Posts com Teatro

Índex* – Abril, 2018

O mito

Abriu as portas

Do meu coração 

Aflito

E fez explodir 

As cores do

Arco-íris 

O ritmo do

Tambor

Até acalmar

E acalmando

Esse longo

Corpo

Que se chama

Amor

(“Abriu as portas do infinito”*, Patricia Gonçalves Tenório, 07/04/2018, 15h30)
* Após o II Encontro dos Estudos em Escrita Criativa – Recife – PE.

 

As portas infinitas da Escrita Criativa no Índex de Abril, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa – Recife e Porto Alegre – Abril, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & convidados.

POR QUE RAIMUNDO CARRERO | Flávia Suassuna (PE – Brasil).

Poema de José Mário Rodrigues (PE – Brasil) enviado por George Barbosa (PE – Brasil).

Uma promessa de amor | Mara Narciso (MG – Brasil).

E muito obrigada pelo carinho e participação, a próxima postagem será em 27 de Maio de 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – April, 2018

 

The myth

Opened the doors

From my distressed

Heart

And made it explode

The colors of the

Rainbow

The pace of the

Drum

Even calming

And soothing

This long

Body

That is called

Love

(“Opened the doors of the infinite”, Patricia Gonçalves Tenório, 04/07/2018, 3:30 p.m.)

* After the II Encounter of Studies in Creative Writing – Recife – PE.

 

The infinite doors of Creative Writing in the Index of April, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Studies in Creative Writing – Recife and Porto Alegre – April, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & guests.

WHY RAIMUNDO CARRERO | Flávia Suassuna (PE – Brasil).

Poem by José Mário Rodrigues (PE – Brasil) sent by George Barbosa (PE – Brasil).

A promise of love | Mara Narciso (MG – Brasil).

And thank you very much for the affection and participation, the next post will be on May 27, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** “Sonho de Ícaro”, de Biafra. “Icarus Dream”, from Biafra.

Estudos em Escrita Criativa – Recife e Porto Alegre – Abril, 2018

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De 1902 a 1907, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, reunia, nas quartas-feiras à noite, em sua residência na Berggasse, 19, discípulos, pares, educadores, intelectuais, tais como Otto Rank, Alfred Adler, Max Graf, Wilhelm Stekel e Max Kahane. Este grupo cresceu e deu origem à Sociedade (Associação) de Psicanálise de Viena.

Nesta quarta 25/04/2018, sob as bênçãos de um dos baluartes da Escrita Criativa do país, o escritor e professor da PUCRS Luiz Antonio de Assis Brasil, inauguramos uma ponte entre duas das cidades mais ricas em escritores: após os dois encontros em Recife, tivemos o primeiro encontro dos nossos Estudos em Escrita Criativa de Porto Alegre.

Como havíamos imaginado, a busca por cursos no formato dos EEC’s superaram nossas expectativas e nos animaram a continuar no caminho dos teóricos de várias áreas de conhecimento e artistas de outras artes relacionados a cada tema, do exercício prático provocado, iluminado pela teoria, e dos testemunhos de escritores locais sobre seus processos criativos.

Trazemos para o nosso blog neste post alguns exemplos de textos dos participantes das duas cidades.

E, quem sabe, formemos, em um futuro breve, a Sociedade Brasileira de Escrita Criativa?

Agradeço o carinho e a força de cada participante, escritores e escritoras convidados, grande abraço e até breve,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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DITIRAMBO PARA O RENASCIDO

Antonio Aílton

Contato: ailtonpoiesis@gmail.com

 

 

Noite após noite me despedaço

e desespero, desmembrado

como um copo de vinho que serve ao

desregramento

e depois se quebra no cimento

vaza no tempo, para um tempo

antes de mim

Ali na rua há um lamento

e me pergunto

se sou vítima ou assassino

se sou o lance sem jogo do mendigo

Há uma lua, mas o que todos vêem

senão o sangue antigo? E no entanto

eu não seria

se não pudesse renascer, mesmo

quando lixo, cão mordido

Em breve estarei inteiro

para enfrentar o carro de Apolo

junto com as abelhas, as mulheres

os campos, os girassóis

Eu, taça reerguida quando vinho

e mosto renascido

− Dioniso

 

 

[Desafio 15min]

II Encontro dos Estudos em Escrita Criativa

Recife – PE, 07 de abril de 2018

 

NA FLOR DA VAIDADE

Bernadete Bruto

Contato: bernadete.bruto@gmail.com

 

 

Olhei nas águas límpidas daquele rio. Minha haste envergou um pouco. Contorcidamente descobri não ser mais aquela… Meu Deus! Uma simples margarida presa à terra, subjugada a uma condição inusitada, enraizada! Aprisionada no tempo e no espaço, tudo por conta do orgulho…

Desejei ser algo mais, muito maior que Deus, que os outros? Encantei-me com a cantiga maviosa do mundo dizendo ser eu tão especial… Agora, na simplicidade da flor, na maturidade da vida, despetalo-me toda.

Logo, descubro que o exercício da escrita fez-me voltar a quem sou e posso repensar sobre a vaidade. Sair um pouco do foco do espelho, voltando a ser no mundo uma simples flor.

 

Recife, 7 de abril de 2018.

 

SALOMÉ

Elba Lins

Contato: elbalins@gmail.com

 

Mãe!

Tu me pedes, me imploras

Uma dança para o Rei.

Queres que, com meus encantos

O conquiste para ti.

Queres que eu ajude

A tirar do mapa Batista.

 

Bem sabes que

Com minha dança

Ele, o Rei,  que já rodeia meus passos

Será meu em definitivo

E a cabeça do Batista

Não te trará de volta

Um amor que será meu.

 

Mas, tenho em mim a chave

Que abrirá  as portas desta prisão

Minha vingança será maior…

Cada véu que retirar do meu corpo

Será a corda

Que tirará Herodes, deste mundo.

E finalmente dançarei…

Para o Batista,

Que já ocupa minha alma.

Para o Batista,

Que não se deixa seduzir.

Batista, cuja alma etérea flutua no espaço

E me conduzirá enfim

Para o caminho de volta a mim mesma.

 

Qual Medéia às avessas

Engolirei as tramas da minha mãe,

Através da minha própria trama saturnina.

Reinarei noutro reino diferente do teu,

Tirarei, não tua vida

Tirarei de ti a morte

Que não pode roubar a minha vida.

 

Recife, 07/04/2018

 

Gabi Vieira

Recife, 07/04/2018

Contato: gabi.vieira.araujo@gmail.com

 

Todas as crianças crescem, menos uma.

E todas as crianças ouvem essa mesma história, quando ainda deixam a janela destrancada na esperança de que um menino sapeca e sorridente venha buscá-las e levá-las para o lar de seus sonhos, voando nas costas do vento.

E, muito provavelmente, todas essas crianças desejam ser como ele, livres para voar com as fadas, nadar com as sereias, dançar com os peles-vermelhas ou enfrentar piratas. Livres para viver na Terra do Nunca, acompanhando os Meninos Perdidos em incontáveis aventuras.

Afinal, que criança nunca sonhou em ser Peter Pan?

Fugir das obrigações, da escola, das exigências dos pais e, principalmente, do medo de tornar-se um adulto, esquecendo-se do como voar. Porque, quando se cresce, se esquece do como voar. Adultos não têm a alegria, nem a inocência das crianças. Nem se quisessem, poderiam alçar voo.

