Posts com Convites

Índex* – Abril, 2018

O mito

Abriu as portas

Do meu coração 

Aflito

E fez explodir 

As cores do

Arco-íris 

O ritmo do

Tambor

Até acalmar

E acalmando

Esse longo

Corpo

Que se chama

Amor

(“Abriu as portas do infinito”*, Patricia Gonçalves Tenório, 07/04/2018, 15h30)
* Após o II Encontro dos Estudos em Escrita Criativa – Recife – PE.

 

As portas infinitas da Escrita Criativa no Índex de Abril, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa – Recife e Porto Alegre – Abril, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & convidados.

POR QUE RAIMUNDO CARRERO | Flávia Suassuna (PE – Brasil).

Poema de José Mário Rodrigues (PE – Brasil) enviado por George Barbosa (PE – Brasil).

Uma promessa de amor | Mara Narciso (MG – Brasil).

E muito obrigada pelo carinho e participação, a próxima postagem será em 27 de Maio de 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – April, 2018

 

The myth

Opened the doors

From my distressed

Heart

And made it explode

The colors of the

Rainbow

The pace of the

Drum

Even calming

And soothing

This long

Body

That is called

Love

(“Opened the doors of the infinite”, Patricia Gonçalves Tenório, 04/07/2018, 3:30 p.m.)

* After the II Encounter of Studies in Creative Writing – Recife – PE.

 

The infinite doors of Creative Writing in the Index of April, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Studies in Creative Writing – Recife and Porto Alegre – April, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & guests.

WHY RAIMUNDO CARRERO | Flávia Suassuna (PE – Brasil).

Poem by José Mário Rodrigues (PE – Brasil) sent by George Barbosa (PE – Brasil).

A promise of love | Mara Narciso (MG – Brasil).

And thank you very much for the affection and participation, the next post will be on May 27, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** “Sonho de Ícaro”, de Biafra. “Icarus Dream”, from Biafra.

Estudos em Escrita Criativa – Recife e Porto Alegre – Abril, 2018

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De 1902 a 1907, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, reunia, nas quartas-feiras à noite, em sua residência na Berggasse, 19, discípulos, pares, educadores, intelectuais, tais como Otto Rank, Alfred Adler, Max Graf, Wilhelm Stekel e Max Kahane. Este grupo cresceu e deu origem à Sociedade (Associação) de Psicanálise de Viena.

Nesta quarta 25/04/2018, sob as bênçãos de um dos baluartes da Escrita Criativa do país, o escritor e professor da PUCRS Luiz Antonio de Assis Brasil, inauguramos uma ponte entre duas das cidades mais ricas em escritores: após os dois encontros em Recife, tivemos o primeiro encontro dos nossos Estudos em Escrita Criativa de Porto Alegre.

Como havíamos imaginado, a busca por cursos no formato dos EEC’s superaram nossas expectativas e nos animaram a continuar no caminho dos teóricos de várias áreas de conhecimento e artistas de outras artes relacionados a cada tema, do exercício prático provocado, iluminado pela teoria, e dos testemunhos de escritores locais sobre seus processos criativos.

Trazemos para o nosso blog neste post alguns exemplos de textos dos participantes das duas cidades.

E, quem sabe, formemos, em um futuro breve, a Sociedade Brasileira de Escrita Criativa?

Agradeço o carinho e a força de cada participante, escritores e escritoras convidados, grande abraço e até breve,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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DITIRAMBO PARA O RENASCIDO

Antonio Aílton

Contato: ailtonpoiesis@gmail.com

 

 

Noite após noite me despedaço

e desespero, desmembrado

como um copo de vinho que serve ao

desregramento

e depois se quebra no cimento

vaza no tempo, para um tempo

antes de mim

Ali na rua há um lamento

e me pergunto

se sou vítima ou assassino

se sou o lance sem jogo do mendigo

Há uma lua, mas o que todos vêem

senão o sangue antigo? E no entanto

eu não seria

se não pudesse renascer, mesmo

quando lixo, cão mordido

Em breve estarei inteiro

para enfrentar o carro de Apolo

junto com as abelhas, as mulheres

os campos, os girassóis

Eu, taça reerguida quando vinho

e mosto renascido

− Dioniso

 

 

[Desafio 15min]

II Encontro dos Estudos em Escrita Criativa

Recife – PE, 07 de abril de 2018

 

NA FLOR DA VAIDADE

Bernadete Bruto

Contato: bernadete.bruto@gmail.com

 

 

Olhei nas águas límpidas daquele rio. Minha haste envergou um pouco. Contorcidamente descobri não ser mais aquela… Meu Deus! Uma simples margarida presa à terra, subjugada a uma condição inusitada, enraizada! Aprisionada no tempo e no espaço, tudo por conta do orgulho…

Desejei ser algo mais, muito maior que Deus, que os outros? Encantei-me com a cantiga maviosa do mundo dizendo ser eu tão especial… Agora, na simplicidade da flor, na maturidade da vida, despetalo-me toda.

