Posts com Cinema

Índex* – Dezembro, 2017

O menino

Se aproxima

E eu vejo

O seu andar

E eu sinto

O seu olhar

Bem aqui

Próximo ao meu

 

Passa o tempo

Passa a vida

Eu atrás 

Desse menino

Eu em busca

De uma história 

Que eu possa

Te contar

 

Para crer

Mais uma vez

Na bondade

Do menino

Na candura

De um Natal

Um Ano Novo

Que se aproxima 

Devagar

(“É outra vez”, Patricia Gonçalves Tenório, 13/12/2017, 05h20)

 

Um 2018 de muita Paz, Saúde, Luz & Escrita Criativa que se aproxima no Índex de Dezembro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie e Mamãe em 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

O livro das recordações | Coordenação: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Presentes do Poeta de Meia-Tigela / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

E obrigada por tudo nesse 2017 que finaliza hoje…

Janeiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

Fevereiro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

Março, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

Abril, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

Maio, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

Junho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

Julho, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

Agosto, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

Setembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

Outubro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

Novembro, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… a próxima postagem será em 28 de Janeiro, 2018, um grande abraço, e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – December, 2018

 

 

The boy

Gets closer

And I see

His walking

And I feel

His look

Right here

Next to mine

 

Passes the time

Goes the life

And I’m looking for

This boy

And I’m looking for

A story

That I can

Tell you

 

To believe

Once again

In the kindness

Of the boy

In the candidness

Of a Christmas

A New Year

That gets closer

Slowly

(“It’s another time,” Patricia Gonçalves Tenório, 12/13/2017, 05:20 a.m.)

 

A 2018 full of Peace, Health, Light & Creative Writing getting closer in the December Index, 2017 on Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Study Group on Creative Writing – 2018 | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Maudie and Mama in 2017 | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

The book of memories | Coordination: Diógenes da Cunha Lima (PE – Brasil).

Gifts of the Poet of Half-Bowl / Alves de Aquino (CE – Brasil).

 

And thank you for everything in 2017 that ends today…

January, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7092

February, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7229

March, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7333

April, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7401

May, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7449

June, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7514

July, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7556

August, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7608

September, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7666

October, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7743

November, 2017: http://www.patriciatenorio.com.br/?p=7816

 

… the next post will be on January 28, 2018, a big hug, and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Um Ano Novo se aproxima. A New Year gets closer.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – 2018

Print

 

O tempo                                     A viagem

                         O amor                            A imagem    

O mito                                        A música

                         O sonho                           O fogo

Encontros mensais e temáticos para, a partir da Teoria, estimular a Criatividade na Escrita de Ficção, Poesia, Ensaios Teórico-Poéticos. Em cada cidade, participação especial de escritores locais falando sobre seus processos criativos.

* Patricia Gonçalves Tenório é escritora, mestre em Teoria da Literatura (UFPE), doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS). 

Maudie e Mamãe em 2017 | Bernadete Bruto*

(…) as esperanças vão conosco à frente e os desenganos vão ficando atrás…

(Trecho do poema CONTRASTE de Pe. Antonio Tomaz)

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Talvez, por “coincidência”, tenha assistido neste dia, 14 de dezembro de 2017, ao filme Maudie (2016) ou fiz uma associação imediata entre ela e minha mãe (Gracinha), porque sinto saudades da mamãe e muito mais hoje. Se viva estivesse seria o dia de seu aniversário, por isso a saudade bate mais forte hoje e vem com lágrima saltando nos olhos.

No filme, um primor de fotografia, que mais parece um cartão postal, a protagonista, uma mulher (artista), com corpo e mãos retorcidos pela artrite, transforma a vida cotidiana em arte, colorindo todo o espaço ao redor.  Esta mulher se chamava Maud Dowley e existiu realmente, tornando o filme ainda mais belo.