Porém, não posso deixar de me questionar, a quase adulta que sou, do modo que já fez J. M. Barrie, se o próprio Peter não desejava ser como as outras crianças, as crianças comuns. Ele possui alegrias que essas crianças nunca poderiam ter, mas, ao observá-las no cantinho da janela de seus quartos, enquanto eles brincam com o pai ou são postos para dormir pela mãe com beijos e abraços, observa também a única alegria que nunca poderá ter.

Mesmo assim, ele volta para casa, acompanhado da fiel amiga Sininho, voando com o vento e deixando um rastro de risada por onde passa, como faz a cauda das estrelas cadentes.

Porque todas as crianças crescem.
Menos uma.

 

Giliard Barbosa

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: barbosagiliard@gmail.com

 

Onde estás, criança?

 

Carrego comigo teu cesto vazio

As uvas que sorverias

Ácidas estão

 

Onde estás, criança?

 

A areia da praia a demarcar teus passos

A água marinha a irmanar feridas

 

Onde estás, criança?

 

De meu próprio barro dei-te forma e luz

Das dores profanas és a mais contumaz

 

Onde estás, criança?

 

Raízes formei em meio às dunas

O vento já leva o que de ti ficou…

 

Onde estás, criança?

 

Um lago se forma onde nos perdemos

A rosa dos ventos parou de girar

 

Onde estás, criança?

 

Já não há mais remos nas águas do tempo

Já não há areia que deseje o mar…

 

Onde estás, criança?

 

Perdi-me no tempo a mirar espelhos

Perdi-me de ti, perdi-me do mar…

 

Onde estás, criança?

Onde estou?

 

Ina Melo

Recife, 07/04/2018

Contato: ina.melo2016@gmail.com

 

Ao criar o mundo, Deus ante toda aquela grandeza, vislumbrou ao seu redor e sentiu-se só. Até para Ele o silêncio e a solidão sufocavam.  Mesmo vibrando com o cantar dos pássaros, o ruído das selvas e o silvar dos ventos, faltava a palavra – uma voz! Então, no imaginário masculino, arrancou de Si uma costela e criou Eva. Linda, pura e falante. Agora não mais era um, porém dois. Deixou-os donos do Paraíso.  O amor surgiu das pequenas fagulhas de fogo que ardiam nas cinzas. Mas Eva descobriu a vaidade vendo a  sua imagem refletida nas águas transparentes. Depois encontrou o sonho e dele se embriagou. Via as borboletas e quis voar. Conhecer o néctar das novas flores. Mergulhar em mares bravios! E assim foi se afastando do amado. Esqueceu de que, para ser feliz, teria que compartilhar emoções.  Foi quando o Paraíso escureceu e o céu começou a lançar raios de fogo gritando forte, estremecendo árvores. Águas inundaram os prados. Eva procurou abrigo nos braços do amado e não o encontrou. Tremeu de medo.  Inquietou-se. Correu debaixo da tempestade e foi para o mais alto rochedo e lá abrindo os braços respirou e com asas de plumas voou. Primeiro não encontrou nada diferente. O mundo era igual e o mar também.  Quando não era dia, era noite. A mulher Ícaro viu que o sonho não existia, era apenas poesia!

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VOAR… VOAR…

João Orlando Alves

(Membro da UBE-PE)

Recife, 07/04/2018

Contato: joaoorlandoalves@yahoo.com.br

 

“Um pouco de persistência e esforço e o que seria um

retumbante fracasso vira um glorioso sucesso”

(Elbert Hubrard – Escritor Americano)

 

O grande momento da criação externa-se quando o hábil executor em movimentos à busca da perfeição, de súbito, por um acaso ou gesto imperfeito, a arte se pronuncia em toda beleza, exprimindo um querer que estava oculto.

Na aventura de Ícaro olvidou-se do martelar insistente que trabalha a forma da existência da obra. O dar asas à imaginação envolve um “estalo” espiritual que compreende uma produção sublime com mistérios e marcas do tempo.

Faltou a Ícaro, sem ouvir o canto da sereia, transmudar-se num pássaro ou no homem de aço e exercitar o sonho do gênero humano.

Encantar-se com as aves, dominando os céus, não basta, urge descobrir-se inteirado no projeto do desejo; deixar-se encontrar como no retrogosto de um trago de bebida que se assoma com essencialidade.

O voo desse vivente fora eterno enquanto durou o sonho; ousar é recomendado, mas a escolha recaindo no tempo enquanto tempo de amar.

 

Luciana Beirão de Almeida

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: lubeirao@hotmail.com

 

Espelho, espelho meu,

Quem é mais lindo do que eu?

 

Inquieto,

me debruço sobre a água.

 

Silêncio…

 

A imagem tortuosa não é bem o que eu imaginava.

Jogo uma pedrinha na superfície,

que afunda.

 

Círculos movimentando a imagem,

como quebra-cabeça.

 

Em partes.

 

Facelado.

 

Sequelado.

 

Olho ao redor da imagem daquele rosto

agora já não tão bonito…

e vejo a natureza.

 

Interagindo forte,

bonita,

inteira.

 

Esta sim, em conjunto com a minha imagem, forma uma beleza única. Completa. Viva.

Me levanto e vou aproveitar aquele belo momento, pleno, que me transmite paz.

 

 

SOU PÁSSARO

Monique Becher

Recife, 07/04/2018

Ícaro - Monique

 

O amor se apodera do meu ser qual luz do sol ou piscar de estrelas.
De tão natural, sinto-me singela,
translúcida.
Minha cabeça levita.
Delicio-me com este sentimento
mitológico dos seres felizes.
Sou esvoaçante qual Ícaro.
Minhas asas diáfanas conduzem-me ao etéreo.
Sou possibilidades.
Multiplico-me.
Alço voos inimagináveis.
Vivo amores perfeitos.
Conduzo-os ao infinito do
horizonte.
Minhas vestes translúcidas
r o d o p i a m .
Seguem as curvas do vento
num b a i l a d o  m á g i c o
regido pelo s u s s u r r o
das palavras
Voláteis
E   N   A   M   O   R   A   D   A   S
Esta musicalidade me fascina.
Paira no espaço.
E  T E  R  N  I  Z A – SE  …
No meu SER.
Os segredos dos pássaros livres
proclamam a independência.
S O U   P Á S S A R O !!!
Decifro os enigmas humanos.
Fito o horizonte.
V I S L U M B R O   D   E   U   S
Fujo de mim mesma.
Encontro-me no reino mágico
do reflexo
do meu espelho
VITAL.

 

 

Rodrigo Ribeiro

Porto Alegre, 25/04/2018

Contato: digocr@gmail.com

 

Édipo briga com o homem na estrada, mas na iminência de matá-lo lembra da esfinge, enxerga o destino prestes a acontecer e conclui que aquele só pode ser seu pai. Se conciliam. O pai, agradecido por ser poupado e vendo-se mais velho, resolve exilar-se nas montanhas para sempre, a fim de evitar a tragédia.

