Índex* – Novembro, 2018

Fecham

As portas

Do avião

De Porto Alegre

Para Recife

E não estou

Mais lá

Não estou 

Ainda aqui

Nesse trânsito 

Entre dois mundos

Dois amores

 

Duas saídas

Para um mar de estrelas 

Oceano de vontades

Papel e lápis

E escrever

Me inscrever

Crer…

Crer…

(“Oceano”, Patricia Gonçalves Tenório, 09/11/2018, 06h54)

 

Água e Fogo, Teoria e Poesia, Crítica e Ficção na edição de aniversário do Índex – Novembro, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

O fogo da criação | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

DE CRIAÇÃO E FOGO DA MEMÓRIA | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

O FOGO CAMONIANO | Cilene Santos (PE – Brasil).

Fogo – Do Barro à Pira, Companheiro de Vida | Elba Lins (PE – Brasil).

Sobre o fogo | Gabi Vieira (PE – Brasil).

O fogo de Gabriel Nascimento (RS – Brasil).

O fogo | João Orlando Alves (PE – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa 2018 – Recife e Porto Alegre | Diversos.

Agradeço imensamente o carinho e a força, a próxima postagem será em 30 de Dezembro, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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Index* – November, 2018

Close

The doors

From the airplane

From Porto Alegre

To Recife

And I’m not

More there

I’m not

Still here

In this passage

Between two worlds

Two loves

 

Two exits

For a sea of stars

Ocean of wills

Paper and pencil

And write

Sign me up

Believe…

Believe…

(“Ocean”, Patricia Gonçalves Tenório, 11/10/2018, 06h54)

 

Water and Fire, Theory and Poetry, Criticism and Fiction in the anniversary edition of the Index – November, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

The fire of creation | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

OF CREATION AND FIRE OF MEMORY | Bernadete Bruto (PE – Brasil).

THE CAMONIAN FIRE | Cilene Santos (PE – Brasil).

Fire – From Mud to Pira, Companion of Life | Elba Lins (PE – Brasil).

About fire | Gabi Vieira (PE – Brasil).

The fire of Gabriel Nascimento (RS – Brasil).

The fire | João Orlando Alves (PE – Brasil).

Creative Writing Studies 2018 – Recife and Porto Alegre | Several.

Thank you immensely for the affection and the strength, the next post will be on December 30, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Em 2018, um oceano de vontades para o bem escrever. In 2018, an ocean of wills for well write.  

O fogo da criação* | Patricia Gonçalves Tenório**

Descobrimos em A psicanálise do fogo, do filósofo francês Gaston Bachelard, alguns dos temas mais caros à literatura universal, tanto nos clássicos quanto nos contemporâneos, e que investigamos durante 2018, nos encontros dos Estudos em Escrita Criativa, em Recife e em Porto Alegre.

Nos encontros, navegamos pelo tempo e nos lembramos d’“O que é, pois, o tempo?”, e o triplo presente de Agostinho de Hipona nas suas Confissões, onde só o presente do presente existe na alma distendida da percepção. Intuímos o conceito de figura que Erich Auerbach tomou emprestado dos primeiros padres da Igreja Cristã, quando, para angariar mais fiés entre os judeus, gentios, pagãos, tentavam ligar figuras do Antigo Testamento, tais como Davi, Moisés, Josué, à figura do Cristo no Novo Testamento, os primeiros prefigurando o preenchimento pleno com a vinda do Messias. Auerbach aplicou o conceito de figura tentando ligar textos clássicos, um apontando para o outro, desde Homero até chegar ao romance moderno com Virgínia Woolf.

Buscamos em Yuval Harari, e no seu Sapiens: Breve história da humanidade, o motivo para mais de 150 indivíduos caminharem na mesma direção: a construção do mito. Mito que, segundo André Jolles, nasce quando uma pergunta essencial encontra uma resposta perdida, uma sendo feita para a outra de maneira inexorável.

E o que dizer sobre a viagem? Esse tema que vem lá dos nossos pais portugueses com Luís Vaz de Camões em Os Lusíadas, atravessa a Jornada do Herói ou da Heroína, de Chistopher Vogler e Maureen Murdock, e desemboca n”Os devaneios de um caminhante solitário, de Jean-Jacques Rousseau?

A música nos traz a Teoria Barroca dos Afetos, e lembramos de Ludwig van Beethoven quando afirma que “Não apenas pratique sua arte, mas force seu caminho em seus segredos, pois ela e o conhecimento podem elevar os homens ao Divino”.

O amor nos apresenta o maior sentimento agregador, aquele para o qual viemos ao mundo, pelo qual retornaremos dele um dia, e que o poeta trovador Guirault de Borneilh nos abre as janelas da alma, de ponta a ponta, lá n’O poder do mito, de Joseph Campbell.

