sentido, o sentido faz a vida.” (O prazer do texto, Roland Barthes)

        Talvez porque o filme me tocou ao ponto de me fazer chorar? Ora, Patricia, você chorou mesmo na octogésima vez que assistiu O Rei Leão… Será pelas palavras, que para alguns podem ser chamadas “de efeito”?

        “Caríssimo, lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. Por ele eu estou sofrendo até as algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna.” (São Paulo em 2 Timóteo 2, 8-13)

        Ou por querer exatamente colocar assuntos aparentemente díspares (a princípio), mas que naquela curva, naquela conexão me acendeu uma centelha?

        “A oposição (o gume do valor) não ocorre forçosamente entre contrários consagrados, nomeados (o materialismo e o idealismo, o reformismo e a revolução etc.); mas ocorre sempre e em toda parte entre a exceção e a regra. A regra é o abuso, a exceção é a fruição”(O prazer do texto, Roland Barthes).

        É possível um outro olhar, uma nova estrada: o que acalma a minha sede de…

“… apostas

Às respostas que por ti fiz um dia”

(A mulher pela metade, Patricia Tenório).

           Mas por certo, algumas “apostas”, assistindo ao filme, rondaram as “respostas” da crítica do jornal do Recife: não, Liz Gilbert não passa o filme inteiro procurando fugir de estar acompanhada; sim, ela está fugindo de si mesma. Não, não devemos viver a vida pelos outros; sim, o artista só pode viver a vida nos outros.

        “O escritor é alguém que brinca com o corpo da mãe (a língua materna) (remeto a Pleynet, sobre Lautréamont e sobre Matisse): para o glorificar, para o embelezar, ou para o despedaçar, para o levar ao limite daquilo que, do corpo, pode ser reconhecido: eu iria a ponto de desfrutar de uma desfiguração da língua, e a opinião pública soltaria grandes gritos, pois ela não quer que se “desfigure a natureza.”” (O prazer do texto, Roland Barthes)

        “Pois bem, que assim seja! Que minha guerra contra o homem se eternize, já que cada um de nós reconhece no outro sua própria degradação… já que somos ambos inimigos mortais. Quer deva eu conseguir uma vitória desastrosa ou sucumbir, o combate será belo; eu sozinho contra a humanidade.” (Lautréamont, Os cantos de Maldoror)

        O que não quero ser nomeado, roça nossa pele, arrepia pêlos, arranca lágrimas do mais duro dos corações. Até mesmo daqueles que não aceitam que somos feitos de matéria bruta, que podemos e vamos Cair, Levantar e Tentar…

        “Ninguém jamais vai conseguir provar que Deus existe ou que não existe. Existem certas coisas na vida que foram feitas para serem experimentadas – jamais explicadas. (…) O amor é uma destas coisas. Deus – que é amor – é outra. A fé é uma experiência infantil – naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: é das crianças o Reino dos Céus” (Paulo Coelho, “Explicando Deus”, Diário de Pernambuco, Viver, 11 de Outubro de 2010).

        “Mal aplicada, a virtude transforma-se em vício, e o vício, pela ação, pode por vezes ser dignificado”. (“Romeu e Julieta”, William Shakespeare)

The Long and Winding Road, The Beatles

Anne waitin´ Shakespeare([1]) 

Patricia Tenório

13/01/10

 

To be or not t´ be in love

To share or not t´ share a heart

May be a way t´ not live a life

Could be a path t´ stop rhythm of time                        

And in a lon´ long winding day

I´ll find what I´ve always been looking for

In verses an´ rhymes

Snow, faith an´ hope.

Anne esperando Shakespeare([2]) 

Patricia Tenório

13/01/10

 

Ser ou não ser apaixonado

Partilhar ou não um coração

Pode ser uma maneira de não viver a vida

Pode ser o caminho de parar o ritmo do tempo

E num longo, longo dia de ventania

Acharei o que sempre estive procurando    

Em versos e rimas  

Neve, fé e esperança.

(1) Diante do Anne Hathaway´s Cottage, casa de Anne Hathaway, primeira esposa de Shakespeare, em Stratford-upon-Avon, Inglaterra.

(2) Tradução livre de Patricia Tenório.

IV FESTLATINO

IV CONGRESSO DO MOVIMENTO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CULTURAS LÍNGUAS E  LITERATURAS NEOLATINAS FESTLATINO 

 

“Diálogo Cultural e os Desafios da Intercompreensão: África, América Latina e Europa”

 

                 Recife – 8 a 12 de Novembro de 2010

 

Local: FAFIRE – Faculdade Frassinetti do Recife

          Avenida Conde da Boa Vista, 921 – Boa Vista
          (Centro) Recife – Pernambuco, 50060-002
          Telefone:    81 2122-3500

 

 

 

   Países de Línguas neolatinas convidados:

 

Europa latina: Portugal – França – Itália – Espanha  

América latina: (MERCOSUL) – Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela.