 

Da mesma forma, ao querer casar com a mãe, identifica-a justamente por reconhecer a premonição. Desistem do casamento.
Mesmo com o pai longe, Édipo vive transtornado por saber que não poderá contrariar a esfinge: um dia irá matá-lo. Está sempre atormentado sobre como isso acontecerá, medindo todos os passos, sentindo angústia insuportável. Para se libertar desta prisão mental, manda matar logo o pai.
Em vez do alívio que desejava, agora ele passa a estar perturbado pela ação hedionda que tomou, e se torna uma pessoa ruim. Por ganância, quer ser rei, mas as pessoas não acreditam que ele é filho da rainha. Então, para ter poder e fortuna, casa-se com a mãe.

 

Sala de imprensa:

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Diário de Pernambuco, Opinião, 19/04/2018

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Diário de Pernambuco – Viver – 23/04/2018

Próximos encontros:

Cartaz A3

Estudos em Escrita Criativa - Porto Alegre

 

 

 

Índex* – Fevereiro, 2018

O gosto 

De tarefa cumprida

Quando

Se escreve

Um teorema

No mais alto

Grau

Do mais profundo

Âmago

De minha alma

Poeta

Se refaz

O mundo inteiro

Se constrói 

A mesma história 

Mas de maneira

Diferente 

Como se eu

Nascesse de novo

E transmutasse

Carne

Em verbo

Com forma

Cheiro

E cor

(“Quando se escreveu uma tese”, Patricia Gonçalves Tenório, 14/02/2018, 18h50 e 19h36)

 

A forma, cheiro e cor da Escrita Criativa no Índex de Fevereiro, 2018 do blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Homenagem a Jorge Tufic (AC – Brasil).

Mulheres fantásticas IV | A mulher papel | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

Mudando paradigmas | Mara Narciso (MG – Brasil).

“Avesso: o Livro da Insônia” | Henrique Beltrão de Castro (CE – Brasil).

“Crônicas de um sereno em duas rodas” | Tibério Pordeus (PE – Brasil).

Agradeço o carinho e atenção, a próxima postagem será em 25 de Março, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – February, 2018

 

 

The taste

Of completed task

When

We write

A Theorem

At the top

Degree

From the deepest

Heart

Of my poet

Soul

Is remapped

The whole world

Is constructed

The same story

But in a different

Way

 

As if I was

Born again

And transmuted

Flesh

In verb

With shape

Smell

And color

(“When we wrote a thesis”, Patricia Gonçalves Tenório, 02/14/2018, 6:50 p.m. and 7:36 p.m.)

 

The shape, smell and color of Creative Writing in the Index of February, 2018 of Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Studies in Creative Writing, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Homage to Jorge Tufic (AC – Brasil).

Fantastic Women IV | The woman paper | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

Changing Paradigms | Mara Narciso (MG – Brasil).

“The Book of Insomnia” | Henrique Beltrão de Castro (CE – Brasil).

“Chronicles of a Serene on Two Wheels” | Tiberius Pordeus (PE – Brasil).

Thanks for the care and attention, the next post will be on March 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** O arco-íris da Escrita Criativa em Recife, Pernambuco. The rainbow of Creative Writing in Recife, Pernambuco. 

Estudos em Escrita Criativa, 2018 | Patricia Gonçalves Tenório*

O que?

 

Os Estudos em Escrita Criativa nasceram em agosto de 2016 na necessidade de compartilhar tudo o quanto eu estava apreendendo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, tudo o quanto eu havia apreendido na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, tudo o quanto eu havia apreendido a vida inteira, desde que iniciei meus estudos em ambiente extra-acadêmico em 2005.

Cada escritor tem um processo diferente na preparação para construir a própria obra. No meu caso, sinto que a teoria literária alargou a poesia, a crítica engrandeceu a ficção. Foram barro para meus vasos em flor.

Existe ainda muito preconceito em relação à Escrita Criativa. De que os escritores não precisam estudar para criar. De que a teoria engessa a ficção. De que o escritor nasce pronto.

Mas a origem da Escrita Criativa vem dos tempos ancestrais. Reza a lenda que a mãe de Virgílio, o autor da Eneida, sonhou quando grávida com um loureiro. Consultou um mágico e este revelou, para alegria da futura mãe, que o filho seria um grande poeta. Mas advertiu: ela deveria enviá-lo para Roma para que aprendesse com os grandes poetas da época.

Guy de Maupassant bebia em Gustave Flaubert. Virgínia Woolf compartilhava os segredos em diários. Henry James derramava em cadernos a arte da ficção. Autran Dourado explicava as técnicas de carpintaria dos textos. João Cabral matematicamente limava os versos. Na França, encontramos os Ateliers d’Écritures, nos anos 60 do século XX com Elisabeth Bing; na Espanha, os Talleres, Factoria de Alquimia Literaria; no México, o Grupo El Paso, Maestria em Creación Literaria; na Argentina, Ricardo Piglia.

E quantas oficinas de poesia e de ficção pelo Brasil inteiro: Bernadete Bruto (PE), Raimundo Carreiro (PE), Sidney Nicéas (PE), Paulo Caldas (PE), Fernando de Mendonça (SP/SE), Igor Gadioli (PB/SE), Laura Erber (RJ), Luiz Rufatto (MG/SP), Marcelino Freire (PE/SP), Alexandra Lopes (DF/RS), Gustavo Czekster (RS), e inúmeros outros escritores, até chegarmos ao único Programa de Pós–graduação com mestrado e doutorado em Escrita Criativa do país na PUCRS com Luiz Antonio de Assis Brasil (RS).

Os Estudos em Escrita Criativa, 2018 vêm com a proposta de tentar englobar diversas técnicas. Nos alimentaremos do fazer artístico dos escritores clássicos, assim como da teoria da literatura e outras áreas de conhecimento (filosofia, psicanálise, semiótica), outras artes conjugadas (cinema, fotografia, artes plásticas), receberemos escritores locais e seus processos criativos, para que, lembrando o saudoso poeta e escritor Ariano Suassuna no seu Iniciação à estética, munidos da técnica, ou estudo contínuo, e do ofício, ou trabalho diário, quando a ave de rapina da inspiração criadora, ou forma, descer do sol com seu voo certeiro, estarmos preparados para dar o salto, e escrevermos uma obra de arte.

 

Quando?

 

Nossos Estudos começarão em 10 de março de 2018 na Livraria Cultura do Paço Alfândega, em Recife, PE. A próxima cidade a realizarmos nossos encontros será Porto Alegre, RS, cujas datas e escritores convidados serão informados em breve.

 

Como?

 

Os interessados devem enviar para o e-mail grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com uma pequena biografia, com dados para contato, produção de conteúdo (1 ou 2 contos/poesia) e responder à pergunta: Por que se interessa em participar dos EEC?. Outras informações serão disponibilizadas por e-mail e também nas redes sociais Facebook e Instagram(@estudosemescritacriativa).

 

Escritora, mestre em Teoria da Literatura (UFPE), doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS).

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Cartaz A3

Índex* – Janeiro, 2018

As palavras

Fizeram um acordo

Com a minha boca

E dela não saem mais

Fizeram um acordo

Com os olhos

E eles vão ler

Silenciosos

Com os ouvidos

E eles vão escutar

Estrelas

*

Porém

As palavras

Não conseguem

Adormecer 

As minhas mãos

Acordar com as minhas mãos

Uma página em branco

*

As mãos

São o instrumento 

Que me faz

Sentir humana

E sonhar

E perceber 

E escrever

A imensidão 

Do meu vazio

(“O ser e o nada”, Patricia Gonçalves Tenório, 14/01/2018, 17h55)

 

Uma página em branco a ser preenchida no Índex de Janeiro, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Um conto | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Contos de areia” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“Rio de Fogo” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Diversos.