Bem ao final do filme, Maud responde a uma amiga sobre o que a motiva: Eu não quero muito. Enquanto eu tiver um pincel na minha frente eu não ligo. (…) É sempre mais a plenitude da vida já enquadrada. Bem ali.

Maudie e a visão sobre a vida, assim como os olhos brilhantes de minha mãe perante a existência. Ah, Dona Gracinha, como Maud, você enxergou a beleza na tela da vida, que tanto nos descrevia e para nós “pintava” todo santo dia: Repare naquele céu tão azul! Naquele mar, não é lindo? Esse vento que sopra. Este sol tão brilhante!  E quando não recitava pela casa o poema de Pe. Antonio Tomaz, de cuja frase fazia quase um mantra, muitas vezes pedia para tocar no violão a música Porque Deus é amor  para cantarmos juntos:

 

♪♪ Você sabe por que o céu é azul sem confim,

você sabe por que o mar nunca há de secar,

você sabe por que o sol  de sempre brilhar,

porque Deus é amor…♫

 

Assim como Maud, Gracinha, minha mãe, uma artista, nos mostrava a beleza da vida enquadrada bem ali à nossa frente e acredito, conseguimos, ainda hoje, contemplar a vida, assim colorida, porque foi assim, para nós, através de sua voz, pintada. Gratidão, Mamãe!

 

Recife, Salve, 14 de Dezembro de 2017!

 

Gracinha 14/12/1917

+ 20/08/2005

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* Bernadete Bruto (Recife/PE, 1958) é Bacharel e Licenciada em Sociologia, com Especializações na Área de Recursos Humanos e Direito Administrativo. É Analista de Gestão do Metro do Recife e Poeta Performática. Membro da União Brasileira de Escritores-UBE, da Associação do Amigos do Museu da Cidade do Recife – AMUC, parceira da Cultura Nordestina Letras e Artes e participa de grupos como a Confraria das Artes e Grupo de Estudos em Escrita Criativa. Tem quatro livros publicados, três coletâneas de poesias, Pura Impressão (2008), Um Coração de Canta (2011) e Querido Diário Peregrino (2014), e  o livro infantil bilíngue A menina e a árvore  (2017). Participou de antologias, assim como diversas apresentações poéticas e performáticas. Contatos: bernadetebruto@gmail.com e www.bernadetebruto.com

I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco & “Sobre a escrita criativa” | Diversos

cartaz_escrita_criativa (1)13/10/2017 10 horas – 13 horas

Oficina/workshop: “Mercado editorial e autopublicação”

Daniel Fernando Gruber (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “Autopublicação: um caminho possível”

Daniel Perroni Ratto (Ceará) – Palestrante: “Mercado editorial”

Cida Pedrosa (Pernambuco) – Palestrante: “Mercado editorial”

 

13/10/2017 15 horas – 18 horas

Oficina/workshop: “Estimulando a leitura através da Escrita Criativa”

Gustavo Melo Czekster (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “Leitura e Escrita Criativa”

Fernando de Mendonça (professor UFS) – Palestrante: “Experiência de Criação Literária: da sala de aula ao Clube de Leitura Criadora”

Igor Gadioli Cavalcante (professor UFS) – Palestrante: “Leitura de Prosa e Poesia: Alimentando a Escrita Criativa”

Lourival Holanda (professor UFPE) – Palestrante: “Leitura e Escrita Criativa”

 

13/10/2017 19 horas – 21 horas

Mesa: “A importância de um ambiente estimulante na Criação Artística”

Luís Roberto Amabile (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “Será Porto Alegre uma festa?”

