Posts com Concursos Literários

Índex* – Novembro, 2017

De Arabella

Se aproxima

O fim da sua estória

O fim da narração 

Em terceira pessoa 

Que ficcionaliza

A vida do autor

*

A morte do autor

Está em cada linha

Está em cada palavra

Contada

Narrada

Derramada

Na tela do computador 

Nas letras do teclado

Que protegem o eu

Do outro

E permitem imaginar

E concedem aproximar

O fim de uma estória 

À bordo de um avião

(“Arabella em apuro”, Patricia Gonçalves Tenório, 10/11/2017, 06h50)

 

O fim de uma estória, o fim de um ciclo e início de outro no Índex de Novembro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Poemas de Viagem | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“A menina do olho verde” na Itália | Patricia Gonçalves Tenório.

Ewa Lipska (Pologne) & Krzyztof Siwczyk (Pologne) | Traduits par Isabelle Macor (France).

“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosario Franco (Italia).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – Novembro, 2017 & 2018.

E o link do mês: Clauder Arcanjo (RN – Brasil) e Alfredo Pérez  Alencart  (Salamanca, Espanha) em www.salamancartvaldia.es/not/164590/desde-lisboa-mossoro-dedican-poemas-salmantino-anibal-nunez/

 

Agradeço a atenção e carinho de sempre, a próxima postagem será em 31 de Dezembro de 2017, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – November, 2017

From Arabella

Get closer

The end of her story

The end of the narration

In third person

That fictionalizes

The life of the author

 *

The author’s death

It’s on every line

It’s in every word

Told

Narrated

Spilled

On the computer screen

In the letters of the keyboard

Who protect the self

From the other

And they let imagine

And they allow approach

The end of a story

Aboard an airplane

(“Arabella in style”, Patricia Gonçalves Tenório, 11/10/2017, 06:50 a.m.)

 

 

The end of a story, the end of one cycle and beginning of another in the Index of November, 2017 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Travel Poems | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“The girl with the green eye” in Italy | Patricia Gonçalves Tenório.

Ewa Lipska (Poland) & Krzyztof Siwczyk (Poland) | Translated by Isabelle Macor (France).

“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosario Franco (Italy).

Group of Studies on Creative Writing – November, 2017 & 2018.

And the link of the month: Clauder Arcanjo (RN – Brasil) Clauder Arcanjo (RN – Brasil) and Alfredo Pérez  Alencart  (Salamanca, Spain) on www.salamancartvaldia.es/not/164590/desde-lisboa-mossoro-dedican-poemas-salmantino-anibal-nunez/

 

Thank you for the attention and affection of always, the next post will be on December 31, 2017, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** O fim de um ciclo e início de outro. The end of one cycle and beginning of another. 

“A menina do olho verde” na Itália | Patricia Gonçalves Tenório

Premiação Il Convivio A menina do olho verde

Giardini Naxos, Messina, Itália – Caesar Park – 29/10/2017 – 09h30

Patricia Gonçalves Tenório

 

Este livro é a busca pela própria voz.

Existe um momento na vida de todo artista, de todo escritor, de todo poeta, no qual explode a necessidade máxima de saber que lugar ocupa no mundo. E A menina do olho verde me revelou este lugar.

Há quase dez anos estive aqui em Giardini Naxos recebendo das mãos do caríssimo Angelo Manitta o Prêmio de Melhor Romance Estrangeiro por outra fábula, As joaninhas não mentem.

Agradeço à Accademia Internazionale Il Convivio, pela segunda vez, por ter escutado a minha voz, por ter escutado a voz de Manoela, A menina do olho verde gritando no Monte da Resposta Perdida em busca da Literatura, da Poesia, da Arte essencial para a vida de todo artista.

Muito obrigada.

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Il Convivio Premi La bambina dagli occhi verdi

Giardini Naxos, Messina, Italia – Caesar Park – 29/10/2017 – 09h30

Patricia Gonçalves Tenório

 

Questo libro è la ricerca della propria voce.

C’è un momento nella vita di ogni artista, ogni scrittore, ogni poeta, in cui esplode la massima necessità di sapere quale posto occupa nel mondo. E La bambina dagli occhi verdi (La bambina di occhio verde) mi ha rivelato questo posto.

Da quasi dieci anni sono qui a Giardini Naxos, ricevendo dalle mani del più caro Angelo Manitta il Premio per il Migliore Romanzo Estero per un’altra favola, Le coccinelle non mentono.

