Posts com Concursos Literários

Lançamento Coleção Quarentena | Patricia Gonçalves Tenório*

Se isolar

É um bom

Remédio

Para quem

Não sofre

Solidão:

Se conhece

Por inteiro

As qualidades

Os defeitos

Sem tirar

Os pés

Do chão

*

Para quem

Já conhece

A profunda

Solidão

Se isolar

É uma alegria

É encontrar

Todo dia

As várias

Faces

Do próprio

Ser

*

Mas é preciso

Se lembrar

De sair sempre

Devagarzinho

E encontrar

Gente amiga

Ao menos

Numa tela

De PC

(“Convite para não se sentir só”, Patricia Gonçalves Tenório, 11/12/2020, 08h28)

Setembro, Poemas de cárcere e Exílio ou Diário depois do fim do mundo fazem parte da Coleção Quarentena, uma trilogia de ficção, poemas e não ficção escrita durante os primeiros seis meses da pandemia de Covid-19 e que foi imprescindível para a autora expurgar os medos mais profundos, mas também enxergar a beleza que sempre brota nos períodos sombrios da humanidade.

É com infinita gratidão por todas as pessoas que me ajudaram a atravessar esse período e continuam me ajudando, em especial, meus filhos Vítor, Maria Eduarda e Bruno, e as amigas-poéticas Bernadete Bruto, Elba Lins e Raldianny Pereira, que ofereço a Coleção Quarentena, lançada virtualmente em 18/12/2020 – segue abaixo o link da gravação no Zoom.

Abraços cheios de Sonhos, Saúde & Luz,

Patricia Gonçalves Tenório.

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(Os arquivos abaixo já estão na versão final da gráfica.)

Coleção Quarentena:

Exílio ou Diário depois do fim do mundo

Poemas de cárcere

Setembro

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Lançamento Coleção Quarentena | 18/12/2020 | Gravação Zoom:

https://us02web.zoom.us/rec/share/GIVIfULR2SGtJWw2V_q23D1rPDJp_aSq-InQ_crD7RLxA-o0NuNfP5oUIZUyM-Av.TvbgRE72qaFWiUzq  

(Senha de acesso: f?ec7&9z)


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* Patricia Gonçalves Tenório é escritora, vinte livros publicados, sendo um deles, A baronesa (2020), em formato vídeopodcast. Recebeu prêmios no Brasil e no exterior por As joaninhas não mentem (2006), Grãos (2007), Como se Ícaro falasse (2012), A menina do olho verde (2016) e pelo conjunto da obra em 2013. Mestre em Teoria da Literatura (UFPE) e doutora em Escrita Criativa (PUCRS), ministra, desde 2016, cursos on-line e presenciais do grupo de Estudos em Escrita Criativa. Contatos: grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com e https://www.youtube.com/estudosemescritacriativa

Índex * – Novembro, 2020

Costuro

O poema

Como quem sabe

O que é vestir

A pura seda

Dos versos de

Gullar

Cozinho

O poema

Feito o café bom

De Bandeira

Os sequilhos

De Quintana

O pão de queijo

De Drummond

O doce de leite

De Moraes

Antes

Que a tarde

Me deite

Nua

Sobre as

Folhagens

De palavras

Que brotam

Durante a minha

Leitura

(“Os amantes”, Patricia Gonçalves Tenório, 06/11/2020, 11h57)

O Amor Perfeito à Poesia, à Literatura, à Escrita Criativa no Índex de Novembro de 2020 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Encontro de Poesia 51 | Edição de Aniversário | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & Divers@s.

Coleção Quarentena | Depoimentos | Bernadete Bruto (PE – Brasil), Elba Lins (PB/PE – Brasil) & Raldianny Pereira (PE – Brasil).

Escrita Criativa em mim | Capítulo 4 – Os concursos literários | Patricia Gonçalves Tenório.

Poema de Altair Martins (RS – Brasil).