 

    África: Moçambique

Ásia latina: China (Macau), Índia (Goa).

 

 

                      Organizador–geral: Humberto França

 

        

 

                                           

REALIZAÇÃO:

MOVIMENTO FESTLATINO

 

APOIOS E PATROCÍNIOS : FUNDARPE – UFRPE – FUNDAJ – MINC – GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA DE PERNAMBUCO

 

 

 

APOIOS: Gabinete Português de Leitura de Pernambuco

                 Ministério da cultura do Brasil

                 Instituto Internacional de Macau

                 Fundação Eça de Queiroz

                 Universidade Federal Rural de Pernambuco

                 Fundação Joaquim Nabuco

 

HONRARIAS:

 

 

 

 “ESCRITOR SÍMBOLO DA NEOLATINIDADE 2010”

   (Escritor de língua neolatina eleito para simbolizar a Literatura Neolatina em 2010)

                  

                      José Eduardo Agualusa    

 “PERSONALIDADES SÍMBOLO DA NEOLATINIDADE – 2010”

(“Personalidades do mundo da Neolatinidade que vem se destacando, ao longo de sua trajetória intelectual pela promoção dos valores da Latinidade”).

 Isnard Penha Brasil, Embaixador, Chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores na Região Nordeste – ERENE

Coromoto Godoy, Cônsul – Geral da República Bolivariana da Venezuela no Recife.

Francisco José Piñon

Reitor da Universidad del Congresso Mendoza – Argentina

José A. Lobo do Amaral, Vice-Presidente do Instituto Internacional de Macau

Francisco Piccione, Cônsul da Itália no Recife

 Ignácio Ortega Campos, Cônsul da Espanha para assuntos da Educação no Recife

 Virgínia Pimentel, Cônsul Honorária do Equador.

 Patricia Tenório, escritora e poeta.

 Dilip Loundo, escritor, professor da Universidade Federal Juiz de Fora – MG

Margot Monteiro, Diretora do Museu do Estado de Pernambuco

 Alexandre Furtado, Professor da Faculdade Frassinetti do Recife

Segunda-feira: 8 de Novembro de 2010 

Local:

                     Salão Nobre do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco Recife

                     Rua do Imperador nº 290 – Santo Antônio – Recife-PE

19h           Solenidade de Abertura:

Saudações:                   

Vicente Miranda Reis, Presidente do Gabinete Português de

Leitura de Pernambuco.         

              Humberto França, fundador e coordenador do Festlatino.

          *  José Lobo Amaral, vice-presidente do Instituto Internacional.

             de Macau

         * Irmã Maria das Graças Soares da Costa, Diretora-geral da

         Faculdade Frassineti do Recife – Fafire.

         *  Silvava Lumachi Meirelles                                   

                     Secretária de Articulação de Institucional do

                     Ministério da Cultura do Brasil

 19h           Cerimônia de assinatura de Convênio:

                  Instituto Internacional de Macau –  IMM e

                  Gabinete Português de Leitura de Pernambuco

19h30min.  Apresentação Projeto Instituto Internacional de Macau IIM

                * Dr. José Lobo do Amaral, Vice-presidente do IIM

20h              Conferência de Abertura.

               

                   “Pontos extremos da expansão do Latim”

                    Isnard Penha Brasil, Embaixador,

                    Chefe do Escritório de Representação do Ministério das                  

                    Relações Exteriores na Região Nordeste – ERENE

20h30min     Cerimônia de entrega do Diploma ao

                   “Escritor Símbolo da Neolatinidade de 2010″:

 José Eduardo Agualusa

                    Cerimônia de Entrega de Diplomas

                    “Personalidades Símbolo da Neolatinidade – 2010”

21h               Coquetel de recepção.

Terça-feira: 9 de Novembro de 2010

 

Local:        Auditório 3º andar da Faculdade Frassineti do Recife

                Avenida Conde da Boa Vista, 600 – Boa Vista – Recife

 

15h       

Mesa Redonda: Língua e Literatura Espanhola

Presidente da Mesa: Ignácio Ortega, Cônsul da Espanha para a Educação e Cultura no Recife.

“La Fuerza del Español em la acción cultural exterior”.

*Ignácio Ortega,      Diretor do Instituto Cervantes do Recife.

”Fonologia, fonética e ortografia das línguas portuguesa e espanhola em contraste”.

Vicente Masip, Coordenador do Departamento de Língua Espanhola – CAC, UFPE.

“La idiosincrasia española e hispano-americana como elemento cultural en las clases de Español/Lengua Extranjera”.