O sonho e a imagem dialogam entre si, quando Carl Gustav Jung extrai dos sonhos a imagem individual, no meio das inúmeras imagens coletivas que nos são impostas todos os dias, e Roland Barthes nos apresenta o punctum da fotografia que nos fere e atinge. Com isso mergulhamos em nós mesmos na direção de nossa essência, e reverberamos em ficção, poesia, imagens teóricas ou poéticas.

E o fogo reunindo em si cada um desses temas elencados para nos provocar, para nos alimentar com teoria de várias áreas de conhecimento, nos iluminar com diversas áreas de arte, o fogo quase nos queimando por inteiro, nos transformando por inteiro, para renascermos feito uma Fênix desmesurada, e escrevermos uma obra de arte.

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* Ao final dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife e Porto Alegre.

** Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália); Prêmio Vânia Souto Carvalho (2012) da Academia Pernambucana de Letras (PE) por Como se Ícaro falasse, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Mestre em Teoria da Literatura (2015, UFPE) e doutora em Escrita Criativa (2018, PUCRS). Contatos: patriciatenorio@uol.com.brwww.patriciatenorio.com.br

 

DE CRIAÇÃO E FOGO DA MEMÓRIA* | Bernadete Bruto**

Fechou os olhos e deu de encontro com a escuridão da alma. Que buscar no Íntimo sobre o fogo habitante na sua escrita? No íntimo sabe:

O QUE SURGE

DA ESCURIDÃO

EMERGE FORTE

PURO MAGMA

COMO UM VULCÃO

 

Hoje, o silêncio impera na escuridão. Uma escuridão morna de forma que se põe em meditação no aguardo da faísca sagrada. Abriu os olhos deparando-se com um holofote vermelho, qual o tema proposto, iluminando esse chão de vermelho aveludado e se viu num espaço de silencio onde os únicos ruídos presentes provinham do papel manuseado por outras mãos na proximidade.

Todos, no silencio, escreviam imersos no fogo-fátuo de suas almas crepitantes na vizinhança daquela criatura, que ali presente, observava uma nova forma de escrever nesse silencio em conjunto, durante todo aquele ano.

Se alguns papéis se dobravam e amassavam à procura da bendita fagulha, o dela permanecia intacto, ao sabor do deslizar da caneta que lhe conduzia a uma história, sobre uma pessoa, cujo coração tão profundamente abrasado, um dia ardeu em chamas. Do coração em cinzas, com um único tição alimentado, iluminando o caminho, daquela vista meio cega pelas lágrimas, seguiu uma rota apenas conduzida pelo fogo da memória, escreveu algo assim, somente para si, como um conto de fadas:

 

Era uma vez uma menina, tão pequenina, como outra qualquer. Atemporal, que pegou a flor da chama e iniciou uma vida nova, inteirinha, de lindas tramas!

 

Recife, 10 de Novembro de 2018.

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Texto escrito no último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife.

** Bernadete Bruto (Recife/PE, 1958) é bacharel e licenciada em Sociologia, com especializações na área de Recursos Humanos e Direito Administrativo. É analista de gestão do metrô de Recife e poeta performática. Membro da União Brasileira de Escritores – UBE, da Associação dos Amigos do Museu da Cidade do Recife – AMUC, parceira da Cultura Nordestina Letras e Artes e participa da Confraria das Artes e dos Estudos em Escrita Criativa. Tem quatro livros publicados, todos coletâneas de poesias: Pura impressão (2008), Um coração que canta (2011), Querido diário peregrino (2014) e A menina e a árvore (2017). Participa de antologias, assim como de diversas apresentações poéticas e performáticas. Contatos: bernadetebruto@gmail.com e www.bernadetebruto.com

O FOGO CAMONIANO* | Cilene Santos**

E esse fogo,

Do qual tratou Camões,

É chama abrasadora,

Que queima e arde.

Por ser intangível,

Não faz alarde.

Não deixa marcas.

No corpo. Só na alma.

Às vezes dá prazer,

Noutras, uma dor infinda.

Cuja cura, a ciência não

Não descobriu ainda.

Se está chama não for

Tão vigorosa,

O próprio tempo cuida de apagar.

Soprando está chama crepitante,

Desraigar e deixa o chão propício

Para que outra chama

Possa cintilar.

Mas, este mesmo tempo é capaz

De, lá no peito, num momento

O fogo camuflar.

Fá-lo virar cinzas, fingir estar extinto.

Entretanto, num instante inexato,

Ressurgir do pó, tal qual a Fênix,

Mais robusto do que antes já o fora

E tão mágico quanto o poder da pedra Ônix.

Rasga o peito. Deixa-o sangrando.

Transfigurado num olhar, numa ternura.

Talvez querendo confessar ao mundo

Que o amor é um sentimento eterno

E profundo.