Grazie all’Accademia Internazionale Il Convivio, per la seconda volta, per ascoltare la mia voce, per aver ascoltato la voce di Manoela, La bambina dagli occhi verdi (La bambina di occhio verde) gridando sul Monte della Risposta Persa alla ricerca di Letteratura, Poesia, Arte essenziale per vita di ogni artista.

Grazie mille.

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“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosaria Franco

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Índex* – Outubro, 2017

No pensamento 

O tempo sempre foi

Luta

Resistência 

 

Na imagem

De um menino 

Que foi um dia

Semente

Broto

Cápsula 

 

Aparece

Diante de mim

Formado

Amalgamado em

Corpo e alma

Com um sonho

Que tive um dia

Insistente

Persistente

 

Até

Nascer em mim

O pensamento 

Que lutou um dia

Que resistiu um dia

E se transformou

Em poesia

(“O pensamento luta”, Patricia Gonçalves Tenório, 05/10/2017, 05h01)

 

O sonho insiste e persiste no Índex de Outubro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

A Cidade Universitária em “A menina do olho verde” | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco | Diversos.

“Sobre a escrita criativa” em Porto Alegre | Organização: Patricia Gonçalves Tenório. Prefácio: Luiz Antonio de Assis Brasil (RS – Brasil).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – Outubro, 2017 | Diversos.

E o link do mês: Paulo Caldas (PE – Brasil) fala sobre A menina do olho verde no http://revista.algomais.com/noticias/a-menina-do-olho-verde-vence-na-italia-por-paulo-caldas.

Agradecemos a participação e carinho.

Excepcionalmente, antecipamos a postagem para hoje. A próxima postagem será em 26 de Novembro, 2017.

Um grande abraço e até lá!

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – October, 2017

 

In thought

The time has always been

Fight

Resistance

 

In the image

Of a boy

Who was one day

Seed

Bud

Capsule

 

Pops up

Before me

Formed

Amalgamated in

Body and soul

With a dream

I had one day

Insistent

Persistent

 

Up until

Born in me

The thought

Who fought one day

Who endured one day

And became

Poetry

(“The thought of struggle”, Patricia Gonçalves Tenório, 05/10/2017, 05:01)

 

The dream insists and persists in the Index of October, 2017 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

The University City in “The Green Eye Girl” | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

I National Seminar in Creative Writing in Pernambuco | Miscellaneous.

“About creative writing” in Porto Alegre | Organization: Patricia Gonçalves Tenório. Preface: Luiz Antonio de Assis Brazil (RS – Brasil).

Study Group on Creative Writing – October, 2017 | Miscellaneous.

And the link of the month: Paulo Caldas (PE – Brasil) talks about The girl with the green eye in the http://revista.algomais.com/noticias/a-menina-do-olho-verde-vence-na-italia-por-paulo-caldas.

We appreciate your participation and affection.

Exceptionally, we’ve anticipated the post for today. The next post will be on November 26, 2017.

A big hug and until then!

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** A insistência e a persistência de um sonho no I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco. The insistence and persistence of a dream in the First National Seminar in Creative Writing in Pernambuco.

“A Cidade Universitária”* em “A menina do olho verde” | Patricia Gonçalves Tenório***

A CIDADE UNIVERSITÁRIA*

 

Foram derrubados os muros da cidade, o Muro Alto não existia mais. Plantaram jardins conjuntos, escreveram livros para uns aos outros ler. Era bom aquele começo, com a esperança no coração. Inventaram para o Barulho Extremo músicas dessas para relaxar. Ouviam baixinho antes, durante e após as refeições. Conseguiam fazer suas tarefas mais difíceis, das que precisam de uma concentração profunda, usando aquelas músicas que aquietavam.

O filho do prefeito, era João o seu nome, inventou uma outra ferramenta para ao Barulho abafar. Era o Riso, ele dizia, que se mal não faz, bem então fará. No princípio, todos riam assim forçados, todos riam desanimados só para agradar ao menino. Mas depois descobriram que rir era mais fácil que imaginavam e rir fazia imaginar. Imaginavam dias luminosos, coloridos, as árvores cheias de folhas, as abelhas retornando às colmeias, o néctar de flor em flor.

E foram aos poucos e persistentes, exercitando aquele Riso, e transformando o pensamento em positivo cada vez mais. Se reuniam na pracinha da cidade, debaixo da sombra do Carvalho, e riam uns dos outros, de si mesmos e dos animais, que passeavam livremente, meio espantados no começo, por verem aquele sorriso contínuo. Sentiam-se ridículos, é verdade, os habitantes da cidade. Mas sentiam-se jovens, intrépidos, relaxados, e brincavam uns com os outros, e faziam cócegas uns nos outros para o Riso fomentar.