Patricia Gonçalves Tenório (PUCRS) – Coordenadora/Palestrante: “Vida: uma experiência criativa”

Luiz Antonio de Assis Brasil (professor PUCRS) – Palestrante: “A Escrita Criativa no Brasil”

Valesca de Assis (Rio Grande do Sul) – Palestrante: “A mulher e o chamado da Literatura”

Sidney Nicéas (Pernambuco) – Palestrante: “Inspiração e ação: os gatilhos da Criatividade na Escrita e o sentir e o agir no Texto Literário”

Raimundo Carreiro (Pernambuco) – Palestrante: “A Escrita Criativa no Brasil”

Lançamento Sobre a escrita criativa,  Editora Raio de Sol, Recife-PE, 2017, Organização: Patricia Gonçalves Tenório, Prefácio: Luiz Antonio de Assis Brasil, com artigos dos participantes do Seminário.

 

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14/10/2017 10 horas – 13 horas

Oficina/workshop: “Grupo de Estudos em Escrita Criativa”

Patricia Gonçalves Tenório (PUCRS) – Coordenadora/Palestrante: “Grupo de Estudos em Escrita Criativa”

Bernadete Bruto (Pernambuco) – Palestrante: “Viagem ao fundo da Poesia: uma recomposição de trabalhos à luz da Teoria”

Elba Lins (Pernambuco) – Palestrante: “A Escrita Criativa – dando asas à minha Prosa e novas formas à Poesia”

Luisa Bérard (Pernambuco) – Palestrante: “Grupo de Estudos em Escrita Criativa”

Talita Albuquerque Bruto da Costa (UFPE) – Palestrante: “Grupo de Estudos em Escrita Criativa”

 

14/10/2017 15 horas – 18 horas

Oficina/workshop: “Devaneios Fílmicos, Cósmicos e Poéticos”

Fernando de Mendonça (professor UFS) – Coordenador/Palestrante: “Devaneios Fílmicos, Cósmicos e Poéticos”

Maria do Carmo de Siqueira Nino (professora UFPE) – Palestrante: “Pequenas narrativas com Aventura

Robson Teles (professor UNICAP) – Palestrante: “Olhos de Encenador frente a Intergenericidades Poéticas”

 

14/10/2017 19 horas – 21 horas

Mesa: “Era das narrativas e o herói cansado. Problematizações em torno da viagem do herói, suas possibilidades, limites e insuficiências.”

Daniel Fernando Gruber (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “O herói cansado”

María Elena Morán Atencio (PUCRS) – Coordenadora/Palestrante: “As histórias que (não) nos contam”

 

15/10/2017 10 horas – 13 horas

Oficina/workshop: “Oficina de Escrita Criativa – Poesia”

Alexandra Lopes Da Cunha (PUCRS) – Coordenadora/Palestrante: “A Poesia como percurso”

Cida Pedrosa (Pernambuco) – Palestrante: “Oficina de Poesia”

Carlos Enrique Sierra Mejía (Colômbia) – Palestrante: “A dificuldade da Escrita e o Prazer Criador”

 

15/10/2017 15 horas – 18 horas

Oficina/workshop: “Oficina de Escrita Criativa – Prosa – Contos e Roteiros”

Luís Roberto Amabile (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “Oficina de Contos e Roteiros”

María Elena Morán Atencio (PUCRS) – Coordenadora/Palestrante: “Oficina de Contos e Roteiros”

Guilherme Azambuja Castro (PUCRS) – Palestrante: “De onde vêm as histórias?

 

15/10/2017 19 horas – 21 horas

Mesa: “Quem tem medo da Literatura Fantástica?”

Gustavo Melo Czekster (PUCRS) – Coordenador/Palestrante: “Escrever Literatura Fantástica no Brasil do Século XXI”

Adriano Siqueira Ramalho Portela (professor ESM/FAMA-PE) – Palestrante: “Quando o Espírito é quem manda: um mergulho no Roteiro Fantástico de Osman Lins”

André Balaio (Pernambuco) – Palestrante: “Quem tem medo da Literatura Fantástica?”

 

Pequeno conto de sonhos* | Patricia (Gonçalves) Tenório**

Pinup sentia-se presa como se estivesse em uma caixa de fósforos, os palitos de fósforos bem apertadinhos.

Ele vinha toda noite e a levava para jantar; depois a usava até os ossos, até a madeira do palito de fósforo.