Amaro Nervo por Manuela Bertão (Porto – Portugal).

A poesia de Raquel Carrilho (PE – Brasil).

Poema de Rizolete Fernandes (RN – Brasil).

E os links do mês:

Ave Palavra, de Bernadete Bruto, com Patricia Tenório: https://open.spotify.com/episode/6753c80IqeScWXvcsWiuEZ

Bernardo Bueno (RS – Brasil) e a pré-venda da Antologia Quatro de Escrita Criativa da PUCRS:
https://www.bestiario.com.br/livros/escrita_criativa_4.html

Bruno Tenório de Oliveira e Silva (PE – Brasil) e o zumbido:
https://www.instagram.com/p/CHiO3SYL7bM/?igshid=m9foc9lxumnc

Folhinha Poética por Jorge Amaral de Oliveira (CE – Brasil): http://folhinhapoetica.blogspot.com/2020/11/10nov20-patricia-goncalves-tenorio.html#.X6x2Z8hKjIU

Excepcionalmente, antecipamos a News de Novembro, 2020. A próxima postagem será em 22 de Dezembro de 2020. Agradeço a atenção e o carinho de sempre, abraço bem grande e até lá,

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – November, 2020

I sew

The poem

As who knows

What is dressing

The pure silk

From the verses of

Gullar

*

I cook

The poem

As the good coffee

From Bandeira

The sequels

From Quintana

The cheese bread

From Drummond

The milk candy

From Moraes

Before

That afternoon

Lay me down

Naked

About the

Foliage

Of words

That sprout

During my

Reading

(“The lovers”, Patricia Gonçalves Tenório, 11/06/2020, 11h57 a.m.)

The Perfect Love of Poetry, Literature, Creative Writing in the November, 2020 Index on Patricia Gonçalves Tenório’s blog.

Poetry Meeting 51 | Anniversary Edition | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil) & Several.

Quarantine Collection | Testimonials | Bernadete Bruto (PE – Brasil), Elba Lins (PB/PE – Brasil) & Raldianny Pereira (PE – Brasil).

Creative Writing in Me | Chapter 4 – Literary contests | Patricia Gonçalves Tenório.

Altair Martins’ Poem (RS – Brasil).

Amaro Nervo by Manuela Bertão (Porto – Portugal).

The poetry of Raquel Carrilho (PE – Brasil).

Poem by Rizolete Fernandes (RN – Brasil).

And the links of the month:

Ave Word, from Bernadete Bruto, with Patricia Tenório: https://open.spotify.com/episode/6753c80IqeScWXvcsWiuEZ

Bernardo Bueno (RS – Brasil) and the pre-sale of the Anthology Four of Creative Writing by PUCRS:
https://www.bestiario.com.br/livros/escrita_criativa_4.html

Bruno Tenório de Oliveira e Silva (PE – Brasil) and the buzz:
https://www.instagram.com/p/CHiO3SYL7bM/?igshid=m9foc9lxumnc

Poetic Leaflet by Jorge Amaral de Oliveira (CE – Brasil): http://folhinhapoetica.blogspot.com/2020/11/10nov20-patricia-goncalves-tenorio.html#.X6x2Z8hKjIU

Exceptionally, we anticipate the News of November, 2020. The next post will be on December 22, 2020. I thank you for your attention and affection always, a big hug and until then,

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma
questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Os amantes perfeitos sobre a mesa. The perfect lovers over the table.

Escrita Criativa em mim* | Patricia Gonçalves Tenório**

Novembro, 2020

Capítulo 4 – Os concursos literários

            Foram derrubados os muros da cidade, o Muro Alto não existia mais.

Plantaram jardins conjuntos, escreveram livros para uns aos outros ler. Era

bom aquele começo, com a esperança no coração.

(“A cidade universitária” em A menina do olho verde, 2016)

*

No capítulo 3 de Escrita Criativa em mim, avisei da importância dos concursos literários.

