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Índex* – Novembro, 2019

Mas estou aqui

Sob os braços

Da árvore

Frondosa

Que é a vida

 

Ela não me pergunta

Se estou certa

Se estou errada

Apenas

Banha-me com os

Acontecimentos

E deles

Retiro

Alimento

 

Para compor

Alguns versos

Escrever umas

Páginas

E respirar

Feliz

(“Porque a vida me chamou”, Patricia Gonçalves Tenório, 26/10/2019, 19h19)

 

A vida chamando para um novo ciclo no Índex de Novembro, 2019 do blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Lembrete | Lançamentos Cinco Livros – Recife e Porto Alegre | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & Diversos (PE, PB e RS – Brasil).

Apresentação de Patricia Tenório para o Destaque literário de novembro da Cultura Nordestina, por Elba Lins (PE/PB – Brasil).

Imagens em Transformação | Organização: Ricardo Timm de Souza, Evandro Pontel e Isis Hochmann de Freitas (RS – Brasil).

The Immense Hour | Iacyr Anderson Freitas (MG – Brasil).

E a entrevista com Sandra Bittencourt (Brasil) para o Programa Revista Eletrônica da CBN:

https://www.cbnrecife.com/revistaeletronica/artigo/entrevista-patricia-goncalves-tenorio

Excepcionalmente postamos mais cedo em Novembro, 2019. Agradeço a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 29 de Dezembro de 2019, abraço bem grande e até lá,

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* November, 2019

But I’m here

Under the arms

From the tree

Leafy

That is life

 

She doesn’t ask me

If I’m right

If I’m wrong

Only

Bathe me with the

Events

And with them

I retreat

Food

 

To compose

Some verses

Write some

Pages

And breathe

Happy

(“Because life called me”, Patricia Gonçalves Tenório, 10/26/2019, 7:19 pm)

 

Life calling for a new cycle in the November 2019 Index of Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Reminder | Launches of Five Books – Recife and Porto Alegre | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) and Miscellaneous (PE, PB and RS – Brasil).

Presentation of Patricia Tenório for the November Literary Highlight of the Northeastern Culture, by Elba Lins (PE/PB – Brasil).

Transforming Images | Organization: Ricardo Timm de Souza, Evandro Pontel and Isis Hochmann de Freitas (RS – Brasil).

The immense hour | Iacyr Anderson Freitas (MG – Brasil).

And the interview with Sandra Bittencourt (Brasil) for the CBN Electronic Magazine Program:

https://www.cbnrecife.com/revistaeletronica/artigo/entrevista-patricia-goncalves-tenorio

Exceptionally we posted earlier in November 2019. Thank you for your attention and affection, the next post will be on December 29, 2019, big hug and until then,

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Árvores da minha vida: Bruno, Maria Eduarda e Vítor (Av. Beira Rio e Jardim do Baobá, Recife – PE, 2017), e ipê da PUCRS (Porto Alegre – RS, 2017). Trees of my life: Bruno, Maria Eduarda and Vítor (Beira Rio Avenue and Baobá Garden, Recife – PE, 2017), and PUCRS ipê (Porto Alegre – RS, 2017).

Apresentação de Patricia Tenório para o Destaque literário de novembro da Cultura Nordestina*, por Elba Lins**

Patricia Tenório nasceu em Recife, e, após morar vários anos em Maceió, retorna para aqui cursar Análise de Sistemas na Universidade Católica de Pernambuco.

Foi em Recife que se lançou na literatura. Tudo começou com sua Livraria Domenico que funcionou de março de 2002 a março de 2004. No auditório da Domenico aconteciam palestras, cursos e oficinas em diversas áreas da arte – literatura, música,  cinema …

Em 2004, Patricia quis ser protagonista de sua própria história na literatura e iniciou seu trajeto na Oficina Literária de Raimundo Carreiro, em agosto de 2004. Em dezembro daquele ano, participou da Antologia dos alunos da Oficina – com a crônica “Lentes Cor-de-Rosa”.

Em 2005, Patricia lança o seu primeiro livro, O Major –  Eterno é o Espírito; foi o resultado de um convite da família para escrever a biografia do seu avô paterno – José Tenório, cujo centenário aconteceria naquele ano. Em seis meses cumpre todas as etapas de entrevistar, escrever, revisar. Em 05 de novembro – data do aniversário do avô – acontece o lançamento.