Agradecemos a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 25 de Fevereiro, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index*, January, 2018

The words

Made a deal

With my mouth

And they do not leave it any more

Made a deal

With the eyes

And they will read

Silent

With the ears

And they will listen

Stars

*

However

The words

They can not

Fall sleep

My hands

Wake up with my hands

A blank page

*

The hands

They are the instrument

That makes me

Feel human

And dream

And realize

And write

The immensity

Of my emptiness

(“Being and Nothing”, Patricia Gonçalves Tenório, 01/14/2018, 05:55 PM)

 

A blank page to be filled in the Index of January, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

A tale | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Tales from the sand” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“River of Fire” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Studies in Creative Writing – 2018 | Miscellaneous.

Thanks for the attention and the affection, the next post will be on February 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um verão em cor na praia de Boa Viagem – Recife – PE. A summer in color on Boa Viagem beach – Recife – PE.

Estudos em Escrita Criativa – 2018

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Escrita criativa para ampliar horizontes
Curso orienta sobre a técnica e estimula o prazer de escrever

Em tempos de redes sociais e muita tecnologia, restabelecer o prazer da escrita é um desafio que a premiada escritora pernambucana Patricia Gonçalves Tenório decidiu enfrentar. Para isso, criou os Estudos em Escrita Criativa (EEC), que promove este ano uma série de encontros mensais para discutir, estimular e difundir a técnica.

A primeira cidade a ser contemplada é Recife, PE, e os encontros serão realizados na Livraria Cultura do Paço Alfândega, sempre aos sábados, das 10h às 13h, mesclando conteúdos teóricos, exercícios práticos e apresentação de autores locais e seus processos criativos. Cada evento abordará um tema independente – possibilitando a participação não sequencial do público – e específico: O tempo (10/03); O mito (07/04); A viagem (12/05); A música (09/06); O amor (11/08); O sonho (01/09); A imagem (06/10) e O fogo (10/11).

Encantada pela Escrita Criativa, Patricia Tenório diz que o curso é voltado a todos que têm aproximação com a literatura e interesse na construção de ensaios teórico-poéticos, contos, romances, poemas. “A participação é ampla e irrestrita, sem limitação de idade, escolaridade ou qualquer outro impedimento”, explica.

Informações de inscrições pelo e-mail grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com. Os interessados devem enviar uma pequena biografia, com dados para contato, produção de conteúdo (1 ou 2 contos/poesia) e responder à pergunta: Por que se interessa em participar do EEC?. Outras informações serão disponibilizadas, ainda, nas redes sociais Facebook e Instagram(@estudosemescritacriativa).

A autora – Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004 e tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro (2008) por As joaninhas não mentem, e Primo Premio Assoluto (2017) por A menina do olho verde, ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio (Itália); Prêmio Vânia Souto Carvalho (2012) da Academia Pernambucana de Letras (PE) por Como se Ícaro falasse, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores (RJ) pelo conjunto da obra. Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, atualmente é doutoranda em Escrita Criativa na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 25/12/16 | Com Bernadete Bruto, Elba Lins & Anjos de Teatro

Patricia (Gonçalves) Tenório

22/12/2016

 

O desejo de viagem tem sua confusa origem nessa água lustral. Tépida, ele se alimenta estranhamente dessa superfície metafísica e dessa ontologia germinativa. Ninguém se torna nômade impenitente a não ser instruído, na carne, pelas horas do ventre materno, arredondado como um globo, um mapa-múndi. O resto é um pergaminho já escrito. (ONFRAY, 2009, p. 9)

 

Tudo começou em Agosto, 2016. Um encontro em uma Dança Circular. Três amigas que se propõem a estudar juntas, a navegar juntas pelo mundo das palavras, a viver juntas a Poesia e a Teoria de maneira inexorável e inseparável…

Incompreensível, irracional, mas sólido…

Foram essas palavras que me assombraram a madrugada de ontem para hoje, dia que me propus escrever sobre a experiência de 5 meses, 10 encontros e dezenas de textos críticos, poéticos, ficcionais que brotaram de Bernadete Bruto e Elba Lins no Grupo de Estudos em Escrita Criativa.

Por que me proponho a compartilhar nossa experiência, quando já existem tantas Oficinas Literárias, cursos de Escrita Criativa, acadêmicos ou não, pelo país, pelo mundo afora?

Lembrei esses dias da experiência com a adaptação de As joaninhas não mentem para o Teatro em 2011. O diretor Jorge Féo nos ensinou algo muito forte e presente até hoje nos meus estudos, na minha vida: aquele grupo, composto por aqueles atores, com aquela adaptação, era único. Foram 6 meses lapidando o texto, a vivência de cada personagem – não era interpretação nem representação – para germinar em 50 minutos de espetáculo.

Algo semelhante aconteceu com o GEEC. Nos servindo de teóricos tais como Christopher Vogler, Joseph Campbell, Carl Gustav Jung, Cecília Almeida Salles, Roland Barthes, Umberto Eco, até chegarmos aos teóricos do deslocamento, entre outros o autor da epígrafe Michel Onfray, e músicas, e pinturas, fotos, filmes, filmes e filmes, fomos nos alimentando e nos provocando a ponto de gerarmos inúmeros textos, dos quais selecionei do mês de Dezembro alguns a seguir. Textos que, como afirma Michel Onfray no seu Teoria da viagem, nos requisitam: “Não escolhemos os lugares de predileção, somos requisitados por eles” (ONFRAY, 2009, p. 20).

Certa vez, um repórter auspicioso perguntou a Ariano Suassuna se o que ele escrevia já estava na cultura popular, o que ele fazia afinal? Ariano respondeu brilhantemente:

– Você quer saber o que eu fiz, se tudo já estava aí, não é, rapaz?

O repórter mudo.

– Eu escrevi!

Então, tentando responder à pergunta que eu mesma fiz acima: “Por que me proponho a compartilhar nossa experiência, quando já existem tantas Oficinas Literárias, cursos de Escrita Criativa, acadêmicos ou não, pelo país, pelo mundo afora?”, e parodiando o saudoso Mestre Ariano Suassuna:

– Eu vivi!

 

Referências:

ONFRAY, Michel. Teoria da viagem: poética da geografia. Tradução: Paulo Neves. Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.

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Bernadete Bruto

bernadete.bruto@gmail.com

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(“O violeiro”, Almeida Júnior, 1899, óleo sobre tela, 141 x 172 cm) 

 

A viola fala Alto

 

            Toda vez que se senta na janela e toca sua viola, algo me chama e largo tudo que estou fazendo,  encosto na sua janela para cantar. Canto com todo o coração:

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remédio pros meus desenganos
É que a viola fala alto no meu peito, humano
E toda mágoa é um mistério fora deste plano
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pruma visitinha
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê(*)

Não sei o que se passa com aquele casal… Ele sintonizado com sua viola e ela seguindo a canção. Vejo que são UM na música. Dois artistas fora do palco, na mais pura expressão da arte, na vida cotidiana, em pleno interior de uma cidade qualquer. A viola é quem fala. Fala alto em qualquer peito humano quando seus acordes tocam no coração de cada um de nós. Eu mesma reconheço essa canção!