Participar de concursos literários nos dá um norte, nos orienta para o olhar do outro, do que percebem em nossos textos, em nossa escrita. Quais os caminhos para melhor percorrer, mesmo que eles sejam “longos, perigosos, tortuosos”, como dizia Ariana na fábula de 2006 As joaninhas não mentem.

Mas é preciso ter cuidado para não encobrir a própria voz. Em 2015, participei de um concurso nacional com outra fábula, A menina do olho verde. Os personagens foram considerados mal construídos e, com isso, não venci o concurso. Porém, eu acreditava na minha história. Acreditava na voz de Manuela, a menina do olho verde e a publiquei em 2016. Em 2017, inscrevi o livro em um concurso internacional, o mesmo que As joaninhas não mentem venceu, em 2008, na categoria de melhor romance estrangeiro: o concurso da Accademia Internazionale Il Convivio, na Sicília, Itália. Recebi o Primo Premio Assoluto com a história de Manuela, Pedro, Letícia e Jonatas.



Recebendo de Ângelo Manitta o Primo Premio Assoluto da Accademia Internazionale Il Convivio (Sicília, Itália) por A menina do olho verde.

A leitura do outro é imprescindível para a Literatura, a Poesia acontecer. Mas o mais importante é acreditar na própria voz, na própria mão que se debruça no papel em branco e derruba os muros do espaço entre quem escreve e quem lê, na insistente, persistente, para sempre Escrita Criativa em mim.


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* Coluna publicada mensalmente nos blogs www.veragora.com.br/tesaoliterario e www.patriciatenorio.com.br.      

** Escritora, dezessete livros publicados, sendo um em formato vídeo-podcast, e mais três no prelo, mestre em Teoria da Literatura (UFPE) e doutora em Escrita Criativa (PUCRS). Contatos: grupodeestudos.escritacriativa@gmail.com e https://www.youtube.com/estudosemescritacriativa     

Índex* – Abril, 2020

A poeta

Ressuscitou

No quadragésimo

Dia

Abriu

A porta de casa

Enxergou

Em cores novas

Os girassóis

As borboletas

Aquele menino

Nos degraus da igreja

Pedindo esmola

Aquela senhora

Bem velhinha

Sem conseguir

Atravessar a rua

O jovem perdido

Nas drogas

Implorando atenção

 

E entregou

De corpo

Alma

Coração

Inteiros

A imensidão

De poesia

Presa ali

No seu peito

(“Páscoa”, Patricia Gonçalves Tenório, 09/04/2020, 09h09)

 

Páscoa em período de quarentena no Índex de Abril, 2020 no blog de Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa On-line | Patricia Gonçalves Tenório.

Sobre a escrita criativa III | O lançamento | Diversos.

Poemas de Cilene Santos (PE – Brasil).

Prosa poética de Cristina Albert Mesquita (PE – Brasil).

Revista e Premio Il Convivio (Itália).

Agradecemos o carinho de sempre, desejamos muita Paz, Saúde e Luz, abraço bem grande e até a próxima postagem, excepcionalmente, em 15 de maio de 2020,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index*  April, 2020

 

The poet

Risen

In the fortieth

Day

Opened

The door of home

She saw

In new colors

Sunflowers

The butterflies

That boy

On the steps of the church

Asking for alms

That lady

Well old lady

Without achieving

Cross the street

The young man

Lost on drugs

Begging attention

 

And she delivered

Body

Soul

Heart

Entirely

The immensity

Of poetry

Stuck there

In her chest

(“Easter”, Patricia Gonçalves Tenório, 04/09/2020, 09h09 a.m.)

 

Easter in quarantine in the April Index, 2020 on Patricia Gonçalves Tenório’s blog (PE – Brasil).

Creative Writing Studies Online | Patricia Gonçalves Tenório.

About creative writing III | The launch | Several.

Poems by Cilene Santos (PE – Brasil).