Logo, descubro que o exercício da escrita fez-me voltar a quem sou e posso repensar sobre a vaidade. Sair um pouco do foco do espelho, voltando a ser no mundo uma simples flor.

 

Recife, 7 de abril de 2018.

 

SALOMÉ

Elba Lins

Contato: elbalins@gmail.com

 

Mãe!

Tu me pedes, me imploras

Uma dança para o Rei.

Queres que, com meus encantos

O conquiste para ti.

Queres que eu ajude

A tirar do mapa Batista.

 

Bem sabes que

Com minha dança

Ele, o Rei,  que já rodeia meus passos

Será meu em definitivo

E a cabeça do Batista

Não te trará de volta

Um amor que será meu.

 

Mas, tenho em mim a chave

Que abrirá  as portas desta prisão

Minha vingança será maior…

Cada véu que retirar do meu corpo

Será a corda

Que tirará Herodes, deste mundo.

E finalmente dançarei…

Para o Batista,

Que já ocupa minha alma.

Para o Batista,

Que não se deixa seduzir.

Batista, cuja alma etérea flutua no espaço

E me conduzirá enfim

Para o caminho de volta a mim mesma.

 

Qual Medéia às avessas

Engolirei as tramas da minha mãe,

Através da minha própria trama saturnina.

Reinarei noutro reino diferente do teu,

Tirarei, não tua vida

Tirarei de ti a morte

Que não pode roubar a minha vida.

 

Recife, 07/04/2018

 

Gabi Vieira

Recife, 07/04/2018

Contato: gabi.vieira.araujo@gmail.com

 

Todas as crianças crescem, menos uma.

E todas as crianças ouvem essa mesma história, quando ainda deixam a janela destrancada na esperança de que um menino sapeca e sorridente venha buscá-las e levá-las para o lar de seus sonhos, voando nas costas do vento.

E, muito provavelmente, todas essas crianças desejam ser como ele, livres para voar com as fadas, nadar com as sereias, dançar com os peles-vermelhas ou enfrentar piratas. Livres para viver na Terra do Nunca, acompanhando os Meninos Perdidos em incontáveis aventuras.

Afinal, que criança nunca sonhou em ser Peter Pan?

Fugir das obrigações, da escola, das exigências dos pais e, principalmente, do medo de tornar-se um adulto, esquecendo-se do como voar. Porque, quando se cresce, se esquece do como voar. Adultos não têm a alegria, nem a inocência das crianças. Nem se quisessem, poderiam alçar voo.

Porém, não posso deixar de me questionar, a quase adulta que sou, do modo que já fez J. M. Barrie, se o próprio Peter não desejava ser como as outras crianças, as crianças comuns. Ele possui alegrias que essas crianças nunca poderiam ter, mas, ao observá-las no cantinho da janela de seus quartos, enquanto eles brincam com o pai ou são postos para dormir pela mãe com beijos e abraços, observa também a única alegria que nunca poderá ter.

Mesmo assim, ele volta para casa, acompanhado da fiel amiga Sininho, voando com o vento e deixando um rastro de risada por onde passa, como faz a cauda das estrelas cadentes.

Porque todas as crianças crescem.
Menos uma.

 

Giliard Barbosa

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: barbosagiliard@gmail.com

 

Onde estás, criança?

 

Carrego comigo teu cesto vazio

As uvas que sorverias

Ácidas estão

 

Onde estás, criança?

 

A areia da praia a demarcar teus passos

A água marinha a irmanar feridas

 

Onde estás, criança?

 

De meu próprio barro dei-te forma e luz

Das dores profanas és a mais contumaz

 

Onde estás, criança?

 

Raízes formei em meio às dunas

O vento já leva o que de ti ficou…

 

Onde estás, criança?

 

Um lago se forma onde nos perdemos

A rosa dos ventos parou de girar

 

Onde estás, criança?

 

Já não há mais remos nas águas do tempo

Já não há areia que deseje o mar…

 

Onde estás, criança?

 

Perdi-me no tempo a mirar espelhos

Perdi-me de ti, perdi-me do mar…

 

Onde estás, criança?

Onde estou?