 

Recife, 4 de Dezembro de 2016

 

(*) Vide vida marvada de Rolando Boldrin

https://www.youtube.com/watch?v=9lw5EXnqOYc

 

(Câmara e edição: Bernadete Bruto)

HÁ SEMPRE UMA LUZ NO FINAL DO TÚNEL

Vós não sabeis de que espírito sois! O Filho do Homem não veio para perder, mas para salvar as almas” (Lucas 9:54).

Embora estejamos neste quadrado, embora tudo indique que não resta saída, somente a fé faz com que a vida seja amena. Ela perdeu seu ideal de família. Ele se perdeu da família. Ambos caminham aprisionados na alma. Ele e ela no fundo maldizem seu destino… São Tiago vela pelos peregrinos. Há uma rota que conduz a um túnel. É o túnel de fuga! Que maravilha!

Um túnel que lembra aquelas histórias de lugares mágicos! Um portal de luz! Por este túnel muitos escaparam. Por este mesmo túnel também passou em direção à morte Frei Caneca. Talvez ele e ela não tenham respostas mágicas. São Tiago, aquele do campo da estrela, foi até martirizado… A grade está fechada com um cadeado! Ele sabe bem o que é isso de estar preso… Ela sabe bem o que é ter um coração fechado. Deu de cara com sua chance de oferecer o perdão e virou-lhe as costas…

Mas há uma luz no final do túnel.  É preciso ter fé em meio à escuridão da alma. São Tiago aceitou o desafio e pregou o evangelho até o fim. Ainda hoje é patrono da Espanha e tem um caminho de peregrinação desde o tempo medieval que é feito pela pura fé.

Por aqui, na atualidade, Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos, abrindo portas e portões, abrindo casas e corações. (*) Ele está aprendendo a ter fé e ela precisa chegar no final do túnel e abrir a porta do perdão para ser realmente livre. Mesmo assim, ela envia uma mensagem para aquele menino de olhar vazio encoberto pela muralha. Uma linda mensagem, que tanto amparou outra alma que por 27 anos passou aprisionada. Um poema de William Henley que diz: EU SOU O DONO E SENHOR DE MEU DESTINO. EU SOU O COMANDANTE DA MINHA ALMA!(**) E um pequeno filme para acalentar o sonho de libertação.

Ela é mais velha e sabe seu dever de resgatar almas, mesmo que a sua ainda esteja evoluindo no  tempo e espaço. Ela tem fé que um dia a porta se abra e uma vida completa chegue para ambos. Pois sempre há uma luz no final do túnel e o segredo é tão simples há séculos: Fé e Esperança!

Recife, 15 de novembro de 2016.

 

(*) oração MARIA PASSA NA FRENTE

(**) Poema de William Henley

 

(Câmera e edição: Bernadete Bruto)

PASSAEANDO PELO POÇO DA PANELA

Num recanto bucólico e sombrio

Onde atenua a marcha o grande rio

À sombra de recurvas ingazeiras

Batem roupas, calejadas, lavadeiras

Trago ainda nos olhos: é bem ela.

            A passagem do Poço da Panela (…)

(Trecho da poesia  Poço da Panela de Olegário Mariano)

 

Neste domingo, assim como meus pés, meus olhos passeiam por esta parte da cidade. Entram no antigo arrabalde conservando resquícios de séculos passados, chamado de Poço da Panela. O seu nome se deve ao fato de lá ter sido construído um poço de agua potável em formato de panela.

Procuro o que resta do passado nesta rua que me dirijo a pé e o caminho chega até uma Igreja. Li que esta Igreja também foi erigida por Capitão Henrique Martins, que interessante! Aquele senhor devia ser um homem muito importante. Como era imenso o espaço para tão poucas pessoas! Hoje ao menos, este é dividido com mais gente. Caminho pelo mesmo espaço que Capitão Henrique já caminhou. Aquele senhor  que também construiu a Capela da Jaqueira. Caminho em direção  desta igreja chamada N.S. da Saúde. A Igreja foi construída em agradecimento pela melhora de sua esposa que se encontrava doente, dona Ana Clara. O amor de Henrique por Ana Clara toca meu coração. Duas igrejas construídas ficam como prova desse amor profundo. Vou caminhando pelos arredores, como talvez costumasse fazer Henrique há séculos atrás.

Pego o carro e me dirijo mais para frente e mais um pouco  chego na Rua Antônio Vitruvio. Já frequentei aquela rua nos anos 90, quando fazia Aikidô. Sabia que o final  dela chegaria à beira do rio. Queria olhar o rio. Aquela via, pois no passado o rio era muito usado e estou em busca do passado. Esse mesmo rio que nunca usei… Dois guardiões  encontram-se protegendo aquele lugar, esta parte do Capibaribe, coitado, hoje tão desprezado! A vista me dá essa impressão de que aquela área é especial e quem sabe seja um portal que nos leve de volta há outros tempos… Vejo um avô de bicicleta levando seu neto para conhecer o rio…O velho com o novo  olhando para o rio e sinto esperança. Me despeço dos guardiões pego o carro para conhecer mais do Poço da Panela.

Passo por esta rua de casarios antigos coloridos, rua onde mora Luzilá Gonçalves e penso que ela fez uma excelente escolha de moradia. Que local mais agradável! Fiquei até com vontade de ligar para ela e que me esperasse na porta, onde seria protagonista desta parte do filme, mas escolhi passar sem incomoda-la no domingo, um dia de descanso. Outro dia eu paro. Assim dirijo por  este caminho de casas antigas em direção ao futuro. Como é visível a mudança de construções e de ares! Tenho a impressão que o passado se despede e que o futuro não é tão romântico.

No fim do caminho, já beirando o bairro do Monteiro, volto a me encontrar com o Capibaribe. Deparo-me com uma vida diferente do outro lado do rio. Vida totalmente contraste com aquela que vejo no Poço da Panela atual. Uma comunidade muito pobre, sem infraestrutura adequada, à beira de um rio malcheiroso! Fico besta com esse afronte à vida.

Meus olhos enxergam aquele homem e a história que ele tem para contar.  Uma história que já estou até curiosa para ouvir. Vou perguntar. Tenho quase a certeza que ele poderá me apresentar à vida que existia ali antes e agora. Pois esse é o sentido da minha busca, neste domingo de manhã.

Nem sabia que do outro lado do rio era o bairro da Iputinga! Nem que havia aqui tão perto, um meio de transporte ligando Poço da Panela à Iputinga. O barco de seu José. Obrigada, Patrícia, por sugerir este passeio, ao Capitão Henrique pelo presente amoroso do passado, aos guardiões apontando para a esperança de sobrevivência do velho com o novo e ao senhor José por terminar minha história.

O final não é feliz, mas é verdade tudo que ele me diz. Até outro dia, Seu José!

 

Recife, 14 de novembro de 2016.

 

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Elba Lins

elbalins@gmail.com

 

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A partir da leitura do volume “Viajantes Contemporâneos” da Pinacoteca de São Paulo, surgiu a intenção de sentir Cartagena a partir do meu “olhar estrangeiro”.