Poetic prose by Cristina Albert Mesquita (PE – Brasil).

Il Convivio Magazine and Award (Italy).

We thank you for your love, we wish you a lot of Peace, Health and Light, a big hug and until the next post, exceptionally, on May 15, 2020,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** 21/04/2020. 06h. A poeta passeando, de carro fechado, pelas ruas vazias do Recife Antigo. 04/21/2020. 6 a.m.. The poet walking, in a closed car, through the empty streets of Recife Antigo.

Revista e Premio Il Convivio

Premio Il Convivio 2020:

2020 premio Il Convivio 2020

Revista Il Convivio 80 (PDF): Convivio 80

Índex* – Novembro, 2017

De Arabella

Se aproxima

O fim da sua estória

O fim da narração 

Em terceira pessoa 

Que ficcionaliza

A vida do autor

*

A morte do autor

Está em cada linha

Está em cada palavra

Contada

Narrada

Derramada

Na tela do computador 

Nas letras do teclado

Que protegem o eu

Do outro

E permitem imaginar

E concedem aproximar

O fim de uma estória 

À bordo de um avião

(“Arabella em apuro”, Patricia Gonçalves Tenório, 10/11/2017, 06h50)

 

O fim de uma estória, o fim de um ciclo e início de outro no Índex de Novembro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

Poemas de Viagem | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“A menina do olho verde” na Itália | Patricia Gonçalves Tenório.

Ewa Lipska (Pologne) & Krzyztof Siwczyk (Pologne) | Traduits par Isabelle Macor (France).

“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosario Franco (Italia).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – Novembro, 2017 & 2018.

E o link do mês: Clauder Arcanjo (RN – Brasil) e Alfredo Pérez  Alencart  (Salamanca, Espanha) em www.salamancartvaldia.es/not/164590/desde-lisboa-mossoro-dedican-poemas-salmantino-anibal-nunez/

 

Agradeço a atenção e carinho de sempre, a próxima postagem será em 31 de Dezembro de 2017, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – November, 2017

From Arabella

Get closer

The end of her story

The end of the narration

In third person

That fictionalizes

The life of the author

 *

The author’s death

It’s on every line

It’s in every word

Told

Narrated

Spilled

On the computer screen

In the letters of the keyboard

Who protect the self

From the other

And they let imagine

And they allow approach

The end of a story

Aboard an airplane

(“Arabella in style”, Patricia Gonçalves Tenório, 11/10/2017, 06:50 a.m.)

 

 

The end of a story, the end of one cycle and beginning of another in the Index of November, 2017 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

Travel Poems | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

“The girl with the green eye” in Italy | Patricia Gonçalves Tenório.

Ewa Lipska (Poland) & Krzyztof Siwczyk (Poland) | Translated by Isabelle Macor (France).

“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosario Franco (Italy).

Group of Studies on Creative Writing – November, 2017 & 2018.

And the link of the month: Clauder Arcanjo (RN – Brasil) Clauder Arcanjo (RN – Brasil) and Alfredo Pérez  Alencart  (Salamanca, Spain) on www.salamancartvaldia.es/not/164590/desde-lisboa-mossoro-dedican-poemas-salmantino-anibal-nunez/

 

Thank you for the attention and affection of always, the next post will be on December 31, 2017, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** O fim de um ciclo e início de outro. The end of one cycle and beginning of another. 

“A menina do olho verde” na Itália | Patricia Gonçalves Tenório

Premiação Il Convivio A menina do olho verde

Giardini Naxos, Messina, Itália – Caesar Park – 29/10/2017 – 09h30

Patricia Gonçalves Tenório

 

Este livro é a busca pela própria voz.

Existe um momento na vida de todo artista, de todo escritor, de todo poeta, no qual explode a necessidade máxima de saber que lugar ocupa no mundo. E A menina do olho verde me revelou este lugar.