 

Ina Melo

Recife, 07/04/2018

Contato: ina.melo2016@gmail.com

 

Ao criar o mundo, Deus ante toda aquela grandeza, vislumbrou ao seu redor e sentiu-se só. Até para Ele o silêncio e a solidão sufocavam.  Mesmo vibrando com o cantar dos pássaros, o ruído das selvas e o silvar dos ventos, faltava a palavra – uma voz! Então, no imaginário masculino, arrancou de Si uma costela e criou Eva. Linda, pura e falante. Agora não mais era um, porém dois. Deixou-os donos do Paraíso.  O amor surgiu das pequenas fagulhas de fogo que ardiam nas cinzas. Mas Eva descobriu a vaidade vendo a  sua imagem refletida nas águas transparentes. Depois encontrou o sonho e dele se embriagou. Via as borboletas e quis voar. Conhecer o néctar das novas flores. Mergulhar em mares bravios! E assim foi se afastando do amado. Esqueceu de que, para ser feliz, teria que compartilhar emoções.  Foi quando o Paraíso escureceu e o céu começou a lançar raios de fogo gritando forte, estremecendo árvores. Águas inundaram os prados. Eva procurou abrigo nos braços do amado e não o encontrou. Tremeu de medo.  Inquietou-se. Correu debaixo da tempestade e foi para o mais alto rochedo e lá abrindo os braços respirou e com asas de plumas voou. Primeiro não encontrou nada diferente. O mundo era igual e o mar também.  Quando não era dia, era noite. A mulher Ícaro viu que o sonho não existia, era apenas poesia!

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VOAR… VOAR…

João Orlando Alves

(Membro da UBE-PE)

Recife, 07/04/2018

Contato: joaoorlandoalves@yahoo.com.br

 

“Um pouco de persistência e esforço e o que seria um

retumbante fracasso vira um glorioso sucesso”

(Elbert Hubrard – Escritor Americano)

 

O grande momento da criação externa-se quando o hábil executor em movimentos à busca da perfeição, de súbito, por um acaso ou gesto imperfeito, a arte se pronuncia em toda beleza, exprimindo um querer que estava oculto.

Na aventura de Ícaro olvidou-se do martelar insistente que trabalha a forma da existência da obra. O dar asas à imaginação envolve um “estalo” espiritual que compreende uma produção sublime com mistérios e marcas do tempo.

Faltou a Ícaro, sem ouvir o canto da sereia, transmudar-se num pássaro ou no homem de aço e exercitar o sonho do gênero humano.

Encantar-se com as aves, dominando os céus, não basta, urge descobrir-se inteirado no projeto do desejo; deixar-se encontrar como no retrogosto de um trago de bebida que se assoma com essencialidade.

O voo desse vivente fora eterno enquanto durou o sonho; ousar é recomendado, mas a escolha recaindo no tempo enquanto tempo de amar.

 

Luciana Beirão de Almeida

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: lubeirao@hotmail.com

 

Espelho, espelho meu,

Quem é mais lindo do que eu?

 

Inquieto,

me debruço sobre a água.

 

Silêncio…

 

A imagem tortuosa não é bem o que eu imaginava.

Jogo uma pedrinha na superfície,

que afunda.

 

Círculos movimentando a imagem,

como quebra-cabeça.

 

Em partes.

 

Facelado.

 

Sequelado.

 

Olho ao redor da imagem daquele rosto

agora já não tão bonito…

e vejo a natureza.

 

Interagindo forte,

bonita,

inteira.

 

Esta sim, em conjunto com a minha imagem, forma uma beleza única. Completa. Viva.

Me levanto e vou aproveitar aquele belo momento, pleno, que me transmite paz.

 

 

SOU PÁSSARO

Monique Becher

Recife, 07/04/2018

Ícaro - Monique

 

O amor se apodera do meu ser qual luz do sol ou piscar de estrelas.
De tão natural, sinto-me singela,
translúcida.
Minha cabeça levita.
Delicio-me com este sentimento
mitológico dos seres felizes.
Sou esvoaçante qual Ícaro.
Minhas asas diáfanas conduzem-me ao etéreo.
Sou possibilidades.
Multiplico-me.
Alço voos inimagináveis.
Vivo amores perfeitos.
Conduzo-os ao infinito do
horizonte.
Minhas vestes translúcidas
r o d o p i a m .
Seguem as curvas do vento
num b a i l a d o  m á g i c o
regido pelo s u s s u r r o
das palavras
Voláteis
E   N   A   M   O   R   A   D   A   S
Esta musicalidade me fascina.
Paira no espaço.
E  T E  R  N  I  Z A – SE  …
No meu SER.
Os segredos dos pássaros livres
proclamam a independência.
S O U   P Á S S A R O !!!
Decifro os enigmas humanos.
Fito o horizonte.
V I S L U M B R O   D   E   U   S
Fujo de mim mesma.
Encontro-me no reino mágico
do reflexo
do meu espelho
VITAL.

 

 

Rodrigo Ribeiro

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: digocr@gmail.com

 

Édipo briga com o homem na estrada, mas na iminência de matá-lo lembra da esfinge, enxerga o destino prestes a acontecer e conclui que aquele só pode ser seu pai. Se conciliam. O pai, agradecido por ser poupado e vendo-se mais velho, resolve exilar-se nas montanhas para sempre, a fim de evitar a tragédia.