Voltavam para casa cansados, o rosto vermelho, os olhos brilhantes. E nem mesmo na hora da refeição, conseguiam parar o Riso – ele já contagiava. A cidade era assim transformada, de uma cidade comum que vivia nas cinzas, no Barulho Extremo, em uma Cidade Universitária.

As disciplinas estudadas pelas crianças na Escola, levadas em tarefas para casa eram multidisciplinares. Sabiam entre si estudar das mais fáceis às mais difíceis, e retornavam às mais fáceis para melhor aprender. Os adultos começaram a sentir necessidade em retornar aos estudos, para aos filhos ajudar, para aos filhos fazer admirar, do menorzinho ao mais velho.

Mas professora Mariana alertou que não era esse o caminho. Que não deveriam estudar somente para aos outros agradar. Precisavam encontrar um propósito, um propósito original, um sentido essencial, que agradasse a si próprio em primeiro lugar. Para então, aos pouquinhos, às crianças ajudar, aos seus filhos ensinar com o Aprendizado pelo Afeto.

Era o Aprendizado mais eficiente, aquele que perpassa o Tempo, transpõe Espaços e quem recebe carrega para a vida inteira. Ninguém do aluno ou da aluna pode retirar. Quando se entrega um Ensinamento coberto de Carinho, esse Carinho se entranha no Ensinamento, se entranha em quem recebe para nunca mais acabar. A Memória permanece fiel ao Ensinamento, pois com o Afeto se tornaram irmãos. Irmãos gêmeos, siameses, e espelham um no outro o que o Carinho envolveu, o que o Afeto transmutou em ondas de Aprendizado perpétuo.

 

La Città Universitaria**

Furono rubate le mura della città, il Muro Alto non esisteva più. Piantarono giardini comunicanti, scrissero libri per leggerli gli uni agli altri. Era buono quell’inizio, con la speranza nel cuore. Inventarono per il Frastuono Estremo musiche, di quelle che rilassano. Le ascoltavano piano all’inizio, prima e dopo i pasti. Riuscirono a svolgere i compiti più difficili, quelli che avevano bisogno di una concentrazione profonda, usando quelle musiche che quietavano.

Il figlio del sindaco, il suo nome era João, inventò un altro strumento per placare il Frastuono. Era il Riso, diceva, che se non faceva male, allora avrebbe fatto bene. All’inizio tutti ridevano forzatamente, tutti ridevano tristi, solo per far piacere al ragazzo. Ma poi scoprirono che ridere era più facile di quel che immaginavano e ridere faceva immaginare. Immaginavano giorni luminosi, colorati, alberi pieni di foglie, api che ritornavano agli alveari, nettari di fiore in fiore.

E a poco a poco, persistevano nel praticare quel Riso, trasformando il pensiero in positivo, ogni volta un po’ di più. Si riunivano nella piazzetta della città, sotto l’ombra della Quercia, e ridevano gli uni degli altri, di loro stessi e degli animali, che passeggiavano liberamente, un po’ spaventati all’inizio, nel vedere quel sorriso continuo. Si sentivano ridicoli, è vero, gli abitanti della città. Ma si sentivano giovani, intrepidi, rilassati, e scherzavano gli uni con gli altri, e si facevano il solletico gli uni con gli altri per fomentare il Riso.

Tornavano a casa stanchi, il viso rosso, gli occhi brillanti. Nemmeno all’ora del pasto riuscivano a fermare il Riso – che subito li contagiava. La città così era trasformata da una città comune, che viveva sulle sue ceneri, nel Frastuono Estremo, in una Città Universitaria.

Le materie studiate dai bambini della Scuola, i compiti a casa, erano multidisciplinari. Sapevano studiare per conto loro le cose più facili e quelle più difficili, poi ritornavano a quelle più facili per impararle meglio. Gli adulti cominciavano a sentire il bisogno di riprendere gli studi, per aiutare i figli, per farsi ammirare dai figli, dal più piccino al più grande.

Ma la maestra Mariana avvisò che non era questa la strada. Che non avrebbero dovuto studiare solo per far piacere agli altri. Dovevano avere uno scopo, un proposito originale, un senso essenziale, che facesse piacere a se stessi in primo luogo. Per poi, a poco a poco, aiutare i bambini, insegnare ai propri figli l’Apprendimento dell’Affetto.