 

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* Poema escrito no último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife, em 10/11/2018.

** Cilene Santos, escritora, poeta, cordelista. Professora graduada em Letras, com especialização em Língua Portuguesa. Membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira nº 08, e tem como patrono Dimas Batista. Publicou Branca de Neve e os Sete Anões em Versos e a vida de Joel Pontes, em cordel. Participou dos Estudos em Escrita Criativa 2018 de Recife. Contato: cilenecaruaru2013@gmail.com

 

Fogo – Do Barro à Pira, Companheiro de Vida* | Elba Lins**

Fogo primevo!

Que queima, me molda

E funde o barro amorfo.

Fogo criador,

Que me transforma

Em ser vivente.

 

Fogo selvagem!

Que me levou um dia

Pelas asas da paixão…

Que me inflou por dentro

E me fez

Brasa que queima.

 

Fogo lento!

A aquecer

Meus dias,

Minhas noites,

Doces e serenas.

 

Fogo, companheiro do fim

Que queima o que criou…

O que ontem foi meu corpo ardente

E hoje frio e sem vida

Arde contigo

No nosso encontro final.

 

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* Poema escrito no último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife, em 10/11/2018.

** Elba Santa Cruz Lins (Monteiro/PB, 1957) é formada em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco (1979), fez MBA em Gestão de Negócios (EAD) pela PUC-PR. Trabalhou durante 34 anos na área de Telecomunicações da CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Atualmente aposentada, dedica-se à escrita. Fez curso de Contação de Histórias no Zumbaiar (Recife). Faz poesias e há dois anos participa dos Estudos em Escrita Criativa, sob a coordenação de Patricia Gonçalves Tenório. Lançou em 2017 seu primeiro livro de poemas, Do outro lado do espelho: O feminino em estado de poesia. Contato: elbalins@gmail.com

Sobre o fogo* | Gabi Vieira**

Quando se pensa em fogo, logo se visualiza a destruição, o medo, o desespero, um calor ardente que apaga da existência tudo que toca. Ele é majoritariamente temido, evitado, apagado, tratado como indesejável.

 

Mas creio que em tudo há outro lado a ser observado. Se esta é a face mais conhecida do fogo, olhemos então para outra. Onde se vê destruição, pode também ser vista a renascença. Quando só há cinzas, o que mais resta a não ser a recriação? Onde não havia mais nada, agora existe a perspectiva de se criar qualquer coisa, de nascer qualquer coisa. Como a fênix que renasce das cinzas, que deixa morrer suas chamas antigas para permitir que outras nasçam, creio que deixar o fogo nos atravessar o corpo, a alma e o coração seja a maneira mais corajosa de nos reinventarmos.

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* Texto escrito durante o último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife, em 10/11/2018.

** Gabi Vieira é estudante de Letras da UFPE e participou dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife. Contato: gabi.vieira.araujo@gmail.com

 

O fogo* de Gabriel Nascimento**

Madrugadas, outrora silenciosas, são preenchidas por um choro, que trespassa meus fones como uma faca. Minha mente manda que meu corpo continue sentado, apático ao sofrimento da criatura, ignorando que, de algum jeito, a criatura que chora na cozinha entende o que é solidão, por isso teme estar sendo deixada. Sei que não, mas ela não concebe essa ideia, sente mais do que pensa. O que nos possui a fazer isso? Adotar algo menor, torna-la dependente de nossa vontade, e molda-la no que queremos, ao invés de deixa-la como a natureza a fez? Precisamos tanto nos sentir poderosos? Mas ninguém quer saber disso. Ninguém quer admitir que escravos alimentados e adorados ainda são escravos.

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* Texto escrito no último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Porto Alegre, em 07/11/2018.

** Gabriel Nascimento participou dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Porto Alegre. Contato: gsabritto@yahoo.com.br

 

O fogo* | João Orlando Alves**

O espírito em remanso, a mente livre…

Inclina-se, às vezes, aos ecos do passado.

A lenha que arde nos casarões… Luz

Sentimentos novos, o tempo presente.

 

Na queima do cedro, o aroma se faz calor

Ah!  Esses encontros… Vertigens surpreendentes

O corpo em silêncio, um crepitar em sussurro

A busca do possível alheio à realidade.

 

Há uma chama a bailar… Pulsam venturas

Não se tome apenas como sonho… A alma reclama

Uma força ainda parece vir dela

Na memória um fogo que fere, mas é vida.

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* Poema escrito no último encontro dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife, em 10/11/2018.

** João Orlando Alves é poeta e participou dos Estudos em Escrita Criativa 2018, Recife. Contato: joaoorlandoalves@yahoo.com.br

Estudos em Escrita Criativa 2018 – Recife e Porto Alegre

Se sou feita de palavras, elas agora transparecem gratidão por tudo o quanto aprendi nesse ano de 2018 com vocês.