 

Da mesma forma, ao querer casar com a mãe, identifica-a justamente por reconhecer a premonição. Desistem do casamento.
Mesmo com o pai longe, Édipo vive transtornado por saber que não poderá contrariar a esfinge: um dia irá matá-lo. Está sempre atormentado sobre como isso acontecerá, medindo todos os passos, sentindo angústia insuportável. Para se libertar desta prisão mental, manda matar logo o pai.
Em vez do alívio que desejava, agora ele passa a estar perturbado pela ação hedionda que tomou, e se torna uma pessoa ruim. Por ganância, quer ser rei, mas as pessoas não acreditam que ele é filho da rainha. Então, para ter poder e fortuna, casa-se com a mãe.

 

Sala de imprensa:

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Diário de Pernambuco, Opinião, 19/04/2018

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Diário de Pernambuco – Viver – 23/04/2018

Próximos encontros:

Cartaz A3

Estudos em Escrita Criativa - Porto Alegre

 

 

 

Índex* – Março, 2018

Quem espera

É um coração 

Valente

Que não cansa

De sonhar

Que não deixa 

De lutar

Por um pedacinho 

De sol

Um lugarzinho 

Que possa

Chamar de seu

E revele

A imensidão

De sua

Escrita

(“Quem espera não se cansa”, Patricia Gonçalves Tenório, 17/03/18, 10h50)

 

Um coração valente no Índex de Março, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa – Março, 2018 – Recife – PE | Com Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil), Bernadete Bruto (PE – Brasil), Cilene Santos (PE – Brasil), Ina Melo (PE – Brasil), Gabi Cavalcanti (PE – Brasil), Inalda Dubeaux Oliveira (PE – Brasil), Maria Eduarda Tenório de Oliveira e Silva (PE – Brasil).

Poema de Alcides Buss (SC – Brasil).

Encontros entre poetas: as cartas de Geraldino Brasil (AL/PE – Brasil) e de Jaime Jaramillo Escobar (Colômbia) | Organização Beatriz Brenner (PE – Brasil).

Cadê Miguel? | Carol Bradley (PE – Brasil).

Branca de Neve e os sete anões: Uma releitura em versos | Cilene Santos (PE – Brasil).

Agradeço a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 29 de Abril, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – March, 2018

 

Who waits

Is a brave

Heart

That does not get tired

From dreaming

That does not leave

To fight

For a little bit

Of Sun

A little place

That can

Call your own

And reveal

The immensity

Of your

Writing

(“Who waits does not get tired”, Patricia Gonçalves Tenório, 03/17/18, 10h50)

 

A brave heart in the Index of March, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Studies in Creative Writing – March, 2018 – Recife – PE | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil), Ina Melo (PE – Brasil), Gabi Cavalcanti (PE – Brasil), Inalda Dubeaux Oliveira (PE – Brasil), Maria Eduarda Tenório de Oliveira e Silva (PE – Brasil).

Poem by Alcides Buss (SC – Brasil).

Encounters among poets: the letters from Geraldino Brazil (AL/PE – Brasil) and from Jaime Jaramillo Escobar (Colombia) | Organization Beatriz Brenner (PE – Brasil).

Where’s Miguel? | Carol Bradley (PE – Brasil).

Snow White and the Seven Dwarfs: A Rereading in Verses | Cilene Santos (PE – Brasil).

Thank you for the attention and the affection, the next post will be on April 29, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um pedacinho de sol para chamar de seu (Recife – PE, Brasil). A little piece of sun to call your own (Recife – PE, Brasil).

Estudos em Escrita Criativa – Março, 2018 – Recife – PE

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O primeiro encontro dos Estudos em Escrita Criativa em Recife – PE foi surpreendente. Sabíamos da demanda por um curso nesse formato, mas não esperávamos encontrar tantas pessoas interessadas, inteligentes e criativas em um mesmo espaço-tempo.

Tratamos do tempo em nosso primeiro encontro. Com teóricos e artistas relacionados ao tema na primeira parte do encontro, a apresentação de escritos próprios e de outros autores clássicos da literatura brasileira pela escritora e professora Flávia Suassuna, na parceria com a UBE, na terceira parte do encontro.

E os textos produzidos na segunda parte do encontro. Trago hoje alguns exemplos do “verdadeiro celeiro da nova literatura pernambucana” (Laura Cortizo).

Convidamos a participarem dos nossos próximos encontros de abril, 2018, tanto em Recife quanto, com a novidade da parceria com a PUCRS, também em Porto Alegre.