Uma noite ele não veio. Pinup esperou. Ela ficou ansiosa, roendo as unhas das mãos e pensou em roer as unhas dos pés. Mas achou os pés sujos da poeira do lugar em que estava presa.

Resolveu pegar uma vassoura e limpar. Como era um lugar pequeno, varreu muitas vezes, tantas vezes que começava a arranhar o chão.

Resolveu lavar as roupas. Tirou a roupa do corpo, e o corpo estava tão magrinho feito um palito de fósforo. Teve medo de triscar a cabeça sem querer na parede, e tocar fogo sem querer na caixa agora limpinha em que estava presa.

Resolveu esperar. E o relógio não ajudava, sempre ali, marcando a mesma hora, e talvez ainda fosse o mesmo dia em que ele passou com um Audi vermelho na frente da casa onde ela vivia com os irmãos, Menécio e Prometeu, e os pais estavam viajando, e os irmãos estavam dormindo, quando ele passou com o Audi vermelho, e a chamou de Pinup, e ninguém a havia chamado de Pinup antes, apenas de Atlas, e agora ela se lembra de tudo, ele abrindo a porta do carro vermelho, ela entrando maravilhada, ele colocando no nariz de Pinup um lenço embebido em alguma porção mágica, até ela acordar na caixa de fósforos, e ter medo de triscar a cabeça sem querer na parede, e inventar o fogo.

(“Até os ossos”, Patricia (Gonçalves) Tenório, 15/07/2017, 07h22)

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A partir de To the bone (2017), de Marti Noxon. 107 minutos. EUA. Com Lily Collins, Keanu Reeves, Carrie Preston, entre outros.

Patricia Gonçalves Tenório escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro da Accademia Internazionale Il Convivio, Itália (2008) por As joaninhas não mentem, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo confjunto da obra. Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, sob a orientação da Prof. Dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino. Acaba de ingressar (2017.1) no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) no Doutorado em Escrita Criativa, sob a orientação do Prof. Dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

Índex* – Março, 2017

Foi às portas do

Inferno

E provou

O gosto árduo

De amar e

Não ser amada

*

Mesmo só

No infinito

Purgatório

Experimentou

Gotas de orvalho

Que desciam

Suavemente

Lá do

Céu

*

Avistou São Pedro

E suas chaves

Douradas

E os portões

Dourados

Que se abriam

De par em par

Como se para Beatriz

Fossem

Como se para Beatriz

Abrissem

Um sem fronteiras

De bênçãos

E felicidade

*

Pedro sorriu para Beatriz

Ele que negou

Três vezes

Ele que sofreu

Três vezes

O suplício de negar

A quem muito

Amava

*

Ele estendeu a mão

Ela se encolheu

Ele deu mais um passo

Ela compreendeu

Que o verdadeiro

Amor

É aquele que tudo

Com a consciência de talvez

Nunca

Receber nada em troca

(“Dante ao contrário”, Patricia (Gonçalves) Tenório, 04/03/2017, 15h05)

O Amor sem receber nada em troca no Índex de Março, 2017 no blog de Patricia (Gonçalves) Tenório.

A volta de um”A menina do olho verde” | Patricia (Gonçalves) Tenório (PE – Brasil).

Alfredo Pérez Alencart (Salamanca – Espanha) | Poemas.

Geórgia Alves (PE – Brasil) | “Reflexo dos Górgias”.

Grupo de Estudos em Escrita Criativa | Com Bernadete Bruto (PE – Brasil) & Elba Lins (PB/PE – Brasil).

Luís Augusto Cassas (MA – Brasil) | “A Poesia sou Eu”.

Marta Braier (Argentina) | Por Rolando Revagliatti (Argentina).