Era l’Apprendimento più efficiente, quello che trapassa il Tempo, trascende lo Spazio, e che chi riceve, porta con sé per tutta la vita. Nessuno lo potrà togliere dall’alunno o dall’alunna. Quando si dà un insegnamento pieno d’Affetto, questo Affetto si introietta nell’Insegnamento, si introietta in chi lo riceve per non distaccarsene più. La Memoria rimane fedele all’Insegnamento, perché  si è affratellato con l’Affetto, è diventato un Fratello Gemello, siamese, così che si rispecchiano uno nell’altro come ciò che il Sentimento ha legato, ciò che l’Affetto ha trasformato in onda di Apprendimento perpetuo.

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Capítulo de A menina do olho verde. Patricia Gonçalves Tenório. Recife, PE: Raio de Sol, 2016. Primo Premio Assoluto – Libro edito in portoghese – Accademia Internazionale Il Convivio, Outubro, 2017.

** Capitolo de La bambina dagli occhi verdi. Patricia Gonçalves Tenório. Traduzione: Alfredo Tagliavia. Milano, Italia: IPOC, 2016.

*** Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em Outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em Outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, sob a orientação da prof. dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino. Doutoranda em Escrita Criativa (2017.1) no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), sob a orientação do prof. dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

**** Possível ilustração de DS Tenório para A menina do olho verde.

 

Prêmio Il Convivio 2017 & “A menina do olho verde”* | Patricia Gonçalves Tenório**

O BEIJO

 

Que sabor tem um Beijo? Para ele? Para ela? Tem o gosto de encontro, encontro assim meio de lado, a cabeça de Manoela deitada de lado para receber o Beijo de Pedro. Era feito um aconchego, aquela cabeça deitada, no ombro de seu amado. O Beijo, assim torto parecia. Mas não era torto, era místico e ali se fazia um santuário.

Naquele instante celestial, um Raio de Sol tocou a Cabeça de Manoela. A Cabeça da menina permanecendo deitada, pendendo assim para o lado, era mais fácil o Raio de Sol a tocar e se inserir no pensamento. Houve então uma Epifania. Todos os momentos vividos, o antes, o agora, o depois explodiram em Manoela, como se fossem um instante só. E a menina-mulher podia no corpo de Pedro entrar, no corpo do homem-menino penetrar, feito o ar em seus pulmões.

 

Il Bacio

Che sapore ha un Bacio? Per lui? Per lei? C’è il gusto dell’incontro, un incontro mezzo nascosto, il capo di Manoela chino su un lato per ricevere il Bacio di Pedro. Stava come comodo, quel capo appoggiato sulla spalla dell’amato. Il Bacio, sembrava così di traverso. Ma non era di traverso, era mistico, e là avrebbero costruito un santuario.

In quell’istante celestiale, un Raggio di Sole toccò il Capo di Manoela. Il Capo della bambina mentre rimaneva appoggiata, pendendo da un lato : così era più facile che il Raggio di Sole la toccasse ed entrasse nel suo pensiero. Fu un’Epifania. Tutti i momenti vissuti, il prima, l’ora, il dopo, esplosero dentro Manoela, come fossero un solo istante. E la bambina-donna poteva entrare nel corpo di Pedro, penetrare nel corpo dell’uomo-bambino, come aria nei suoi polmoni.

(Traduzione di Alfredo Tagliavia In La bambina dagli occhi verdi, Patricia Gonçalves Tenório. Milano, Italia: IPOC, 2016)

 

Premiati per sezione 2017

 

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* A menina do olho verde. Patricia Gonçalves Tenório. Recife,PE: Editora Raio de Sol, 2016.

** Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em Outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em Outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, sob a orientação da prof. dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino. Acaba de ingressar (2017.1) no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), no doutorado em Escrita Criativa, sob a orientação do prof. dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

 

Prêmios UBE – RJ 2013

Aconteceu na última sexta-feira, 25/10/13, na Academia Brasileira de Letras, a entrega dos Prêmios UBE-RJ 2013.

Segue a lista dos premiados e a programação do evento.

Toda a gratidão a Stella Leonardos, Márcia Barroca & Lucia Regina Lucena, abraço bem grande,

Patricia Tenório.