Há quase dez anos estive aqui em Giardini Naxos recebendo das mãos do caríssimo Angelo Manitta o Prêmio de Melhor Romance Estrangeiro por outra fábula, As joaninhas não mentem.

Agradeço à Accademia Internazionale Il Convivio, pela segunda vez, por ter escutado a minha voz, por ter escutado a voz de Manoela, A menina do olho verde gritando no Monte da Resposta Perdida em busca da Literatura, da Poesia, da Arte essencial para a vida de todo artista.

Muito obrigada.

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Il Convivio Premi La bambina dagli occhi verdi

Giardini Naxos, Messina, Italia – Caesar Park – 29/10/2017 – 09h30

Patricia Gonçalves Tenório

 

Questo libro è la ricerca della propria voce.

C’è un momento nella vita di ogni artista, ogni scrittore, ogni poeta, in cui esplode la massima necessità di sapere quale posto occupa nel mondo. E La bambina dagli occhi verdi (La bambina di occhio verde) mi ha rivelato questo posto.

Da quasi dieci anni sono qui a Giardini Naxos, ricevendo dalle mani del più caro Angelo Manitta il Premio per il Migliore Romanzo Estero per un’altra favola, Le coccinelle non mentono.

Grazie all’Accademia Internazionale Il Convivio, per la seconda volta, per ascoltare la mia voce, per aver ascoltato la voce di Manoela, La bambina dagli occhi verdi (La bambina di occhio verde) gridando sul Monte della Risposta Persa alla ricerca di Letteratura, Poesia, Arte essenziale per vita di ogni artista.

Grazie mille.

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“Il Viaggio della Memoria” | M. Rosaria Franco

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Índex* – Outubro, 2017

No pensamento 

O tempo sempre foi

Luta

Resistência 

 

Na imagem

De um menino 

Que foi um dia

Semente

Broto

Cápsula 

 

Aparece

Diante de mim

Formado

Amalgamado em

Corpo e alma

Com um sonho

Que tive um dia

Insistente

Persistente

 

Até

Nascer em mim

O pensamento 

Que lutou um dia

Que resistiu um dia

E se transformou

Em poesia

(“O pensamento luta”, Patricia Gonçalves Tenório, 05/10/2017, 05h01)

 

O sonho insiste e persiste no Índex de Outubro, 2017 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

A Cidade Universitária em “A menina do olho verde” | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco | Diversos.

“Sobre a escrita criativa” em Porto Alegre | Organização: Patricia Gonçalves Tenório. Prefácio: Luiz Antonio de Assis Brasil (RS – Brasil).

Grupo de Estudos em Escrita Criativa – Outubro, 2017 | Diversos.

E o link do mês: Paulo Caldas (PE – Brasil) fala sobre A menina do olho verde no http://revista.algomais.com/noticias/a-menina-do-olho-verde-vence-na-italia-por-paulo-caldas.

Agradecemos a participação e carinho.

Excepcionalmente, antecipamos a postagem para hoje. A próxima postagem será em 26 de Novembro, 2017.

Um grande abraço e até lá!

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – October, 2017

 

In thought

The time has always been

Fight

Resistance

 

In the image

Of a boy

Who was one day

Seed

Bud

Capsule

 

Pops up

Before me

Formed

Amalgamated in

Body and soul

With a dream

I had one day

Insistent

Persistent

 

Up until

Born in me

The thought

Who fought one day

Who endured one day

And became

Poetry

(“The thought of struggle”, Patricia Gonçalves Tenório, 05/10/2017, 05:01)

 

The dream insists and persists in the Index of October, 2017 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

The University City in “The Green Eye Girl” | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

I National Seminar in Creative Writing in Pernambuco | Miscellaneous.

“About creative writing” in Porto Alegre | Organization: Patricia Gonçalves Tenório. Preface: Luiz Antonio de Assis Brazil (RS – Brasil).

Study Group on Creative Writing – October, 2017 | Miscellaneous.