E os links do mês:

– O lançamento de “Não verás amanhã” (29/03/2017), de e no blog de Gustavo Melo Czekester (RS – Brasil): www.homemdespedacado.wordpress.com

– A fotografia de Tatiana Barroso de Oliveira (“Dona Mariana”) no Singular e Plural: www.singulareplural.wixsite.com

– A tradução e apresentação de Tiago Silva da escritora Namrata Poddar na Revista da UEPB: www.revista.uepb.edu.br/index.php/sociopoetica/article/view/3427/1873

Agradeço a participação e carinho, a próxima postagem será em 30 de Abril, 2017, grande abraço e até lá,

Patricia (Gonçalves) Tenório.

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Index* – March, 2017

 

She went to the doors of

Hell

And proved

The hard taste

Of loving and

Not being loved

*

Even alone

In the infinite

Purgatory

She tasted

Dew drops

That descended

Gently

There from

Heaven

*

She sighted St Peter

And his golden

Keys

And the golden

Gates

That opened

Wide

As for Beatriz

Were

As for Beatriz

Opened

One without borders

Of blessings

And happiness

*

Peter smiled at Beatriz

He who denied

Three times

He who suffered

Three times

The punishment of denying

Who he much

Loved

*

He held out his hand

She cringed

He took another step

She understood

That the true

Love

It’s the one which

One gives

With the consciousness of maybe

Never

Receive nothing in return

(“Dante to the contrary”, Patricia (Gonçalves) Tenório, 04/03/2017, 15:05)

 

The Love without receiving anything in return in the Index of March, 2017 in the blog of Patricia (Gonçalves) Tenório.

The Return of a “The Green Eye Girl” | Patricia (Gonçalves) Tenório (PE – Brasil).

Alfredo Pérez Alencart (Salamanca – Spain) | Poems.

Georgia Alves (PE – Brasil) | “Reflection of the Gorgias”.

Study Group in Creative Writing | With Bernadete Bruto (PE – Brasil) & Elba Lins (PB/PE – Brasil).

Luís Augusto Cassas (MA – Brasil) | “Poetry is Me”.

Marta Braier (Argentina) | By Rolando Revagliatti (Argentina).

And the links of the month:

– The launch of “You will not see tomorrow” (03/29/2017), from and on the blog of Gustavo Melo Czekester (RS – Brasil): https://homemdespedacado.wordpress.com/

– The photo of Tatiana Barroso de Oliveira (“Dona Mariana”) in the Singular and Plural: http://singulareplural.wixsite.com

– The translation and presentation by Tiago Silva of the writer Namrata Poddar in the UEPB Magazine: http://revista.uepb.edu.br/index.php/sociopoetica/article/view/3427/1873

Thanks for the participation and affection, the next post will be on April 30, 2017, big hug and until then,

 

Patricia (Gonçalves) Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** A Crítica Genética de um Poema. The Genetic Critique of a Poem.

Geórgia Alves* |”Reflexo dos Górgias”**

Há um abismo entre eles. O mar e o desfiladeiro. O único acesso se dá pelo caminho de chão batido, haverá um não? Pode ser este significado de geração que os separa? O que há no reflexo dos espelhos que miram? O que impregnou em cada um?

Foi desejo à primeira vista. Ele a quis. Deu o primeiro passo. Estavam no Interior, ele expressou desejo de amá-la, com insistência. Queria tê-la em qualquer lugar, um banheiro que fosse. Na lembrança dela, chegou a teimar mesmo. Porque ela queria, mas não tinha pressa, nem medo de perdê-lo de vista. Conseguiu, ao menos, o beijo.

De volta aos lugares de origem, cercados de confiança e atenção, ficavam. Até que numa noite de lua e festa, entrou nela com intensidade.

Penetrou sua abertura de passagem secreta até tornar-se a representação mais completa do ser humano. Pelo menos para ela. Foram incontáveis encontros conjugados, com algo mais que o verbo. As conversas varavam as madrugadas. Velara ausências em descanso. O cansaço passou a ser medido pelos carinhos fixados. Vênus em virgem. Ele era um bicho atirado e quieto, arvorava-se tímido.