Agradecemos a atenção e o carinho, grande abraço e até breve,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Bernadete Bruto

Contato: bernadete.bruto@gmail.com

 

NA CADÊNCIA DO TEMPO        

 

Olhou o relógio, restavam 15 minutos. A angústia lhe tomou a alma e lhe arrastou a mente para o vazio… Olhos parados, boca seca, daquelas onde um bom copo de água amainaria sua sede de histórias, sem muita complicação e num compasso do tempo em ritmo de valsa. Ah, um Danúbio Azul para se escrever ou uma Primavera…

Sente essa falta, com o peito arfando, a caneta deslizando no papel e os conceitos se misturando na cabeça. A autoestima ou sei lá o quê tolhe os sentidos. Talvez escrever seja um motivo para se mostrar importante, interessante aos olhos alheios…

Será que lutar contra o tempo nessa angústia compensa as cores do ócio? Não sabe. Está imersa numa roda viva que o caos da modernidade lhe carregou já faz 10 anos. O tempo, sempre o tempo…

Neste momento, ouve que tem mais cinco minutos! Então, larga a caneta. Sorrindo, deixa o papel assim mesmo rabiscado, porque sabe que tem uma vida inteira para aprender sem compromissos com o tempo. Uma existência na qual o tempo passará na cadência que seu coração bater.

 

Recife, 10 de março de 2018.

 

Cilene Santos

Contato: cilenecaruaru2013@gmail.com

 

Te Vi

 

Num momento

Criei a tua imagem

E te vi, vindo ao meu encontro.

Te abracei, senti-me amparada

E, abraçando-te,

Também fui abraçada.

Mas foi tão lépido

O tempo em que te tive

A tua imagem em mim

Se esvaiu.

E sumiste na estrada

Que criei.

Guardei em mim os pedaços do momento

Em que’stavas no mundo que inventei.

Olho o relógio,

Minha hora está chegada.

Quinze minutos eu tive

Pra pensar

Que o teu amor ainda era meu.

 

 

Gabi Cavalcanti

Contato: gabi.vieira.araujo@gmail.com

 

Acordar do desmaio foi estranho.

Primeiro vieram os sons, ainda confusos na escuridão de meus olhos fechados – as sirenes, os gritos de diferentes pessoas proferindo diferentes palavras, o sonoro cair das gotas de chuva.

A luz que invadiu minha visão poderia ter me cegado – os postes na beira da rua, a luz vermelha das ambulâncias e o brilho nos olhos daqueles que me rodeavam. E talvez hoje eu desejasse que a luz tivesse, sim, me cegado, para que não guardasse na memória a imagem aterrorizante do carro capotado, dos vidros quebrados em cacos que se espalhavam em solidariedade com os pedaços do meu coração. Meu coração, estilhaçado ao sentir a ausência daquele que estivera ao meu lado antes da chuva levá-lo para longe de mim.

Quem sabe, se tal visão não estivesse tão pregada em meus olhos – tão concentrados no passado – eu pudesse olhar para o futuro com a alma mais leve.

 

Ina Melo

Contato: inamelo2016@gmail.com

 

A Menina e o Tempo

Imagem de Ina Melo

Nina surgiu entre as flores do jardim. Branca como a luz da manhã! Leve como a brisa suave da Primavera! O cheiro exalado do pequeno corpo, lembrava os campos de alfazema. Trazia nas mãos morangos silvestres,  que vez por outra mordiscava deixando os lábios vermelhos. Pássaros arrulhavam ao redor e o riso fácil explodia naquele amanhecer, onde o tempo, de ontem, hoje e amanhã surgia abraçado numa só felicidade!

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O Tempo

 

O tempo pra mim é o momento. O hoje. O agora. Nele eu vejo passar o filme de toda uma vida. Da infância à maturidade, logo seguindo para o entardecer que é finalmente, a velhice. O tempo é vida. É prazer. É luz e acima de tudo, o tempo é amor! (Escrita Criativa. 10/03/018)

 

Inalda Dubeux Oliveira

Contato: inaldaoliveira@uol.com.br

 

O RESULTADO DA PRESSA

 

Era uma tarde de verão e eu chegara da feira, cansada, ainda sentindo o cheiro dos legumes, frutas, peixes e demais componentes do que seria consumido por todos.

Na sala, logo percebi a bagunça normal e feliz deixada pelos meus dois filhos de 7 e 9 anos. Brinquei um pouco com eles e percebi que tinha pouco tempo para me preparar para o casamento ao qual deveria comparecer à noitinha.

Vestido longo, sapato alto, cabelo penteado, escolhi um perfume mais cítrico. Gostei de ver que o tecido do vestido era macio e não facilmente “machucável”.  Quase pronta! Como todo marido, o meu ficou pronto antes e desceu para tirar o carro da garagem.  Logo começou a buzinar impacientemente.

Quando já ia descer, claro que os dois meninos pegaram uma briga com tapas e pontapés que logo tive que apartar. Nova buzinada. Pego minha bolsa e corro.

Chego à igreja me achando linda: desfilo feliz da vida pela nave central, cumprimento os conhecidos, encontro meu lugar num banco e deposito minha bolsa ao meu lado. E levo um susto: entre mim e meu marido está uma bolsa de feira de vime, grande, quadrada e com alças de cordas. Pergunto ao marido – “de quem é esta bolsa?” – embora já saiba a resposta. Com a calma da inocência masculina ele responde: ”É sua, é claro. Você acabou de botá-la aí”.