“O milagre está acontecendo. Mergulho na alma de meu avô, conversamos o tempo inteiro, um diálogo imaginário, é verdade. E, a partir desse encontro, começo a perceber o nunca concebido, sequer pensado. É o início de minha cura. Quem sabe  o encontro do grande, maior amor da minha vida?” (TENÓRIO, Patricia. O Major – Eterno  é o espírito, 2005. Pág.73)

No final deste livro Patricia dá um depoimento de como foi compulsivo o seu processo de escrever:

“Ao fechar a Domenico, bateu uma vontade enorme de escrever. Era compulsivo, um caos se instalou em meu ser e tornou-se inevitável. Ou escrevia ou a morte. Meio trágico assim, mas que descobri, no primeiro dia de aula na Livraria Nobel, agosto de 2004, ser essa mesma dor, agonia que todo escritor passa. Então as torneiras se abriram e jorrou tudo. Minha vida, angústias, questionamentos.” (TENÓRIO, Patricia. “Presente – Novembro, 2005” in  O Major – Eterno é o espírito. Pág. 258)

Em 2006, Patricia lança o seu segundo livro, As Joaninhas não Mentem, e em 2011, o livro é adaptado para o teatro. Foi nessa ocasião que conheci a escritora Patricia Tenório.

A fábula As Joaninhas não Mentem conta a história  de Ariana e a viagem em busca de si mesma e do príncipe do amor perfeito.

“A Torre… Para lá se dirigia Ariana. Colocou o elmo na cabeça, apertado era o elmo. Jeito de camponesa, permitindo dores, respirou fundo, conseguiu encaixar sobre os cabelos, cor de sol, peleterra. Olhos castanhos, mar de sonhos brilhava na direção da Torre.

Ariana não vendo a torre e segurava firme as rédeas do cavalo branco apertando com as pernas longas. Longos seriam os caminhos, tortuosos seriam os caminhos, perigosos seriam os caminhos. Mas ela prometeu. A si e à Irmã Clara. Lá estaria o que sempre sonhou. E por que temia?” (TENÓRIO, Patricia. As Joaninhas não mentem, 2006. Pág. 13)

Grãos foi lançado em 2007, e é um livro que deixa espaço para a criatividade, dá asas às próprias fantasias do leitor. E isto é de se esperar, pois já na apresentação Patricia fala:

“Numa sociedade de consumo onde os rótulos e preconceitos são estabelecidos, Grãos se propõe a ser escolhido, plantado no tecido imaginário de cada leitor. Que nele a casca aprisionadora da essência pura do texto se quebre, libertando o que foi despertado no momento mágico: quando quem escreve e quem lê se tornam um.” (TENÓRIO, Patricia. Grãos, 2007. )

Muitas faces da escrita de Patricia vieram à tona em Grãos: de forma cheia de fantasia em “Intervalo” e “O Banho”, de forma fria e realista em “Três Quartos”, ou inesperada em “Labirinto”.

Em A Mulher pela Metade lançado em 2009, tento captar todo o  teor escondido em cada voz… É emoção demais que a escritora Patricia coloca nas vozes de Augusto, Séphora e Sahra. É a crueza, a dureza e toda a beleza da vida em suas várias faces, muito bem espelhada nas várias gravuras de um caleidoscópio, várias faces, que vão se tecendo e se moldando a cada movimento da Terra, a cada girar do caleidoscópio. O livro é rico em metáforas, poemas que brotam ao longo do texto.

“Essa Séphora é o lado que posso mostrar. O lado obscuro de mim, esse, derramo na arte, nos meus quadros incongruentes, feitos de colagem, abstrações e cores fortes, coaguladas, para deitar ali a alma inteira, a alma que não conheço, que me acorda com o quarto revirado à procura de algo que não sei definir.” (TENÓRIO, Patricia. A Mulher pela Metade, 2009. Pág. 17)

Em 2010, são lançados Diálogos e  D’Agostinho. Patricia aproveita a experiência obtida no Curso de Cinema que fez na New York Film Academy em 2010 e transforma em curtas três contos do livro Diálogos. Textos, Edição e Direção: Patricia Tenório. Produção  e Figurino: Jorge Féo.

“Olhos Fechados” – Com Isis Agra e Tiago França

“O domador de  bolas de sabão” – Com Kleber Lourenço

“Prisão Perpétua” – Com Hermínia Mendes, Renata Phaelante e Juan Guimarães.