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Prêmio Guilherme de Almeida – Paulo Bomfim

Prêmio Guimarães Rosa – Fábio Lucas

Prêmio Fernando Pessoa -Antônio Carlos Secchin

Prêmio União Brasileira de Escritores – Antônio Miranda

Prêmio Lacyr Schettino – Elizabeth Rennó

Prêmio Mario Moreyra – Grecianny Carvalho Cordeiro

Prêmio Adonias Filho – Olívia Barradas

Prêmio Vinícius de Morais – Elisa Flores

Prêmio Machado de Assis – Miguel Jorge

Prêmio Paul Valéry – Jean Paul Mestas

Prêmio Jean Paul Mestas- Cyro de Mattos e Pedro Vianna

Prêmio Monteiro Lobato – Laura Sandroni

Prêmio Murilo Mendes – José Sebastião Ferreira

Prêmio Adalgisa Nery – Andréia Donadon Leal

Prêmio Henriqueta Lisboa – Yeda Prates Bernis

Prêmio José Afrânio Moreira Duarte – Vivaldino Pereira Ferreira

Prêmio Antônio Olinto – Eduardo D’Alba, Ronaldo Cagiano e Whisner Fraga, Matusalém dias de Moura

Prêmio Chico Buarque de Holanda – Colbert Helsinborg

Prêmio Walmir Ayala – Juçara Valverde

Prêmio Christiane Mestas – Yara Tupinambá

Prêmio Helena Ferreira – Vera Tavares

Prêmio Astrid Cabral – Almir Gomes de Castro

Prêmio Cyl Gallindo – Lourdes Sarmento

Prêmio Cassiano Ricardo – Leila Echamíe

Prêmio Marly Mota – Patrícia Tenório

Prêmio Zila Mamede – Elizabeth Marinheiro

Prêmio Mario Cabral – Ana Maria Fonseca Medina

Prêmio Benedito Nunes – Olga Savary

Prêmio Margaret Mee – Evandra Rocha

Prêmio Aluysio Mendonça Sampaio – Wagner Ribeiro

Prêmio Hernani Donato – Fernando Py

Prêmio Clarice Lispector –  Beatriz Rosa Dutra

Prêmio Paulo Rónai – Lívia Paulini

Prêmio Peregrino Júnior – Nelson Patriota

Prêmio Barbosa Lima Sobrinho – Cícero Sandroni

Prêmio Alice da Silva Lima – Tania Zagury

Prêmio Sigmund Freud – Luiz Gondim de Araújo Lins

Prêmio Clementino Fraga – Abílio Kac

Prêmio Reverie – Dorée Camargo

Prêmio Historiador Antônio Vieira dos Santos – Sonia Sales

Prêmio Maria Amélia Amaral Palladino – Anderson Braga Horta

Prêmio João Cabral de Melo Neto – Marcus Vinicius Quiroga

Prêmio Wanda Fabian – Tadiane Tronca

Prêmio Adélia Prado – Maria Amélia Amaral Palladino

Prêmio Manoel Proença – Ivan Cavalcante Proença

Prêmio Castro Alves – Diego Mendes Souza

Prêmio Florbela Espanca – Idalina P. A. Gonçalves

Prêmio Sophia de Melo Andresen – Gonçalo Salvado – Portugal

Prêmio Eugénio de Andrade – Victor de Oliveira Mateus – Portugal

Prêmio Joaquim de Montezuma de Carvalho – Pedro Miguel Salvado – Portugal

Prêmio José Saramago – Miguel Barbosa- Portugal

 

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UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES – UBE/RJ

Fundada em 27 de agosto de 1958

Integrante da Fede ração Latinoamericana de Sociedade de Escritores

 

 

C O N V I T E

 

A Diretoria da UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES – UBE/RJ

tem a honra de convidar V. Sa. e família para a

SESSÃO FESTIVA

de sua premiação anual.

 

Entrega dos PRÊMIOS DA DIRETORIA

 

Entrega dos PREMIOS DO CONCURSO INTERNACIONAL DE LITERATURA

 

Entrega da Medalha ANTONIO OLINTO

Medalha CECILIA MEIRELES

Medalha VINÍCIUS DE MORAIS

Medalha CLARICE LISPECTOR

Medalha TEIXEIRA DE FREITAS

e as de MÉRITO CULTURAL

 

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DO POETA VINÍCIUS DE MORAES

                                                                                                                                                                                            

 “Liricidade” de STELLA LEONARDOS

 

MARCIO GOMES  –  canto

MOISÉS PEDROSA – teclado

 

 

Data:  sexta-feira 25 de outubro de 2013.

Horário:  15 horas (pontualmente).

Local:  ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (Teatro R. Magalhães Júnior)

            Av. Presidente Wilson, 203. Centro.