Discreto na expressão dos sentimentos, por outro lado, amante completo. Entrega plena. Como um vinho reservado em tensão de indecifrável enigma. Deixa chama acesa nela. Maior a cada encontro. Brasa viva. Queima língua. Mesmo no vento mudo, inseguro, tende retrair porque teme incomodar. Mantinha no rumo. Durável e duro.

Ao lado dele, Górgia sentia como se não houvesse outro mundo. Nada com que comparar. Como estivesse ao lado da melhor pessoa do universo. Talvez pelo senso de convivência dele.

Aquele homem, anos mais novo que ela, provocava estímulos mais poderosos. Fazia do entorno mais intenso e criativo. Ele a admirava pelos melhores motivos. Górgia seguiu seu desejo e instinto, num impulso de natureza. Preservando a saudade da inocência. Foram indo.

Se os vazios se interpuseram? Sim. Sentiram preenchidos, principalmente na fantasia, e não queriam estar na vida um do outro, exceto naqueles momentos. Górgia tinha Vênus em escorpião. Ele em Virgem. Era o que o céu lhes reservara. Nenhum limite entre paixão e amor. Embora soubesse: São diferentes. Amavam e eram livres. Assim seriam até.

O fato é que: depois de conhecê-lo, ninguém interessava mais. Mesmo que não acreditasse em monogamia ou fidelidade. Homem e mulher doavam-se e, ao redor deles, estavam em sentimentos incompletos. Urgências de corpo. Selaram amizade em encontros marcados.

Isso não seria tudo? Não porque quando ditava a casualidade não desgrudavam. Até o dia seguinte. Depois que ficaram, não seriam mais os mesmos. Ele conquistou vida própria, cama e casa. Ela tinha compromisso e disciplina. Menos liberdade. Passou a fazer somente o que sempre quis.

Fez da vida pé na estrada, a contar histórias em euforia indomada. Para além dos limites da cidade natal, que era a capital. Numa noite torrencial de chuva dura e água corrente frouxa por sobre as calçadas. Ambos torpes o suficiente para não esquecer nada. E deixar solto o espírito. Não havia neles autocrítica, ou retração, ou controle sobre o desejo. Solto, pelo que sentiram.

Impulso que veio durante a tempestade. Ambos fora do eixo. Em vontades de beijos e verdade. Tire suas conclusões pela história que começa agora. É narcótica entrega?

 

___________________________________

* Geórgia Alves é mãe, mestranda em Teoria da Literatura pela UFPE, jornalista e cineasta. Contato: georgia.alves1@gmail.com

** Extraído de Reflexo dos Górgias, Geórgia Alves. Recife: Grupo Paés, 2012.

Luiz Ruffato | “Redemoinho” & “Inferno Provisório”

From: luizruffato@uol.com.br [mailto:luizruffato@uol.com.br]
Sent: domingo, 5 de fevereiro de 2017 11:30
To: undisclosed-recipients:
Subject: Redemoinho

 

Na próxima quinta-feira, dia 9, estreia Redemoinho, primeiro longa-metragem do diretor José Luiz Villamarin. O filme, baseado em algumas histórias do meu romance Inferno provisório, tem roteiro de George Moura e, no elenco, conta com Irandhir Santos, Julio Andrade, Cássia Kis e Dira Paes.

Aqui, o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=34tRec6MnPU

E aqui a sinopse do livro (que está com nova edição “revista, reescrita, reestruturada” e “definitiva)”:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=87034

Abraços do

Luiz Ruffato

Toda quarta-feira, coluna na edição Brasil do jornal El País:
http://brasil.elpais.com/autor/luiz_fernando_ruffato_de_souza/a/

Índex* – Dezembro, 2016

No silêncio da cópia oculta

Agradeço

A cada um

A cada uma

Por tanto que

Me ajudaram

Na construção

Pedrinha por pedrinha

Desse ano de

2016

Ano difícil para

Todos nós

Mas que

Na certeza de que o

Dar-se as mãos

É a única saída

Espero que

Estejamos mais uma vez

Juntos

Em 2017

E em muitos outros

Que hão de vir

(“Construção”, Patricia (Gonçalves) Tenório, 13/12/16, 05h57)

Na Construção de um Mundo Novo que há de vir, esperamos no Índex de Dezembro, 2016, no blog de Patricia (Gonçalves) Tenório.