Os poemas do  livro D’Agostinho nos  remetem a uma busca interior, a uma atmosfera mística, ou a reminiscências contidas na alma. Acompanha o livro CD com os poemas recitados por Karyna Spinelli e Carlos Ferreira. Produção: Jorge Féo. Texto e Direção: Patricia Tenório.

“Dá-me a luz da espada

Para devastar a imensidão do teu saber

Alargar nos limites da ignorância

A tentativa de saber quem és

Saber quem sou

Saber por quê

Saber para quê

 

Diz-me a palavra e calo

Permanecerei séculos a auscultá-la

Poli-la

Pensá-la

E num dia cor de cinza

Uma fagulha escarlate

Em mim se revelará.”

(TENÓRIO, Patricia. “Escarlate” in D’Agostinho, 2010. Pág. 33)

Patricia lança  em 2013 o livro Sans nom / Fără nume, uma coletânea de contos, crônicas e poesias. Trata-se de uma edição bilíngue (Francês/ Romeno) com tradução de alguns dos textos já lançados anteriormente no Brasil em outros livros.

Em 17 de setembro de 2015, a escritora Patricia defende a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco na linha de pesquisa Intersemiose, O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural, sob a orientação da Prof. Dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino.

Em 2016, é lançado Vinte e Um / Ventiuno – um livro de contos em edição bilíngue (português/ espanhol). Neste livro chamo atenção especial para os contos  “Um olhar sobre Istambul”, “O dia da minha vida”, “Da cuore”,  “Eu, Comigo e Deus” e “ Vinte e um”.

Um novo livro chega às livrarias em 2016. É A Menina do Olho Verde – uma bela  fábula que reflete a vida e as decisões que somos levados a tomar para descobrir o nosso lugar no mundo.

“Precisava descobrir o seu destino, e se esquecera de perguntar o seu destino ao Mestre da barba branca e longa. (…) Procurou no Mapa amarelecido um ponto de encontro entre o agora e o amanhã,  entre o aqui e o acolá,  e percebeu tão assustada que o Mapa ia se fazendo à  medida que ela o fazia,  e os personagens iam se desenhando como se saíssem de sua imaginação.” (TENÓRIO, Patricia. A Menina do Olho Verde, 2016. Pág. 19).

Em 2016, Patricia criou um grupo experimental para Estudos em Escrita Criativa. O grupo se encontrou entre agosto de 2016 a dezembro de 2017. Com esse objetivo, eram utilizados os mais variados recursos: obras literárias de autores clássicos e contemporâneos – romances, contos, poemas e textos teóricos –, e também filmes, esculturas e pinturas, músicas. Com a mesma finalidade, o grupo experimental ainda se reúne esporadicamente.

Em 2017, com o apoio da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, aconteceu em outubro o I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco durante a Bienal, onde foi lançado o livro Sobre a Escrita Criativa I.

Em 2018, Patricia abre o grupo de Estudos em Escrita Criativa para a participação do grande público. Ocorrem então, em Recife e Porto Alegre, oito encontros mensais e temáticos sob a coordenação de Patricia Tenório, na Livraria Cultura. No último encontro foi lançado o Sobre a Escrita Criativa II.

Em 8 de outubro de 2018, Patricia defende sua tese de doutorado na PUC do Rio Grande do Sul. Dele resultou a novela Doze horas.

Doze  horas  é  uma  novela  ensaística  em  três  camadas.  Narrada  em  terceira  pessoa  do singular,  conta  a  história  de  Arabella Fantini,  quarenta  e  cinco  anos,  solteira  e  sem  filhos, nascida em Recife,  residente em Porto Alegre,  Brasil,  e  museóloga  do Museu de  Arte  do Rio  Grande  do  Sul  –  MARGS.  Ela  traz  à  tona  artistas  desconhecidos,  e,  uma  bela  tarde, recebe  a  carta  com  fotografias  da  obra  de  Fernandes  Vieira,  artista  português  que  o remetente  afirma  ter  conhecido  seu  pai,  desaparecido  desde  os  treze  anos  da  museóloga. Toda  a  narração  é  feita  durante  o  voo  de  doze  horas  para  Lisboa,  resgatando  o  passado, descrevendo  o  presente,  antecipando  o  futuro,  criando  diálogos  imaginários  com  ‘o  rapaz ao  lado’.”

No primeiro semestre de 2019, aconteceu na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) sob a coordenação de Patricia cinco encontros mensais dos Estudos em Escrita Criativa.