Quase morta de vergonha, descubro que ao apartar a briga dos filhos e na pressa para descer correndo, peguei a bolsa de feira em vez da bolsa de toalete. E pensar que desfilei pela nave central da igreja….!

Ainda bem que o marido concordou em sair e levar a maldita bolsa a tiracolo para escondê-la no carro.

 

Maria Eduarda Tenório de Oliveira e Silva

Contato: duda.tenorio@hotmail.com

 

Sentada no chão, me proponho a criar através da presença. Esta presença, porém, tem resquícios do presente do passado, com a sugestão que me foi feita de escrevê-la. Ao me propor escrever sobre o que acontece agora, para ser lido no futuro do presente, que é, no mais profundo, apenas especulativo, observo diversos pensamentos que me atravessam para me tirar daqui e outros que estão diretamente conectados com o que está acontecendo agora.

Sinto um profundo bem-estar e expansão da minha percepção a agir sem só me jogar para frente, mas sim para dentro.

Me questiono quão para dentro posso ir, com um intenso pedido de que seja muito. Se estou aqui, que eu esteja aqui. Muito aqui. Sinto em minha mão meus músculos e nervos sendo trabalhados por escrever continuamente, sinto a posição do meu corpo inteiro e as sensações que dele emanam. Minhas pernas estão em uma posição que sempre gostei de ficar – percebo como esse agrado é uma ponte entre o passado e o presente – minhas costas estão confortáveis e minha respiração me massageia por dentro.

Percebo também as cores que meu campo de visão alcança. Sinto uma sensação muito aconchegante dos meus pés. É engraçado o exercício de escrever o presente antes que vire passado. É um bom tipo de história para se construir. Volto às cores. A capa da apostila amarela, contrastando com o misto de roxo em tons claros e escuros e azul do chão que me deixa feliz. Amarelo me remete à alegria, e roxo me remete à profundidade. Essa mistura combina com o que sinto ao fazer esse exercício. Mistério. Roxo também é mistério. O mistério do eterno agora e o caminho dentro dele. A empolgação, e alegria, e a leveza do amarelo para temperar. Cores unidas e alegria, como uma música que ouvi no passado, mas se integra com o que acontece. E mais uma – passado presente, participo sendo o mistério do planeta.

 

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Programação – Recife e Porto Alegre:

Cartaz A3

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Sala de imprensa:

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Índex* – Fevereiro, 2018

O gosto 

De tarefa cumprida

Quando

Se escreve

Um teorema

No mais alto

Grau

Do mais profundo

Âmago

De minha alma

Poeta

Se refaz

O mundo inteiro

Se constrói 

A mesma história 

Mas de maneira

Diferente 

Como se eu

Nascesse de novo

E transmutasse

Carne

Em verbo

Com forma

Cheiro

E cor

(“Quando se escreveu uma tese”, Patricia Gonçalves Tenório, 14/02/2018, 18h50 e 19h36)

 

A forma, cheiro e cor da Escrita Criativa no Índex de Fevereiro, 2018 do blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Homenagem a Jorge Tufic (AC – Brasil).

Mulheres fantásticas IV | A mulher papel | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

Mudando paradigmas | Mara Narciso (MG – Brasil).

“Avesso: o Livro da Insônia” | Henrique Beltrão de Castro (CE – Brasil).

“Crônicas de um sereno em duas rodas” | Tibério Pordeus (PE – Brasil).

Agradeço o carinho e atenção, a próxima postagem será em 25 de Março, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – February, 2018

 

 

The taste

Of completed task

When

We write

A Theorem

At the top

Degree

From the deepest

Heart

Of my poet

Soul

Is remapped

The whole world

Is constructed

The same story

But in a different

Way

 

As if I was

Born again

And transmuted

Flesh

In verb

With shape

Smell

And color

(“When we wrote a thesis”, Patricia Gonçalves Tenório, 02/14/2018, 6:50 p.m. and 7:36 p.m.)

 

The shape, smell and color of Creative Writing in the Index of February, 2018 of Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Studies in Creative Writing, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Homage to Jorge Tufic (AC – Brasil).

Fantastic Women IV | The woman paper | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

Changing Paradigms | Mara Narciso (MG – Brasil).

“The Book of Insomnia” | Henrique Beltrão de Castro (CE – Brasil).

“Chronicles of a Serene on Two Wheels” | Tiberius Pordeus (PE – Brasil).

Thanks for the care and attention, the next post will be on March 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** O arco-íris da Escrita Criativa em Recife, Pernambuco. The rainbow of Creative Writing in Recife, Pernambuco. 

Estudos em Escrita Criativa, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório*

O que?

 

Os Estudos em Escrita Criativa nasceram em agosto de 2016 na necessidade de compartilhar tudo o quanto eu estava apreendendo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, tudo o quanto eu havia apreendido na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, tudo o quanto eu havia apreendido a vida inteira, desde que iniciei meus estudos em ambiente extra-acadêmico em 2005.