And the link of the month: Paulo Caldas (PE – Brasil) talks about The girl with the green eye in the http://revista.algomais.com/noticias/a-menina-do-olho-verde-vence-na-italia-por-paulo-caldas.

We appreciate your participation and affection.

Exceptionally, we’ve anticipated the post for today. The next post will be on November 26, 2017.

A big hug and until then!

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** A insistência e a persistência de um sonho no I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco. The insistence and persistence of a dream in the First National Seminar in Creative Writing in Pernambuco.

“A Cidade Universitária”* em “A menina do olho verde” | Patricia Gonçalves Tenório***

A CIDADE UNIVERSITÁRIA*

 

Foram derrubados os muros da cidade, o Muro Alto não existia mais. Plantaram jardins conjuntos, escreveram livros para uns aos outros ler. Era bom aquele começo, com a esperança no coração. Inventaram para o Barulho Extremo músicas dessas para relaxar. Ouviam baixinho antes, durante e após as refeições. Conseguiam fazer suas tarefas mais difíceis, das que precisam de uma concentração profunda, usando aquelas músicas que aquietavam.

O filho do prefeito, era João o seu nome, inventou uma outra ferramenta para ao Barulho abafar. Era o Riso, ele dizia, que se mal não faz, bem então fará. No princípio, todos riam assim forçados, todos riam desanimados só para agradar ao menino. Mas depois descobriram que rir era mais fácil que imaginavam e rir fazia imaginar. Imaginavam dias luminosos, coloridos, as árvores cheias de folhas, as abelhas retornando às colmeias, o néctar de flor em flor.

E foram aos poucos e persistentes, exercitando aquele Riso, e transformando o pensamento em positivo cada vez mais. Se reuniam na pracinha da cidade, debaixo da sombra do Carvalho, e riam uns dos outros, de si mesmos e dos animais, que passeavam livremente, meio espantados no começo, por verem aquele sorriso contínuo. Sentiam-se ridículos, é verdade, os habitantes da cidade. Mas sentiam-se jovens, intrépidos, relaxados, e brincavam uns com os outros, e faziam cócegas uns nos outros para o Riso fomentar.

Voltavam para casa cansados, o rosto vermelho, os olhos brilhantes. E nem mesmo na hora da refeição, conseguiam parar o Riso – ele já contagiava. A cidade era assim transformada, de uma cidade comum que vivia nas cinzas, no Barulho Extremo, em uma Cidade Universitária.

As disciplinas estudadas pelas crianças na Escola, levadas em tarefas para casa eram multidisciplinares. Sabiam entre si estudar das mais fáceis às mais difíceis, e retornavam às mais fáceis para melhor aprender. Os adultos começaram a sentir necessidade em retornar aos estudos, para aos filhos ajudar, para aos filhos fazer admirar, do menorzinho ao mais velho.

Mas professora Mariana alertou que não era esse o caminho. Que não deveriam estudar somente para aos outros agradar. Precisavam encontrar um propósito, um propósito original, um sentido essencial, que agradasse a si próprio em primeiro lugar. Para então, aos pouquinhos, às crianças ajudar, aos seus filhos ensinar com o Aprendizado pelo Afeto.

Era o Aprendizado mais eficiente, aquele que perpassa o Tempo, transpõe Espaços e quem recebe carrega para a vida inteira. Ninguém do aluno ou da aluna pode retirar. Quando se entrega um Ensinamento coberto de Carinho, esse Carinho se entranha no Ensinamento, se entranha em quem recebe para nunca mais acabar. A Memória permanece fiel ao Ensinamento, pois com o Afeto se tornaram irmãos. Irmãos gêmeos, siameses, e espelham um no outro o que o Carinho envolveu, o que o Afeto transmutou em ondas de Aprendizado perpétuo.