No segundo semestre de 2019, foi lançada na Unicap em parceria com a PUCRS, a Especialização Lato Sensu em Escrita Criativa com duração de catorze meses.

Agora em 21 de novembro de 2019,  teremos o lançamento conjunto de cinco livros de Patricia: O romance que resultou de sua tese de doutorado – Doze horas: O mito individual em uma autobioficção, um livro de poesia, um de contos, outro de ensaios e um ainda com a seleção de alguns textos e poemas publicados ao longo de sua carreira.

Está programado para ser lançado em 2020, no final do curso de pós-graduação,  o  livro Sobre a Escrita Criativa III.

O lançamento dos cinco livros, programado para 21 de novembro, será uma grande comemoração, pelos 50 anos de Patricia e por seus 15 anos de vida literária.

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* Apresentação realizada em 09/11/2019 no Destaque Literário (projeto de Bernadete Bruto, coordenação de Eugênia Menezes e Taciana Valença) na Cultura Nordestina (de Salete do Rêgo Barros) Recife  PE. Contato: blog.culturanordestina.com.br

** Elba Santa Cruz Lins (Monteiro/PB, 1957) é formada em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco (1979), fez MBA em Gestão de Negócios (EAD) pela PUC-PR. Trabalhou durante 34 anos na área de Telecomunicações da CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Atualmente aposentada, dedica-se à escrita. Fez curso de Contação de Histórias no Zumbaiar (Recife). Faz poesias, há três anos participa dos Estudos em Escrita Criativa, sob a coordenação de Patricia Gonçalves Tenório, e cursa a Especialização Lato Sensu em Escrita Criativa  Unicap/PUCRS. Lançou em 2017 seu primeiro livro de poemas, Do outro lado do espelho: O feminino em estado de poesia. Contato: elbalins@gmail.com

Índex* – Junho, 2019

Um herói

Nasce

Em cada

Gesto meu

Em cada

Monte alto

Que escalo

Em busca

De um novo

Sonho

Em luta

Por uma nova

Estrela

Que cabe

Aqui

Na minha mão

Que prego

Aqui

No meu peito

E nada

Ninguém

Consegue

De mim

Separar

(“Sonho de uma Escrita Criativa”, Patricia Gonçalves Tenório, 19/06/2019, 15h34)

 

Um sonho de Escrita Criativa se realiza no Índex de Junho, 2019 do blog de Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Especialização em Escrita Criativa – Unicap/PUCRS e EEC de Junho, 2019 | Diversos.

Metafísica do poema | Alcides Buss (PR – Brasil).

O voo da trapezista | Amilcar Bettega Barbosa (RS – Brasil).

“Cerzir” | Antonio Ailton (MA – Brasil).

“Desconstrucción de los rostros y otros poemas” | Luis Raúl Calvo (Argentina).

O CURATO DE BOM JARDIM | Marly Mota (PE – Brasil).

“A estética da indiferença” | Sidney Rocha (PE – Brasil).

Agradeço a atenção e o carinho de sempre, a próxima postagem será em 28 de Julho, 2019, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – June, 2019

A hero

Is born

In each

Gesture of mine

In each

Tall mountain

That I climb

In search

Of a new

Dream

In fight

For a new

Star

That it fits

On here

In my hand

That I nail

On here

In my chest

And nothing

Nobody

Can

Of me

Separate

(“Dream of a Creative Writing”, Patricia Gonçalves Tenório, 06/19/2019, 15h34)

 

A dream of Creative Writing takes place in the June, 2019 Index on the blog of Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Specialization in Creative Writing – Unicap/PUCRS and EEC of June, 2019 | Several.

Metaphysics of the poem | Alcides Buss (PR – Brasil).

The flight of the trapeze artist | Amilcar Bettega Barbosa (RS – Brasil).

“Cerzir” | Antonio Ailton (MA – Brasil).

“Deconstruction of faces and other poems” | Luis Raúl Calvo (Argentina).

THE CURATO OF GOOD GARDEN | Marly Mota (PE – Brasil).

“The aesthetics of indifference” | Sidney Rocha (PE – Brasil).

Thank you for the attention and affection of always, the next post will be on July 28, 2019, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Foto João Alderney

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Os longos, tortuosos, perigosos passos de um sonho. The long, tortuous, dangerous footsteps of a dream.