Rinascimento | Patricia (Gonçalves) Tenório (PE – Brasil).

Carta de Oleg Almeida (Bielo-Rússia / DF – Brasil).

Poems from Alan Britt (EUA).

“De paisagens e de outras tardes” | Ana Adelaide Peixoto (PB – Brasil).

“Condutor de tempestades” | Leonam Cunha (RN – Brasil).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa | Com Bernadete Bruto (PE – Brasil), Elba Lins (PB/PE – Brasil) & Anjos de Teatro (PE – Brasil).

Agradeço a participação e o carinho, a próxima postagem será em 29 de Janeiro, 2017, um grande abraço e até lá,

Patricia (Gonçalves) Tenório.

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Index* – December, 2016

In the silence of the hidden copy

I thank you

Each man

Each woman

For everything

You helped me

In the construction

Little stone by little stone

Of that year

2016

Difficult year for

All of us

But what

In the certainty that the

Holding hands

It’s the only way out

I hope

That we’ll be one more time

Together

In 2017

And in many others

Who are to come

(“Construction“, Patricia (Gonçalves) Tenório, 12/13/16, 05:57)

 

In Construction of a New World to come, we look forward to the Index of December, 2016, in the blog of Patricia (Gonçalves) Tenório.

Rinascimento | Patricia (Gonçalves) Tenório (PE – Brasil).

Letter from Oleg Almeida (Belarus-Russia / DF – Brasil).

Poems from Alan Britt (USA).

“Of landscapes and other afternoons” | Ana Adelaide Peixoto (PB – Brasil).

“Storm driver” | Leonam Cunha (RN – Brasil).

Study Group in Creative Writing | With Bernadete Bruto (PE – Brasil), Elba Lins (PB / PE – Brasil) & Theater Angels (PE – Brasil).

Thanks for the participation and the kindness, the next post will be on January 29, 2017, a big hug and until then,

 

Patricia (Gonçalves) Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Construindo Mundos Novos, Recife, PE – Brasil, 2016. Constructing New Worlds, Recife, PE – Brasil, 2016.

Rinascimento* | Patricia (Gonçalves) Tenório**

09/10/2010 & 20/12/2016

Sempre me faço perguntas de vida e morte às vésperas do Ano Novo.

“Nada há de gratuito exceto a morte”. (Freud, extraído de O prazer do texto, Roland Barthes)

Varro os fatos de outros tempos, as fotos do aqui e agora e não posso supor, não posso imaginar o que me aguarda, o que me surpreenderá.

“O prazer do texto é esse momento em que meu corpo vai seguir suas próprias ideias, pois meu corpo não tem as mesmas ideias que eu.” (O prazer do texto, Roland Barthes)

Aguardo uma outra estrada, um país diverso onde possa espalhar sementes de alegria e colher ramalhetes de amizades…

 

 Mãe Natureza – D´Agostinho (CD com Carlos Ferrera & Karynna Spinelli)

 Mãe natureza

Patricia Tenório

(Extraído de D´Agostinho, 2010)

Gosto do cheiro

De terra molhada

Da única escolha –

Ficar lendo livros

Ouvindo a chuva cair

Forte

Grossa

Violenta

Deixo-me banhar

Pelas lágrimas

Que clamam

– Patricia, Patricia! Por que me abandonastes?

 

Lendo Mãe natureza

Stella Leonardos

Setembro/2010

 

À Patricia Tenório

 

Sinto esse cheiro

De ideia molhada

Viver sortilégio

Ficar lendo livros

Ouvindo irmã água

Leve

Fértil

Fraterna.