Me imaginei chegando à cidade sem nada conhecer de sua história – via de regra, é o que acontece, chego ao destino sem nenhum preparo adicional ao que porventura já exista em mim. Vou sem muitas informações e  até juro fazer diferente na próxima oportunidade.

Desta vez, o desconhecimento, me proporcionaria uma maior legitimidade para fotografar ou descrever o sentimento advindo de olhar a cidade pela primeira vez.

Tal não foi minha surpresa quando ao sentar na poltrona do avião encontrar no bolsão à minha frente a revista de bordo com o artigo Cartagena: As Cores de Cartagena da Índia. A capa da revista me abraçava a partir da parede azul celeste misturada com verde piscina, se descascando para mostrar-me uma cor terra, original. E a pequena sacada pintada em cor lilás com muitas flores por trás das grades de madeira, me trazia o primeiro abraço, o acolhimento típico das cidades cujas vidas se traduzem através das cores.

Ao terminar de ler o texto no qual Cartagena se apresentou para mim nas suas cores e sabores, levanto o olhar já não tão estrangeiro e na tela à minha frente vejo o movimento da cidade que me convida a sentir o sabor dos seus frutos, dos seus sorvetes gelados bem conhecidos por todos que a visitam. Seus peixes, crustáceos, passeios em mercados me convidam a sentir seus sabores, a respirar as fragrâncias do seu povo, das suas flores e frutos e sentir as cores de Frida Kallo saírem do México para me receberem em Cartagena ao som da Rumba.

Referências:

* Viajantes Contemporâneos” da Pinacoteca de São Paulo.

* As Cores de Cartagena da Índia – Revista de bordo da LATAM, Novembro, 2016.

 

 

(Encontro com Cartagena – 25.11.2016

Para o GEEC – Grupo de Estudo em Escrita Criativa.

Escrito durante o vôo Recife-São Paulo que dali me levaria a Bogotá e posteriormente a Cartagena o objetivo principal da viagem.)

 

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(Lua do espetáculo “As joaninhas não mentem”)

 

Ontem dormi sozinha

A maior lua do século

Me deixou esperando

Sentada à beira-mar

E se escondeu por entre nuvens

 

E enquanto eu

Sentia nas pernas

As carícias do mar

Que na verdade não eram para mim

Tu lua

Te deitavas com estrelas…

Sim, com todas as estrelas.

 

Era isso que eu conseguia ver

Cada vez que o vento

Soprava e abria

As cortinas de nuvens,

Espessas,

Que guardavam, tua intimidade…

 

Mas hoje é um novo dia

E talvez te lembres de mim

Talvez te lembres do mar

Talvez hoje

Não nos deixes a esperar.

 

………………

 

 

(DE LUA E DE MAR – 17.12.2016

Para o Grupo de Escrita Criativa – G.E.E.C.)

 

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(Foto: Elba Lins)

Acordei e me vi sozinho, ou melhor, acompanhado do irmão, que quase siamês esteve comigo todos os dias da existência. Mas onde andaria aquele, com quem até o momento, caminháramos juntos?

A eternidade foi se tecendo, o tempo refazendo a realidade, e nosso aspecto se alterando. O lodo se alojou na nossa carne, na nossa pele; agora somos abrigo, refúgio de passarinhos que chegam e parecem fazer parte da nossa história. Durante todo o tempo esperamos em vão pelo retorno do nosso companheiro.

Algumas vezes, pensamos que O Esperado seria Manoel de Barros já que numa alegoria ao mestre estamos possuídos de lodo, algas, pássaros e plantas. Outros dias na nossa pele se desenharam os traços de Magritte. Também lembrei Van Gogh e me pergunto porque não me levou no seu caminho, para trilhar com ele sua loucura e solidão?

Assim me vi transformado em barro, e me questiono se o mesmo aconteceu ao Esperado.

Junto a mim, só chegam os pássaros que me fazem companhia e deixam em mim sementes de vida que brota no barro e me faz esquecer de tudo; esquecer até de ansiar pelo retorno de quem possívelmente já se fez barro.

 

(O Esperado –

Elba Lins 16.11.2016

Para o GEEC – Grupo de Estudo em Escrita Criativa.

A partir de uma experiência real criar o universo ficcional.

Lembrando a foto tirada na Casa Cor, Van Gogh, Magritte e Manoel de Barros)

 

 

É hoje! : Teatro Intinerante | Marcondes Mesqueu*

Marcondes

 

Felicidades

Marcondes Mesqueu

(021) 964523908 ( ID 24*16314 )

(21) 965216662 – TIM / 995265106 – VIVO / 986338884 – OI / 968504072 – CLARO   

Saiba mais:

www.teatroitinerante.blogspot.com e teatroitinerante.rua1@gmail.com

                          Te aguardo no Facebook                            

https://www.facebook.com/MARCONDESTEATRO Marcondes Mesqueu

4º Congresso de Literatura de Pernambuco – 4º CLIF – PE

Cartaz 4º CLIF-PE

 

4º CONGRESSO DE LITERATURA FANTÁSTICA DE PERNAMBUCO (4º CLIF-PE)

TEMA: HISTÓRIAS DE FANTASMAS

Belvidera – Núcleo de Estudos Oitocentistas

Departamento de Letras/UFPE

(03 a 05 de dezembro de 2014)

 

PROGRAMAÇÃO

 

 

QUARTA-FEIRA (03 de dezembro)

 

8:00-9:00 (Hall do Centro de Artes – CAC/UFPE)

Credenciamento dos participantes

(Para a inscrição: doação de brinquedos e/ou 1kg de alimento não perecível)

 

Auditório do Centro de Educação (CE/UFPE)

9:30-11:30

Mediação: Anco Márcio Vieira (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

Palestras de abertura:

A FENOMENOLOGIA DAS APARIÇÕES

Valter da Rosa Borges (Escritor e fundador, em 1973, do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas)

TAXONOMIA ESPECTRAL

Braulio Tavares (Escritor – PB/RJ)

11:30: Lançamento do livro “Sete monstros brasileiros”, de B. Tavares

(Ed. Casa da Palavra, RJ)

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:00-16:30

Mesa-redonda: FANTASMAS NA LITERATURA AFRICANA

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“Sobre o realismo maravilhoso, o sagrado e o fantástico em O nosso reino, de Walter Hugo Mãe”

Rafaella Teotônio (Doutoranda em Letras/UFPE)

“A dança transcultural dos espíritos na escrita afrodescendente das Américas”

Roland Walter (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“Entre Xipocos e Xicuembos: Kazumbis que se propagam”

Silvania Núbia Chagas (Prof.ª Dr.ª – Letras/UPE Garanhuns)

“Fauna, flora e fantasmas de Mia Couto”

Kleyton Pereira (Doutorando em Letras/UFPE)

 

17:00-19:30

Mesa-redonda: FANTASMAS NO TEATRO

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“Bruxas, fantasmas e consciência em Macbeth, de William Shakespeare”

Sylvia Beatriz Iwami (Mestranda em Letras/UFAM)

“Padres voadores e trasgos leprosos: imaginação romântica no drama históricoBartholomeu de Gusmão, de Agrário de Menezes”

Jéssica Cristina Jardim (Mestranda em Letras/UFPE)

“As relações subjetivas do mal em The Countess Cathleen, de W.B. Yeats”

Bruno Rafael Vieira (Mestrando em Letras/UFPB)