 

“Desconstrucción de los rostros y otros poemas” | Luis Raúl Calvo*

Libro Luis Raúl Calvo Deconstrucción de los rostros y otros poemas

* Contactoluisraulcalvo@gmail.com

Índex* – Janeiro, 2019

Hoje acordei

Com o mar

De Sophia Breyner 

O desassossego 

De Fernando Pessoa

E umas palavras

Pulsando no peito

Querendo nascer

 

Uma canção de infância

Uma dança de roda

Ver a lua nascer

Redonda

O sol brotar

Imenso

 

E eu

Na pequenez

Desses meus versos

Deitá-los na rede

E descansar

(“Férias”, Patricia Gonçalves Tenório, 06/01/2019, 05h54)

 

A volta das férias e início de escrita no Índex de Janeiro, 2019, no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa 2019 | Boas vindas! | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

O Fantasma de Licânia | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

Mi Salamanca: guía de un poeta nordestino | David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Por uma mobilidade performativa | Elilson (PE/RJ – Brasil).

Livraria Linardi y Risso | Fred Linardi (SP/RS – Brasil).

Vivendo na nuvem virtual | Mara Narciso (MG – Brasil).

 

Agradeço o carinho e a participação, a próxima postagem será em 24 de Fevereiro, 2019, abraço bem grande e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* January, 2019

I woke up today

With the sea

From Sophia Breyner

The unrest

From Fernando Pessoa

And a few words

Pulsing in the chest

Wanting to be born

 

A childhood song

A spinning dance

See the moon rise

Round

The sun will rise

Immense

 

And I

In the smallness

Of these my verses

Put them on the net

And rest

(“Holidays”, Patricia Gonçalves Tenório, 1/6/2019, 5:54 a.m.)

 

The return of the vacations and beginning of writing in the Index of January, 2019, in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Creative Writing Studies 2019 | Welcome! | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

The Phantom of Licânia | Clauder Arcanjo (RN – Brasil).

My Salamanca: guide of a northeastern poet | David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

For a performative mobility | Elilson (PE / RJ – Brasil).

Linardi and Risso bookshop | Fred Linardi (SP / RS – Brasil).

Living in the virtual cloud | Mara Narciso (MG – Brasil).

 

Thank you for the affection and the participation, the next post will be on February 24, 2019, a big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Portugal, Brasil, Inglaterra, Japão, … e um oceano de palavras. Portugal, Brasil, England, Japan, … and an ocean of words.

Mi Salamanca: guía de un poeta nordestino* | David de Medeiros Leite**

I

 

Na Plaza Mayor, turistas desfrutam de bares e terraços. Apreciam arcos e pavilhões, pilares e medalhões. Pétreos olhares de Alfonso XI, Antonio de Nebrija, Carlos II, Cristóbal Colón e dos Reyes Católicos contemplam o frenesi de estudantes que festejam a vida. No Café Novelty, Torrente Ballester cinzelou aforismos, pensamentos e sentimentos.

Em rito histórico, tudo é testemunhado pela esculpida pedra de Villamayor.

 

I

 

En la Plaza Mayor, los turistas se deleitan de bares y terrazas. Aprecian arcos y pabellones, pilares y medallones. Pétreas miradas de Alfonso XI, Antonio de Nebrija, Carlos II, Cristóbal Colón y de los Reyes Católicos contemplan el frenesí de estudiantes que celebran la vida. En el café Novelty, Torrente Ballester cinceló aforismos, pensamientos y sentimientos.

Cual rito histórico, todo queda atestiguado por la esculpida piedra de Villamayor.

 

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* Extraídos de Mi Salamanca: guía de un poeta nordestino. David de Medeiros Leite. Tradução: Alfredo Pérez Alencart. Mossoró, RN: Sarau das Letras/Trilce Ediciones, 2018.

** Contato: davidleite@hotmail.com

Livraria Linardi y Risso | Fred Linardi*

Era para ser um dia de passagem rápida pelo terminal rodoviário de Montevidéu, mas decidimos sair de Colônia de Sacramento mais cedo. Antecipamos as passagens e saímos três horas antes. Das livrarias da capital uruguaia que gostaríamos de conhecer, a Linardi y Risso era a única na qual ainda não havíamos conseguido entrar. Além de ter sido uma dica da minha amiga Annie Piagetti Muller, a LyR carrega em seu nome o meu sobrenome.

É uma das mais antigas livrarias do país e, certamente, a mais antiga em atividade, aberta em 1944 por Adolfo Linardi Montero. Oito anos depois, ele se associou a outro descendente de italianos, Juan Ignacio Risso. Hoje, na segunda geração, é administrada pelos filhos Alvaro Risso e Andres Linardi.