Entendo essa chuva

Riso e lágrima.

Segreda

– Patricia! Patricia do coração poeta!

        Procuro descobrir nos acontecimentos o sentido perdido nos textos, nas pessoas, na vida.

“Quando o trabalho que você faz tem vinculação com seu percentual de humanidade, você se conecta ao outro”. (Ismael Caldas, artista plástico em “Das sutilezas e fraquezas humanas”, Viver, Diário de Pernambuco, 08 de Setembro de 2010)

“O que ao leigo pode parecer uma obra-prima nunca chega a representar para o criador uma obra de arte completa, mas, apenas, a concretização insatisfatória daquilo que tencionava realizar; ele possui uma tênue visão da perfeição, que tenta sempre reproduzir sem nunca conseguir satisfazer-se.” (Sigmund Freud em “Leonardo da Vinci – uma lembrança da sua infância”)

Tento seguir o que em mim pulsa, o que em mim se parece com a Verdade e a sinto eclodir por todas as minhas células.

“A filosofia natural apaziguará os conflitos e as dissensões de opinião que atormentam, dilaceram e devastam a alma sem trégua. Mas ela os apaziguará, ordenando-nos não esquecer que a natureza nasce da guerra e que ela é, por tal razão, chamada por Homero de luta.” (“Oratio de dignitate hominis”, Giovanni Pico della Mirandola)

“A diferença não é aquilo que mascara ou edulcora o conflito: ela se conquista sobre o conflito, ela está para além e ao lado dele”. (O prazer do texto, Roland Barthes)

Tomo do lápis e papel e derramo todo o meu Ser Humana em palavras e contradições, na esperança que a Arte se faça, me salve. Exprima.

“… o texto: ele produz em mim o melhor prazer se consegue fazer-se ouvir indiretamente…” (O prazer do texto, Roland Barthes)

“… estamos sempre demasiadamente prontos a esquecer que, de fato, o que influi em nossa vida é sempre o acaso, desde nossa gênese a partir do encontro de um espermatozóide com um óvulo – acaso que, no entanto, participa das leis e necessidades da natureza, faltando-lhe apenas qualquer ligação com nossos desejos e ilusões.” (“Leonardo da Vinci – uma lembrança da sua infância”, Sigmund Freud)

Renasço a cada instante meu, a cada sorriso dado, a cada momento de partilha, experimentado, sem medos e vaidades, o que em mim possuo apesar de todos os detalhes…

Rinascimento*, Patricia Tenório

Filmado em Câmera Cannon 7D. Editado em Final Cut Program.

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* Apresentado na X Setimana della Lingua Italiana nel Mondo – “L´Italiano nostro e degli altri”, 18 a 24 Outubro 2010 – Dante Alighieri – Recife – PE – Brasil.

**  Patricia (Gonçalves) Tenório escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, O major – eterno é o espírito (2005), As joaninhas não mentem (2006), Grãos (2007), A mulher pela metade (2009), Diálogos e D´Agostinho (2010), Como se Ícaro falasse (2012),  Fără nume/Sans nom (Ars Longa, Romênia, 2013), Vinte e um/Veintiuno  (Mundi Book, Espanha, abril, 2016), e A menina do olho verde (livros físico e virtual, Recife e Porto Alegre, maio e junho, 2016), traduzido para o italiano por Alfredo Tagliavia, La bambina dagli occhi verdi, publicado em setembro, 2016 pela editora IPOC – Italian Paths of Culture, de Milão.  Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura, linha de pesquisa Intersemiose, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE,O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, com o anexo o ensaio romanceado O desaprendiz de estórias (Notas para uma Teoria da Ficção), sob a orientação da Profª Dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino, publicada em outubro de 2016 pela editora Omni Scriptum GmbH & Co. KG / Novas Edições Acadêmicas, Saarbrücken, Alemanha. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br