“Os fantasmas de Shakespeare”

Darío Gómez Sánchez (Prof. Dr. – Letras/ UFPE)

 

19:40-21:40

Sessão de comunicações 01: INTERSEMIOSES FANTASMÁTICAS

Mediação: Lucas Dantas (Graduando em Letras/UFPE)

A lenda do cavaleiro sem cabeça: uma (re)leitura fantasmagórica na adaptação da novela ao filme”

Renato Oliveira (Graduado em Letras/UEPB)

“O horror antigo de Lovecraft traduzido em jogos de tabuleiro modernos na análise doEldritch Horror

Haroudo Xavier Filho (Graduando em Letras/UFPE)

O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde e A Aparição, de Gustave Moreau: uma aproximação fantástica e comparativista”

Patrícia Gonçalves Tenório (Mestranda em Letras/UFPE)

“Do conto a HQ: a paródia do gótico de O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde”

Auricélio Soares Fernandes (Mestre em Letras/UFPB)

“Clarice Lispector e a morte: a representação do além na literatura e no cinema”

Anderson Paes Barreto (Mestrando em Comunicação/UFPE)

 

 

QUINTA-FEIRA (04 de dezembro)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

8:30-10:30

Sessão de comunicações 02: FANTASMAS E MONSTROS ONTEM E HOJE

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“O fantástico em El espectro, de Horacio Quiroga”

Mércia Paulino (Graduanda em Letras/UFPE)

“A ironia e o macabro em Machado de Assis: a construção do humor e do horror emUm esqueleto

Julio Ferreira Neto (Graduando em Letras/UFPE)

O fantasma dos Guirs: literatura fantástica promovendo a reflexão”

Gustavo de Matos (Graduando em Letras/UnP)

“Criatura e criador em uma relação monstruosa: em busca do verdadeiro monstro emFrankenstein de Mary Shelley”

Janile Soares (Mestranda em Letras/UFPB)

“Construção da entidade fantasmática no conto Sombras costuma vestir, de José Bianco”

Raísa Feitosa (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

8:30-11:00

Sessão de comunicações 03: IDENTIDADE FANTÁSTICA

Mediação: Tony Pradines (Graduando em Letras/UFPE)

“Pecados, crimes e monstruosidades em The picture of Dorian Gray

Francisco César Lins (Graduado em Letras/UEPB)

“Realismo maravilhoso e identidade nacional moçambicana”

Jéssica Barkokebas (Graduanda em Letras/UFPE)

“Contos de fadas e outros assombramentos no imaginário infantil”

Claudia Ramos (Graduada em Letras/UFAM)

“As narrativas fantásticas nas aulas de leitura e produção textual”

Manuela Christina Silva (Graduada em Letras/UFRPE)

“A fantasmagoria e a aparição de um ‘purgatório’ itinerante terreno no início do século XII: a imagem do Bando de Hellequin na Historia Ecclesiastica, de Orderic Vital”

Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

“Os zumbis: fantasmas contemporâneos”

Manuella Mirna (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

10:40-12:00

Sessão de comunicações 04: FANTASMAS E HUMOR

Mediação: Cecília Ferreira (Graduanda em Letras/UFPE)

“Do terror ao humor: desvendando a perna cabeluda, uma nova-velha versão”

Arlan Santos (Graduado em Letras – FAEF-MA)

“O cientificismo paranormal e o humor no filme Os caça-fantasmas

Bruno Rocha (Doutorando em Letras/UFPE)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

11:15-12:30

Sessão de comunicações 05: DUPLOS E IMORTAIS

Mediação: Tony Pradines (Graduando em Letras/UFPE)

“Entre o tradicional e o moderno: análise dos elementos fantásticos no conto O imortal, de Jorge Luís Borges

Vanessa Oliveira (Graduanda em Letras/UFPI)

“A presença do insólito em O espelho, de Gastão Cruls”

Mércia Queiroz (Graduanda em Letras/UFPE)

“Reencarnação, um ensaio sobre a contiguidade da experiência em A segunda vida, de Machado de Assis”

Julia Troncoso (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Artes – CAC/UFPE

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:10-17:00

Mesa-redonda: FANTASMAS NA LITERATURA BRASILEIRA

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“Quem é morto também aparece: O pirotécnico Zacarias e o Defunto inaugural: duas histórias de fantasmas na literatura brasileira”

Ronaldo Luna (Mestre em Letras/UFPE)

“A vida que assombra: uma leitura de Machado de Assis”

Bianca Campello (Doutoranda em Letras/UFPE)

Pirotécnico Zacarias, o fantasma rubiano: pervivências de topoi góticos no discurso fantástico contemporâneo”

Flavio García (Prof. Dr. – Letras/UERJ)

 

17:15-19:30

Mesa-redonda: OS FANTASMAS NA HISTÓRIA E NA LITERATURA

Mediação: Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

Rest in peace: os funerais e suas funções preventiva e antidotal contra a aparição de fantasmas”

Alynne Cavalcante (Especialista em História/FAINTVISA)

“Vagantes de olhos azuis e mãos frias: os fantasmas nas Crônicas de gelo e fogo

Luciana de Campos (Doutoranda em Letras/UFPB)

“Fantasmas nórdicos: a figura do Draugr, das sagas islandesas ao folclore moderno”

Johnni Langer (Prof. Dr. – História/UFPB/UFPR)

“Visões e aparições: a presença do sobrenatural no romance histórico O último cabalista de Lisboa, de Richard Zimler”

Fernando Oliveira (Doutorando em Letras – UFPE)

 

19:40-22:00

Mesa-redonda: FANTASMAS HISPÂNICOS

Mediação: Juan Pablo Martin (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

El arroyo de la Llorona ou uma lenda à serviço da liberação feminina”

Karine Rocha (Prof.ª Dr.ª – Letras/UFPE)

“Espectros da geografia colonial”

Alfredo Cordiviola (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

El estudiante de Salamanca: o herói fantasmal do romantismo espanhol”

Juan Pablo Martin (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

 

SEXTA-FEIRA (05 de dezembro)

 

Miniauditório 01 – CAC/UFPE

8:15-9:40

Sessão de comunicações 06: OUTRAS VISAGENS 01

Mediação: Letícia Santos (Graduanda em Letras/UFPE)

“Os demônios de Margarida La Rocque, de Dinah Silveira de Queiroz”

Sideny Paula (Mestranda em Letras/UFAM)

“Fantasmagoria queer: sexualidades assombradas – gênero e terror em Villa Diodati e Elm Street”

Diego Paleólogo (Doutorando em Comunicação/UFRJ)

Amada: uma história de fantasmas”

Fernanda Sylvestre (Prof.ª Dr.ª – Letras/UFU-MG)

 

Miniauditório 02 – CAC/UFPE

8:15-9:50

Sessão de comunicações 07: OUTRAS VISAGENS 02

Mediação: André de Sena (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“A metafísica onírica na poesia de Charles Baudelaire”

Rildo de Deus (Graduado em Filosofia/UFPE)

“O real e o diegético a partir de Os fantasmas do tsunami, de Richard Parry”

Syonara Azevedo & Gleidson Nascimento (Graduandos em Letras/UFPE)

“O quarto 1408”

André de Sena (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

“Da proa à popa: a representação da lenda do Holandês Voador em produções audiovisuais”