No fim da tarde do dia 27 de dezembro, quando entramos lá, um senhor veio de uma das salas administrativas e nos deu boas-vindas. Eu arrisquei meu espanhol inexistente dizendo da minha satisfação de estar lá, não apenas pelo belo lugar, mas também por eu ser um Linardi. Eu não sabia, mas ele era o próprio Andrés, que parou o que tinha para fazer, me convidou a sentar numa das cadeiras de leitura e pediu para eu continuar falando em português mesmo – seria mais simples.

Contou-me dos primeiros anos da livraria, quanto era apenas uma pequena loja num outro prédio daquele mesmo centro de Montevidéu. De quando ele começou a trabalhar junto do seu pai, do início da sociedade e da compra daquele prédio onde eles estão hoje. A livraria, especializada em títulos latino-americanos, dos antigos ao mais modernos, também costuma lançar alguns livros com o selo próprio.

Eu, que já havia conhecido o Café Brasilero, frequentado por Eduardo Galeano e que fica na rua logo de trás, imaginei o tanto de outras mentes que haviam passado entre aquelas prateleiras. A resposta veio quando Andrés me mostrou uma foto do pai ao lado de Pablo Neruda numa foto na parede do escritório, ao lado de outros registros do lugar, cuja história recebeu a presença de outros como Mario Benedetti, Juan Carlos Onetti, Armonía Somers, Juan José Saer, Mario Vargas Llosa…

Perguntei-lhe se havia um livro sobre a história da loja, e ele me assentiu com a cabeça. Trouxe um exemplar único, que não estava à venda, produzido por eles próprios. Mas havia um outro, escrito por Patricia Demicher Ilaria, sobre famílias italianas no Rio da Prata. “Deste tenho vários. Pode levar como um presente.”

Impossível não me sentir em casa naquele ambiente e com aquela conversa. Falamos do que sabíamos dos nossos antepassados. Lembramos que há, na região da Calábria, uma forte concentração de Linardi. Era de lá que eu havia encontrado a documentação dos meus e, há alguns anos, havia descoberto que na cidade de Rossano é produzido um vinho chamado Linardi. Ele já conhecia e, há algum tempo atrás, haviam conseguido uma remessa de garrafas através de uma encomenda.

Ao final da conversa, o telefone tocou com latidos de cachorro. Era sua esposa, para quem começou a contar sobre a visita inusitada dos parentes brasileiros. Depois de desligar, contou para nós sobre o motivo do toque do telefone. “Ela cria sheepdogs”. Com livros, vinhos e cachorros, não há necessidade de melhores companhias e referências para encontrar laços que unem parentescos, mesmo que não tão próximos.

 

(Montevidéu, dezembro de 2018)

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* Contato: fred.linardi@gmail.com

Índex* – Junho, 2018

Carrego 

As frases

Inacabadas 

Os sonhos

Por vir

Uma estrela

Cadente

Caindo

Em minha mão

Ainda quente

Ainda cheirando 

A jasmim

Até brotar

No centro

Uma palavra

De cor

Azul

(“Até meu céu nascer azul”, Patricia Gonçalves Tenório, 31/05/2018, 15h35)

 

O céu azul de final de semestre, início de outro no Índex de Junho, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Vinte e um | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Il Convivio (Itália), Alfredo Tagliavia (Itália) & “La bambina dagli occhi verdi” | Patricia Gonçalves Tenório.

Estudos em Escrita Criativa – Junho, 2018 | De Recife a Porto Alegre | Diversos.

Poemas de Cilene Santos (PE – Brasil).

Minicontos de Júlia Dantas (RS – Brasil) nos Estudos em Escrita Criativa – Porto Alegre.

E os links do mês:

– Homero Fonseca (PE – Brasil): https://medium.com/@homerofonseca/literatura-ostenta%C3%A7%C3%A3o-bc355b700c7c

– Gabriel Nascimento (RS –Brasil):  https://www.facebook.com/Reimundo45/

– Pedro Gabriel (PE – Brasil): https://lituraterre.com/espaco-letra-freudiana/  

Agradeço a atenção e o carinho de sempre, a próxima postagem será em 29 de Julho de 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* June, 2018

 

I carry

The phrases

Unfinished

The dreams

For coming

A star

Cadent

Falling down

In my hand

Still hot

Still smelling

The jasmine

Until it comes out

In the center

A word

In color

Blue

(“Until my sky is blue”, Patricia Gonçalves Tenório, 05/31/2018, 3:35 p.m.)