E não foram apenas os oito temas, e os teóricos, os artistas, ficcionistas e poetas. Foi antes de tudo as palavras que vocês me deram, o abraço de cada um de vocês a embalar esse meu sonho.

Um sonho de pessoa tímida que a dupla face do ato de ensinar tornou realidade, apesar das minhas limitações.

No mês de novembro de 2018, vocês estão em cada cantinho do blog, espaço no qual espareço a solidão tão própria a quem escreve, mas que é tão bom compartilhar palavras, ideias, afetos.

Espero encontrá-los novamente em 2019, e pelos anos que a vida nos presenteie, em Recife ou em Porto Alegre, ou em algum lugar todo especial onde a Escrita Criativa prevalesça e permaneça no coração de cada um de nós.

 

Um abraço bem grande e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Março, 2018 – O tempo

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Recife, 10/03/2018

Abril, 2018 – O mito

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Recife, 07/04/2018

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Porto Alegre, 25/04/2018

Maio, 2018 – A viagem

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Recife, 12/05/2018

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Porto Alegre, 16/05/2018

Junho, 2018 – A música

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Recife, 09/06/2018

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Porto Alegre, 13/06/2018

Agosto, 2018 – O amor

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Recife, 11/08/2018

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Porto Alegre, 15/08/2018

Setembro, 2018 – O sonho

EEC Setembro Recife

Recife, 01/09/2018

EEC Setembro POA

Porto Alegre, 12/09/2018

Outubro, 2018 – A imagem

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Recife, 06/10/2018

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Porto Alegre, 10/10/2018

Novembro, 2018 – O fogo

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Porto Alegre, 07/11/2018

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Recife, 10/11/2018

Curtas “Sobre a escrita criativa II”

Adriano Portela

Bernadete Bruto

Bernado Bueno

Elba Lins

Fernando de Mendonça

Índex* – Outubro, 2018

Você pode

Nem me ver

Nem me enxergar

Mas o sol 

Brilha mais forte

No céu

Mais azul

Deslizam nuvens

Branquinhas

A me chamar

Você pode

Não me ouvir

Não me escutar

Mas o bem-te-vi

Cantou mais cedo

O som das folhas nas árvores

A brisa a me contar

Que hoje

É dia de sim

Dia de se acordar

Sair para a vida

De peito aberto

Pés descalços 

Abraçar o mar

(“Porque, afinal, o mar existe”, Patricia Gonçalves Tenório, 28/09/2018, 07h37)

 

O infinito mar da Escrita Criativa no Índex de Outubro, 2018 no blog de Patricia Gonçalves Tenório.

“Doze horas”: O mito individual em uma autobioficção | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

Uma crônica e um poema de viagem | Bernadete Bruto (PE – Brasil) & Elba Lins (PE/PB – Brasil).

Convite | “Sobre a escrita criativa II” | Diversos.

Amizade de teclado | Mara Narciso (MG – Brasil).

Estudos em Escrita Criativa – Outubro, 2018 | Recife e Porto Alegre | Diversos.

Agradeço a atenção e o carinho, a próxima postagem será em 25 de Novembro, 2018, grande abraço e até lá,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

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Index* – October, 2018

 

You can

Do not see me

Do not even see me

But the sun

Shines stronger

In the sky

Bluer

Slip clouds

Bright white

Call me

You can

Do not listen to me

Do not even listen to me

But the nightingale

Sang early

The sound of the leaves in the trees

The breeze to tell me

That today

It’s a yes day

Day to wake up

Go out to life

Open-breasted

Bare feet

*

Embrace the sea

(“Because, after all, the sea exists”, Patricia Gonçalves Tenório, 09/28/2018, 07h37)

 

The infinite sea of Creative Writing in the Index of October, 2018 in the blog of Patricia Gonçalves Tenório.

“Twelve Hours”: The Individual Myth in an Autobiography | Patricia Gonçalves Tenório (PE – Brasil).

A Chronicle and a Traveling Poem | Bernadete Bruto (PE – Brasil) & Elba Lins (PE/PB – Brasil).

Invitation | “About Creative Writing II” | Several.

Keyboard Friendship | Mara Narciso (MG – Brasil).

Studies in Creative Writing – October, 2018 | Recife and Porto Alegre | Several.

Thank you for the attention and the affection, the next post will be on November 25, 2018, big hug and until then,

 

Patricia Gonçalves Tenório.

 

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* Índex foi traduzido (a maior parte) apenas para o inglês por uma questão de extensão do post.

* Index was translated (most of it) into English only as a matter of the extension of the post.

** Esse infinito mar chamado Vida. Fotografia: George Barbosa (PE – Brasil). This infinite sea called Life. Photography: George Barbosa (PE – Brasil).