 

La Città Universitaria**

Furono rubate le mura della città, il Muro Alto non esisteva più. Piantarono giardini comunicanti, scrissero libri per leggerli gli uni agli altri. Era buono quell’inizio, con la speranza nel cuore. Inventarono per il Frastuono Estremo musiche, di quelle che rilassano. Le ascoltavano piano all’inizio, prima e dopo i pasti. Riuscirono a svolgere i compiti più difficili, quelli che avevano bisogno di una concentrazione profonda, usando quelle musiche che quietavano.

Il figlio del sindaco, il suo nome era João, inventò un altro strumento per placare il Frastuono. Era il Riso, diceva, che se non faceva male, allora avrebbe fatto bene. All’inizio tutti ridevano forzatamente, tutti ridevano tristi, solo per far piacere al ragazzo. Ma poi scoprirono che ridere era più facile di quel che immaginavano e ridere faceva immaginare. Immaginavano giorni luminosi, colorati, alberi pieni di foglie, api che ritornavano agli alveari, nettari di fiore in fiore.

E a poco a poco, persistevano nel praticare quel Riso, trasformando il pensiero in positivo, ogni volta un po’ di più. Si riunivano nella piazzetta della città, sotto l’ombra della Quercia, e ridevano gli uni degli altri, di loro stessi e degli animali, che passeggiavano liberamente, un po’ spaventati all’inizio, nel vedere quel sorriso continuo. Si sentivano ridicoli, è vero, gli abitanti della città. Ma si sentivano giovani, intrepidi, rilassati, e scherzavano gli uni con gli altri, e si facevano il solletico gli uni con gli altri per fomentare il Riso.

Tornavano a casa stanchi, il viso rosso, gli occhi brillanti. Nemmeno all’ora del pasto riuscivano a fermare il Riso – che subito li contagiava. La città così era trasformata da una città comune, che viveva sulle sue ceneri, nel Frastuono Estremo, in una Città Universitaria.

Le materie studiate dai bambini della Scuola, i compiti a casa, erano multidisciplinari. Sapevano studiare per conto loro le cose più facili e quelle più difficili, poi ritornavano a quelle più facili per impararle meglio. Gli adulti cominciavano a sentire il bisogno di riprendere gli studi, per aiutare i figli, per farsi ammirare dai figli, dal più piccino al più grande.

Ma la maestra Mariana avvisò che non era questa la strada. Che non avrebbero dovuto studiare solo per far piacere agli altri. Dovevano avere uno scopo, un proposito originale, un senso essenziale, che facesse piacere a se stessi in primo luogo. Per poi, a poco a poco, aiutare i bambini, insegnare ai propri figli l’Apprendimento dell’Affetto.

Era l’Apprendimento più efficiente, quello che trapassa il Tempo, trascende lo Spazio, e che chi riceve, porta con sé per tutta la vita. Nessuno lo potrà togliere dall’alunno o dall’alunna. Quando si dà un insegnamento pieno d’Affetto, questo Affetto si introietta nell’Insegnamento, si introietta in chi lo riceve per non distaccarsene più. La Memoria rimane fedele all’Insegnamento, perché  si è affratellato con l’Affetto, è diventato un Fratello Gemello, siamese, così che si rispecchiano uno nell’altro come ciò che il Sentimento ha legato, ciò che l’Affetto ha trasformato in onda di Apprendimento perpetuo.

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Capítulo de A menina do olho verde. Patricia Gonçalves Tenório. Recife, PE: Raio de Sol, 2016. Primo Premio Assoluto – Libro edito in portoghese – Accademia Internazionale Il Convivio, Outubro, 2017.

** Capitolo de La bambina dagli occhi verdi. Patricia Gonçalves Tenório. Traduzione: Alfredo Tagliavia. Milano, Italia: IPOC, 2016.

*** Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em Outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em Outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, sob a orientação da prof. dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino. Doutoranda em Escrita Criativa (2017.1) no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), sob a orientação do prof. dr. Luiz Antonio de Assis Brasil. Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

**** Possível ilustração de DS Tenório para A menina do olho verde.