 

The blue sky of the end of semester, beginning of another in the Index of June, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Twenty-one | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Il Convivio (Italy), Alfredo Tagliavia (Italy) & “La bambina dagli occhi verdi” | Patricia Gonçalves Tenório.

Studies in Creative Writing – June, 2018 | From Recife to Porto Alegre | Several.

Poems by Cilene Santos (PE – Brasil).

Very-short-stories by Júlia Dantas (RS – Brasil) in Studies in Creative Writing – Porto Alegre.

And the links of the month:

– Homero Fonseca (PE – Brasil): https://medium.com/@homerofonseca/literatura-ostenta%C3%A7%C3%A3o-bc355b700c7c  

– Gabriel Nascimento (RS – Brasil): https://www.facebook.com/Reimundo45/

– Pedro Gabriel (PE – Brasil): https://lituraterre.com/espaco-letra-freudiana/  

Thank you for the attention and the affection of always, the next post will be on July 29, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** “Olha para o céu, meu amor… Nessa noite de São João”. Música: Luiz Gonzaga  (PE – Brasil). Fotografia: George Barbosa  (PE – Brasil). “Look at the sky, my love … On that night of St. John.” Music: Luiz Gonzaga (PE Brasil). Photography: George Barbosa (PE – Brasil).

Vinte e um* | Patricia Gonçalves Tenório**

 

Ele perguntou o que era terça;

ela, perigosamente, não respondeu.

 

O que não se sabe sobre os terroristas é que eles levam uma vida perfeitamente normal. Se apaixonam, desiludem, se iludem com as promessas de vida eterna e dezenas de virgens flutuantes.

Oham sabia das virgens, cria nas virgens como ao próprio corpo armado, coberto com a túnica preta e o turbante branco. O que Oham não sabia era que uma das virgens atravessava o seu espaço no exato instante em que iria disparar as bombas.

– O senhor sabe quando é terça?

Ela lhe perguntou. Com tantos ao redor. Com olhos de pantera, ela perguntou. Será que sabia? Será que lhe adivinhou?

Yasmine era filha única, neta única de marajá. Ela poderia estar em casa, com as tantas amas, os muitos escravos, a pensar em nada, a não pensar. Mas para que deixar de viver a vida, experimentar a vida no seu sabor, nos aromas, no calor do mercado, o colorido das especiarias, que sabor tem o açafrão para Yasmine?

– O que tem na terça-feira?

O rapaz lhe perguntou. O rapaz de olhos vivos, mais vivos que os seus, mais vida nos lábios grossos e os dentes de marfim, o turbante branco emoldurando o rosto, a túnica preta cobrindo o corpo alto, esguio.

Ele não desconfiou que o perigo ali se achava. Naqueles dedos finos. Naquele véu de púrpura. Os olhos de pantera adentravam os olhos seus, sondavam a alma por mistérios, e ali, no centro, no âmago do espaço seu, Yasmine o desvendou, Yasmine lhe sentiu a cintura, sentiu as bombas, o disparador.

– O que tem na terça-feira?

– É o dia.

– O dia?

– Do meu aniversário.

– Quantos anos?

– Vinte e um.

– Também tenho vinte e um.

– Por que então as bombas?

– Por que então o véu de púrpura?

Yasmine ali sentou. No chão. Na calçada do mercado. Onde Oham já devia ter disparado, já devia ter se entregado à vida eterna e às virgens prometidas.

Mas as lágrimas de Yasmine o atraíram para o chão. Na calçada do mercado. Tocou a mão de Yasmine. Ela não se esquivou. E assim permaneceram, o tempo da explosão, o tempo da fuga de casa de Yasmine, do paraíso de Oham.

Porque, se quiser, se vive tantas possibilidades, muitas vidas, muitas virgens num mesmo instante, num mesmo toque, num único beijo da virgem Yasmine e do homem-bomba Oham.

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Veintiuno

Elle preguntó qué era martes;

Ella, peligrosamente, no respondió.

 

Lo que no se sabe sobre los terroristas es que llevan una vida perfectamente normal. Se enamoran, se decepcionan, se ilusionan con las promesas de vida eterna y decenas de vírgenes flotantes.

Oham sabía de las vírgenes, cría en las vírgenes como en el propio cuerpo armado, cubierto con la túnica negra y el turbante blanco.