Traje:  passeio completo.

 

“A SUA PRESENÇA É SEMPRE

MUITO IMPORTANTE PARA A CULTURA!”

 

 

STELLA LEONARDOS                                            

      Secretária Geral  

LUCIA REGINA DE LUCENA

        Presidente                

 

 

Cartas de Stella Leonardos… Prêmio Marly Mota – UBE/RJ

Todo carinho e gratidão para Stella Leonardos, Marly Mota, Luzilá Gonçalves & Márcia Barroca…

 Um abraço bem, bem grande da

 Patricia Tenório.

 

 

Prêmio Marly Mota

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Concurso & Concorso

  
 

 

MOSTRE SEU TALENTO.

 

Prêmio Poesia Livre 2013
Concurso Nacional Novos Poetas

 

Inscrições Gratuitas

 

De 01 de dezembro de 2012 a 05 de janeiro de 2013

 

Apoio Cultural: Revista Universidade

 

Realização: Vivara Editora Nacional

 

www.poesialivre.com.br

 
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Concorso
Tra Sechia e Pannaro
 
Poesia 2013 Circ 4

 

 

IV Antologia de Poetas Lusófonos*

 

Vida

José Rodrigues Dias**

 

Nasci de uma gota como um rio

Vindo do interior sagrado da vida.

Gota a gota, pelos mistérios,

Fiz-me garoto como ribeiro cristalino

Cantarolando nas pedras do caminho.

Pedra a pedra, fiz-me homem

Como um rio digno de ser rio.

À volta, ao sol, a imensidão da terra;

Em noites de lua cheia, o céu, suspenso,

Contido na quase quietude das águas…

 

Rio pleno a falar com o infinito do mar,

Onde vai morrer e outra vida nascer!

Évora, 2011-06-15

 

 

Pérolas

Manuela Bulcão***

 

Lacrimosa

Recebo os pedaços de luar da tua alma.

Sorvo cada gota desse teu suor de Minotauro

Carregada com as tuas pétalas,

Refugio-me na escuridão dos teus cabelos.

Sou infeliz e mal amada

Escrava de um amor que não tenho nas minhas garras.

A minha carapaça são pérolas podres

Putrefactas da impossibilidade do nosso amor.

Caminhei por um inferno de erros.

Será isso culpa minha?

Os dias que passaram fizeram assim,

Torta e cicatrizada por não ter sorte.

Só me restas Tu,

Homem desconhecido e ideal.

Nunca te encontrei e amei.

Mais do que um sonho

Desfio as minhas pérolas como um malmequer

Rosário de franca solidão.

 

 

Quis um dia

Paulo José Costa****

 

Quis um dia suster na boca

o aroma quente da terra.

E quis beijar as margens indolentes

dos teus olhos:

 

na mesma claridade

detive a lucidez demorada

 

ou um gritorécita

 

que exalava

dos lábios

 

do mar.

 

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* Poemas selecionados da IV Antologia de poetas lusófonos, 2011, Folheto Edições & Design, Leiria, Portugal. Patricia Tenório participa com “Eva” e “Preâmbluas” (vide http://www.patriciatenorio.com.br/?p=2882)

** José Rodrigues Dias nasceu em 1951 (Talhas, Macedo de Cavaleiros, Portugal). É Professor Emérito da Universidade de Évora (2011). Com mais de uma centena de trabalhos científicos publicados, é autor de Braços Abraçados, Tartaruga Editora, 2010, e de Traçados Sobre Nós, Chiado Editora, 2011.

*** Manuela Bulcão, oriunda da cidade da Horta, ilha do Faial (Açores, Portugal), atualmente a residir no Porto, nasceu dia 20 de Fevereiro de 1964. Licenciou-se em Óptica Ocular, e desde cedo demonstrou grande afetividade por poesia e escrita, tendo até certo dom para esses efeitos. Considera-se uma sonhadora incurável, dizendo que o céu é o seu limite, também se considera romântica e uma eterna apaixonada, pela vida e pelos que a rodeiam. Em suma, nasceu para amar, tendo como arma a sua escrita.

**** Paulo José Costa nasceu a 11 de Agosto de 1976 em Leiria – Portugal, cidade onde reside e exerce atividade profissional enquanto Psicólogo. É autor, co-autor e organizador de diversas publicações no domínio da Psicologia. Recentemente publicou o seu primeiro livro de Poesia – Sopro da voz (Textiverso, Leiria, Maio 2011).