Nathalie Alves (Graduanda em Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Educação (CE/UFPE)

 

10:00-12:00

CONFERÊNCIA: VAQUEIRO: OFÍCIO E ENCANTAÇÃO

Frederico Pernambucano de Mello (Escritor)

Mediação: José Rodrigues de Paiva (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

13:00-14:00

Minicurso: FANTASMAS NA ELEGIA ROMANA DE PROPÉRCIO

Everton Natividade (Prof. Ms. – Letras/UFPE)

 

14:10-16:30

Mesa-redonda: FANTASMAS PERNAMBUCANOS

Mediação: Alberon Lopes (Graduando em Letras/UFPE)

“História de pontes: as madrugadas recifenses e seus espaços assombrados”

Milena Wanderley (Mestranda em Letras/UFMS)

“A emparedada da rua Nova e a emancipação feminina na cidade do Recife: o terror como forma de purificação”

Tereza de Albuquerque (Mestre em História Social/UFRPE)

“O insólito lúdico no palco hermiliano: o episódio do homem bissexto”

Rodrigo Santos (Graduando em Letras/UFPE)

“Ulysses Sampaio: uma escrita de estranhas sombras”

Fabio Andrade (Prof. Dr. – Letras/UFPE)

 

Auditório do Centro de Artes – CAC/UFPE

 

17:00-20:00

Mesa-redonda: CINEMA DE HORROR

Mediação: Roberto Beltrão (Jornalista e escritor/PE)

Exibição da mensagem do escritor R. F. Lucchetti ao público do 4º CLIF-PE

“Mais sombras que luzes: reminiscências românticas no cinema da república de Weimar”

Fabiano Santos (Prof. Dr. – Letras/UNESP)

“Da lanterna mágica ao fantascópio: por uma sociocrítica do fantástico”

Fabio Lucas Pierini (Prof. Dr. – Letras/USP-UEM)

“Falsos documentários de horror e a estilística do documentário”

Rodrigo Carreiro (Prof. Dr. – Jornalismo/UFPE)

“Dois caminhos para pensar o inquietante no cinema”
Marcelo Costa (Doutorando em Cinema/UFPE)

“Horror no audiovisual brasileiro contemporâneo: três caminhos”

Daniel Bandeira (Cineasta/PE)


20:00-22:00

MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS

Organização: Cineclube Toca o Terror (Recife/PE)

Curtas-metragens selecionados:

– A Menina da Boneca (Dir. André Pinto) – 8 min.

– Sob a Pele (Dir. Daniel Bandeira) – 20 min.

– Encosto (Dir. Joel Caetano) – 7 min.

– Sexta-Feira da Paixão (Dir. Ivo Costa) – 15 min.

– O Fantasma da XV (Dir. Cleiner Micceno) – 4 min.

– Landau 66 (Dir. Fernando Sanchez) – 11 min.

– Caveirão (Dir. Guilherme Marcondes) – 11 min.

 

 

ENCERRAMENTO: Noite com fantasmas

(espetáculo com o ator Paulo André Viana)

 

Alguns lançamentos de livros 4º CLIF-PE (no stand do evento, de 03 a 05/12):

 

-Alfredo Cordiviola: “Espectros da geografia colonial” (Ed. UFPE, PE).

– André de Sena: “Lunátipos: contos e fragmentos” (Ed. Bagaço, PE).

– Balaio & Beltrão: “Histórias em quadrinhos do Recife assombrado” (Ed. Bagaço, PE).

– Braulio Tavares: “Sete monstros brasileiros” (Ed. Casa da Palavra, RJ).

– Fábio Andrade: “O fauno nos trópicos: panorama da poesia decadente em Pernambuco” (Ed. CEPE/PE); “Dois contos de Ulysses Sampaio”.

– Flavio García: “(Re)Visões do Fantástico: do centro às margens; caminhos cruzados” (Ed. UERJ, RJ); entre outras obras dos palestrantes do evento.

Índex* – Outubro, 2014

Desaprendi

A contar estórias

Feito se

Desaprende

Cantigas de ninar

 

Basta somente

Deitar na cama

A criança

Que um dia eu fui

Alisar os seus cabelos

E dizer que

O lobo mau

Está longe

Longe

 

E nada

E ninguém

Vai atrapalhar

A nuvem roçar

A lua cheia

Que se esconde

Em seu ouvido

 (“Carochinha ao contrário ou A desaprendiz de estórias”, Patricia Tenório, 10/10/14, 20h00)

 

A criança que habita em nós e nos salva no Índex de Outubro do blog de Patricia Tenório.

“Reverência” em “Grãos” | Patricia Tenório (PE – Brasil).

VII ENCONTRO DE LITERATURA INFANTOJUVENIL E II ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTOJUVENIL DA UNICAP | Coord. Prof. Robson Teles (PE – Brasil).

Poema do Dia | Alcides Buss (SC – Brasil).

“Uma garça no asfalto” | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

“Documentando novos espaços: os vídeos caseiros de Derek Jarman” | Adriana Pinto Azevedo (RJ – Brasil).

“Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico” | Claudio Willer (SP – Brasil).

E as novidades do Suplemento Cultural de Santa Catarina (84) [ô catarina] (SC – Brasil): www.fcc.sc.gob.br/ocatarina

Agradeço o carinho e contribuição de todos e todas, a próxima postagem será em 30 de Novembro de 2014, um abraço bem grande e até lá,

Patricia Tenório.

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Index* – October, 2014

I’ve unlearned

To storyteling

As if

We unlearn

Singing lullabies

 

Just only

Lying in bed

The child

One day I went

Smoothing her hair

And to say

The Bad Wolf

Is far

Far away

 

And nothing

And no one

Will muddle

The cloud brush

The full moon

Hidding itself

In her ear

 (“The Counter Fairies on the contrary or The unlearning storyteller”, Patricia Tenório, 10/10/14, 8 pm)

 

The child that dwells in us and saves us in the Index of October in the blog of Patricia Tenório.

“Reverence” in “Grains” | Patricia Tenório (PE – Brasil).

VIIth MEETING OF LITERATURE FOR CHILDWOOD AND YOUTH AND IInd INTERNATIONAL MEETING OF LITERATURE FOR CHILDWOOD AND YOUTH OF UNICAP | Coord. Prof. Robson Teles (PE – Brasil).

Poem of the Day | Alcides Buss (SC – Brasil).

“A heron on the asfalt” | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

“Documenting new spaces: the home videos of Derek Jarman” | Adriana Pinto Azevedo (RJ – Brasil).

“The rebels: Beat Generation and mystical anarchism” | Claudio Willer (SP – Brasil).

And the news of the Cultural Supplement of Santa Catarina (84) [ô catarina] (SC – Brasil): www.fcc.sc.gob.br/ocatarina

I appreciate the kindness and contribution of each and all, the next post will be on 30th November, 2014, a big hug and see you there,

Patricia Tenório.

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* Índex foi traduzido apenas para o inglês por uma questão de extensão do post. Este mês, por causa do 2º turno das eleições (26 de Outubro de 2014), antecipamos o envio da Newsletter.

* Index was translated into English only as a matter of the extension of the post. This month, because of the 2nd turn of the elections (26th October, 2014), we anticipate the sent of the Newsletter.

**Oh! Porto Alegre!