—¿El señor sabe cuándo es martes?

Le preguntó ella. Con tantos alrededor. Ella preguntó con ojos de pantera. ¿Será que sabía? ¿Será que le adivinó?

Yasmine era hija única, nieta única de marajá. Ella podría estar en casa, con las tantas amas, los muchos esclavos, a pensar en nada, a no pensar. Pero para dejar de vivir la vida, experimentar la vida en su sabor, en los aromas, en el calor del mercado, el coloreado de las especias, ¿que sabor tiene el azafrán para Yasmine?

– ¿Y que tiene el martes?

El muchacho le preguntó. El muchacho de ojos vivos, más vivos que los suyos, con más vida en los labios gruesos y los dientes de marfil, el turbante blanco amoldado al rostro, la túnica negra cubriendo el cuerpo alto, esbelto.

Él no dudó el peligro se hallaba allí. En aquellos dedos finos. En aquel velo de púrpura. Los ojos de pantera penetraban sus ojos, sondaban el alma por misterios, y allí, en el centro, en el núcleo de su espacio, Yasmine lo desveló, Yasmine le sintió la cintura, sintió las bombas, el disparador.

– ¿Y que tiene el martes?

– Es el día.

– ¿El día?

– De mi aniversario.

– ¿Cuántos años?

– Veintiuno.

– También tengo veintiuno.

– ¿Por qué entonces las bombas?

– ¿Por qué entonces el velo de púrpura?

Yasmine se sentó allí. En el suelo. En la calzada del mercado. Donde Oham ya debía haber disparado, ya debía haberse entregado a la vida eterna y a las vírgenes prometidas.

Pero las lágrimas de Yasmine lo atrajeron al suelo. En la calzada del mercado. Tocó la mano de Yasmine. Ella no se esquivó. Y permanecieron así, el tiempo de la explosión, el tiempo de la fuga de casa de Yasmine, del paraíso de Oham.

Porque, si se quiere, se viven tantas posibilidades, muchas vidas, muchas vírgenes en un mismo instante, en un mismo toque, en un único beso de la virgen Yasmine y del hombre-bomba Oham.

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* Extraído de Vinte e um / Veintiuno, Patricia Gonçalves Tenório. Tradução: Alexandra Viscrian, David Pérez García. Madrid: Mundi Book Ediciones, 2016.

** Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália); Prêmio Vânia Souto Carvalho (2012) da Academia Pernambucana de Letras (PE) por Como se Ícaro falasse, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Mestre em Teoria da Literatura (UFPE) e doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS). Contatos: patriciatenorio@uol.com.brwww.patriciatenorio.com.br

 

Índex* – Janeiro, 2018

As palavras

Fizeram um acordo

Com a minha boca

E dela não saem mais

Fizeram um acordo

Com os olhos

E eles vão ler

Silenciosos

Com os ouvidos

E eles vão escutar

Estrelas

*

Porém

As palavras

Não conseguem

Adormecer 

As minhas mãos

Acordar com as minhas mãos

Uma página em branco

*

As mãos

São o instrumento 

Que me faz

Sentir humana

E sonhar

E perceber 

E escrever

A imensidão 

Do meu vazio

(“O ser e o nada”, Patricia Gonçalves Tenório, 14/01/2018, 17h55)

 

Uma página em branco a ser preenchida no Índex de Janeiro, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Um conto | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Contos de areia” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“Rio de Fogo” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Diversos.

Agradecemos a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 25 de Fevereiro, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index*, January, 2018

The words

Made a deal

With my mouth

And they do not leave it any more

Made a deal

With the eyes

And they will read

Silent

With the ears

And they will listen

Stars

*

However

The words

They can not

Fall sleep

My hands

Wake up with my hands

A blank page

*

The hands

They are the instrument

That makes me

Feel human

And dream

And realize

And write

The immensity

Of my emptiness

(“Being and Nothing”, Patricia Gonçalves Tenório, 01/14/2018, 05:55 PM)

 

A blank page to be filled in the Index of January, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

A tale | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“Tales from the sand” | Chico Alves d’Maria (RN – Brasil).

“River of Fire” | Bruno Lacerda (RN – Brasil) & David de Medeiros Leite (RN – Brasil).

Studies in Creative Writing – 2018 | Miscellaneous.

Thanks for the attention and the affection, the next post will be on February 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um verão em cor na praia de Boa Viagem – Recife – PE. A summer in color on Boa Viagem beach – Recife – PE.