* Prof. Dorilma Neves,  Supervisora da Área de Letras DLCH/UFRPE

 

 

17h

Mesa Redonda: “ Literaturas da América Latina”

 “A ultramodernidade e a Literatura na América Latina”

*Alexandre Furtado, poeta, tradutor, escritor, professor do Departamento de Letras da Fafire

“Federico Ferrando y la anticipación de un presurrealista en el Río de la Plata.”

*Martin Palácios, escritor uruguaio

 

18h

 

“Nas Línguas neolatinas todos se entendem:  Uma viagem à  

  Intercompreensão

 PEÇA TEATRAL EM UM ATO:

“Desate a língua e fale sete idiomas”

 Produção técnica – União Latina, França

 Atores: Alunos da Faculdade Frassineti do Recife

 

 

Quarta-feira – 10 de Novembro de 2010

 

 

14h

Mesa Redonda: França, Língua e Literatura.

África Francófona:

                      

“Cinema e Literatura: um diálogo na experiência de Patrícia Tenório”.

 *Patricia Tenório, escritora e poeta.

 “A Língua Francesa no diálogo África Brasil do século 21”

*Lourival Holanda, professor do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco.

15h

Colóquio:

 

Mídia e Literatura:

 

* Vandeck  Santiago, Diário de Pernambuco;

* Marcelo Sandes, “Programa Café Colombo”

                                 TV Globo Nordeste

*Cássio Cavalcanti, UBE – PE

 

16h

Mesa Redonda: Língua e Literatura Italiana 

 

“A poesia italiana na contemporaneidade”

* Francesco Picione, Cônsul da Itália no Recife

 “A Língua Italiana e a Latinidade: perspectivas históricas”

*Attílio D’all Olio, Diretor do Centro Cultural Ítalo-Brasileiro Dante   

  Alighieri do Recife

 

17h

 

Mesa Redonda: CPLP – Países Africanos de Língua Portuguesa:

 

Presidente da Mesa Redonda: Vicente Miranda, presidente do Gabinete Português de Leitura do Recife.

Palestra de Honra:

“A língua como ficção em Agualusa”

*Isabel Pires de Lima, Professora catedrática da Faculdade de Letras – Universidade do Porto.

Macau

17:30

 

“O diálogo cultural China – Macau – Brasil – América latina”

*Jorge Lobo do Amaral, vice-presidente do Instituto Internacional de Macau

 

 

18h

Mesa Redonda: Brasil: Língua e Literatura

Presidente: Irmã Maria das Graças Soares da Costa, Diretora-geral da Faculdade Frassineti do Recife – Fafire.

Mediador:

“ A vida e a formação poética de João Cabral de Mello Neto”

* Selma Vasconcelos, Prof. Dr. UBE_PE Universidade de Pernambuco.

 

 

Quinta-feira: 11 de Novembro de 2010

Faculdade Frassinetti do Recife FARIRE

Auditório 3º andar

 

14h

Mesa-redonda: “Portugal – Língua e Literatura:

A Fundação Eça de Queiroz – e o Centenário da República Portuguesa.” 

Presidente da Mesa: Adriano José da Fonte Moutinho, vice-cônsul de Portugal no Recife.

 

14h30minh 

 

– «Primeira República Portuguesa (1910-1926): um balanço contraditório»

* (Manuel Loff, Doutor em História do século XX pela Universidade Europeia de Florença – Professor da Universidade do Porto),

«Geração de 70: República antes da República»

*Irene Fialho queirosiana especialista em crítica textual, Mestre em Estudos Portugueses pela UNLisboa e Membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz.

«A República das Letras».

*Isabel Pires de Lima, Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

“Revolução pela Palavra: a Geração de 70 e a República Portuguesa”

Dagoberto Carvalho Jr, médico, professor, escritor Presidente da Sociedade Eça de Queiroz do Recife.

16h

 

Intervalo

 

 

16h30minh

 

Recital de Poesia da Neolatinidade

 

Poetas: * Lourdes Sarmento, Brasil.

            * Martin Palácios, Argentina/Uruguai.

17h

: “Fernando Pessoa e a literatura dita popular”.

*Arnaldo Saraiva, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

17h30

*Laura Areias, escritora e Diretora do Gabinete Português de Leitura.

18h Palestra de Honra:

 

“A poesia latinoamericana nos inícios do século XXI”

Antonio Miranda, poeta, escritor, Diretor da Biblioteca Nacional de Brasília.

 

Sexta-feira: 12 de Novembro de 2010

14h

Presidente da mesa: Amândio Silva, Presidente da Associação Mares Navegados, Portugal.

Mesa redonda:

“Os Extremos da Neolatinidade: A Ásia latina”

Goa: “A Língua Portuguesa e o diálogo Brasil – Índia”

*Dilip Luondo, escritor, tradutor, Goa, Índia. (A CONFIRMAR)

 

 “História que conta estória. a experiência pós-colonial na escrita de Lilia   

  Momple”.

* Zuleide Duarte, ensaísta, Professora do Departamento de Letras da Universidade de Campina Grande, Paraíba.

 

15h

 

“A obra poética de Sophia de Melo Breyner”

*Maria de Lourdes Hortas, Poeta – Diretora Cultural do Gabinete Português de Leitura do Recife

 

 

“A poesia equatoriana no século XX”

 Eduardo Mora Andes

 Escritor e embaixador da República do Equador no Brasil

 

18h

 

Conferência de Encerramento: “Pluriculturalidad y Plurilinguismo: dos ejes básicos para el Diálogo”

 

Conferencista:  *  Embaixador José Luis Dicenta, Secretário-geral da União Latina.

 

 

19H

Cerimônia de Encerramento.

 

Humberto França, Fundador e coordenador-geral do Movimento  Festlatino.

 

 

Comissão organizadora do IV Festlatino

Humberto França, Festlatino

Alexandre Furtado

Selma Vasconcelos

Cássio Cavalcante

Vera Sato

 

Humberto. Franca

Coordenador-geral do II Festlatino

Av. 17 de Agosto, 2187 –

Casa Forte

Recife – PE – Brasil

CEP. 52061-540

FONE: 81.30.73.6341

Ópera “O Morcego” – Johann Strauss

A CORE (COMPANHIA DE ÓPERA DO RECIFE) APRESENTA:     

        ÓPERA O MORCEGO – JOHANN STRAUSS

 

        Local: Teatro de Santa Isabel

        Data: 4 a 6 de novembro de 2010 às 20horas

                      7 de novembro de 2010 às 19horas

        Ingressos a venda na bilheteria do Teatro – R$ 30,00 (trinta reais); R$ 15,00 (meia)          

         Ópera cômica em três atos do compositor austríaco Johann Strauss que conta a história do Dr. Falke – O Morcego com Solistas, Coro, Orquestra e Bailarinos

        SINOPSE

       As vésperas de um baile na residencia do príncipe Orlofsky, o barão deve se apresentar na prisão para cumprir oito dias por desacato a uma autoridade. Seu amigo, Dr. Falke, o convence a não se entregar naquela noite e ir ao baile. No ano anterior Falke, vestido de morcego, foi vitima de uma brincadeira de Eisenstein e abandonado, fantasiado e embriagado, em uma praça publica, ficando ridicularizado pela população local pela manhã. Secretamente Falken convence a empregada, Adele a ir ao baile também, e depois a mulher de Eisentein, Rosalinde, para ir com uma máscara. Os próximos dois atos contam os encontros e desencontros dos personagens no baile e depois na delegacia de polícia.

“Improvável”

Thaianne Cavalcanti é Ela e Juan Guimarães é Ele, confinados numa relação fragmentada desencadeando um turbilhão de emoções e paixões num clima tenso e contundente.

Uma tensão em direção a uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida, numa característica de seres finitos e imperfeitos.
Coreografia de Juan Guimarães e Texto e Direção de Jorge Féo, baseado no romance de Raduan Nassar – Um copo de cólera.

Imagens do espetáculo: http://www.youtube.com/jjuanguim 
 

Ficha técnica:
 
Texto e Direção: Jorge Féo
Preparação Corporal e Coreografia: Juan Guimarães
Elenco: Thaianne Cavalcanti e Juan Guimarães
Maquiagem: Thaianne Cavalcanti
Cenário: Jorge Féo
Figurino: Carol Monteiro
Pesquisa de Trilha: Juan Guimarães
Edição de Trilha: Gustavo Arruda
Plano e Execução de Luz: Cleison Ramos
Fotos e Designer Gráfico: Juan Guimarães
Sonoplastia: Eduardo Carvalho
Bilheteria: Tatyanne Cardoso
Produção: Jorge Féo, Juan Guimarães e Thaianne Cavalcanti
Realização: Espaço MUDA
 

Juan Guimarães
 
(81) 8807 1651
www.sojuan.blogspot.com
www.twitter.com/juanguimaraes
www.youtube.com/jjuanguim
www.facebook.com/#!/profile.php?id=100000500672963

Improvável

Patricia Tenório

30/10/10

Improvável esquecer

Improvável te amar

Nas ondas passam

Faíscas

Cancelas

Borbulham desejos

Aparam arestas

Caminha entre espinhos

A entrega

Daquilo que tece

Incendeia

A última brecha

Batuques

Lampejos

Do meu ser no seu

Da porta entreaberta

Do que eu sou e sei

Procuro carregar no espírito

A última cena

Teu beijo

Abraço

Amor

Num Copo de Cólera

De um

Improvável

Coração