Cada escritor tem um processo diferente na preparação para construir a própria obra. No meu caso, sinto que a teoria literária alargou a poesia, a crítica engrandeceu a ficção. Foram barro para meus vasos em flor.

Existe ainda muito preconceito em relação à Escrita Criativa. De que os escritores não precisam estudar para criar. De que a teoria engessa a ficção. De que o escritor nasce pronto.

Mas a origem da Escrita Criativa vem dos tempos ancestrais. Reza a lenda que a mãe de Virgílio, o autor da Eneida, sonhou quando grávida com um loureiro. Consultou um mágico e este revelou, para alegria da futura mãe, que o filho seria um grande poeta. Mas advertiu: ela deveria enviá-lo para Roma para que aprendesse com os grandes poetas da época.

Guy de Maupassant bebia em Gustave Flaubert. Virgínia Woolf compartilhava os segredos em diários. Henry James derramava em cadernos a arte da ficção. Autran Dourado explicava as técnicas de carpintaria dos textos. João Cabral matematicamente limava os versos. Na França, encontramos os Ateliers d’Écritures, nos anos 60 do século XX com Elisabeth Bing; na Espanha, os Talleres, Factoria de Alquimia Literaria; no México, o Grupo El Paso, Maestria em Creación Literaria; na Argentina, Ricardo Piglia.

E quantas oficinas de poesia e de ficção pelo Brasil inteiro: Bernadete Bruto (PE), Raimundo Carreiro (PE), Sidney Nicéas (PE), Paulo Caldas (PE), Fernando de Mendonça (SP/SE), Igor Gadioli (PB/SE), Laura Erber (RJ), Luiz Rufatto (MG/SP), Marcelino Freire (PE/SP), Alexandra Lopes (DF/RS), Gustavo Czekster (RS), e inúmeros outros escritores, até chegarmos ao único Programa de Pós–graduação com mestrado e doutorado em Escrita Criativa do país na PUCRS com Luiz Antonio de Assis Brasil (RS).

Os Estudos em Escrita Criativa, 2018 vêm com a proposta de tentar englobar diversas técnicas. Nos alimentaremos do fazer artístico dos escritores clássicos, assim como da teoria da literatura e outras áreas de conhecimento (filosofia, psicanálise, semiótica), outras artes conjugadas (cinema, fotografia, artes plásticas), receberemos escritores locais e seus processos criativos, para que, lembrando o saudoso poeta e escritor Ariano Suassuna no seu Iniciação à estética, munidos da técnica, ou estudo contínuo, e do ofício, ou trabalho diário, quando a ave de rapina da inspiração criadora, ou forma, descer do sol com seu voo certeiro, estarmos preparados para dar o salto, e escrevermos uma obra de arte.

 

Quando?

 

Nossos Estudos começarão em 10 de março de 2018 na Livraria Cultura do Paço Alfândega, em Recife, PE. A próxima cidade a realizarmos nossos encontros será Porto Alegre, RS, cujas datas e escritores convidados serão informados em breve.

 

Como?

 

Os interessados devem enviar para o e-mail grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com uma pequena biografia, com dados para contato, produção de conteúdo (1 ou 2 contos/poesia) e responder à pergunta: Por que se interessa em participar dos EEC?. Outras informações serão disponibilizadas por e-mail e também nas redes sociais Facebook e Instagram(@estudosemescritacriativa).

 

Escritora, mestre em Teoria da Literatura (UFPE), doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS).

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Cartaz A3

Índex* – Janeiro, 2018

As palavras

Fizeram um acordo

Com a minha boca

E dela não saem mais

Fizeram um acordo

Com os olhos

E eles vão ler

Silenciosos

Com os ouvidos

E eles vão escutar

Estrelas

*

Porém

As palavras

Não conseguem

Adormecer 

As minhas mãos

Acordar com as minhas mãos

Uma página em branco

*

As mãos

São o instrumento 

Que me faz

Sentir humana

E sonhar

E perceber 

E escrever

A imensidão 

Do meu vazio

(“O ser e o nada”, Patricia Gonçalves Tenório, 14/01/2018, 17h55)

 

Uma página em branco a ser preenchida no Índex de Janeiro, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Um conto | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Contos de areia” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“Rio de Fogo” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Diversos.

Agradecemos a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 25 de Fevereiro, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index*, January, 2018

The words

Made a deal

With my mouth

And they do not leave it any more

Made a deal

With the eyes

And they will read

Silent

With the ears

And they will listen

Stars

*

However

The words

They can not

Fall sleep

My hands

Wake up with my hands

A blank page

*

The hands

They are the instrument

That makes me

Feel human

And dream

And realize

And write

The immensity

Of my emptiness

(“Being and Nothing”, Patricia Gonçalves Tenório, 01/14/2018, 05:55 PM)

 

A blank page to be filled in the Index of January, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

A tale | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Tales from the sand” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“River of Fire” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Studies in Creative Writing – 2018 | Miscellaneous.

Thanks for the attention and the affection, the next post will be on February 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um verão em cor na praia de Boa Viagem – Recife – PE. A summer in color on Boa Viagem beach – Recife – PE.

Estudos em Escrita Criativa – 2018

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Escrita criativa para ampliar horizontes
Curso orienta sobre a técnica e estimula o prazer de escrever

Em tempos de redes sociais e muita tecnologia, restabelecer o prazer da escrita é um desafio que a premiada escritora pernambucana Patricia Gonçalves Tenório decidiu enfrentar. Para isso, criou os Estudos em Escrita Criativa (EEC), que promove este ano uma série de encontros mensais para discutir, estimular e difundir a técnica.

A primeira cidade a ser contemplada é Recife, PE, e os encontros serão realizados na Livraria Cultura do Paço Alfândega, sempre aos sábados, das 10h às 13h, mesclando conteúdos teóricos, exercícios práticos e apresentação de autores locais e seus processos criativos. Cada evento abordará um tema independente – possibilitando a participação não sequencial do público – e específico: O tempo (10/03); O mito (07/04); A viagem (12/05); A música (09/06); O amor (11/08); O sonho (01/09); A imagem (06/10) e O fogo (10/11).

Encantada pela Escrita Criativa, Patricia Tenório diz que o curso é voltado a todos que têm aproximação com a literatura e interesse na construção de ensaios teórico-poéticos, contos, romances, poemas. “A participação é ampla e irrestrita, sem limitação de idade, escolaridade ou qualquer outro impedimento”, explica.

Informações de inscrições pelo e-mail grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com. Os interessados devem enviar uma pequena biografia, com dados para contato, produção de conteúdo (1 ou 2 contos/poesia) e responder à pergunta: Por que se interessa em participar do EEC?. Outras informações serão disponibilizadas, ainda, nas redes sociais Facebook e Instagram(@estudosemescritacriativa).

A autora – Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004 e tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro (2008) por As joaninhas não mentem, e Primo Premio Assoluto (2017) por A menina do olho verde, ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio (Itália); Prêmio Vânia Souto Carvalho (2012) da Academia Pernambucana de Letras (PE) por Como se Ícaro falasse, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores (RJ) pelo conjunto da obra. Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, atualmente é doutoranda em Escrita Criativa na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Índex* – Dezembro, 2017

O menino

Se aproxima

E eu vejo

O seu andar

E eu sinto

O seu olhar

Bem aqui

Próximo ao meu

 

Passa o tempo

Passa a vida

Eu atrás 

Desse menino

Eu em busca

De uma história 

Que eu possa

Te contar

 

Para crer

Mais uma vez

Na bondade

Do menino

Na candura

De um Natal

Um Ano Novo

Que se aproxima 

Devagar

(“É outra vez”, Patricia Gonçalves Tenório, 13/12/2017, 05h20)

 

Um 2018 de muita Paz, Saúde, Luz & Escrita Criativa que se aproxima no Índex de Dezembro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie e Mamãe em 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

O livro das recordações | Coordenação: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Presentes do Poeta de Meia-Tigela / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

E obrigada por tudo nesse 2017 que finaliza hoje…

Janeiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

Fevereiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

Março, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

Abril, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

Maio, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

Junho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

Julho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

Agosto, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

Setembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

Outubro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

Novembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… a próxima postagem será em 28 de Janeiro, 2018, um grande abraço, e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – December, 2018

 

 

The boy

Gets closer

And I see

His walking

And I feel

His look

Right here

Next to mine

 

Passes the time

Goes the life

And I’m looking for

This boy

And I’m looking for

A story

That I can

Tell you

 

To believe

Once again

In the kindness

Of the boy

In the candidness

Of a Christmas

A New Year

That gets closer

Slowly

(“It’s another time,” Patricia Gonçalves Tenório, 12/13/2017, 05:20 a.m.)

 

A 2018 full of Peace, Health, Light & Creative Writing getting closer in the December Index, 2017 on Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Study Group on Creative Writing – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie and Mama in 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

The book of memories | Coordination: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Gifts of the Poet of Half-Bowl / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

And thank you for everything in 2017 that ends today…

January, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

February, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

March, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

April, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

May, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

June, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

July, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

August, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

September, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

October, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

November, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… the next post will be on January 28, 2018, a big hug, and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um Ano Novo se aproxima. A New Year gets closer.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018

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O tempo                                     A viagem

                         O amor                            A imagem    

O mito                                        A música

                         O sonho                           O fogo

Encontros mensais e temáticos para, a partir da Teoria, estimular a Criatividade na Escrita de Ficção, Poesia, Ensaios Teórico-Poéticos. Em cada cidade, participação especial de escritores locais falando sobre seus processos criativos.

* Patricia Gonçalves Tenório é escritora, mestre em Teoria da Literatura (UFPE), doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS).